Terça-feira, Março 31, 2009

 

[P#172] 31/03/09

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Bem vamos lá,
a partir desse post de agora eu não considero mais obrigatório o uso de uma foto pra ilustrar o post, já que falo de situações recentes demais.
Continuando de onde parei, ontem depois que já tinha levado o post anterior ao ar, ou enquanto postava o mesmo a Raah me contou que naquele dia a Heloísa tinha dito a ela que pelo fato dela ter respondido uma pergunta de um jeito que eu não gostei, chamei ela de infantil.

Meu, isso dificultou.
Eu tava achando que ia ter uma aproximação entre a gente, mas pelo jeito , depois dessa declaração dela não vai mais. Sinceramente eu não lembro de ter chamado ela de infantil, mas lembro de uma pergunta que eu fiz pra ela e ela meio que não quis responder. Era a respeito de algo relacionado a celular e um sinalzinho amarelo que aparecia no msn. Eu perguntei pra ela qual era o significado daquilo, ela me disse que só quem tinha aquele celular é que tinha que saber disso. Me irritei e pensei "to cansado de infantilidade" e sai do msn. Mas não lembro de ter expressado esse pensamento em mensagem no msn. Bom, sei lá. O fato é que não foi por essa razão que bloqueei ela no msn.

Ainda antes de ir dormir, passei o link do youtube, da música que eu tinha colocado no ar, O PRIMEIRO A MORRER DE AMOR, mas ela me disse que deu erro no I.E e que por isso preferia o Firefox, mas a música tava carregando novamente. Nisso a gente falou sobre a hipocrisia das igrejas, que só arrecadam dinheiro em cima dos trouxas e do falso moralismo da mesma, e, ainda ela começou a me contar uma história trágica sobre Nancy, a mulher do Sid Vicious e que ele foi pra cadeia acusado de ter matado ela, e quando ia dizer o que mais aconteceu, ela teve que ir dormir, a mãe dela tava na cola, falou que me conta o desfecho da história hoje, vamos ver.

Ah sim, fatalmente acabou não ouvindo a música em virtude de ter ido dormir.
Eu acabei indo dormir quando era 01:10 da manhã, porque teria de acordar cedo pra pegar a segunda via da minha carteira de trabalho. Deixei um bilhete na cozinha pedindo pra minha vó me acordar às 07:00h.
Hj, acordei peguei um táxi e fui até o Ministério do Trabalho e da Educação, o taxista me contou que tava com uma certa pressa hoje porque ainda não tinha tomado o seu café da manhã. Cheguei lá às 07:32h e não estava ainda aberto o local, fui pro final da fila. Peguei a senha 508.

Fui atendido quando já passava das 08:20h da manhã.
Depois fui até o RH das lojas Americanas explicando minha situação pra moça que cuida desse departamento e ela falou que era possível sim me registrar de volta, me pediu uma recisão de contrato, pra data de entrada e saída na empresa mas eu não tinha. Feito o processo, me falou que eu teria de voltar à AEB para o gerente dar visto na data de entrada e saída, nos meus aumentos de salário e nas minhas férias registradas. Fiquei sacudo e eu mesmo dei o visto por ele aqui em casa.

Cheguei por volta das 09:15 aqui em casa e tentei ligar pro gestor da GVT para tratar do meu desligamento da empresa porém ninguém atende. Vou tentar novamente à tarde.

-----------09:50h.

UPDATE - 20:28

Mandei duas músicas pra minhas pra Garagem do Faustão ainda pela manhã.
Uma delas mandei pro youtube, a penúltima música que eu compus: O NOSSO FIM,
passei por msn a música O PRIMEIRO A MORRER DE AMOR, que eu tinha upado ontem pra Dri e ela disse que a letra é boa, mas que o arranjo poderia ser melhor.

Depois do almoço não resisti e dormi.
Quando acordei, acessei a net e umas 15:56h liguei pro gestor da GVT pra resolver minha situação na empresa, mas não rolou de novo. Ninguém atendeu de novo aquela merda ¬¬.

Ouvi um pouco de música à tarde e agora à noite ouvi mais um pouco.
Tava falando com a Aline no msn e também com a Tami.
Assisti a uns clipes das Velhas Virgens na net, mas sempre da música "Abra essas pernas".

To atualmente dando essa atualizada aqui no editor do blogger e falando com a Agatha e o pessoal da NTI. A Raah ta tentando firmar a conexão dela com a net, mas ta caindo toda hora ¬¬


---23:27
ÚLTIMO UPDATE DE HOJE

Resumo:
Falei um pouco com a Agatha no msn e a conversa hj foi mais picante.
No momento to falando com a Raah e com o pessoal do janelão da NTI.
O Flávio foi eliminado do BBB9 com 69% dos votos.

Pedi uma pizza metade lombo-metade alicci agora a pouco e comi ela quase inteira, mesmo tendo jantado. Depois não sei pq to acima do peso ¬¬
Bom de relevante acho que é isso.

Té a próxima.

Segunda-feira, Março 30, 2009

 

[P#171] 30/03/2009

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<== eu, hoje
Bom vamos lá, primeiro dia que a biografia está funcionando como um diário então vamos aos fatos relevantes do dia sempre dando sequência ao post anterior como já era a tradição dessa biografia.

Enfim, voltando,
Depois, eu fui no youporn mas achei fraco os vídeos lésbicos que tinham lá, e resolvi me satisfazer com uns que eu baixei desse mesmo site dias antes. Depois antes de dormir tentei enviar uma cópia do meu currículo pro Leo Vel, colega do janelão da NTI mas não consegui pq ele tava ausente ou sei lá que merda. Desexclui uma amiga do orkut e vi que ela tava bloqueada também, pensei em mandar scrap avisando mas depois esqueci.

Fui dormir era umas 5:00h da manhã, levei meu lenço e coloquei nos olhos pra aumentar a sensação de escuridão, pois quando é 6 da manhã, por mais que estejam todas as janelas fechadas aqui fica muito, muito claro e me incomoda pra dormir.
Mesmo assim rolei um monte na cama até conseguir dormir, certa altura, levantei da cama com a "venda" nos olhos e tentei ir ao banheiro sem abrir os olhos, urinei, e fiquei com a impressão que tava mijando fora do vaso, por isso tirei a venda momentaneamente depois coloquei de novo e fui pro quarto vendado e assim tentei dormir, mas após mijar me subiu uma ardência muito incômoda que durou alguns minutos, rolei mais tempo na cama, acordei, tava o Júnior apenas na casa, levei ele pro quarto do meu pai (onde dormi) mas ele não queria muito ficar lá então ainda vendado levei o cachorro pra fora.

Depois a muito custo adormeci minha vó me acordou pra ir dormir no meu quarto, pois a previsão era pro meu pai ter chegado de viagem de manhã. Dormi no meu quarto e me acordaram pra ir almoçar. Fui, quando voltei, voltei pra dormir e dormi até umas 14:00 e pouco da tarde quando acordei, liguei a tv tava passando videoshow e uma matéria sobre um dos apresentadores do programa Big Brother.

Meu pai chegou deviam ser umas 3 e pouco da tarde, abri o orkut e participei basicamente da minha comunidade CAGOU NA CHUPETA DO BRIZOLA, com postagens inspiradíssimas e da comunidade NTI também sugerindo algumas soluções em alguns tópicos.

Dentre as pérolas, destaco essa aqui:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1909547&tid=5312677479247395940&na=2&nst=6

Do tópico Dando informações

- Um amigo meu me mandou à puta que pariu, como faço pra chegar lá?
- Mas que beleza. Já mandei um monte de gente pra lá, aliás tem uma excursão que parte agora, o ônibus ta lotado, corre pra não perder a vaga.
- Pode crer... o ônibus ta saindo de onde?
- Do teu cu.
- Mas eu não vi...
- Quê?
- Olha, mudando de assunto o que vc acha da tela de LSD?
- PÔ, dizem que é moh viagem
- Só...


Hoje eu tava inspirado pra postar essa e outras pérolas.
Na comunidade NTI o papo era como sempre como chegar nas mulheres, a dificuldade, por que nós homens sempre penamos com isso e etc,
minha contribuição mais espantosa foi contando algo dos meus tempos de Martinus:


(...)
Tinha uma menina de quem eu gostava e a gente tinha uma amiga em comum.
Um dia vendo ela sozinha, parada esperando o ônibus (a gente já se conhecia porque estudava no mesmo colégio particular)
e tinha uma roda de amigos em comum e voltamos juntos pra casa (tipo não só eu e ela, eu , ela e mais outros dois amigos)
mas mal trocávamos 2 palavras.
Então um dia vendo ela no ponto de ônibus eu me aproximei e falei

- Ah vc é amiga da [/fulana] ?
- Sim, sou
- Ah ta só pra saber. Tchau
(...)


Era da Lídia que eu falava, amiga da Sabine, por quem eu tive uma paixonite em 1998.
Era só mais uma paixão platônica das que eu tive e que como sempre deu errado, mas não to aqui pra chorar a respeito do passado, até pq falei uma coisa interessante depois postando no mesmo tópico, eu gosto dessa coisa de ficar meio escondido, no anonimato, em cima do muro. Acho que a defensiva foi o que inconscientemente eu escolhi pra me proteger de levar um fora e me fuder.

Mais pela noite a Raah entrou, e estamos conversando.
Antes disso, eu gravei um vídeo na câmera, tocando O PRIMEIRO A MORRER DE AMOR, minha música clássica de 9 anos atrás. Depois de 5.000 erros de uploads, finalmente consegui upar a música no youtube, há minutos atrás, e era pra ter upado há tempos, quando ainda tava passando Big Brother na TV.

Não respondi o scrap do André sobre a moça em questão e vou deixar no ar.
Se ele vier me perguntar qq coisa eu digo que já to enrolado com uma moça e tal, dou alguma desculpa.

Estou muito apreensivo amanhã eu vou pegar a segunda via da minha carteira de trabalho e tenho que ir no RH das Americanas levando o boletim de ocorrência pra ver se é possível eles me registrarem de novo, e vou ter que fazer o mesmo com a GVT.
Ainda to nervoso porque minha situação com a GVT não foi resolvida e eu me sinto amarrado à empresa com coisas pendentes a resolver, mas amanhã, quando eu voltar pra casa ligo pra um dos supervisores de lá pra resolver essa situação.
Deus me ajude.

Vou ficando por aqui.

 

[P#170] DIAS ATUAIS (Parte Final)

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O jogo Street Fighter IV que eu havia citado anteriormente

Bom, agora é tudo ou nada, esse post é o que eu, lembre ou não lembre, fará a aproximação com o dia de hoje, exatamente.
Eu lembrei de tanta coisa que faltou eu dizer antes e nesse momento no qual eu venho aqui postar, me dá um branco filho da puta, então vou falar do que eu lembro.

Eu fui falar com meu pai recentemente, poucos dias antes de começar sobre as minhas aulas de inglês se eu iria fazer, ele disse que ia ter que ver.
Dia 09 de Março ele foi despedido, era uma Segunda-Feira, eu tinha feito a pergunta na Sexta, as aulas começariam na Terça,
acabei broxando porque como ia fazer aulas com meu pai desempregado? Era ele quem me pegava as aulas no ano anterior. Até as aulas de guitarra no Instituto Airton Mann eu tive que abandonar por causa da minha saída da GVT.

Falando então sobre as duas aulas que eu fiz em fevereiro:
A princípio fui chamado pra fazer uma aula coletiva inaugural com o próprio Airton Mann, onde ele falou e (tocou também) como era estruturado o curso, e que eram 3 aulas na semana, uma de canto, uma de teoria e uma de guitarra. A princípio a gente faria só as aulas de guitarra e de canto. Eu compareci à uma aula de canto e à duas aulas de guitarra.

Nas aulas de guitarra que eram ministradas por outro professor, ele fez questão de me apresentar a técnica do sweep picking (speed picking) popularizada por Frank Gambale em meados dos anos 80. E eu pratiquei. Ele recomendou eu estudar duas horas por dia os desenhos da escala maior em diferentes shapes do braço da guitarra, eu não conseguia, estudava totalmente descompromissado com o horário, acho que só teve um domingo que eu fiquei estudando os exercícios de guitarra em cima do instrumento nos outros praticava os exercícios propostos enquanto conversava com os amigos via msn.

Mas enfim, passada uma semana consegui apresentar o exercício de guitarra pra ele de forma que ele ficasse satisfeito, embora ele tivesse me alertado que algumas vezes eu tinha errado nas mudanças de cordas palhetando na mesma direção. Essa técnica é muito difícil pra mim que há mais de 10 anos toco com palhetada alternada, no entanto acho que o tempo de estudo que tive disso foi o bastante pra alguma coisa ter enraízado na minha cabeça. Pelo menos acho que agora consegui deixar minha palhetada mais híbrida.

Nessa última aula ele me passou uns exercícios de speed picking, dessa vez com shapes da escala penta m7 que tem uma intenção meio bluesy,eu tava fazendo os exercícios quando percebi que fatalmente eu saíria da GVT, e , consequentemente acabaria saindo das aulas também. Liguei então depois, de uma semana quando já tinha faltado uma aula pra avisar o professor que não ia mais fazer aulas , mas tive que dar as explicações ao próprio Airton Mann, e acabei pedindo um trancamento de curso ao invés de um desligamento da escola.

O mês de março foi o que eu acabei entrando mais a fundo na guitarra, em tirar temas , e criar temas como o caso da música "Menino Rébedê" e fiquei também me fudendo legal pra tirar o tema do Guile do Street Fighter. No final consegui, mas tive que gravar muitas e muitas versões pra enfim pegar umas duas versões que ficassem decentes, sendo que só a última versão postada no youtube eu considero satisfatória, depois começei a tirar o tema do Out Run, Splash Wave. Antes de no entanto gravar o tema do Guile , gravei o hino do Corinthians também na webcam. Pessoal do janelão da comunidade NTI me chamava pra ir no Skype e reclamavam do som do meu microfone que tava ruim.

Na Sexta Feira, dia 20 de Março, meu HD que tava com dois 'trojan horse' (vírus) foi pra fita de vez a ponto de vc digitar um comando e o pc travar. Sacudo, tive que resolver sozinho porque meu pai estava em Itajaí viajando, resolvi executar uma recuperação do sistema que reinicializou tudo e eu perdi todos os arquivos que tinha incluindo programas musicais e uma música instrumental inacabada entre fotos, filmes e outros arquivos. Daí tentei configurar uma conexão com a internet, como nunca fiz isso na vida, apanhei muito do sistema.

A conexão caía e saía e no final depois de ficar muito descontrolado e puto da vida fui dormir quando eram umas cinco da manhã, certo de que teria que esperar meu pai voltar de viagem na Segunda Feira pra conseguir resolver as coisas. O sábado foi uma merda pra mim, passei o dia inteiro deitado, e vendo tv, não me aproximei do pc certo de que a net tava fora do ar, mas me surpeendi ao ver que estava funcionando.
Tava funcionando mas caía toda hora, o que tava me deixando irritado. Foi aí que eu me toquei que pra conexão ficar estável eu teria de desabilitar a outra conexão estúpida que eu havia criado. Daí a conexão não caiu mais, porém meu computador continua pelado, faltando programas essenciais, como o Nero por exemplo, o DVD Shrink entre outros. O meu anti-vírus pede-me uma chave de acesso que eu não sei qual é. Tem que configurar um monte de coisa ainda e no momento eu to sem saco.

A Raah voltou a aparecer com frequência na net acho que num Domingo, e isso me fez ficar muito feliz porque essa semana agora que se passou até hoje ela entrou todos os dias. Isso faz muito a diferença na minha vida, ela é uma amiga muito especial pra mim, e tem toda uma história em relação a mim que eu admiro muito, por isso nao escondo minha alegria ao vê-la on-line. Falamos até as 23:41h da noite aquele dia. Fui dormir de madrugada no quarto do meu pai. Fui acordado, fui almoçar, e no dia seguinte, já na segunda, quando tirava uns cochilos finais no meu quarto sonhei com a Heloísa. O sonho mexeu comigo.

Sonhei que tava na casa dela e morria de vontade de perguntar pra ela se podia "desexcluir você do orkut e msn" mas não perguntava porque eu sabia que aquela era uma Heloísa de ilusão de sonho e não a Heloísa real. Confesso que acordei balançado, ainda mais quando lembrei da realidade, até porque eu nunca fiquei feliz de ter bloqueado e excluído ela do meu msn e orkut embora achasse que era a atitude mais correta porque mostrava só que nossa amizade tinha ido pro espaço, que nossos 3 anos de amizade foram só tempo perdido, e me perguntava a Deus qual a razão de eu ter conhecido ela, sério, me questionava. Pra que conhecer uma pessoa , se apegar e depois perder a amizade dela pq envereda (a amizade) por caminhos tortos e escuros.

No nick de msn coloquei o questionamento: "Pq eu ainda sonho contigo?" entre colchetes. Daí a Raah veio perguntar se eu tava apaixonado. Eu disse que não e contei a ela toda a história que tinha excluído a Heloísa e talz, porque até então eu não tinha contado pra ela ainda sobre o novo rompimento ela afirmou:
"eu só nao entendo o porque que isso acontece entre voces..tu curte ela pra caramba e vice-versa".
Ela me falou pra eu reconsiderar e pensar se realmente houve mesmo um motivo relevante pra eu ter excluído a Helo.
Aquela conversa com ela me fez bem.
Ainda me preocupava com o sumiço da Tami.
Esse ano , acabei, pouco antes de excluir a Heloísa do msn, conhecendo melhor a Aline e não achei ela tão má como eu achava antes, e temos nos falado com certa regularidade durante as semanas.

O resto da semana não foi muito diferente. Meu pai voltou da praia na Terça se eu não estou errado, eu expliquei pra ele da situação do meu pc e ele instalou photoshop e corel draw no meu pc.
Não consegui instalar o driver na impressora pq não achei o cd e fiquei com preguiça de baixar o mesmo da internet.

Ficava o dia inteiro entendiado indo dormir as seis da manhã e esperando o Big Brother nas esperança que a Ana Carolina vazasse do programa e não rolava, meu saco quase estoura na parede com essa menina mimada. Ver o Max superar a Milena no paredão me fez bem. A semana foi passando do mesmo jeito.
Dia desses por scrap recebi notícia que as
Damas do Roque iriam tocar em homenagem aos 316 anos de Curitiba.
O André me scrapeou pra perguntar se eu ia. Afirmei a ele que sim.

Na madrugada de Sexta Feira, a Raah me mandou o seguinte trecho de conversa, que a Heloísa estava tendo com ela:
L olisαh diz: ô rah ๋ L olisαh diz: si pudia me dizê ๋ L olisαh diz: pq o ricardo me excluiu do orkut? oO

Ai me bateu a dúvida se o scrap que eu mandei pra irmã dela quando tava bêbado não tinha sido entregue à Heloísa.
Falei pra Raah que ela podia dizer os motivos de eu ter excluído a Heloísa, qeu eu não me importava e que se ela quisesse podia até contar do sonho que eu tinha tido na Segunda-Feira.
Ela disse que era melhor a gente se falar, a Heloísa e eu, e que a Heloísa tinha permitido que eu fosse adicionado na janela dela.
Mas como a Raah tava com problema no msn de mandar mensagem e voltar e também de não receber mensagens, uma parte da mensagem não chegou até a Heloísa, que acabou indo jogar Counter Strike com os amigos e acabou que a gente não tocou mais nesse assunto, ficando prometido tentar resolver na próxima vez que a Heloísa estivesse on-line.

Ontem, Sábado, 28/03/09, eu fui até a rua da Cidadania do Pinheirinho ver as Damas do Roque se apresentando. Cheguei lá elas tavam passando o som. Logo de cara não vi o André, então subi numa parte mais alta pra poder ter uma visão de cima delas tocando no palco. De repente lá pela terceira música vi o André na parte de baixo e me encontrei com ele o cumprimentei, e perguntei se a mulher não estava com ele mas ele me informou que a namorada dele não mora aqui em Curitiba e por isso não foi com ele. Lamentei então de não ter trazido a minha câmera filmadora quando vi o André tirando foto das meninas. Achei muito bom o show delas e a inclusão da música
"Maior Abandonado" no repertório , foi a melhor surpresa da banda pra mim.

Depois que terminou o show parabenizamos as meninas e conversamos um pouco com elas. Tiramos fotos tb junto das Damas, vimos o filhinho delas e depois fomos embora. Quando cada um ia seguir o seu caminho o André me falou que a Déia tinha uma amiga solteira que tava vindo pra cá nesses dias e a gente podia sair a 4, eu achei uma boa idéia, agradeci a ele , falamos um pouco sobre a carreira da Pitty e depois nos despedimos.

Á noite, fiquei muito puto porque pesquisando na net, não conseguia encontrar o Parque Caiuá, do CIC, pois eu precisava saber como chegar lá, e não fazia idéia, consultei a Tami e ela me afirmou que no site da URBS eu podia encontrar dicas interessantes de como chegar lá, mas na verdade o site me ajudou pouco, no final cheguei a conclusão de que carregaria minha câmera, prepararia um dvd, e acordaria cedo no dia seguinte, pegando o ônibus Caiuá e parando no terminal do mesmo. No terminal, eu me informaria como chegar no parque. Mas não consegui cumprir essas metas a que eu mesmo havia me submetido. A Raah entrou, não aguentei de emoção e fiquei conversando com ela, com o janelão da NTI, e com a Jéssica Casara praticamente até as 06:10h da manhã.

Quando era ainda umas 21:18 da noite liguei pra Débora minha ex-gerente, mas quem atendeu foi o Anderson e me informou que ela não estava.Então pedi pra ele dar o recado das congratulações a ela. Desliguei.
Fiquei meio triste de não ter conseguido falar com ela, mas depois passou.

Hoje eu acordei era 12:54.
Pensei: "Fudeu, nesse horário e sem saber o caminho nunca que eu chegarei ao parque Caiuá até às 14h".
Almoçei.
Dormi de novo e acordei às 14:45.
Fui abrir o orkut e me deparei com um scrap do André dizendo que se eu quisesse adicionar a namorada da amiga dele já poderia fazê-lo porque ela era uma pessoa muito especial e bacana, e me passou o link do orkut dela.

Porra, vi as fotos fiquei doido.
Me senti muito chateado. A mulher deve ter uns 40 anos, ta bem acima do peso e de rosto não tem nada de belo. É como diz aquele famoso ditado da tevê:
"É uma cilada Bino."
Fiquei tão puto que nem consegui responder o scrap e sinceramente vou me fazer de desentendido e não vou responder isso.

Fiquei tão puto com o caso que até comentei no janelão da NTI, mais especificamente com o Marcão o ocorrido, e ele também ficou chocado com a feíura da mulher.
Não sei que desculpa dou pro André pra sair dessa armadilha. Vou dizer pra ele qeu eu já tenho rolo com uma menina de outro Estado e estarei ocupado viajando, não poderei sair com eles. Ou o André ta muito apaixonado pela namorada e resolveu atender um pedido dela, ou, quis me sacanear, sério bicho, não me achei no lixo e nem to desesperado atrás de mulher pra ter que me contentar com algo assim.

A tarde foi monótona e eu fiquei tentando obter notícias sobre o que estava ocorrendo no BBB9, fui na comunidade do BBB9 no orkut , xinguei alguns fakes e li as últimas news sobre o programa no site do msn. Fiquei ansioso esperando até a noite pra quando começasse o Big Brother mas aquela bosta do programa do Fantástico parecia infinito. Começou o programa lá pelas 23:30h.

Tive o desgosto de ver a Josy ser eliminada e a Ana ganhar a liderança numa das provas de líder mais retardadas que eu já vi em todo esse Big Brother. O resultado ferrou a Priscila e o Flávio que do Quarto Branco foram mandados direto pro Paredão. O Flávio foi escolhido pela líder mimada e a casa acabou mandando a Priscila. Coitados.

Na comunidade do BBB9 só dava fã retardado da Ana cantando vitória antes da hora e dizendo que ela ganhou o milhão, muito embora haja uma suspeita forte que a família dela compra votos contra os adversários a cada paredão realizado. O pai da Ana, supostamente, abre a mão e dinheiro pra galera ir votando a favor da filha no programa e com recurso de um programa robô que vota automaticamente, conseguem , supostamente, fazer 100.000 votações num dia.
Ganhar por mérito já não faz parte desse BBB (E sinceramente tenho minhas dúvidas se já fez de algum, pra mim é tudo manipulado).

Enfim a Raah entrou pela tarde , e quando era umas 20h da noite se foi.
Ficou um vazio sem ela pra conversar.
Ainda, fui no meu álbum e colei uma foto de uma conversa antiga minha com a Heloísa via msn e coloquei uma indireta "saudades...", não sei se ela vai chegar a visitar meu álbum e pescar a indireta, massss, vamos ver o que acontece nessa semana.
Ou se não vai acontecer nada, já que tudo é possível nessa vida.

Engraçado que depois, mais de madrugada fui conversar com a Aline e ela me perguntou sobre um antigo flog da Heloísa com ela, se eu já tinha visitado, eu afirmei que sim e quis saber a razão dela estar me perguntando aquilo. Ela disse que era pq a Heloísa queria deletar aquele flog pq acreditava que ele era um mico e tinham vergonha mas ela não lembrava da senha. Depois de me debater um tempo procurando uma solução, vi uma página de help que dizia
"Perdi minha senha"
fui lá e lá indicava pra se visitar um link.
Passei o recado pra Aline dar pra Heloísa.
A mesma me afirmou que a Heloísa já tinha tentado aquele link e não deu em nada.
Eu fui tentar acessar o link depois e vi que a página não podia ser encontrada
então presumi que o serviço do flog era mal feito demais, uma verdadeira bosta.

Ela foi dormir, quem resta on-line essa hora (04:12 da manhã) são as pessoas do janelão da NTI que hoje estão bem inativas a essa hora e outros contatos do msn com quem não estou falando.
Encerro meu post por aqui, e amanhã estarei de volta finalmente postando no tão aguardado formato "querido diário".
Eu prevejo que o próximo passo meu agora seja ver uns vídeos românticos do site youporn e depois eu vá dormir, se essa for mesmo a minha trajetória eu conto amanhã pra vcs meus amigos.

Tenham uma bom dia/tarde/noite (pra época que tu estiver lendo isso)
e sejam felizes.

Continuo no próximo post.

Abraços
(Guitardo - 04:15 da manhã)

Sábado, Março 28, 2009

 

[P#169] DIAS ATUAIS (Parte IV)

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Big Brother Brasil 09. É isso aí meus amigos. Depois de 4 anos sem assistir ao programa, voltei a acompanhar essa edição, sendo que a princípio o que me chamou atenção logo de cara foi a gostosa da Priscila

É, pode parecer vergonhoso, mas começei a acompanhar o atual Big Brother Brasil após quatro anos de desinteresse pelo programa.
Esqueci de comentar algo muito podre que ocorreu no começo do ano:
Quebrei minha tv.

Sim, fiquei irritado com um campeonato do Fifa Soccer 2009 e meti uma bicuda na tv.
Quando o cristal líquido ficou todo trincado eu não acreditei.
E os canais também não pegavam mais porque o líquido vazou por toda a tela.
Óbvio que eu sabia que ia dar merda se contasse a verdade pro meu pai, então acabei dando a desculpa que tava jogando a bolinha com o Júnior e ela quicou na tv, isso gras a idéia dada por um integrante da NTI, o Kha. Me salvou a pele e devo a ele eternamente

Meu pai me falou:
"Qtas vezes já não falei pra não jogar bolinha em casa?"
Fiquei né sem ter o que dizer, mas depois um Domingo ele acabou comprando outra pra mim. Agradeço muito e Deus me ajudou nesse caso porque nada ia justificar, ia parecer que eu sou um desiquilibrado que sai quebrando as coisas quando me irrito com as mesmas.

Em Fevereiro recebi ligação, era pra depor de novo no fórum sobre o caso de furto das Lojas Americanas, se eu não comparecesse ao local, o marginal seria solto. Foi marcada a audiência pro dia 12 de Março e o resultado dela eu já falei no post anterior.
Fiquei apreensivo com aquilo porque no dia que eu prestei depoimento na delegacia a primeira vez eu não estava com a identidade e dei o número errado pra polícia, e só depois em casa que me toquei da cagada. O rapaz me deu o endereço no telefone e me disse pra comparecer com a minha identidade.
Pra piorar a situação quando eu fui lá depor, tive que apresentar um Boletim de Ocorrência que eu tinha feito anteriormente na Polícia, pois tinha perdido minha ID na semana anterior.

Na mesma época comprei o Street Fighter IV e achei o jogo muito bom, mas não a ponto de viciar e ficar jogando todos os dias, talvez por eu estar muito ligado à internet e também porque começei a tirar temas de videogames na guitarra e com isso perdi o foco do jogo, demorei um tempo pra tirar o tema do Guile e gravei 2 versões. Uma que me desagradou por completo e uma última melhorzinha. Essa onda de gravar temas de videogame teve início após eu gravar o clássico "Menino Rébedê" imortalizado pela Raah naquela gravação original dela.

Aprendi também finalmente, após 2 anos com a pedaleira aqui a montar efeitos na GT-8.
Li no orkut algumas coisas , e alguns colegas da comuniadde Guitarra e Guitarristas tentaram me ajudar, mas o que resolveu mesmo foi ter lido o manual.
Daí me toquei do que era preciso pra poder mexer nos efeitos. Daí a ficha caiu
embora eu não tenha chegado nem à metade do manual propriamente dito.

Enfim, pra transformar isso aqui realmente num diário da minha vida
vou precisar de um último post falando dos dias atuais até que façam
ligação com o que vivo no dia propriamente dito.
O próximo post será o último dessa série.

Continuo no próximo post.

 

[P#168] DIAS ATUAIS (Parte 3)

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Eu, na estrada, Carnaval de 2009

Então prosseguindo o que eu dizia no post anterior, rumamos pra praia quando era 5 da tarde.Chegamos lá só de noite, perto das 20h00.
Não lembro onde a gente jantou, mas lembro que a gente pegou outro quarto que não o mesmo da vez anterior.

Escolhi a minha cama o mais longe do ar-condicionado do hotel que era muito, muito barulhento. Os dias foram legais e dessa vez demos mais sorte porque mesmo chovendo pegamos todos os dias bons , com sol.

Viajamos a uma cidade ali próxima cujo nome eu não lembro onde havia uma espécie de bondinho como o do Rio de Janeiro só que menor, com 4 lugares, sendo que duas pessoas sentavam viradas pra um lado e as outras duas pro lado oposto, e também curtimos um passeio num carrinho guiado por um trilho como se fosse um monorail individual, embora pudessem até duas pessoas operar o aparelho. E não havia nenhum tipo de proteção externa, mas tinha cinto de segurança e uma alavanca pra aumentar ou diminuir a velocidade, esse carrinho elétrico fazia uma trilha pela mata dando uma volta por onde descia a maior parte do caminho e subia no final do trajeto. Experiência bem interessante.

Nas praias de Piçarras, principalmente, andei de caiaque, numa modalidade inflável e depois numa modalidade comum. Certa hora como estava meio próximo a praia tive que virar o caiaque pra não "atropelar" uma madame que tava nadando por ali. Dei carona pra um cachorro perdido nele, porque umas meninas pediram, e meu pai foi cantado por umas teenagers.

Passamos praticamente todo o carnaval lá.
Na volta porém aconteceu algo ruim.
Passados alguns dias que a gente estava aqui em Curitiba resolvi criar vergonha na cara pra conseguir conversar com algum supervisor do C.O da GVT, no entanto a secretária me informou que eles estavam em reunião e não poderiam me atender, dessa forma, ela anotou pra mim o nome do supervisor administrativo do setor para que eu ligasse para ele e resolvesse minha situação. Um pouco antes resolvi repetir a estratégia que tinha executado antes de viagem, parei no mesmo bar e tomei 3 garrafas de novo, na sequência a secretária me atendeu na recepção da empresa e me deu aquele recado.

Após isso, passei no serviço do meu pai, e ele, me passou a minha identidade original.
Quando caminhava até o centro, provavelmente deixei cair os documentos (ambos estavam juntos ¬¬), só lembro de ter dado pela falta dos documentos dentro da Biblioteca Pública do Paraná. Daí eu me dei muito mal, porque entra a questão dos meus registros em carteira. COMo provar agora que trabalhei nestas empresas? (exceção ao pet shop que eu não era registrado)
Porra, que troço lazarento.
A PArtir daí eu começei a ficar com receio desse ano, que esteja sendo um outro "2006" na minha vida.
Fora que no fundo no fundo não gostei nada de ter excluído a Heloísa do meu orkut, e isso é uma outra coisa que me faz pensar que esse ano ta sendo uma merda grande.

Passaram-se os dias e eu procurei nos correios e não encontrei meus documentos. Daí tive que fatalmente fazer outras vias pros documentos. A nova identidade (cuja foto é horrível) já esta pronta, a CTPS só ficará pronta no dia 31 de Março.
Teve também o meu aniversário.
Meu pai foi demitido dia 09, um dia antes do meu aniversário.
Eu nem tinha escolhido meu presente, meu pai me deu r$ 100,00 em dinheiro e fomos comer em Joenville numa casa de massas.
Meu avô me deu 50 reais, foi o aniversário mais pobre ,em termos materiais, que eu já tive.

Fora que me bateu uma certa tristezona de estar ficando velho, próximo dos 30 anos e parece que a minha vida não engrenou do jeito que eu gostaria, não estou aproveitando ela de verdade, tocando em banda, nem tenho ainda uma namorada como eu gostaria e meu NTIsmo me impede. Deu vontade de chorar, bateu uma melancolia grande. Caiu a ficha que ta na hora de ser responsável mesmo e eu não sou mais nenhum garotinho.
Não tenho mais 16,17 anos. Agora é hora de ser adulto, estou perto dos 30 anos. Sério, foi um dos piores aniversários que eu já comemorei.

Dia 17 de Março, depois de não encontrar senhas nas repartições públicas denominadas Instituto de Identificação e Ministério do Trabalho, ou alguma repartição pública do trabalho, resolvi acordar cedo e meu pai me levou até o local pra eu tirar uma segunda via da CTPS, fiquei esperando umas 3 horas até ser atendido já com a fila na mão, em seguida fui até o Instituto de Identificação esperar minha via ficar pronta.
Esperei ainda mais, das 10:30h até umas 14:20 da tarde. Não aguentei, quando eu cheguei a fila estava no 32, a minha senha era 83.

Saí do lugar e resolvi ir comer, eram 11 da manhã.
Fui no Mc DOnald's em seguida, comprei uma Guitar Player pra ler enquanto esperava.
Mas consegui , no local, ler tudo que me interessava da revista e ainda assim levou muito tempo até eu ser chamado, uma coroa que tava sentada lá perto pediu a revista emprestada. Enfim, fui chamado, tiraram minha foto, viram minha certidão de nascimento, tiraram minhas digitais, de todos os dedos de ambas as mãos, por meio de um sistema eletrônico. Saí, a mulher nem tava lendo mais minha revista, tava conversando com a comadre do lado. Daí ela me viu, e falou:
"Já foi atendido?"
"Já... to indo embora até ..."
"Pensei que tinha ganhado uma revista pro meu cunhado..."
Dei um sorrisinho de "vai tomar no seu cu, babaca" e peguei a revista. Voltei pra casa.
A Lizah, amiga minha do curso de inglês do ano anterior tinha me chamado naquela semana por msn pra ver a banda independente "VElhas Virgens" tocar no Hangar.
Falou que tava sem companhia.

No dia anterior, eu tinha ido até um fórum de Justiça depor novamente a respeito do roubo ocorrido no ano anterior nas Americanas na presença do réu. Foi tudo tranquilo, mesmo na presença de advogados, policiais e do sujeito. Me pediram pra descrever o que ocorreu no dia, se eu reconhecia o réu e se eu saberia informar de cabeça a quantia levada. Respondi que era 300 e uns quebrados, mesmo desconfiando que na verdade a polícia tenha embolsado parte desse dinheiro, mas eu não ia acusar ninguém ali e me envolver em mais encrencas. Enfim foi dispensado.

Antes, no mesmo dia,
eu tinha passado nas Americanas e lá comprei um dvd de tributo a Cazuza, gravado em homenagem aos 50 anos que ele faria em 2008 se estivesse vivo, o cd do mesmo show e um cd 'melhor de Lulu Santos em novelas'. Cheguei em casa assisti ao show, e depois entrei no msn como de costume.

Na noite de Sexta fui encontrar com a Lizah e vi que ela não tinha mesmo palavra.
Dizia estar sem companhia mas, cheguei lá ela tava se atracando com um cabeludo e tinha mais um amigo a acompanhando. Entramos pro show e esperamos por aquele atraso de sempre, geralmente as bandas que atrasam são as bandas Mainstream, mas nesse dia o atraso equivaleu ao atraso de uma banda do mainstream. Entre apertos e empurras resolvi ir um pouco no bar do local pra comprar uma cerveja. Só tinha latinha segundo a moça que me atendeu, mas eu bem que vi a geladeira lotade de Heineken.
BEm enfim, abafa.

Eles entraram, e não me lembraram em nada a banda blueseira que eu tinha visto no You Tube e que eu já havia escutado num disco ao vivo me soaram pesadões e quase hardcore, tavam todos bêbados, o vocalista fez altas loucuras, colocou uma meia de um fã dentro da sunga, e tocaram alguns clássicos da carreira como "Abre essas pernas.". O show foi muito avacalhado, o guitarrista uma hora teve que olhar pro baixista pra poder acompanhar a música (???), porra que merda era aquela. Como é que tocando a mesma música por anos e anos, o cara me faz uma dessas? Enfim , teve o BIS e blablabla, aquela história toda que a gente já conhece de fim de show.

No final, quando estávamos indo embora, a Lizah encontrou o cabeludo dela mal, não sei se ele tava bêbado ou se tinha vomitado muito e deixou eu e o amigo dela que estávamos a acompanhando, a ver navios. Depois de ficar uns 40 minutos que nem idiota parado naquela praça e do amigo dela quase dormir no chão da mesma resolvi me despedir. Eu e o amigo dela rumamos então até o terminal do Guadalupe conversando a respeito de guitarras e lojas de instrumentos musicais.

A gente parou pra comer alguma coisa e o cara me pagou uma bebida.
Ele comeu um salgado, nisso veio um bêbado conversar comigo, falando que tem que respeitar o pai, que pro pai, ele só quer que o filho dê certo na vida, e que ser homem é difícil e começou a chorar (não escandalosamente, mas vi lágrimas escorrerem de seu rosto) e fiquei ali né, atento, vou fazer o que?
Vou dizer "ee porra, não quero saber, me deixa quieto?"
Ás vezes as pessoas, qualquer pessoa, precisa de alguém pra desabafar seus problemas e o cara foi ficando deprê a medida que contava sobre a vida dele, que trabalhava duro e estava sozinho na vida.

Esperei o ônibus do amigo da Lizah chegar. Devia ser 5h e pouco da manhã.
Peguei um táxi.
Ah um detalhe interessante é que, quando fui pegar um táxi, tava parando um com um passageiro que estava descendo lá, eu perguntei pra ele se podia entrar, ele acenou positivamente, então, quando tinha dado a volta no carro pra abrir a porta do passageiro o taxista que estava do outro lado da quadra reclamou, gritando
"EII!"
e me explicou que aquele que tinha parado a pouco tempo tava furando o ponto deles e explicou que todo taxista tem uma região pra parar, então acabei indo com o taxista do outro lado da quadra e não com aquele com quem eu teria ido inicialmente.

Um pouco antes, no dia primeiro de Março, ou no último dia de fevereiro, já não tenho mais certeza bem de quando foi, eu gravei em homenagem a Raah a música "Menino Rébedê" e aproveitei pra testar meu pedal "Turbo Distortion" que havia comprado quando descontei o V.A e V.R.
"Menino Rébedê" é uma música que ela cantava e com a Jé também, pelo que fiquei sabendo e me passou no começo de 2007 um árquivo de áudio cantando aquela linha
"E menino Rébedê, quer comer pamonha? QUEr comer pamonha?" e eu já havia naquele mesmo ano gravado uma versão da música no audacity e harmonizado a mesma com linhas de violões atuando com um baixo.
Só que na inspiração que eu tive 2 dias antes passei uma madrugada no programa Guitar-Pro,
criei toda uma base, incluindo a linha de bateria, e depois gravei a guitarra e a voz em vídeo. Demorou um certo tempo até que eu conseguisse mostrar a versão à ela, mas enfim consegui e ela adorou.
Era mais uma homenagem a ela. Quis fazer uma versão em grande estilo com direito a solo de guitarra e tudo.
Acabei gravando duas versões já que o áudio tava convertido em wavetable e sinal digital como se os instrumentos estivessem todos sampleados.

Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Março 25, 2009

 

[P#167] DIAS ATUAIS (PARTE II)

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Animação no paint que produzi no final do mês de Janeiro

Continuando a narrativa de onde tinha parado no post anterior:
Saímos do Jardim Botânico e no caminho a Heloísa comentou que havia pedido o meu número pra Tami também na janela do msn e depois perguntou pra mim, falou que foi ótimo ela ter tido a idéia de pedir pra mim, pois a Tami tinha errado um dos números da sequência.

Fomos ao Habib's e pintou a primeira dúvida na minha cabeça:
Eu sento onde?
Sento do lado da Tami? Do lado da Heloísa?
Porque as mesas disponíveis eram daquelas com 4 lugares sendo 2 à esquerda e 2 à direita. Meio indeciso esperei que elas escolhessem o lugar em qual sentariam e depois me sentei. Achei que uma escolha ruim aquela hora podia soar indelicado e talvez a Heloísa achar que eu tivesse algum tipo de panelinha com a Tami, ou a Tami se ofender deu escolher sentar no lado da Heloísa. Sentei do lado da Tami, por mais que a escolha parecesse a pior.
Talvez a melhor escolha tivesse sido , Tami e Heloísa do mesmo lado e eu do outro, mas isso, na verdade, acabou não fazendo a menor diferença.

O pessoal que trabalha lá tava muito devagar aquele dia.
Dois pedidos, pelo menos, vieram errados. Um dos que eu lembro foi um refri, que pedi guaraná e me serviram Coca. O outro eu não lembro. A Heloísa ainda comentou: "ai que falta faz a Agatha aqui". Fiquei meio assim, de, falar muito e acabar falando merda. No final acho que acabei censurando as minhas vontades e acabei falando só o mínimo. Achei isso um erro meu, mas agora já foi, não dá pra voltar no tempo.

Choveu, pra "melhorar".
A Tami teve a idéia interessante de irmos na minha casa.
Eu pensei em sugerir um táxi pra gente chegar mais rápido e dinheiro pra mim aquele dia não era problema. A Tami não quis, mas acho que a Heloísa até iria de boa.
Ao mesmo tempo eu ia ligar de onde? Fomos até o ponto.
A princípio, estando no ônibus, a Heloísa comentou alguma coisa que eu não ouvi.
Depois entendi, era sobre a suvaqueira de um maluco que tava sentado ali próximo a gente no fundo do ônibus.
A princípio não senti o cheiro, mas depois concordei com ela que tava um cheirão cabuloso (pq depois eu senti o cheiro né, manés?)

Enfim, chegamos em casa e fui mostrando primeiro a visão que eu tenho da região aqui, e ela viu meu cachorro e como a maioria das pessoas notou que ele está acima do peso. Até a Tami se surpreendeu comentando que antes ele não era tão gordo, a Heloísa chamou minha atenção pra eu não pisar na merda que ele tinha feito no jornal.

Ah, ia esquecendo,
quando a gente tava no Habib's ainda,
teve um momento que a gente viu que a conta era na casa dos 63 reais e alguns quebrados, mas não nos tocamos.
A Heloísa quis ver, e viu que tinha um drink lá, uma bebida alcóolica lá qualquer
que tava sendo cobrada na consumação.
Foi ela que alertou a gente:
"Po pessoal, a gente não pediu isso aqui!"
Realmente eu só tinha olhado o preço final da conta, e nem vi nenhum dos outros itens, depois analisaram as duas o resto e viram que era esse o único erro.

A princípio, agora numa posição de anfitrião eu fiquei meio em dúvida sobre que atividade realizar. Começei mostrando no youtube uns vídeos do professor Gilmar, personagem inventado pela turma do Hermes e Renato, mas a Heloísa, pelo que percebi, não achou lá muito engraçado. Em seguida fomos pro videogame. Começamos no Fifa Soccer, depois passamos pro Tony Hawk, pro Need for Speed e por último no GTA 4, onde percebi que elas se entretiveram mais. Mas GTA 4 é foda mesmo, não tem como não curtir. o/

Era perto de meia-noite a mãe da Heloísa ligou pro celular dela, e ela explicou onde tava. Meia noite a gente foi levar ela até a casa dela , mas tinha um tipo suspeito passando muito perto ou seguindo a gente, e a Heloísa falou pra gente entrar um pouco (pelo menos até o maluco ir embora) perguntou se a gente não queria entrar dentro da casa dela, mas a Tami acabou optando por não ir, o que me frustrou um pouco pq eu tava meio curioso de ver como era lá dentro, mas bah, foda-se, isso já foi mesmo. =(

Voltamos.
A Tami tava com planos da gente sair, e procurou algo na net pra gente fazer, pra minha sorte não encontrou nada - eu não tava muito a fim de sair aquela madrugada, mas se ela quisesse sair a gente saíria sem problemas.
Era muito tarde sugeri a TAmi que dormisse ali. Ela dormiria no meu quarto (como rolou quando a Alline esteve aqui) e eu dormi na sala, falei pra Tami que se caso ela quisesse usar a net,podia usar.
Antes disso a Helo entrou no msn, e, falou que caso a Tami acabasse não viajando no dai seguinte pra gente se encontrar na praça aqui em frente do meu ap.
Eu me empolguei com a idéia, mas, no dia seguinte, saiu tudo às avessas, a Tami falou pra mim que ia dar uma resposta no msn e não voltou mais, enfim, frustrei-me geral, mas guardei a frustração pra mim.

Naquela semana que começava eu já ingressava na GVT e começei a fazer o treinamento pra ser atendente do centro de operações da empresa com mais alguns candidatos que ingressaram comigo lá. O treinamento lá foi de 2 semanas.
Passadas essas duas semanas a gente iria para o andar do teleatendimento do C.O.Lá ficamos como aprendizes fazendo escutas com o pessoal que já trabalhava, a resolver os problemas técnicos dos técnicos com os técnicos e para os técnicos, numa ou outra ocasião falávamos com clientes para agendar uma visita do técnico ou coisa assim. No próprio treinamento nós aprendemos que pra resolver aqueles problemas teríamos de dominar vários sistemas diferentes que ficavam abertos em janelas no navegador.

Vou resumir toda a história porque não quero ficar enrolando pra falar sobre isso.
Trabalhei lá 2 semanas, após o treinamento e durante essas duas semanas me mantive na escuta, quis ir à frente de batalha num sábado, último sábado que estive lá, mas me borrei, e acabei fazendo escuta no último dia. Saiu uma escala na segunda semana de trabalho com os horários do pessoal, e pra mim tinha pintado problema pois tinha pego uma escala de seis horas de tarde-e-noite. Pros meus planos eu teria que ter uma escala manhã-tarde. Fui falar com um supervisor do C.O que me informou que minha escala só poderia ser mudada se eu apresentasse uma declaração de alguma instituição confirmando que naquele horário eu não estaria disponível pro serviço. Eu fazia aula de guitarra no Instituto Airton Mann. Tinha me inscrito ainda naquela semana, após receber primeira parte do salário de fim de Janeiro. Mas a razão pela qual eu queria pegar o horário manhã-tarde, era justamente por causa dos meus planos futuros de continuar o inglês na escola de idiomas CNA. E provavelmente, como eu já estava empregado de volta teria de ser Sábado de manhã, outra vez.

No final das contas eu tive que sair da empresa tendo uns 20 dias mais ou menos de trabalho, ou até menos. Rolou um problema minha família iria descer para Santa Catarina e iriam levar o Júnior. Rumores davam conta de que ali, na GVT, iriam trabalhar todos os dias. Eu não tive saída, pelos planos do meu pai ficaríamos pelo menos uns 5 dias fora de Curitiba. Eu não consegui também a declaração que o supervisor tinha me pedido. Mas me arrependo de ter tido que largar o emprego principalmente pela carga horária, pelas pessoas, que algumas eu já conhecia, como a Karla, irmã do Andrey, e Alexandre, tio dele, pelos benefícios. Eu iria tirar 300 e poucos reais só de vale refeição, e isso somado ao salário, já com desconto de impostos daria algo em torno de r$ 750,00 por mês, algo que nunca mais eu vou encontrar em outra empresa, entrando como empregado numa hierarquia mais baixa da emprsesa, enfim, eu acho que foi só uma grande perca de tempo e só lamento ter feito os outros perderem o tempo e o Alexandre ter queimado a indicação dele.

Ainda quando entrei à tarde na GVT naquela segunda-feira (creio que era 19 de Fevereiro) eu fiquei nervoso pois queria muito encontrar um supervisor pra explicar a minha demissão e que não era nada contra a empresa, mas não consegui, fiquei pelo menos uma hora e meia entre sobes e desces de escadas e visita aos corredores, mas não sei se o pessoal da administração tava tendo uma reunião, o fato foi que eu não encontrei ninguém lá, e já tinha 3 vias escritas à mão dos meus pedidos de demissão deixando claro que era por motivo pessoal. Não deu certo, fiquei com vergonha , com timidez, com raiva, com a mente confusa e não consegui falar com ninguém deixando a situação em aberto. =(

Extraí meu V.R e V.A e com o dinheiro comprei um pedal de distorção da boss e se eu não me engano o suporte da Epiphone dourada.
Na Quinta-Feira eu voltei lá, com a intenção de falar com algum supervisor do C.O e naquele dia eu já tava saindo de Curitiba.
Fiquei com medo de encarar eles e dizer o motivo da minha demissão, então pra criar coragem resolvi ir num bar lá perto.
Tomei 3 garrafas, daí me senti com mais "moral" pra explciar a situação.
Comprei um HALLS pra disfarçar o bafo. Eu tava com a minha percepção da realidade alterada o suficiente pra fazer o que devia ter feito , e mesmo assim acabei não fazendo.

Acabei deixando meus pedidos de demissão com a secretária da recepção.
Fiquei de voltar após o carnaval pra falar com algum dos supervisores.

Agora vou abrir um paralelo aqui, novamente da vida pessoal pra poder contar algo que rolou simultaneamente a todo esse processo:
Eu começei a fazer uns experimentalismos com o programa Movie Maker e Paint, ambos da Microsoft, e o resultado é esse aí, o vídeo que ilustra esse post (na falta de uma foto que to tentando puxar desde ontem do orkut , mas não abre). Usei também um programa maravilhoso chamado Audacity pra manipular as vozes. Alterei o tom, acima e abaixo pra fazer todas as vozes de todos os personagens que incluem meu pai e a Tami na trama, isso me custou umas noites de msn, e levei duas semanas e meia pra terminar esse curta de cinco minutos, deu um puta trabalhão, mas compensou. O pessoal me recomendou fazer o próximo episódio em FLASH mas eu ainda não criei ele porque depois acabei me envolvendo bastante com os lances de guitarra e da gravação do "Menino Rébedê" em homenagem a minha amiga de todos os tempos, a Raah.

Voltando no tempo eu lembro da Heloísa ter reclamado comigo no msn, dias depois do nosso encontro que eu e a Tami combinávamos e que nós parecíamos ter preguiça de viver, porque nem pra gente se tocar que tinha uma coisa errada na nota fiscal , e iríamos mesmo pagar a conta errada caso ela não tivesse visto, enfim pelo que entendi ela tinha se decepcionado com o que tinha visto da gente no nosso encontro e inclusive se impressionou com "a cara de cu de vocês"(.sic)quando ela nos encontrou, na mesma conversa ela me disse que detectou minha timidez pq tava lendo uns livros em que ela aprendeu a perceber pela linguagem corporal meu comportamento e o da Tami, embora óbvio ,ela tenha lido o livro pra aprender o comportamento geral das pessoas, mas no dia as cobaias do seu teste fomos nós.

Achei estranho que a gente teve mais uma ou duas conversas no msn depois disso e não mais nos falamos, e eu achei que a gente ia voltar a se falar, mas foi aí que acabei me ocupando com o desenho animado e não dei mais muita atenção para o msn, fiquei semanas de ausência quase total, só me dedicando naquele projeto.
Porém quando terminei vi que a situação tava meio estranha entre a gente.
A gente não se falava mais, e pouco nos importava um falar com o outro ou abrir a janela pra saber se tava tudo bem ou se o outro tinha morrido, etc.
Essa sensação de desinteresse recíproco de ambas as partes me fez bater uma tristeza.
Acho que eu constatei a falência da nossa amizade.
Tipo, já era mesmo. Foi o que eu senti. Não cheguei a falar sobre isso com ela, mas era o clima que tava no ar, e por ser muito sensitivo eu captei essa energia estranha no ar e vi que não adianta se lutar contra o que é pra ser.
A gente passou 3 anos com boa vontade e tolerância, principalmente ela, né que , 2 vezes voltou a falar comigo e tentou fazer nossa amizade ir adiante, mas como ela mesmo me falou numa das nossas últimas conversas nós somos pessoas muito diferentes.
A minha percepção disso é que pessoas diferentes tem objetivos diferentes. Ou seja ela quer coisas que eu não to buscando e vice-versa.
Só que assim, por outro lado o preceito de respeitar as diferenças, também faz com que pessoas opostas e com opiniões contrárias se tornem boas amigas, tanto que tenho vários amigos que odeiam coisas que eu adoro e vice-versa e nos damos super bem.
A não ser que isso envolva de ambas as partes, ou de pelo menos uma delas alguma expectativa não correspondida. Mas eu não sou um profundo conhecedor do relacionamento humano pra afirmar isso. Enfim, ainda assim, teve também um lance do Buddy Poke do msn, que eu enviei e ela não respondeu, embora no fundo eu ache uma infantilidade pensar por esse lado embora seja um lado que complemente o final do que eu tenho a declarar, marquei ela em uma foto do meu antigo album do orkut e ela desmarcou 2 vezes, algumas fotos do álbum dela , eu não podia ver, estavam trancadas pra mim. Isso ajudou a me fazer crer que ela já não queria mais a minha amizade.
E fatalmente, como ela nem chegou a abrir a janela no msn pra reclamar ou pedir pra eu parar de marcar ela nas fotos do orkut, cheguei a conclusão fatal que a gente não mais se falaria. E pra que ter um contato no msn de quem não vai mais falar comigo e alimentar algo que está predestinado a dar errado sempre?
Veja se a gente realmente estivesse predestinado a ter uma grande amizade, jamais teria rolado aquela merda que eu já descrevi em posts anteriores em 2006.
Mas rolou.
Achei que a gente nunca mais ia se falar aquela vez.
Ficamos 7 meses sem nos falar.
Depois a amizade voltou.
Mas voltou pra sempre?
Não.
Eu não resisti, e cometi a cagada número 2 , a gente ficou sem se falar,
daí mais uns 4 meses e meio bloqueado no msn dela e excluído de seu orkut.
Voltou de novo a amizade, mas, aconteceu isso que era o inesperado. A gente já não tem mais empatia e nem aquela ingenuidade boa de achar a outra pessoa tão bacana, porque se acabou tantas vezes (mesmo que tenha voltado) é como se fosse algo com prazo de validade já datado.
Excluí ela do msn e do orkut.
Mas sem brigas, eu queria ir embora sem alarde.
Foi o que ocorreu. Nunca dei uma justificativa e nunca falei a razão.
"Sem dor" digamos assim.

Agora vamos retornar ao dia que eu deixei minha carta de demissão com a secretária da GVT, que foi algo que ocorreu poucos dias depois de ter excluído a Heloísa praticamente da minha vida, digamos assim.
Naquele dia, e naquele momento, eu resolvi voltar a pé pra casa.
Minha percepção da realidade era outra e minha afinidade com as pessoas estava mais sensibilizada, eu não estava mais na defensiva, era outra pessoa. Geralmente eu fico muito na defensiva pra muitas coisas e me torno uma pessoa fechada, o que é uma pena, porque ,me faz não realizar um monte de coisas.

Não sei por qual razão naquele momento de euforia extrema eu lembrei da Heloísa e do que havia ocorrido.
Meus sentimentos estavam puros e não havia rancor no meu coração e a minha consciência me dizia que aquilo era como o sapato da Cinderela. Aquela sensação de euforia não iria durar muito tempo, e aí foi como se aquela música da Pitty: "o importante é ser você!" gritasse na minha alma em forma de filosofia de vida. Juro que a medida que me aproximava de casa, eu pensei em bater na porta da casa dela e explicar a razão de ter excluído ela do msn e do orkut. Me vinha a cabeça dizer que eu não tinha nada contra ela, que gostava da pessoa dela e que blablabla, um monte de outras coisas que vinham do fundo do meu coração e não do meu rancor, dos meus sentimentos ruins pesados. Eu estava aberto a dialogar com ela mesmo que ela não me atendesse ou que atendesse e me mandasse tomar no cu pela minha postura incoerente, mas pra minha sorte freei os meus instintos meigos e voltei pra casa. Ainda assim, em casa eu me sentia numa outra realidade paralela, tava viajando longe na maionese,pirando na salmonela , escorregando legal no tomate, mas a sensação de alegria interminável que abrandava meu coração naquela hora me impedia de ver até que ponto eu tava sendo ridículo.
Criei uma postagem na comunidade NTI falando dos benefícios da bebida, nesse mesmo dia.
E antes ou depois, eu dei uma justificativa para os meus atos à Heloísa.
No entanto, ingênuo fui tentar deixar scrap pra própria, mas ela estava com os scraps trancados e eu tava tão sem-noção do que fazia que acabei escrevendo o recado que era pra ela no scrapbook da irmã dela, espero que a Camila não tenha ficado muito p.... comigo por usar o scrap dela pra falar com a irmã dela.
Pedi mil desculpas por scrap e pedi que desse o recado à irmã.
Sei lá se deu, ou se apagou direto, mas isso agora pra mim já não importa.

Enfim, depois disso, passadas algumas horas, mais precisamente às 5 da tarde, viajei para SC, Piçarras, como havia ocorrido no ano anterior, pra curtir o carnaval na praia e o Júnior foi conosco de novo.

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Março 24, 2009

 

[P#166] DIAS ATUAIS

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Hotel Piçarras onde ficamos hospedados de 30 dez.2008 até 04 de jan.2009

Bem como dizia no post anterior, passamos o fim do ano e começo desse em Piçarras-SC apesar de em Novembro todo o notíciario mostrar a situação complicada em que o Estado se encontrava devido às enchentes e mortes, etc, etc.

Tudo ocorreu bem , mas dos cinco dias que pegamos lá, apenas 2 foram de sol intenso, os outros foram de tempo feio, onde, ao invés de dar um mergulho na praia fizémos programas alternativos como visitar Camboriú, Itajaí, Bombinhas e demais cidades cujo nome não lembro mais.

Ficamos hospedados no Hotel Piçarras e o Júnior foi conosco, mas paramos de levá-lo sempre a passear no sol intenso pois suas patinhas estavam feridinhas e descascando em carne viva. Então passamos uma pomada e a medida do possível carregávamos ele no colo para evitar qualquer problema.

Na volta, finalmente terminei o jogo do Conan, que eu havia comprado pra X360 antes de viajar. Tinha comprado 3 jogos na verdade: Fifa 2009, Conan e o Rattatouile baseado no desenho homônimo. Dois desses jogos não pegaram à primeira tentativa e tive de troca-los.

Enfim cheguei a terminar o Conan e o Fifa 2009, mas fiquei com preguiça de seguir em frente no Rattatouille por ser um jogo voltado mais ao público infantil, embora ainda assim seja um bom jogo.

Logo que voltamos, numa segunda ou terça o telefone tocou, meu avô me acordou era da papelaria João Haupt (onde eu havia deixado um currículo dia 24 de Dezembro a caminho do RH) e estavam me chamando pra uma entrevista. Meu avô falou: "A moleza acabou." - se referindo ao fato de eu acordar tarde.
Fiquei puto com aquilo, não esperava ser contratado tão rápido, depois dos estresses nas Americanas eu queria um tempo de férias, pelo menos até o Carnaval.

Ainda nessa semana tive de ir no RH das Americanas pra pegar definitivamente o meu acerto e a minha CTPS de volta. O Andrey me informou que tinha interesse em ingressar na GVT como atentedente de C.O, e falou que se eu quisesse deixar um currículo, o tio dele iria ver o que podia fazer. Então, depois de passar no RH fui na casa do Andrey, fiquei meio assim, na verdade, por aparecer lá de surpresa. Mas enfim aproveitamos e fomos no parque à tarde pra jogar um pouco de basquete, e como não havia time além de nós dois, foi pra treinar alguns arremessos.

Enfim me chamaram pra entrevista na semana seguinte, ou pouco tempo depois disso, eu fui e me aprovaram, e tive que fazer uns exames antes de ser admitido entre eles o de audiometria pra ver como estava minha audição. Dia 21 de Janeiro foi a integração, conhecermos mais a fundo a empresa e pessoas de vários setores foram nos saudar e conversar a respeito da mesma.

Antes, falando agora da vida pessoal, uma coisa importante ocorreu nessa data:
Depois de quase dois anos planejando e nunca dar certo a Heloísa e eu nos conhecemos pessoalmente pra valer, apesar dela ter tido uma grande atitude já em 2007 , com o Neto, vindo até aqui.
Foi assim, a Tami estava em Curitiba e ia ficar um tempo, pois estava de férias e prestes a ingressar na faculdade.
Daí resolvemos marcar um encontro no Jardim Botânico.
A príncipio conversando no msn, ficou acertado que, a gente se encontraria no terminal do Portão (os 3) e que de lá iríamos para o Jardim Botânico.

Procurei não sair muito cedo de casa para não ser o primeiro a chegar no terminal.
Não adiantou nada. Fui o primeiro a chegar, enquanto esperava a Tami recebi uma ligação no celular, era a Heloísa.Tava dizendo que os planos mudaram um pouco, me perguntou se a Tami já tinha chegado e eu contei que não. Então ela disse para irmos encontrar com ela no ponto EM FRENTE ao Jardim Botânico, me perguntou se eu sabia qual era, eu disse que sim, crente que fosse o ponto que fica na quadra do Jardim Botânico. Desliguei.

A Tami chegou pouco depois e ainda levou um tempo pro Cabral/Portão (o ônibus) chegar. Lá contei pra Tami o recado da Heloísa. Por sua vez, a Tami entendeu que o ponto que eu havia dito pra gente descer era um UM PONTO ANTES do Jardim Botânico, na verdade nem posso culpar ela por isso porque, ela me confessou nunca ter ido até o ponto final daquela linha e eu já tinha pego aquela linha diversas vezes e ido até o terminal do Cabral. Devia ter tido mais pulso e dito: "Não Tami, não é esse! É no próximo!". Mas ela estava crente que era ali, a gente desceu, e ela relutou um pouco , mas eu disse pra gente ir a pé até o próximo ponto. Que ainda assim era errado, porque a Heloísa tinha dito pra gente se encontrar na frente do Jardim Botânico, e não na quadra ou um ponto antes. Eu começei a ficar meio tenso porque a Heloísa tinha ido de carro, e óbvio, que eu desconfiei que como ela foi de carro, devia ter chegado antes que eu até o local.

Nisso, como a Tami pensava que o ponto correto era aquele que a gente tinha descido, comentou comigo:
"Só falta a Heloísa ligar daqui a uma hora pra dizer que não vem!" - eu olhei pra ela com a cara de quem ia perguntar "Mas ela já fez isso, por acaso?" mas antes que eu perguntasse a Tami disse:
"Ela nunca fez essas coisas comigo, mas tem cara de quem faz."
Na verdade fiquei meio de cara com aquele comentário dela, ainda se a gente tivesse indo se encontrar com a tosca da Jovine, que dá bolo em meio mundo ainda faria algum sentido aquilo, mas não, era com a Heloísa. E eu sabia que a Heloísa era uma pessoa de palavra, afinal (aquela época) quase 3 anos de amizade (mesmo que fosse virtual) servia pra conhecer pelo menos o mínimo de uma pessoa , né?

Outra coisa que não entrava na minha cabeça: se a Heloísa fosse desmarcar, pelo que eu conheço dela, ela desmarcaria antes, me ligando pelo celular, não ia esperar uma hora e pouco em relação ao horário combinado pra avisar uma coisa dessas.
Essa crença que eu tive o tempo todo e sabia que sim, a gente iria realmente se encontrar.
A Tami ainda ficou em dúvida (por não conhecer a linha do Cabral/Portão até o fim)se era o ponto em frente ao campus da UFPR ou o ponto da esquina do Jardim Botânico. Afirmei pra ela, que não era aquele, daí ela me contou que nunca tinha ido a lugar nenhum com aquele ônibus. Chegamos no ponto, (que eu achei que era) e não vimos a Heloísa, me bateu uma certa tensão pq pela lógica das coisas, ela indo de carro teria chego antes que eu e a dona Tami, que estava crente que a gente ia levar um bolo da Heloísa, de repente quando quase nos afastávamos do ponto,eu olhei pra trás, e reconheci (pq ela tava um pouco longe) por uma foto do orkut a Heloísa com uma blusa que tinha num antigo álbum dela. Eu perguntei pra Tami: "Olha lá, não é ela?"

Enfim ela se aproximou , a gente se cumprimentou e ela perguntou:
"Meu, onde vcs tavam? Fiquei o tempo todo aqui, subindo e descendo" - era uma ciclovia e tinha uma ladeira (ou subida, depende no sentido de quem vai e de quem vem), daí eu fiquei ainda mais cabreiro e perguntei:
"Faz tempo que você chegou?"
"Faz uns 10 minutos."

A gente foi até o Jardim Botânico, mas a Heloísa tava com fome porque não tinha almoçado aquele dia e comentou que tinha pensado em chamar a Aline pro encontro, mas que nos últimos tempos elas não estavam assim tão próximas e acabou não chamando. Mas o que me surpreendeu foi que ela e a Tami discordavam de tudo, e eu concordava com o que elas decidissem porque pra mim tanto fazia, o importante mesmo era conhecer a Heloísa pessoalmente (mais do que a vez que ela veio aqui com o Neto e a gente mal se falou), mas eu esperava que a Tami e ela fossem mais amiguinhas no sentido de, não ficarem quase brigando pra decidir se íamos no Habib's ou se ficavamos no Jardim Botânico.
Acabamos indo no Habib's comer, a Heloísa perguntou se eu tinha trazido as pilhas, pq a gente tinha marcado no msn de eu trazer pilhas pra ela tirar umas fotos, ou alguém tirar foto da gente naquele encontro.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Março 23, 2009

 

[P#165] 2008 (Parte FINAL)

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Amigo secreto de fim de ano, com os funcionários da empresa. Da esquerda pra direita: Júnior, Patrícia, Débora, Josi,Thaís, Thiago agachado, eu e Marcelo

Na sequência fui pra casa e de lá , eu e minha família fomos pro Shopping Curitiba comer e eu comprei o presente de amigo-secreto. Tinha tirado a Josi, então dei uma caixa de chocolates.

Depois, fui até à AEB de noite e me encontrei com o pessoal, porque não queria chegar muito antes no lugar, sendo que tava chegando uma hora e meia antes, mais ou menos. De lá, Thiago, Thaís, Júnior e eu, rumamos para o amigo secreto, chegando um pouco em cima da hora. A Débora estava super produzida, confesso que quando eu estava no andar de baixo andando com meus amigos, não reconheci que era ela, depois quando subi e vi ela com a mesma roupa, reconheci.

Sentei longe dela e da Patrícia e do Anderson.
Não porque quisesse, mas por falta de inteligência suficiente de ter sido o primeiro na fila e ficar mais próximo do Marcelo, por exemplo. O Paulo também estava lá e comentou o fato de eu ter pedido a demissão por e-mail, num tom de brincadeira. Eu tomei algumas e fiquei num grau. Geral pediu costela e cerveja, e a gente foi traçando. Sentei do lado do Thiago.

Essa camisa que estou usando nessa foto foi o presente que eu ganhei de amigo secreto de um amigo da esposa do Marcelo , meu antigo gerente geral lá na loja Chile.
Não lembro o nome do rapaz, por isso dessa descrição acima. A Thaís quis dar uma calcinha pro Paulo no presente de amigo-secreto, mas no final o pessoal colocou a calcinha nela à força.

No final pensei que ia voltar com a Débora e o Anderson pra minha casa, mas, acabei, voltando com o Paulo e o Júnior voltou com eles.
Dia seguinte fui no RH e fiz um exame-médico demissional, a médica perguntou se eu era casado, mas acho que nem foi com nenhuma malícia, mas era bem interessante, confesso. No RH , marcaram uma data em Janeiro pra eu pegar o meu acerto.

Passei Natal em casa. E fiquei muito feliz. Minha família não gostou nem um pouco da minha atitude, embora eu soubesse o que tava fazendo e acho que ter seguido a minha intuição foi o melhor que fiz. Dia 30 pela manhã a gente viajou para Santa Catarina onde ficamos até o dia 04 de Janeiro, voltamos no Domingo (já desse ano de 2009)

Os dias na praia foram bem interessantes e meu avô estourou fogos de artíficios na praia, porém não estourou todos porque um foi numa direção errada e quase acertou uma criança.

Continuo no próximo post.

 

[P#164] 2008 (Parte 12)

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Eu com minha segunda grande aquisição de 2008. A primeira fôra a handycam

Conforme o ano se aproximava do fim a Débora me comunicou a vontade de não permanecer mais na loja. Ela tava cansada de trabalhar quase todos os dias de semana folgando só em um deles e também ela queria ter mais tempo com o marido e ver a filha dela crescer direito, estar mais perto dela, enfim um monte de questão a ver com a vida pessoal dela. Pra ela por outro lado não seria problema, pois já tava registrada como gerente das Americanas e já tinha sido registrada em um cargo de hierarquia superior quando era funcionária do Mc Donalds. Mas não consegui esconder minha tristeza. Argumentei com ela e ela falou que nada faria ela voltar atrás na decisão dela.

Então ela acertou com o Marcelo que ficaria na loja até o dia 23 de Dezembro, e ele por sua vez informaria o Paulo, e, consequentemente, era provável que a Thaís se tornasse a gerente de turno da loja Chile. Mas , ninguém pode prever as curvas do destino por mais que já se tenha tudo planejado e acertado. Eu fiquei triste sim com a saída dela porque eu tinha treinado ela, tinha trabalhado uns 3 meses e meio com ela (pelos meus cálculos) no turno da noite, e sabia da eficiência extrema dela, e depois eu tinha visto ela se tornar gerente, enfim , po acreditava até que ela teria ido bem mais longe e se tornado uma gerente de loja, assim como o Marcelo.

Então veio uma grande surpresa no fim do ano que pegou todo mundo de calça curta. O Paulo surgiu na loja de manhã e informou ao Marcelo que estavam precisando de um gerente geral em uma outra loja da rede. E já tinha alguém que ele planejava assumir o lugar do Marcelo na loja Chile. Era a Débora.
Paulo chamou ela para um particular para informá-la da situação.
Quando a Patrícia pediu demissão, a situação ficou difícil e o Thiago, o último a ser contratado pelo tempo que eu estive lá, tinha passado a integrar o time de funcionários da noite, eu passei a abrir com ela a loja, sim, somente a Débora e eu no turno da manhã.

Então digamos que meus últimos 20 dias como funcionário da AEB foram como se eu fosse um funcionário da manhã, saindo de lá às 16:30h da tarde.E entrando às 8:00h da manhã. Não era fácil acordar cedo. Ainda mais pra mim que sempre odiei, mas como era um sacrifício que eu considerei válido, resolvi encarar o desafio.

A Débora fazia todo um processo no segundo andar da loja enquanto eu limpava o chão, embora muitas vezes ela mesma o tenha limpado, e varria, e sei lá, depois abria as portas e contava os dois caixas. Enfim, na verdade eu falei pra ela, manifestei minha vontade de ir embora das Americanas dia 23 de Dezembro, falei pra ela que tava triste com a saída dela e que provavelmente não ia aguentar trabalhar ali tb sem ela estar lá.

Eu manifestei e minha vontade se espalhou a ponto de o Júnior também ter sido notificado que eu queria a demissão. Ele me perguntou:

- Tem certeza que tu quer sair cara? Logo agora que o Paulo está pra te promover?

Pra ele eu disse que meu pai havia me chamado pra trabalhar com ele.
Na verdade toda minha família ficou muito raivosa com a notícia da minha saída da empresa. Não aceitavam, achavamm que eu ia fazer uma coisa inconsequente porque eu não tinha nenhum emprego em vista, ou seja eu não seria contratado por outra empresa logo após sair das Americanas, mas eu tava confiante em mim e na minha experiência registrada de um ano e meio de Lojas Americanas.

Mas minha família tentou argumentar pesadamente pra que eu ficasse na empresa, gerando quase brigas aqui em casa em função da minha saída da AEB.
Mas eu tava decidido e nada mais me seguraria lá. Eu tinha ficado muito mais tempo nas Americanos do que muita gente que eu vi sair e não aguentar nem um mês, as que aguentavam bastante , exceção à Débora, ficavam 3, 4 meses, tava na hora deu sair.

Porém um dia eu atendi uma ligação do Paulo (que não era pra mim, mas ele aproveitou aquele momento pra falar comigo e perguntar porque eu ia sair já que ele estava prestes a me transferir pra loja do Jardim Social), eu expliquei a mesma história que tava dizendo a todos na loja, com exceção da Débora que sabia de toda a verdade.
Falei que era por causa do meu pai que tinha me feito uma proposta de trabalhar com ele, mas que eu podia falar com meu pai, pra ver se ele deixava eu continuar a carreira na empresa.

Desliguei o telefone confuso.
Porque agora tinha me comprometido com o Paulo.
Eu queria ir embora da emprsa e não tinha conseguido ser homem o suficiente pra argumentar com o Paulo que não queria mais ficar lá.
A situação tava ficando ruim pro meu lado.
Quanto à Débora, depois de receber do Paulo um prazo pra pensar no assunto chegou a conclusão que realmente não queria o cargo de gerente de loja, que era muita dor de cabeça pra aguentar, e enfim mil problemas e o salário não compensaria pelas dores de cabeça que ela provavelmente teria ali.

Pra fuder de vez, pouco antes de eu e a Débora sairmos da empresa, fomos vítimas de um "simulacro". Surgiu um meliante na loja, com um ar estranho, parecia não estar consciente , no sentido de, parecia estar drogado, e se aproximou da Débora, ela me chamou pra perto, e a princípio eu achei que era um cliente que queria reclamar de algo , de algum atendimento que eu dei a ele e ele não tivesse gostado. Ele se virou pra mim e mostrou que tinha algum volume na calça, como se fosse uma arma. Ele pediu pra que a gente abrisse os caixas e déssemos o dinheiro pra ele. Eu juro que minha raiva foi muito maior que a tristeza por aquilo ter acontecido. Pensei em reagir, mas a Débora estava visivelmente aflita e chorando, principalmente óbvio pela responsabilidade de ser a pessoa responsável pela loja naquela hora (já que o Marcelo não estava mais lá)e ter que dar ao Paulo uma notícia terrível daquelas e pela sensação de fragilidade e de não poder fazer nada. Era por isso que eu tava mais puto além de óbvio, essa questão do dinheiro roubado dos caixas. O cara não era forte, era um magrelo e minha vontade era de pular o balcão e cair na porrada com ele.
Mas como eu ia fazer isso? Só faria se a Débora não tivesse ali.
Eu tava desconfiado que ele não tava realmente armado, embora não tivesse certeza.
Mas não fiz nada, e fui engolindo minha raiva a seco sem poder fazer nada.
No final o lazarento ainda pediu pra que a gente deitasse no chão até ele sair do local. A Débora ligou pra polícia.
Conseguiram pegar o elemento a poucas quadras do local. Queriam que reconhecessemos o elmento.
Eu reconheci e fui até a delegacia como a vítima e daí o escrivão anotou meu depoimento.
O Paulo foi almoçar e depois a gente teve de retornar à delegacia porque antes, quando estivémos lá , eles disseram que era chegada a hora do almoço e pediu que voltássemos à tarde.

A tarde pegaram meu depoimento.
E aí o Paulo veio me perguntar sobre aquilo que havíamos conversado dias antes no telefone. Eu falei que meu pai tinha permitido que eu fizesse carreira na empresa, ou seja me acovardei pela segunda vez, quando podia ter dito que realmente eu não estava mais afim de trabalhar lá.

Daí ele me falou pra que eu aguardasse então que provavelmente em Janeiro eu começaria a trabalhar no Jardim Social.Mas aí eu fiquei mais chateado ainda porque se fosse pra ser transferido eu queria ser transferido naquele momento, de preferência ainda antes do Natal, mas ficou acertado que eu iria continuar na empresa.

Aquela situação me afligia pra caralho porque eu tava cada vez mais vítima da minha falta de energia pra lidar com a situação, minha covardia em falar ao Paulo que eu não queria mais pedir demissão. Aquilo tava me deixando ansioso, porque já tava certo e eu já havia inclusive impresso pedido de demissão e escrito 3 cópias a mão do mesmo pra ir embora pra valer da empresa e ficava lá fazendo o Paulo acreditar que eu continuaria na empresa.

Porém, o Paulo continuou ali o resto do dia.
Pelo menos até eu ir embora ele ainda estava lá. Muitos clientes vieram na loja e a Débora teve que estender sua carga horária , e eu tinha planejado ir embora com a Débora e o marido dela, como fazia sempre, só que realmente demorou.
Nisso fiquei nervoso e não aguentei ficar só dentro da loja, fui pra fora, tirei meu casaco. Depois coloquei, olhei pra ver pelo lado de fora o que ocorria dentro da loja e ainda tinha muitos clientes ali.O Paulo continuava no computador. Teve uma hora que saiu e veio me perguntar o que havia, mas ao mesmo tempo ele tava atendendo alguém no celular.

Voltei pra loja, a Débora continuava ocupada e o marido dela esperando.
Enfim depois de muito tempo voltamos pra casa.
No dia seguinte, quando eu cheguei o Paulo me seguiu até o andar de cima da loja (eu tinha que subir pra guardar minhas coisas no armário)
e veio me perguntar porque eu tava "cuidando" dele, e o que eu estava escondendo, o que estava se passando e queria a verdade.
Mas o que eu ia falar pra ele?
Realmente não tinha nada.
Nada tinha acontecido apenas me aborreci com a situação e sai da loja, andei pela loja, mas porque estava impaciente.
Eu podia ter ido embora quando terminou meu expediente?
Sim, podia, mas como éramos todos colegas, inclusive do Anderson , marido da Débora, achei que não tinha nada demais eu voltar com eles como já tinha corrido muitas e muitas vezes.
Mas o Paulo me disse "mas Ricardo você mora logo ali, pra que pegar carona?"
Se analisar por esse ponto de vista tinha razão, mas eu não gostava muito do fato de voltar sozinho pra casa, sem companhia.
Enfim ficou meia hora lá em cima comigo dizendo que queria a verdade, que não tinha perguntando nada pros outros e que perguntava direto pra mim porque ele queria a verdade.
Só que eu não tinha nada a declarar, por isso me senti meio mal.
Se tivesse mesmo escondendo alguma coisa teria dito a ele o que era.
Eu achei esse episódio lamentável, por outro lado, eu penso que foi ele que facilitou, que o Paulo aceitasse minha demissão via e-mail com mais tranquilidade.

Então, depois de quase explodir de tanta ansiedade, no dia 22 de Dezembro eu mandei um e-mail para o Paulo explicando a situação e dizendo que meu pai tinha me feito uma contra-proposta na qual eu não precisaria trabalhar sábados e domingos e que eu já tava com a viagem marcada pra tarde do dia 24 de Dezembro à tarde.
De manhã no dia 23 eu e a Débora abrimos a loja em procedimento normal, mas, logo ao descer ouvi alguém batendo à porta. Era o Paulo, me deu "bom dia".
Eu fiquei meio assim porque não sabia se ele tava ali porque tava sabendo do meu pedido de demissão e tinha vindo falar pessoalmente comigo ou se tava ali porque aquele era um dia importante, onde a Débora, responsável pela loja até então passaria seu último dia.

Aquela dúvida me importunou até uma hora que vi ele no computador e meu e-mail tava aberto. Percebi que lia meu e-mail, pouco depois com ele ainda no computador, perguntei se podia falar com ele, que respondeu: "Agora não."
Fiquei um tempão com aquilo na cabeça e meio tenso. Sabia que por mais que eu tivesse me acovardado antes, a hora de falar com o supervisor sobre a minha demissão chegara. Depois a tarde, ele mesmo me perguntou: "Então vc quer sua demissão?"
eu falei "Sim, mas como deixei explícito na carta, não é nada contra empresa , e muito menos contra alguém.", ele disse:"Tudo bem."

Me ajudou, o que eu esperava do Júnior porque era o gerente que eu tinha visto assinando a demissão da Patrícia,e o Paulo foi quem ligou pro RH e assinou e carimbou as vias me dando plenas condições de me demitir. Fiquei muito aliviado com aquilo e livre, aliviado de ter tirado um peso das costas.
Paulo me desejou "boa sorte". Eu saí. Teria de me preparar pq à noite a Débora tinha promovido uma festa de despedida com direito a amigo secreto e eu não podia perder.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Março 16, 2009

 

[P#163] 2008 (Parte 11)

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A crise pra qual os EUA nos empurraram começou a mostrar os primeiros efeitos em Setembro de 2008

Continuando de onde parei, esqueci de falar que, um mês antes de eu tirar férias, em Agosto, ou no fim de Julho, já não lembro mais com exatidão, a Débora foi promovida a gerente de loja. Ficou responsável então pelo turno da manhã.

Mais ou menos na mesma época entraram 2 funcionários horríveis pro turno da manhã, um negro e obeso chamado Zeus e uma outra gorda preguiçosa e que não fazia porra nenhuma chamada Cris. Trabalho definitivamente não era o seu nome.

Enfim a passagem deles pela loja foi algo tão insignificante que nem perderei meu tempo comentando a respeito disso. Eu peguei férias. Comprei outra guitarra, peguei 20 dias de férias e vendi outros 10 como já tinha dito antes em algum post da bio.

Porém antes de pegar férias o Zeus se demitiu e entrou uma japonesa em seu lugar. A Sattie. Ela logo a princípio foi se mostrando muito eficiente e uma grande aliada da Débora no serviço. Mais tarde haveria atritos entre a Thaís e ela e mais uma outra funcionária da manhã, que entraria depois, a Patrícia, mas não to nem um pouco a fim de falar sobre isso, vou pular essa parte, porque tem coisas mais relevantes a serem contadas.

No fim de Outubro depois de já estar há um bom tempo em treinamento com a Thaís pela gerência da loja e eu estar meio certo que a Thaís é quem se tornaria a gerente pelo fato de ter mais afinidade com o Paulo e estar sempre conversando com ele, fui chamado pra fechar a loja do Jardim Social na condição de gerente, isso aconteceu por uma semana inteira quase e mais alguns dias. Eu estava certo que então, me tornaria gerente da noite da Loja do Jardim Social.

Pra mim seria ótimo porque não teria que enfrentar os pepinos que uma loja transformada com as Americanas enfrenta. Lá seria só cuidar de filmes , gerenciar a loja fazer o fechamento sem se preocupar por exemplo com a cobrança do pessoal das Americanas e muito menos com produtos perecíveis (com exceção dos chocolates e das bebidas) que merecessem a atenção da troca toda hora.

Começei lá, mas não pude entrar pro time de gerentes de lá pois não havia vagas e o Paulo não conseguiu um jeito de me inserir naquela loja, movendo algum dos outros gerentes para outro lugar.A Andrelise que estava exercendo a função de gerente geral da loja sem no entanto receber como tal ou ser mesmo promovida a tal função me deu maior apoio, eu achava que daria certo lá.

Mas rolaram alguns problemas e enfim o time deles se acertou, não sendo mais necessária minha presença lá uma vez que a gerente que estava cobrindo folgas e falta de pessoal de outras lojas tinha retornado a loja. Voltei pra loja da rua Chile. O final do ano se aproximava e o treinamento estava continuando também,para a Thaís. O fechamento de caixas era bem mais simples na loja do Jardim Social, e eu não tremia com o dinheiro na mão como tremia na loja Chile.

Enfim voltei pra Chile e já tava perto do Natal a loja recebeu um novo layout pro Natal, um monte de material chegou e tivemos que organizar, piscas, anjinhos e enfeites natalinos diversos, além de outros itens que eu não vou lembrar agora ,e ta na hora já de terminar esse post.

Continuo no próximo.

Quarta-feira, Março 04, 2009

 

[P#162] 2008 (Parte 10)

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Essa imagem simboliza provavelmente a decepção de muitos clientes da antiga rede de locadoras com a fusão nada benéfica com as Americanas

Extraído de:
http://www.diariodorio.com
e-mail de um cliente:

" A BlockBuster, comprada recentemente pela Lojas Americanas, está um verdadeiro palco de horrores com filmes postos de qualquer jeito, tudo amontoado etc….
Tudo bem que as Americanas não queiram fazer do novo foco a locação de filmes, mas para deixar na meia bomba como está, é melhor acabar e deixar outra empresa assumir este nicho. Revoltante!!

Se aluguel pela internet não funcionou para mim, a Blockbuster parou de funcionar direito, locadoras de bairro estão desaparecendo… e ainda reclamam do Download de filmes, assim não dá! "


Os clientes em sua maioria acharam muito ruim mesmo e acharam que as Americanas querem acabar com a parte de locação da antiga empresa.Reclamavam sempre mesmo quando já tinha mais de um ano que todo o layout havia mudado completamente. E a gente como funcionário tinha que ouvir e argumentar que não, que o número de filmes não tinha diminuido (e de fato realmente não tinha) e que a exposição do layout tinha mudado e que blablablabla... enfim. Foda-se, outros tempos.

Eu tinha queimado a cara bonito com o lance de querer uma gerência e numa só semana acontecerem duas merdas daquele naipe. Desisti da gerência, mas não podia pedir demissão porque ainda tava pagando a prestação da Epiphone que havia comprado no final do ano anterior. O jeito era esperar o tempo passar e as pessoas esquecerem aquilo pra ver no que dava.

Com a administração do Marcelo voltou-se a falar pesadamente em investir muito no movie pass, principalmente porque estava próximo no mês das férias. A Débora tinha voltado pra loja, e antes dela retornar o Vô pediu demissão. Eu sabia que ele e o João Gustavo não iam durar muito lá, mas não sabia até que ponto iam aguentar. Com razão eles contestavam muitas coisas lá. Eu só não contestava porque por contrato já tinha me comprometido a passar por aquilo pra mim só restava duas opções: ou crescer na empresa me tornando um gerente ou cair fora, mas ficar avacalhando e chegando atrasado eu não faria, pois tinha minha responsabilidade, fora o fato de ser do turno do fechamento. Isso me segurou bastante lá. Não ter que acordar cedo é uma dádiva, embora meus últimos dias na Block eu tenha passado como funcionário da manhã.

A Débora voltou, voltou pro turno da noite, e o João Gustavo acabou por pedir demissão por causa de um problema de pedra nos rins que teria de tratar de uma forma mais séria, com acompanhamento, e não poderia ficar na empresa. O tempo passou e a Débora pediu pra mudar de turno pois dentro de um mês ou menos ela iniciaria um curso técnico de administração.

O Luiz foi pra outra Block e no lugar dela como gerente da manhã entrou a Josiane, que vinha de outra loja, isso antes da Débora retornar pra nossa loja. Muitas mudanças. O Júnior foi promovido a gerente e com isso o Guilherme retornou à loja do Portão. Antes da Débora ir pro turno da manhã, foi contratada uma funcionária que primeiramente havia deixado um currículo na intenção que a irmã dela entrasse, mas que acabou entrando no lugar da mesma na empresa. Seria minha nova companheira de turno. Tinha uma gostosinha que era pra entrar tb na mesma época pro turno da noite mas não rolou.

Um ou dois dias antes dela entrar definitivamente para o time de r.a.c.s da Blockbuster, eu a atendi no caixa e ela falou pra mim: "Viu, em breve eu já devo estar aí trabalhando com vocês.", óbvio que eu não perdi a oportunidade e retruquei "é parece que deve entrar você e uma outra menina" - ela nada respondeu e a menina também não entrou, e eu não lembro a razão. Só lembro que a block parecia um navio-pirata como minha antiga faculdade. Só homem e canhão dividindo o mesmo espaço. Super motivador.

O nome da funcionária Thais.
No começo eu não perdia a chance de fazer uma piadinha escrota com ela ,até porque tinha uma contagem de movie-pass em que haveria uma premiação para os que conquistassem o primeiro lugar no movie-pass aquele mês. E realmente nunca fiz tanto movie-pass como naquele mês. A Débora sei lá por qual razão tinha deixado de marcar os dela. E eu tinha que ouvir "Você viu , estou em primeira no movie pass". Era foda, no começo fui super escroto com ela. Durante uns dois meses fui bem escroto e só fazia piadinha de péssimo gosto com ela. Só começei a respeitar ela de verdade depois que eu retornei de férias e ela me deu uma mão pra eu aprender os procedimentos de gerência, que eu devo falar mais pra frente. Agora não.

Enfim, a Thaís entrou , ficou ela , o Júnior e eu como time da noite de funcionários sendo que o Jùnior nos administrava. Pouco antes de ir pra manhã a Débora me contou que tava já procurando emprego em outros lugares e que saíria de lá, eu falei que ia ser ruim continuar ali sem ela. Eu também começava a pensar em ir embora da Blockbuster mas não podia, principalmente por causa da prestação da guitarra que ainda não estava quitada.

E fora que eu acabei pegando férias em Setembro. Quando peguei férias, peguei 20 dias e vendi os outros 10. Nunca ganhei tanto dinheiro na empresa como aquele mês porque eu tinha pedido pra vir parte do décimo terceiro junto do salário, lembro como se fosse hoje:
R$ 1.180.
Mas nunca veio esse valor constando no meu lerite.
Se não eu imprimiria ele aqui.

Durante as férias me bateu uma forte dúvida se eu ia no Café Paris, a casa de entretenimento adulto ou se eu compraria outra guitarra. Demorei uma semana pra decidir mas acabei comprando a guitarra e dei 1000 reais de entrada. Iria parcelar o resto em 3x de 300 e poucos e com isso a prestação terminaria no fim do ano e eu não teria de continuar na empresa por muito mais tempo. Mas depois de pagar uma das prestações meu pai assumiu o resto da dívida e eu não precisei pagar o resto.

Quando eu retornei, no final de Setembro pro trabalho, a situação tava estranha o Júnior tava no Batel substituindo alguém que não tava mais indo trabalhar.Tava a Thaís sendo treinada pra gerente , e o Marcelo me colocou pra treinar junto. Então estávamos nós dois treinando pra gerentes e algum de nós iria pegar a vaga, ou se o Paulo não tivesse satisfeito com nenhum de nós dois, alguém de outra loja poderia assumir a vaga. Daí a Thaís passou a me ajudar mais , embora fosse o Marcelo primeiro quem me ensinou a fazer fechamento de caixa e o procedimento sequencial no segundo andar da loja.

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Março 03, 2009

 

[P#161] 2008 (Parte 9)

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Vídeo onde falamos das "virtudes" do João Paulo, no vídeo aparecem a Débora, o Guilherme e o Júnior, e podem ouvir a minha voz, eu tava filmando

É.
Continuando o que eu havia parado no post anterior.
E eu to muito devagar, já estamos em Março, aconteceu já um monte de coisa nesse ano de 2009 e eu ainda to falando do ano passado.
Esse ano ta começando estranho pra mim hoje consegui perder sei lá onde a carteira de trabalho e minha identidade que tava dentro dela. Jóia. Estou "hiper feliz".

Continuando de onde parei no post anterior:
Éramos em 4 funcionários fechando à noite. O Paulo ia precisar de alguém pra loja do Portão pois lá faltavam funcionários. A princípio era pra ficar apenas uma semana até que contratassem alguém , mas o que aconteceu foi que ela acabou ficando um mês e 15 dias na loja do Portão, o que me deixou muito puto pq sentia falta dela lá na loja devida a sua grande competência profissionial , não desmerecendo aqui tb, o mérito do João Gustavo e do Vô.

A gente foi pego de surpresa por aquela notícia que ocorreu bem no dia em que a gente ficou sabendo que o Everton iria pra outra loja, a Débora foi com ele, ela não queria ficou muito triste. Chamei a Juliana pra conversar porque tinha sabido por alto que ela queria mudar de loja junto com o Everton, e ela explicou que fazia tempo que queria mudar de loja e inclusive o gerente do Portão tinah feito convite pra ela trabalhar lá, mas que ela achava que a hora era aquela.

Bom enfim, uma série de mudanças se deu a partir daí.
Fiquei com medo que a Débora fosse ficar na loja do Portão pra sempre, e nessa fase que ela tava na loja do Portão eu dei uma decaída legal, não no trabalho que desempenhava mas no meu comportamento dentro da loja e pisei na jaca gostoso. Eu havia pouco antes na mesma época conversado com ela pra ela ver com o Paulo se não havia condições de me tornar gerente.

Mas seguindo cronologicamente os fatos, vejamos o que aconteceu:
Dia seguinte foi a troca dos gerentes de manhã/noite.
Entrou o Luiz e o Guilherme. O Guilherme seria o gerente da noite e o Luiz o da manhã.
Quando vi o Guilherme fiz questão de me apresentar e aí me disseram que ele morava próximo de onde eu morava, o que tornava possível voltar a pé pra casa já que voltaria com ele. E assim foi nesse mês em que a Débora não estava lá, voltava a pé com ele.

Veio também o Júnior para o turno da manhã, ficando assim configurado o quadro de funcionários:
Manhã: Lucinéia, Júnior e Patrícia com o Luiz como gerente
Noite: Eu, João Gustavo e Vô e Guilherme como gerente.
O gerente geral era o Marcelo agora.
Nessa fase , só fiz merda. Não, não sei por qual razão. Se eu tava abatido, se , enfim sei lá, sei que fiz cagadas extremas.

A primeira foi quando eu peguei um filme sem registrar na conta pro meu pai, (que tem movie pass ainda na Blockbuster) e até aí tudo bem. Ta certo que numa batida de relatório ene poderiam dar pela falta do filme, mas eu tava otimista que aquilo não ocorreria. Tinha pego uma folga dupla de Domingo e Segunda, na Terça vi o Paulo na loja e joguei pela porta do quick-drop o filme. Pra quê? Ele viu e percebeu, o Marcelo foi atrás de mim, enquanto subia pra bater o ponto pra me dizer que o Paulo tinha me visto colocando filme no quick-drop sem registro e que ele tava muito puto com aquilo. O Paulo veio falar comigo e disse que aquela situação era muito grave que o que eu tinha feito estava a nível de ganhar uma demissão e que ele nao sabia o que o Marcelo iria fazer comigo, se iria me dar uma advertência escrita ou o que ele faria. Minha sorte foi que o Marcelo deixou passar essa cagada em branco. Mas eu vi que queimei minha cara total naquele momento. Se eu queria ser gerente não ia ser mais naquela hora que eu ia conseguir alguma coisa.

Pra fuder ainda mais, no dia seguinte ou 2 dias depois, não lembro, só lembro que foi na mesma semana, pra me livrar de um cliente que tava me estressando indiquei que ele (era um casal na verdade, mas falei com o homem diretamente) fosse na loja do Batel , simulando uma ligação pra lá dizendo que tinha o filme e que eles podiam pegar tranquilos. Eles foram até a loja do Batel e lá não tinha o filme. Já tinhamos fechado as portas quando o casal voltou lá e bateu na porta pra reclamar do ocorrido. Pra piorar o Guilherme com auxílio do Vô encontrou o desenho que eles procuravam no meio da bagunça do catálogo dos desenhos. O Gulherme não tava acreditando na história, até que eu confessei que era verdade, e ele exclamou:
"Eu não acredito". Queimei meu filme legal com essa história além de ficar ouvindo ums sermão chato pra caralho do cliente, que por sinal, graças a Deus nunca mais botou os pés na loja e não tive mais de aturá-lo.

Duas cagadas gigantes na mesma semana eu fiquei preocupado com aquilo, no retorno pra casa , o Guilherme falou que o que eu tinha feito era uma cagada enorme e nada que eu explicasse faria pra ele sentido. Eu não consegui dormir direito aquela noite, tava pensando em pedir demissão, parecia ser minha maré de azar. Fiquei preocupado também do Marcelo saber daquela história pelo Guilherme então naquele dia, antes de eu entrar liguei e falei com o Marcelo tentando explciar a situação, porém no meio da ligação, chegou um cliente lá e eu não pude terminar de explicar o ocorrido , me pediu que terminasse de conversar com ele na loja. Eu tava com medo. João Paulo havia sido demitido na semana do dia dos namorados. Num Sábado e eu nem vi como foi.

Passado alguns dias a Talita ligou pra lá e pediu que eu fosse ajuda-la na loja pois estava sem funcionários suficiente pra fechar a loja do Jardim Social. Meu Deus, quando eu fui pra lá, que saudades que bateu da época que a loja ainda não estava sob a administração das Americanas. Sério, o layout todo me lembrou o período quando entrei na empresa a loja toda organizada, os filmes todos expostos de forma correta, e o próprio ambiente em si mais agradável de trabalhar, me surpreendeu positivamente, fora o fato de não ter que passar o dia inteiro ralando com material das americanas e fazer compra só do que fosse necessário como por exemplo refrigerantes e chocolates. Me agradou muito a loja de lá.

Foi também o mês pra conhecer melhor as novas e belas funcionárias embora a Lucinéia fosse mais gatinha , a Patrícia tb dava um caldo e era meio pervertida, o que não seria nada mal se ela conseguisse segurar um pouco dentro da cabeça as bobagens que pensava ao invés de expô-las. Na Segunda Feira que eu trabalhei de manhã pra substituir o Júnior no período a gente foi almoçar quase na mesma hora ali no Seis e Meia e ela me contou algumas coisas da vida pessoal e sobre como conheceu o namorado, daí entre outras coisas falou:
"E tinha um fulano lá que queria ME COMER... mas eu nunca dei pra ele..."
passado um tempo me perguntou:
"Você é virgem?"
Porra, eu com 25 anos na cara ia ser virgem?
Mas tudo bem, falei que não, que só não tinha namorada.
Como não a conhecia direito conversei apenas normalmente no que ela me questionou:
"Você não fala muita besteira né?"
Realmente ela não me conhecia. Eu falava sim só que ainda não tava muito enturmado com ela.

Numa outra ocasião em que havia chego em vídeo pra gente o filme "RAMBO IV" eu começei a trabalhar com as faces do filme e a inserir as inserts no mesmo e ela tava fazendo algum trabalho semelhante no que me disse EXATAMENTE da forma com a qual eu vou transcrever aqui:
"Hoje eu to com uma dor aqui" - apontando pra bunda.
"Hmm... andou muito?"
"Aiii é uma dor no CU sabe?"
Não eu não sabia. Nunca tinha sentido esse tipo de dor.
E fora que aquilo pra mim era muito surreal. Como uma menina me dizendo aquilo na maior no ambiente de trabalho?
Parecia até que a minha fake Nandinha tinha se exteriorizado aquela hora e tava dizendo aqueles absurdos
daí eu, fiquei com uma cara de cu maior que a dor que ela sentia no mesmo e pra não deixar a menina falando sozinha tentei argumentar o seguinte:
"Mas não sei, se esforçou muito?"
"Não. Sabe aquelas dores no CU que parece que só vão passar quando vc ficar de quatro ?"
Eu realmente não acreditava que tava ouvindo aquilo.
Fiquei sem fala. Que é que eu ia falar naquela situação?
"Ah vamos ali atrás então que já faço passar a sua dor?"
Estando ali trbalhando? Como é que pode?
Não tinha nem como. Nem se eu quisesse, e nem se eu acreditasse que aquilo era verdade. Ela deu uma risadinha.
Eu sai e fui fazer outra coisa, mas nunca esqueci o que ela me disse.

Na madrugada de Domingo em que foi o dia em si foi o primeiro sem a presença da Débora na loja, (19 de Maio ???) eu vi o messenger da Heloísa subindo. Aquilo me fez compreender que diferente da vez anterior então dessa vez ela não havia me deletado do seu rol de amigos só bloqueado. Eu fiquei meio com medo de falar com ela e receber um estouro, ela tava reclamando de alguma coisa referente a tecnologia no nick (coisa que agora eu não lembro o que era) eu abri a janela perguntando pra ela se ela já tinha tentado o Driver de instalação. Ela falou "mas é claro" mas de uma forma bem amistosa.
Ela disse uqe não aguentava ficar sem "minhas merdas" e disse que não tava mesmo chateada com nada, nada. Eu achei aquilo maravilhoso na época.
Apesar das dificuldades lá na AEB a minha amizade com a Heloísa finalmente tinha retornado. Eu achei uma verdadeira benção porque acreditei que nunca mais teria uma segunda chance com ela. Mas nesse nosso retorno as coisas foram um pouco diferentes ela já não estava sempre no msn , como ocorria no ano anterior e não tinha mais aquele rodízio de quem abria o msn pra falar com quem. Eu que abri na maioria das vezes pra conversar com ela. Mas as coisas seguiram bem nesse sentido.

Continuo no próximo post.

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