Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

 

[P#160]2008 (Parte 8)

|

Crachá da época que eu era explorado pela empresa

Continuando o post, e agora acho que esse vai ser um dos mais complicados de escrever pois vou descrever uma situação que representa o momento mais difícil da minha carreira enquanto funcionário lá dentro. Uma situação delicada demais.

A Talita teve um problema com o filho dela e teve que se ausentar por uns dias.
O Everton me chamou e pediu pra que eu chamasse a Débora.
Mas eu não entendi que era pra eu ir junto. Chamei a Débora e falei que o Everton queria falar com ela. Mas eu tava MUITO curioso.
Não resisti e subi lá, fazendo que ia lavar a cara. Lavei e ouvi trechos da conversa que ele tava tendo com a Débora, perguntando se ela achava que tava um clima legal na loja.

Eu pensei que ele primeiramente estivesse se referindo ao pessoal da hierarquia mais baixa da empresa, como nós, e os novos rapazes que tinham entrado por último. Daí me toquei que estava se referindo a Talita. Eu teria de folgar no dia seguinte, então ele me questionou:
"E se não puder folgar?"
eu respondi:
"Pela empresa, eu venho"
ele me disse:
"Ta vendo, é de gente assim que eu gosto" - lembrando que a Débora tava presente nesse momento.
Mas eu tava puto de ter que ir trabalhar num dia que seria minha folga, ele disse
"Venha amanhã então."

Disse que a situação tava difícil que ele precisava de aliados pra gente ficar do lado dele. Que se a gente trabalhasse direitinho logo subíriamos de cargo e nos tornaríamos gerentes, e que, até aquele momento, nós seríamos auxiliares dele e que progredíriamos na empresa. A gente desceu, mas aquela noite eu não consegui dormir direito. Fiquei pensando no que ele tinha dito pra gente, mas me senti meio ameaçado a ter que fazer tudo que ele quisesse caso eu resolvesse cooperar com ele, fora que eu ainda não tinha esquecido que ele havia dito pra Talita que meu desempenho tinha caído na empresa.

Não sabia se contava aquilo ou não pra Talita.
Mais ou menos nessa época foi anunciado pelo Paulo um gerente geral pra substituir a Fujie. Era o Marcelo. Ele me conhecia mas eu não lembrava que ele me conhecia por causa das caronas que ele dava pra Fujie até o terminal quando era ela quem fechava a loja, ele falou "Vc eu já conheço", daí é que me toquei de toda aquela situação.
Enfim, a situação tava tão crítica que certo dia o Paulo veio na loja e ficou com a Talita com o Everton e o Marcelo pra discutir toda aquela situação. A Talita chorava, eu tive que subir lá pra pedir uma chave pra ela , já que, lá embaixo tava faltando uma chave.

Contei a situação pra Débora, que tava tensa porque a Talita iria sair e ela não queria ter de se subordinar as ordens do Everton. Foi aí que tomei a decisão de contar pro Paulo. Certa noite naquela semana enquanto a Talita estava ausente e coincidiu de haver uma folga do Everton na semana, eu disse pro Paulo que a Débora e eu queríamos conversar com ele. Depis falei pra Débora: "oh falei pro Paulo que a gente quer falar com ele.", ela retrucou "Eu não vou falar nada." Fiquei momentaneamente puto com aquilo, o Paulo conversou com o Marcelo o que tinha que conversar e depois chegou pra gente e falou: "Vocês querem conversar comigo né?" e perguntou se o Marcelo também podia subir com a gente pra saber do que se tratava.
Falei que sim, já que ele era o novo gerente deveria estar a par também.

A gente subiu e o João Gustavo e Danilo ficaram atendendo lá embaixo e cuidando da loja. Lá abri o jogo, e disse tudo que o Everton tinha nos dito e que aquela situação tava difícil pra gente que trabalhava lá , então o Paulo perguntou se a gente preferia sair da empresa a ter que aguentar o Everton la´, eu não respondi nem que sim nem que não, mas abri o jogo pra ele. A Débora também contou os podres, e aí o Marcelo falou qeu tinha coisa errada porque quando eles tinham conversado lá em cima ele não estava a par daquela jogada do Everton que estávamos contando pra eles naquele momento.

Então esperamos para ver o que aconteceria. E aconteceu naquele fim de semana.
Caí na cagada de falar com a Talita sobre o ocorrido enquanto ela esteve fora, que eu e a Débora conversamos com o Paulo e contamos tb do que o Everton nos havia proposto, só que era dia e a Juliana estava por perto e eu tava bem desconfiado que ela tinha ouvido a nossa conversa.

E sim, ela tinha ouvido.
Os dias passaram, e foi decidido que a Talita e o Everton seriam substítuidos por outros gerentes de turno. Seria renovada a equipe de administradores da AEB Chile.A Talita acabou sendo transferida pra loja do Jardim Social e o Everton para a loja do Portão. Só que a gente não tinha entendido o que tinha ocorrido, achando que só a Talita tinha ido trabalhar em outro lugar. Ficamos sabendo no dia, que ele também seria transferido.

Nesse dia eu cheguei, e tava um certo frio então eu tava com uma toca na cabeça e cheguei perto da funcionária nova, a Patrícia, uma altona, ninfomaníaca, que todos nós (homens que trabálhavamos lá na AEB)perdemos a chance de comer, mas tava fácil. E a maravilhosa, linda, gostosa e gatérrima Lucinéia. A funcionária mais linda que já trabalhou lá enquanto eu estive enquanto funcionário. Porra eu babava mesmo naquela menina, mas sabia que ela era casada e não dava em cima. Mas não era porque ela era casada que eu não dava em cima. Eu não dava em cima porque já tinha incorporado há anos a filosofia de um nti. Mas ela beirava a perfeição. Como tudo que é bom dura pouco, ela ficou uns três meses na empresa e depois se foi. Lamentei muito. E mesmo eu não estando mais na empresa lamento até hoje, nem cheguei a conhecer ela direito.

Cheguei, e tinha que subir pois lá em cima ficava o armário onde tirava meus pertences como esse crachá da foto que na maioria das vezes eu não levava pra casa por medo de esquecer e não levar pra empresa no dia seguinte. Lá chegando encontrei o Everton e a Juliana, os cumprimentei, apertando a mão do Everton que me perguntou:

- Você não tem vergonha de estender a mão pra alguém de quem você falou mal pelas costas?

Eu fiquei surpreso com aquilo e sem saber o que responder, dei as costas pra ele e disse:

- Você devia perguntar isso pra Débora.

Daí ouvi ele comentando:

- É, também - enquanto eu descia as escadas apressado pra me livrar daquela situação.

Cheguei lá embaixo vi a Débora e o marido, e como tava com a consciência pesada, disse a ela o que tinha acontecido mas que tava arrependido e por isso tava contando a ela, no que ela exclamou:

- Queimou meu filme!

Então pra tentar remover essa canalhice deixei que ela gastasse aquele mês a quantia que quisesse do meu associado porque eu tava com um puta peso na consciência, sabia que tinha dado uma apunhalada pelas costas nela e que aquilo não era atitude de amigo.
Amigo não faz essas coisas, por isso me senti mal.
Conto mais no próximo post.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]