Domingo, Janeiro 25, 2009

 

[P#159] 2008 (Parte 7)

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No ano em que na falta de algo melhor, mais sério e mais emergencial a se comentar, a imprensa nacional fez uma devassa na vida pessoal de Ronaldo, o Fênomeno por um incidente com transsexuais. Desses sensacionalistas óbvio que a Veja se destaca, ganhando dinheiro em cima de imagens de pessoas famosas como o presidente Lula e mais recentemente o jogador Ronaldo Nazário de Lima

Certo Domingo tive que abrir a AEB junto de outro gerente que não era o Everton, pois estava de folga e nem a Talita e me deparo com uma capa sensacionalista (mais uma) da revista manipuladora, escrota, facista e medíocre chamada Veja.
"A opção de Ronaldo."
O João Gustavo também ficou abismado com tamanha cara de pau e comentou comigo:
"A Veja é foda mesmo, quer passar a idéia para os leitores que o Ronaldo optou em ser gay"
Eu falei pra ele que não me assustava aquilo porque já estava acostumado há anos com sensacionalismo barato dessa revista cujas matérias forjadas são sempre compradas pelo pessoal da Direita.
Já, o ignorante do jornaleiro responsável pelo abastecimento semanal fez pra mim um comentário que foi o pior de todos:
"Veja só você, o Ronaldo depois de velho resolveu virar viado."
É duro conviver com pessoas que engolem toda e qualquer merda que é cuspida pela mídia.

Continuando no ponto de onde parei no post anterior:
continuei o meu trabalho e ao longe acompanhei o que aconteceu depois. A Débora desceu, vi que conversava com o Everton, a Talita também os observava, não consegui ouvir o conteúdo todo da conversa com exceção de um trecho que o Everton questionou a ela:
"Então quer dizer que eu não posso contar com você?"
"Não."
O Everton havia se irritado com aquela situação.
Depois a Débora me contou o teor da conversa.

Ela havia pensado um pouco mais e tinha decidido que não turnaria ,até porque, havia sido contratada pra ser funcionária da noite. Depois disse que percebeu que três pessoas que ela considerava iriam ficar bem desgostosas com aquela situação e principalmente o marido dela que a buscava todas as noites do trabalho pra casa, depois teria também a Talita e eu que ficaria realmente muito puto com toda aquela situação, e mesmo tendo uma dívida a pagar largaria tudo e pediria demissão de verdade perante aquela situação.Eu falava sério, não tava brincando. Se aquilo acontecesse eu pediria as contas naquele momento.

Enfim, do mesmo modo as coisas continuavam muito ruins depois que a Fujie tinha ido pra SP. A Talita e o Everton continuavam com seus atritos e problemas administrativos e não conseguiam chegar a um consenso o que de certa forma atrapalhava também o desempenho de vendas da loja como um todo. O Vô, fôra contratado alguns dias depois do João Gustavo e os dois foram contratados para trabalhar no mesmo período. Era como uma panela porque os dois se conheciam a mais tempo e ficavam mais tempo juntos trabalhando, o pessoal da gerência começou a não gostar dessa história.

Eles também tinham o problema de chegar atrasado morando na mesma quadra que a loja se situava.
A situação realmente era complicada. O Vô, vivia enchendo meu saco por eu falar de sexo porque dizia que eu era um 'maníaco sexual' e via sexo em tudo por outro lado eu achava muito escroto ele dizer isso porque ele era homem também e falava ou pensava tanto ou mais quanto eu, agora se ele fazia de menos, ou se não tinha gatinhas afim de dar pra ele e queria pagar uma moral de fodão ali, azar dele, ninguém caiu. Já o João Gustavo era mais gente boa e eu me identificava mais com ele.

O João Gustavo ficou logo insatisfeito com a empresa.
Porque antes ele conhecia a AEB pelo lado de fora, como cliente, depois que se deparou com a realidade de exploração dos funcionários e de salários magros e sem direito a remuneração por hora extra fora o excesso de trabalho , o estresse com clientes e outras merdas que se eu fosse enumerar aqui e detalhar, poderia sem dúvida escrever uns 10 posts, viu que realmente a empresa só tinha uma finalidade, lucrar, lucrar e lucrar, em cima do que fosse. Bando de capitalistas de merda, exploradores que transformavam a todos nós (funcionários) em escravos desse sistema.

O que começou a pesar pro lado deles foi a desconfiança depois de um episódio nebuloso em que sumiram dois Playstation da loja e as câmeras não flagraram porque a luz no andar superior estava apagada. Porém dava pra perceber claramente que alguém usando a luz do celular procurou o alvo do roubo. A porta da tesouraria sempre era trancada, o que aumentava o mistério. Nunca descobriram quem foi o autor do roubo, sendo que na verdade, podia ser até mesmo o João Paulo, embora a gente não acreditasse nessa possibilidade porque o João Paulo era quase um doente mental de tão lerdo.

Certo dia me empolguei e fui tomar uma Coca-Cola com eles no andar superior da loja. Na sequência, eu desci. Nisso encontrei a Débora reclamando comigo que tava sozinha no caixa e ela tinha muito mais trabalho pra fazer do que ficar lá, fiquei puto com aquilo e mandei ela ir se fuder.Afinal eu tava subindo bem rápido só pra tomar um pouco.

Depois a Talita veio me chamar ali pro lado de fora da loja pra dizer que eu estava indo na onda deles e que eu tinha quase 10 meses de empresa na época ela não queria me ver fora da loja, pra eu seguir o exemplo da Débora que não dava moral pra eles e não sei mais o que.Mas de tudo o que me chamou mais a atenção foi ela ter dito que o Everton falou que meu desempenho tinha caído depois que os 2 rapazes tinham sido contratados pela empresa. E ter comentado isso pra Talita que era a outra supervisora. Ela me deu um toque pra eu ficar ligado nas minhas atitudes e no meu trabalho. Fiquei puto e confuso com aquilo porque não tinha notado meu trabalho decrescer em função do João Gustavo e do Vô.

Continuo no próximo post.

Sábado, Janeiro 24, 2009

 

[P#158] 2008 (Parte 6)

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GTA IV - o jogo mais aguardado do ano, e recordista de todos os índices de venda. Vinha aguardando o lançamento dessa obra de arte desde o ano anterior

Sim, esqueci de falar do fenômeno GTA IV, que vinha sido aguardado a muito tempo por todos os fãs da série, assim, como eu. O jogo havia sido adiado e esperávamos ansiosos pelo lançamento dessa obra de arte definitiva e clássico supremo dos consoles da geração atual.

Segundo a Wikipédia, só nas primeiras 24 horas do lançamento do jogo, o mesmo chegou a faturar 310 milhões de dólares em venda, sendo vendidas um número aproximado de 3,6 milhões de cópias nesse curto período de tempo. Como produto de entretenimento GTA IV chegou a vender mais do que o livro "Harry Potter e as relíquias da morte" que em suas primeiras 24 horas havaim arrecadado um total de 220 milhões de dólares.

Foi um dos jogos mais bem cotados em todos os sites especializados no assunto.
Sua nota mais baixa foi nove numa escala que varia de zero a dez.
Eu esperei muito por esse jogo , e ainda não comprei a versão original do mesmo, mas quando tiver uma oportunidade irei fazê-lo porque é um jogo que supera todas as expectativas dos jogadores, além de ser muito viciante e divertido pela liberdade que você tem em sua tomada de decisões e pela não-obrigatoriedade de cumprir as missões em um tempo pré-determinado sendo livre pra acessá-las quando tiver vontade.

Mais ou menos na mesma época meu avô foi operado do câncer na próstata que tinha descoberto no ano anterior e eu acabei de descobrir que não tinha falado a respeito disso nos posts de 2007, passei batido, mas foi um lapso. O tumor era benigno e foi retirado assim que meu pai levou-o a um hospital particular, já que ele era o primeiro na fila do S.U.S mas estava há muito tempo aguardando até que meu pai resolveu intervir.

a Socorro, um affair virtual do meu pai desde o começo dos anos 2000, resolveu nos visitar e passar alguns dias em Curitiba também na mesma época.
Em Março gravei um vídeo tocando "VEm Quente Que Eu Estou Fervendo" baseada na versão gravada pelo Barão Vermelho no disco Álbum. O vídeo comemorava meus 25 anos de vida, e amigos elogiaram a minha performance e até me aconselharam a melhorar em algumas coisas e tal.

Avançando no tempo, e voltando pro período em que eu falava sobre o cansativo inventário da AEB e da folga que a Juliana perdeu por causa da Larissa, ainda havia o incômodo daquele funcionário, João Paulo. O cara era uma mula. Uma anta. Enfim, um bostão. Estressava a gente e os clientes com suas trapalhadas e cagadas infinitas.

A Talita e o Everton começaram a ter uns estresses de caráter administrativo estavam brigando o tempo todo e com dificuldades pra tomarem a mesma resolução.
A situação chegou a um nível horrível no qual eu me vi pressionado a tomar uma decisão, mas não aquela que seria a gota d'água.

No dia do inventário da AEB, tinha sido por coincidência o dia da contratação do João Gustavo, que mais tarde, culminaria também na contratação de seu amigo de velhos tempos, o Danilo, mas apelidado por Vô por causa da cor acizentada de seus cabelos. Ficaram 5 funcionários trabalhando à noite: Eu, o João Paulo, a Débora, o João Gustavo e o Vô que chegou a ser o último a entrar. De manhã tinha a Juliana e por um tempo ainda tinha a Larissa, até a mesma arriar e pedir pra sair.

Certa tarde tava tendo uma discussão, e o Everton achou por bem mandar a Débora turnar. Eu fiquei muito puto da minha cara com aquela decisão, com tantos funcionários porque não colocava o João Paulo pra turnar. Era um inútil que não iria nos atrapalhar à noite pelo menos. Ele chegou a falar pra Talita "calar a boca" que ele sabia muito bem a decisão que estava sendo tomada. Vale lembrar, que, a gente tava sem um gerente-geral que suprisse ainda o lugar da Fujie e toda aquela situação estava péssima.

A Débora falou que tudo bem, que ela turnaria.
Eu e a Talita achávamos um absurdo ter que abrir mão da Débora no turno da noite, principalmente pela sua eficiência e por tudo de bom que ela vinha desenvolvendo na empresa desde que havia entrado. A Débora subiu. Eu tava atendendo o caixa, e foi aí que eu fui perdendo a cabeça com a situação de vez.

Veio uma senhora fazer uma compra.
Se eu não me engano, eu devia voltar um troco de r$ 2,56.
A moeda de 1 centavo não é mais fabricada.
Dessa forma eu não tinha moeda de 1 centavo no meu caixa, e isso é suficiente pra explicar o estresse da situação.
Eu ainda tava meio "aéreo" pensando em toda aquela merda de situação.
Daí fiz o procedimento padrão incluindo todas as frases que eu já havia
automatizado e dizia pra todos os clientes, entreguei a sacola e disse:

"Aqui está. Certinho?"

A senhora fez uma cara feia e disse pra mim:

"Não está certinho não, você não me deu o troco certo."

Eu tava sem saco pra aturar aquele tipo de cliente e respondi o seguinte:
"Minha senhora, vai fazer o que com 1 centavo???"
Juro que me segurei pra não complementar com a seguinte pergunta:
"Vai enfiar no cu???"
Mas a vontade foi grande.
Daí a mulher retrucou, óbvio, pq senão, não ficaria feliz:
"O que eu faço com 1 centavo ou não, é problema meu. E vocês enriquecem a cada 1 centavo da gente..."
Se a empresa enriquece a cada 1 centavo que cada cliente deixa passar , já não é culpa minha, o enriquecimento ílicito não é meu, ela que fosse reclamar com os acionistas da empresa. Fiquei ouvindo aquele blablabla, apenas pra não entrar numa confusão maior e a senhora já estava se afastando do caixa, até que foi embora de uma vez.

A Talita, que estava do lado, mas não prestando muita atenção naquilo porque tinha problemas ainda a resolver com o Everton, perguntou:
"Que aconteceu?"
"Essa velha ai veio encher o saco por causa de 1 centavo."
"Desse 5. Você sabe como tem cliente que é chato pra caralho."

Na sequência eu subi, não encontrava a Débora.
Ela tava lá em cima.
Lavei o rosto. Quando tava descendo não resisti, falei pra Débora:
"Sua traíra!"
e enquanto descia as escadas disse o seguinte:
"Amanhã eu vou pedir demissão... e você não vai contar nada pra ninguém!"

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

 

[P#157] 2008 (Parte V)

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Minha primeira grande aquisição de 2008: filmadora Sony Handycam DCR-DVD108

Sim no meu aniversário,
em dúvida se iria finalmente conhecer a badalada casa de entretenimento adulto denominada Café Paris ou se gastaria com outra coisa, (meu pai tinha me dado r$ 500,00 de aniversário e eu tinha acabado de receber) acabei juntando esse dinheiro com meu salário da época pra dar uma entrada grandiosa em mais uma dívida. E eu que queria parar com as dívidas pra poder largar a Blockbuster de uma vez, continuava lá, me afundando em dívidas sendo que a da guitarra eu nem havia terminado ainda.

Fiz em mais cinco vezes, mas depois meu pai falou que assumiria a dívida pra que eu pudesse terminar a prestação da guitarra. Foi ótimo. Filmei muitas coisas, inclusive o Pink Rock Festival, no meio do ano, no qual a Tami foi e tb foi o André,que tinha já interesse em acompanhar o movimento feminino musical na cena curitibana.

Bom, enfim, sobre o Pink Rock Festival eu falo mais além.
Na Blockbuster estava tendo problemas com o funcionário João Paulo que só fazia merda. A Fujie já tinha ido pra SP, mas óbvio, não sem antes, ter a ÓTIMA surpresa de descobri-lo fumando no banheiro da empresa. O Edmilson, foi quem descobriu, e depois parece que tava um cheiro muito forte no banheiro. O Edmilson era um dos três funcionários horríveis desse último prazo de contratação, onde só contrataram merda, e dessa privada a maior se chamava João Paulo.

Edmilson foi outro mocorongo que além de tudo mal sabia atender um caixa me deixando louco da vida. O pior entretanto foi quando ele, universitário, foi discutir com uma cliente a respeito do filme "Primo Basílio" sobre a traição de Capitu (!!!), porra Capitu é personagem da obra de Machado Assis, denominada Dom Casmurro. Coisa linda.
A cliente respondeu:
"Não, nem tem nenhuma Capitu no filme."

Enfim, merda foi o que não faltou nessa contratação.
Em Abril, teríamos um inventário na AEB, o primeiro do qual participei, o segundo foi no último dia de Agosto, com uma equipe de funcionários completamente diferente. Nesse primeiro inventário que na verdade seria um "balanço geral" no qual seria contado absolutamente todos os itens da loja. Fomos eu e a Juliana , escalados pra participar desse inventário junto do Everton que supervisionou o noso trabalho. Depois funcionários de uma empresa terceirizada foram chamados pra passar a madrugada ali com a gente contando tudo. Foi cansativo pra caralho. Em compensação peguei uma folga dupla depois.

No dia seguinte, me surpreendi vendo a Juliana trabalhar sendo que ela tinha direito a duas folgas duplas, e fiquei sabendo que graças a nova gordona que tava trabalhando lá ela não podia ter folgado, pois essa havia chantageado a gerente pela folga. Foi uma merda. Enfim nenhuma dessas merdas de funcionários prestava pra porra nenhuma, sendo sincero. A diferença era que dos 3 o pior era o João Paulo.

O João Paulo virou motivo pra chacota.
Além de fazer uma devolução totalmente errada no sistema e no paredão, o que gerava muito problema com o relatório ENE, que era um relatório para analisar quais filmes eram devolvidos errados no paredão sem antes terem sido devolvidos no sistema, e fazendo com isso, multas serem geradas todos os dias, e clientes virem lá reclamar (com razão) e com isso enchendo nosso saco. Na época que o J.Paulo esteve conosco o número de filmes encontrados no paredão com esse erro foram muito maiores do que o normal.

Enfim, foi um período de merda em que o Everton teve sim parte de culpa por não tê-lo demitido. Com 45 dias de empresa, já não seria uma quebra de contrato e a empresa não pagaria nenhum tipo de multa ou qualquer coisa relacionada a problemas trabalhistas relacionados.Enfim, pra tentar fazer com que ele saísse, confesso que disse a ele que fosse conversar com o Everton, e perguntasse pro mesmo o que ele estava achando do seu desempenho. Não sei que merda rolou, mas o Everton nem falou nada demais pra ele, muito embora ninguém gostasse do trabalho do João Paulo. Depois pedi pra que perguntasse o mesmo pra Talita, já que uma vez sem gerente geral, ela tinha o mesmo poder de decisão do Everton.Ele perguntou pra ela, ela deu uma resposta mais a altura, mas não tomou nenhuma medida enérgica pra tirar ele da empresa, e podia ter aproveitado pra fazê-lo porque já tinha a Débora e eu à noite mandando super bem.

Todo mundo tirava com a cara dele, mas o momento mais bacana foi um que ele veio me perguntar:
"E então você acha que eu já posso ser gerente?"
Eu quase gargalhei na cara dele , mas acabei dizendo;
"Pergunta pra Talita"
A Talita começou a rir e respondeu que era óbvio que não.
Depois ele perguntou pra mim, e eu não resisti, respondi pra ele
"Olha, o seu serviço está muito bom eu acho..." - óbvio que o serviço dele era um lixo - "E eu acho que se continuar assim, no futuro você pode até dar pra um bom gerente."
Ele:
"Verdade?"
Eu:
"É!"
E ele exclamou o seu bordão maravilhoso:
"Muito obrigado!"
Mané.

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

 

[P#156] 2008 (Parte IV)

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Essa é a Débora

Como dizia, foi contratada a Patrícia e um negão cujo nome eu esqueci, aboli da minha mente, mas acho que era Washington, alguma coisa assim. Porra, foi muito foda um dia que chegou um display de promoção de alguma coisa relacionada à Páscoa e a gente teve que montar. Que merda. Odiava montar display, muito embora só lembre de ter montado esse e dado uma mãozinha com um outro produto relativo à materiais que os promotores traziam pra loja.

Era páscoa.
Pra minha sorte, quando eu cheguei a estrutura dos ovos já tava montada, foi só dependurar eles, como eu ´ja tinha visto estruturas semelhantes em vários mercados e lojas nos anos anteriores. A diferença era que, dessa vez, era eu que ia estar lá, junto com o pessoal colocando os ovos na "parreira". Não tenho certeza se o nome técnico correto era esse.

A certo ponto começei a me irritar com o Washington, porque era só dar 4:00h em ponto ele vinha perguntar pros gerentes quem iria fechar o caixa dele pra que ele fosse embora. Era muito chato. Altas vezes quase mandei ele ir tomar no cu. Mas sempre segurei minha onda pq achava que não valia a pena me estressar com alguém por causa de merda.Embora confesse que muitos clientes pernósticos chegavam a me tirar do sério e eu tinha que simular que tava tudo bem e que era um prazer atendê-lo.

Certo dia fazendo umas quebras a Patrícia chegou pra mim e disse:
"Nossa amigo, como vc ta cheiroso... desse jeito vou ter que te levar pra casa" - acontece que eu sempre passava perfume antes de descer, principalmente pra não ficar suando e subir aquele odor desgraçado no ambiente, daí eu repliquei:
"é eu passei um perfume aí pra não ficar suando que nem porco." - dei uma resposta meio broxante justamente pq eu não queria nada. Engraçado que mulher quando vem dar em cima de mim são justo aquelas que eu nem , enfim, nem quero.

Acho que não tem muito o que falar deles na loja. Duraram pouco tempo lá.
Ela pediu demissão pra tratar da saúde, e o Washington foi demitido porque tinha um desempenho ridículo na loja e só pensava em voltar pra casa, embora, segundo a Débora, na última semana ele tivesse mostrando um esforço maior pra continuar na empresa, mas confesso que eu não percebi nada disso.

Depois contrataram quase simultaneamente três funcionários.
Os três ruins, mas ruins demais.
Um cearense lá que o nome eu esqueci, a Larissa, uma menina que tava bem acima do peso, casada, evangélica, orgulhosa ao extremo e cujo trabalho nunca foi tão bom assim,enquanto a Juliana ralava até às seis da noite na empresa , essa Larissa ia pra casa na maior, pouco ligando se tinha ou não trabalho acumulando na empresa. O cearense era lerdo pra caralho irritando até mesmo a Talita e antes de todos foi contratado o "maravilhoso" João Paulo.

Porra, mais pra frente eu devo contar sobre o que a Débora, os gerentes e eu passamos com ele na loja. O cara era muito lerdo. Devia ter algum problema mental grave. Ninguém merecia.Ainda uns dias antes o Paulo passou na loja pra dar umas instruções pra Fujie, e, nisso viu eu e a Débora no balcão e comentou:
"Ricardo, contratei um cara MUITO BOM pra trabalhar contigo à noite, o João Paulo."
Na verdade fiquei meio assim quando ele falou, não por duvidar da competência do funcionário, mas pelo fato de ser homem. Eu queria que tivesse uma gostosinha trabalhando à noite e isso só foi acontecer com a contratação da Lucinéia, mais tarde, mas pro período da manhã. Enfim , daí eu só disse:
"Mas tem a Débora também..."
Porque nessa época a Débora fazia o fechamento comigo.

Daí me aparece o sujeito.
Primeiro veio me perguntar se nesse fim de semana que estava chegando (isso devia ser numa quarta-feira, folga da Débora se eu não me engano) ele iria folgar porque o Paulo tinha supostamente dito a ele que Domingo não precisava trabalhar. As regras da empresa sempre foram muito claras no que diz respeito ao horário e dia de funcionamento. 3 folgas uma vez por semana , na semana e 1 domingo no mês. E o jeito dele falar era estranho, parecia fanho, andava pelos corredores com uma cara de bobo-alegre, rindo pro nada. Andava de um jeito bizarro.

A Fujie chegou a conversar com ele, pra ele fazer um tratamento porque não iria adiantar ele ficar lá e colocar filmes nos lugares errados e trabalhar de uma forma totalmente avacalhada. Uma vez eu fui no setor dos biscoitos falar pra ele sobre uma padronização, como teria de ser colocado ali os Piraquê, com os Piraquê e o Elma Chips com os Elma Chips. Puta que pariu. Falei 3 vezes como era pra fazer e as 3 vezes ele fez errado. Me broxou e eu pedi pra um outro funcionário fazer então por ele.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

 

[P#155] 2008 (Parte 3)

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Juliana- a funcionária da Block

Terminei o post anterior falando sobre os primeiros dois meses de trabalho das funcionárias novas que tinham entrado na empresa e terminei falando sobre a demissão da Neuz(s)a (???)e que ao comentar que aquilo tinha ficado chateado todos começaram a ter certas "idéias" de que eu era afim dela.

No entanto pior, foi quando, a Fujie, que desde 2007 falava em morar em São Paulo com a filha que estava prestando vestibular (e passou) resolveu fazer uma despedida no Costelão por causa de sua saída da empresa que já estava acertada. Resolvemos convidar a Neuza. Ela foi conosco até a comemoração e aí começaram a falar pra eu tentar dar umas indiretas nela a cada vez que ela ia no banheiro. Óbvio que como bom NTI eu não fiz nada. Mas a verdade é que eu nunca fui afim dela. O que eu pensava era que se rolasse, bom, se rolasse não seria ruim pra mim, afinal ela era uma mulher interessante, mas que foi fazendo certos comentários desnecessários no dia, ali na mesa do Costelão, coisas do nível: "Pagando bem, que mal tem?" e isso aí já foi o suficiente pra me broxar, no caso de eu ter alguma expectativa de dar uns malhos nela ou coisa relacionada.

Bom, fora da empresa, eu continuava pensando na Heloísa. Sim, eu tinha feito aquela cagada que contei naquele post, mas lá no fundo, eu sabia que ia continuar sentindo saudades eternas dela. Achava que ela não iria mais voltar a ser minha amiga porque o fato dela ter voltado a conversar comigo em 2007 eu já achei algo milagroso.Por outro lado eu não fiquei desesperado e desesperançado como da outra vez em que as lágrimas me vinham muito facilmente, mesmo àquela época eu já sofrendo de olho seco, não chorei por ter perdido sua amizade por uma segunda vez, nem me descabelei e nem agi de forma exagerada, ou desesperada. Eu tava mais realista, já não me decepcionava mais comigo como decepcionava da primeira vez. Eu tinha entendido que não tinha mudado nada. Eu não havia crescido com a dor da primeira vez, como achei que tinha crescido, o que me fez cometer o erro novamente, jogando tudo pro espaço.

Por outro lado, eu considerava também que o nosso rompimento pela segunda vez se deu por um motivo menos grave, e por isso, talvez, eu não tenha me chocado tanto de ter pisado DE NOVO na bola com ela.A minha expectativa em relação a mim mesmo era de maturidade, de quem errou, mas teve uma segunda chance (quando ela voltou a falar comigo e me readicionou no msn), de alguém que cresceu com o sofrimento, que tinha aprendido com a dor. Quando aconteceu de novo, e a culpa foi minha DE NOVO, a máscara caiu, eu vi que não cresci merda nenhuma. Daí parei de esperar alguma mudança que viesse de mim mesmo. Começei a ficar mais cético, e acredito que eu não vá mudar.

Ainda o pensamento que me consolava, nessa segunda vez, era o de que estando sem falar com ela novamente eu não corria o risco de magoá-la, ou de prejudica-la de qualquer maneira escrota que fosse, e sim, por mais paranóico que isso seja, isso me deixava feliz. Internamente ora ou outra vinha uma saudadezinha de nossas conversas, e principalmente das conversas do ano anterior quando nossa amizade tinha retornado com força total. Lembranças, milhares, de conversas, enfim de tudo, tudo. Só não entendia porque é que tinha de ser assim. Por que eu tinha sempre que dar um jeito de estragar tudo? O fato de eu não ter crescido e nem ganhado maturidade nenhuma em relação ao que tinha ocorrido da outra vez talvez seja a resposta. O mais engraçado é que outros amigos, de igual importância, como a Tami por exemplo, como o Andrey, o
Rodrigo, nunca, nunca , nunca tinha acontecido nenhuma dessas merdas. Eu ficava com medo que alguma força oculta que viesse a provocar esses eventos. Mas não tinha força oculta nenhuma o problema está em mim mesmo. E eu não sou místico o suficiente pra acreditar que foram más energias que influiram no nosso rompimento nas duas vezes, até porque pra mim, isso seria procurar uma resposta fora da lógica coerente das coisas.

Ao conhecer as funcioonárias novas, confesso que tive maior entrosamento com a Débora. Não só pelo profissionalismo, porque, nesse quesito as três eram ótimas, mas principalmente porque ela falava de sexo livremente, sem preconceito. Diferente da maioria das mulheres heteros que eu conheço.
E isso era muito divertido. Por isso me identifiquei mais com ela. Ela não tinha pudor de ser mulher e muito menos de gostar de homem. Falava as coisas abertamente, era direta. Ia ao ponto e não ficava querendo passar imagem de santinha, ou de uma pureza ficcional que as mulheres são "obrigadas" a passar perante os preconceitos da sociedade.

Cooperei com ela sempre que ela precisou, assim como ela e o Anderson cooperaram comigo quando eu precisava, principalmente quando eu não queria ir a pé pra casa aquelas horas da noite em que a avenida que eu moro ficava infestada de trombadinha, embora nesses 1 ano e 5 meses e 5 dias que estive lá, terem sido raras as vezes que voltei a pé. Acho que em torno de 3 a 5 vezes.

O Zé Carlos foi transferido pra outra loja depois de ter se encrencado com a Talita, e na outra loja ele foi demitido. Mentiu pra nós que havia pedido demissão e que tava trabalhando com algo relacionado à Petrobrás, em SP, porque ele tinha muitos contatos. Era óbvio que era mentira. Ele não tinha onde cair morto. Criticou a Neuza por ter saído do emprego por causa do marido, mas ele mesmo não passava de um merda.

Pra Juliana não ficar sozinha no período da manhã com o Everton foram contratados dois novos funcionários pro período da manhã, um negão cujo nome eu não lembro e uma loirinha chamada Patrícia, que chegou a me dar umas indiretas no tempo que ela esteve trabalhando lá, mas, que não fazia meu tipo.

Continuo no próximo post.

Sábado, Janeiro 17, 2009

 

[P#154] 2008 (Parte 2)

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Americanas Express Blockbuster (essa é uma de Ipanema - RJ)

Praticamente meu ano inteiro, até o dia 23 de Dezembro, foi dentro das lojas Americanas, e mais dedicado ao meu trabalho do que outra coisa.
Então é natural que as postagens falem mais de coisas relacionadas ao meu trabalho do que da vida pessoal em si, muito embora, tenham acontecido coisas importantes nela também.

Na última postagem eu havia contado sobre a contratação de 3 novas funcionárias muito competentes que renovaram o quadro de funcionário da loja. Todas eram casadas, como eu já disse, embora creio que "oficialmente" com igreja e tudo, só a Neuza o fosse. A Juliana tinha um namorado fixo, daí portanto considerávamos ela como casada. A Débora, era casada, mas não oficialmente, com o Anderson. Provavelmente eles vão se casar esse ano, com direito a cartório, e talvez festa religiosa e essas coisas relacionadas.

O marido da Neuza não gostava que ela trabalhasse lá e duas vezes ela teve problemas por causa disso, sendo que da última vez a consequência maior tenha sido ela pedir as contas tendo um mês de empresa. Aquilo me abalou, e, gerou uma certa impressão nos que trabalhavam na loja que eu era a fim dela. A ponto disso virar um boato e todos começarem a acreditar nisso, mas sobre essa história, falo mais pra frente.

Cronologicamente por ordem de importância, quem pediu demissão antes foi o Castilho (Marcelo, mas a gente sempre chamava ele de castilho e é assim que vou chama-lo nos próximos posts em diante) que já estava sacudo com todo aquele esquema novo que a Blockbuster teve de se adaptar, e principalmente, os funcionários, mais antigos, como ele, e até mesmo eu, que peguei a loja quando era apenas locadora, a se acostumarem e à rotina exploratória da mesma.

Eu concordava com ele, e começava a surgir na minha mente as primeiras idéias de abandonar a empresa uma vez que eu já tava com quase seis meses de serviço. E todo mundo parecia abraçar essa causa. O Max em breve sairia pra trabalhar no banco seguindo a indicação de um amigo dele. E sim, já havia me comunicado sobre isso, mas demorou um pouco a sair. Enfim, o Castilho saiu e quem assumiu em seu lugar como gerente da noite foi a Talita. Senti falta pra caramba do Castilho, porque além de bom profissional era também um bom amigo. No entanto, já conhecia a Talita desde o fim do ano anterior e fui me adaptando às regras novas de trabalho.

Certo dia eu notei o José Carlos assediando a Neusa e fiquei bastante irritado porque, primeiro ele era casado, segundo, ele não era pago pra isso, terceiro ela era casada, e também não tava trabalhando lá com essa finalidade. Eu vi ele fazendo uns afagos na cabeça dela e percebi que ela estava visivelmente irritada com aquilo, daí , eu, que estava no caixa atendendo um cliente, resolvi passar-lhe um sermão, falei em alto e bom som:
- Zé, vai trabalhar e deixa a Neuza em paz.
Ele se irritou e me respondeu num tom mal educado, que ia dar uma porrada, eu só respondi a ele que não tinha medo.

Depois a Débora me contou que ele andou passando certas indiretas nela, e havia tentado cantá-la também, tudo isso porque eu fui fazer uma brincadeirinha dizendo que tinha que tomar cuidado porque o Zé passava cantadas nas funcionárias. Mas eu falei na maior inocência, e aí a Débora me disse:
"Eu sei ..."
e contou lá de umas gracinhas que ele estava falando pra ela.
Um dia, eu tava chegando na empresa, e vejo ele apertando a bochecha da Juliana.
Aquilo lá tava me irritando e me deixando frustrado demais porque eu não ia trabalhar pra ver funcionário tendo esse tipo de comportamento.

Fiquei tentando em contar sobre isso pra Fujie, mas como não sabia qual seria a reação ou a conversa que ela teria com ele, e também pra não passar por dedo-duro eu segurei a minha onda. Mas acabei não resistindo e acabei contando pra Talita que também era gerente agora de turno, e ela tomou uma atitude mais enérgica com ele, e aí ele foi reclamar com o supervisor (o Paulo) e fez a mesma coisa com a Fujie, exigindo que ela se retratasse por alguma coisa. Enfim, ele tinha se transformado naqueles últimos meses num péssimo funcionário.

A Débora andava cobrindo o período da manhã e o Max, pediu demissão, me deixando sozinho no turno da noite por um tempo, sorte foi que depois, acho que em Março, a Débora voltou pra noite, e se tornou a melhor funcionária de turno que eu vi, pois fazia muitas coisas, muito mesmo. Sua eficiência não decaiu em nenhum momento desde que ela entrou na empresa até o momento de saída dela. Foi a melhor funcionária que trabalhou comigo à noite, de todos aqueles com os quais eu já havia trabalhado. Eu só ficava com medo que ela pedisse demissão do nada porque eu já tinha visto zilhões de funcionários fazendo isso e perder uma funcionária como aquela não seria nada bom.

Houve como disse em alguns parágrafos acima um problema com o marido da Neuza e ela pediu demissão. A Talita correu atrás, foi analisar a situação e impediu que ela fosse demitida. A Fujie chegou a conversar com ela, mas eu não ouvi sobre o que. Ela fez muita falta. Tanto como pessoa quanto como funcionária competente que era. Depois umas duas semanas ela teve problema semelhante, um problema pessoal muito forte e deixou a empresa. Eu fiquei muito chateado com aquilo e comentei do meu descontentamento com aquilo e pra quê? Foi ai que surgiu o rumor de que eu era a fim dela.

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

 

[P#153] 2008

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Figura que simboliza o comportamento ntista

Issae,
depois de muito tempo parece que vou começar a série de posts falando do ano passado até enfim, chegar nos dias atuais e isso aqui finalmente se tornar uma biografia.

Então eu continuava na biografia e o começo de ano tava difícil pra Fujie, pro Marcelo, pra mim, e pro Max, porque tinham ficado muito poucos funcionários, sendo que eu e o Max fazíamos sempre o fechamento e acho que a abertura tava por conta do Zé Carlos e do gerente da manhã.

Eu até perguntei pro Marcelo se já sabiam de alguma coisa sobre uma nova contratação porque não tinha coisa pior que trabalhar lá faltando funcionário. O trabalho aumentava e as coisas não andavam tão bem. Eu tinha a papelaria pra cuidar, principalmente depois da chegada do material de "Volta às Aulas" que tinha começado a chegar em Dezembro, ordenar os itens por tamanho e por relação, colocar as prateleiras , as gancheiras. Pelo setor até que estaria tudo bem, o problema era ter que me dedicar só àquilo e não atender um caixa por causa da ocupação.

Enfim, tínhamos uma lista com vários currículos separados, e , o Marcelo, gerente da noite havia autorizado a mim a ao Max pra fazermos as ligações para os candidatos. Para nossa sorte, só atenderam as mulheres. A gente tentou até deixar recado com os garotos, mas , nenhum atendeu. Dentre os currículos eu tinha deixado um do Dinarte pois queria dar uma força pois sabia de como ele tava nessa luta atrás de emprego como eu , e como era difícil se arranjar.

Dia seguinte, munido de currículo me encontrei com ele quase na esquina da Ébano Pereira e seguimos as escadas pela entrada de funcionário. Lá estando eu fiquei do lado de fora esperando ele, que tinha entrado na mesma sala que eu tinha sido entrevistado no ano anterior com mais algumas meninas, só que ele saiu antes de lá, daí no caminho de volta fui perguntando a ele como tinha sido a entrevista.

Ele me falou que teve uma hora que o Paulo falou que apresentaria e falaria um pouco sobre a empresa, e foi nessa hora que ele foi embora porque achou que aqueles que também estavam munidos de currículos, tinham sido indicados, sendo que na verdade aqueles que tinham saído não tinham tido mesmo um interesse pela proposta da empresa.

Me lamentei pelo ocorrido, mas não comentei nada com ele.
Enfim, porém, o nosso sufoco na loja estava próximo do fim. Numa tacada só, 08 de Janeiro de 2008 entraram três meninas pra trabalhar com a gente. Eu e o Max ficamos bem felizes pelo fato de nenhuma ser uma baranga escrota e elas serem até 'comíveis'.E ficamos decepcionados e com vontade de pedir a conta ao descobrir que TODAS eram casadas. Realmente era broxante. Ao mesmo tempo que era bom pelo fato de a gente ter uma companhia feminina ali a mais e pelo reforço de pessoal que era uma coisa que a gente estava mesmo precisando.

Eram a Juliana, a Débora e a Neu(z?)sa.
Por coincidência, uma ruiva, uma loira e uma morena. É tinha pra todos os gostos.
Mas e daí? Eram casadas. Enfim, não que a gente tivesse alguma terceira intenção, mas ser podado dessa forma pela força das circunstâncias é foda.
Eu zuava dizendo que havia sido contratado o RBD, fazendo analogia às garotas do RBD que seguiam o mesmo padrão, ruiva, loira e morena.

Das 3, eu sempre achei a Débora mais carismática. E esse carisma iria se confirmar depois, encantando clientes pela qualidade do atendimento que ela desenvolvia, e também por uma rapidez e desenvoltura nas tarefas da loja, tanto na questão da locação quanto na questão dos produtos da loja. Na verdade as três eram funcionárias ótimas, tanto, que , como falarei mais pra frente, duas delas chegaram à gerência. (supervisão) Eu sempre acreditei que , principalmente a Débora, chegaria lá porque eu me espantei com a rapidez com que aprendeu a lidar com tudo na loja , e com a sua eficiência e agilidade. As outras duas funcionárias também mostraram o mesmo desempenho , aprendendo em 3 dias o que a gente levava 1 ou 2 semanas pra ensinar com calma pra outros funcionários que já tinham passado pela loja. Principalmente a questão de atendimento no caixa que é uma coisa que as pessoas lá demoravam mais tempo pra se adaptar. A desenvoltura das 3 nos surpreendeu e até a Fujie ficou muito feliz com o resultado.

A Juliana foi aquela que eu levei mais temp pra conhecer, porque a Débora tinha sido contratada pro período noturno, a Neuza pro período intermediário, então, parte da noite, sempre conversava com ela e cheguei a fazer grande amizade. Por um tempo porém, a Débora teve que fazer abertura, e nesse tempo eu pude conhecer melhor a Neuza, principalmente a personalidade, e a ensinar outras coisas como por exemplo o enchimento de balões que sempre foi uma tarefa presente desde que a empresa era apenas a Blockbuster. Ela ficava tímida enchendo balões, me dizia: "não, não olha eu enchendo" . Eu ajudava ela a encher também, pois sabia que eram muitos os balões (36 se eu não me engano), e coisas muito chatas, como limpar o banheiro também cheguei a passar pra ela. Quem ensinou a Débora essa tarefa, eu não lembro, não lembro se fui eu ou o Max.

A gente , o Max e eu, achávamos a Juliana muito magra, embora, o jeans das americanas nos fizesse ver que ela tinha curvas bem generosas. Mas o que nos surpreendeu foi um dia quando ela tava indo embora e voltando pra casa, e daí, já sem o uniforme, com uma blusa decotada. Meu Deus, a mulher tinha uns peitões, que enfim deixavam os marmanjos babando. Bem redondos, coisa boa mesmo.

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

 

[P#152] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte Final)

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A pedaleira Boss GT-8 da Boss, adquirida por mim em 2007

Enfim a última postagem sobre o ano de 2007 e vamos abordar logo os temas mais relevantes e liquidar de uma vez com o assunto.

Em Abril, enquanto ainda fazia as aulas de direção na auto-escola, fui pra uma colônia de férias lá em Caiobá (PR) com minha mãe e o marido dela, o Jobs. Passamos alguns dias agradáveis lá, mas eu não sei dizer ao certo quanto tempo. O que sei é que não tiramos fotos por isso não tem nada pra usar como ilustração pra representar aquele momento. Caso não tivesse o que fazer, e pra me previnir, levei um livro, o meu favorito de suspense, Obsessão Fatal do Jason Foxe. Tinha lido aos 13, e 11 anos depois ele continuava sendo o meu livro favorito. Eu nem lembrava como era o final da história. Relembrei após ler. Terminei de ler o livro no entanto na viagem de volta à Curitiba, dentro do ônibus. Minha mãe que estava de férias, e o Jobs, ficaram mais alguns dias.

Nessa época eu peguei pra alugar a primeira e a segunda temporada do seriado Rebelde já que a terceira temporada só encontrei pra vender. Então, depois, trabalhando na Blockbuster, por ironia, fui comprar a terceira temporada nas Americanas.Comprei também um aparelho de choque, pelo fato de eu voltar a noite pra casa mesmo sendo de ônibus e ter que atravessar certo trecho a pé, achei muito mais seguro me equipar com um aparelho de choque. Depois eu ganhei um outro mais potente.

Comprei um outro aparelho de choque e dei de presente pra Tami porque eu tinha prometido pra ela que um dia lhe daria um aparelho daqueles e enfim, cumpri minha promessa . o/
Gastei finalmente muito dinheiro em puteiro, praticamente todos os meses, até o fim do ano também, quando eu e o Max fomos no La Ronda e no Vegas, no Vegas quando fomos, fomos acompanhados também pelo Arnaldo, nem tomamos nada e tampouco comemos as garotas, mas fora a consumação perdida passamos a mão numa lá que eu tinha pedido pra virar de costas. Foi bom. Mas melhor foi no dia do La Ronda. O Max tava com mais dinheiro que eu no dia. No primeiro round socamos a vara numas putas de lá, depois na volta sentamos e conversamos com outras interessantes mas o dinheiro não dava pra continuar a empreitada.

Teve também o fracasso da tentativa de ir no show da Pitty com a Andrelise e não conseguir. No dia a loja foi roubada e o segurança tinha pego em flagrante o meliante, e estava imobilizando ele até que a polícia chegou e a gente teve que ir pra polícia como testemunhas e lá respondemos perguntas e depois fomos liberados. Eu voltei, porém, o show seria à noite. Chegamos com 2 horas de atraso lá, achando que era um show de verdade , pois tinha também NX Zero e uma outra banda de reggae cujo nome eu não me lembro, mas era um desses eventos 'estúdio Coca Cola'
quando entramos lá, tinha acabado de terminar. Frustrados fomos até o posto tomar umas beras. Depois chamamos a Thaís e continuamos a odisséia aqui em casa até algumas horas da madrugada.

Final do ano, que tava indo bem, eu consegui pisar na bola.
Eu achava estranho porque fazia alguns dias que eu e a Heloísa não nos falávamos no messenger, e via ela sempre on-line. Porém uma madrugada de Sábado fiquei chateado porque via ela on-line e ela não vinha abrir a janela comigo. Eu já tinha tomado umas cervejas, (garrafa) já não estava no meu estado normal de consciência, ao mesmo tempo não sabia se ela estava chateada comigo por eu ter feito alguma coisa, então fui colocando algumas indiretas nos meus nicks do tipo "Se vc não abrir a janela comigo eu também não vou abrir com vc" e saía e entrava no msn toda hora pra que ela visse que eu tava entrando no caso dela não ter visto.

Ela não falou comigo.
Fiquei muito frustrado com aquela situação porque eu achava mesmo que tinha aquele acordo inconsciente , que eu já falei alguns posts atrás, de alternância de quem abria a janela pra falar com quem, daí não resisti, e no orkut enviei uma "pérola" pra ela dizendo: "Ha!Se fudeu não abri a janela contigo no msn". E depois apaguei porque me arrependi e sabia que ue só tava daquele jeito porque tava com a cabeça quente, no fundo não queria mal a ela. Só QUE, naquela época, e continua assim hoje, o Orkut mostrava um preview no canto da janela do último scrap recebido pela pessoa.

No dia seguinte, quando acordei, depois do almoço, e aquele domingo era folga minha, numa sorte pelas horas extras eu tinha conseguido uma folga quadrupla de Domingo, que era minha folga daquela semana até Quarta. Foi uma maravilha. A única coisa que estragou esse clima bom, foi a cagada, que eu cometi MAIS UMA VEZ com a Heloísa, e já digo as consequências desse ato quais foram:

Ela pegou e mandou um scrap pra mim tomar cuidado porque o Orkut agora mostrava os scraps que tinham sido enviados anteriormente mesmo quando esses já haviam sido apagados, eu dei uma resposta pra ela que não tinha nada a ver com o que ela falava, e ela disse pra eu parar de me fazer de desentendido que eu sabia muito bem do que ela tava falando e citou o scrap do "se fudeu". Me disse que era covarde de apagar aquilo e que não entendia por que eu fazia aquilo. Que era infantilidadade ter fakes e também mandar hostilidades pros outros através de scraps. Eu tava temeroso que ocorresse outra merda semelhante aquela que havia ocorrido no ano anterior e a gente parasse de se falar de novo. Por mais que eu tivesse tentado depois conversar com ela, a situação foi inevitável.

Eu falei pra ela que estava arrependido e outras coisas que não lembro mais, depois eu saí e fui até a FNAC do Shopping Barigui porque tinha que comprar o presente de aniversário da Raah. Fui lá procurei o cd do Cansei de Ser Sexy, e não encontrei. Voltei pra casa frustrado. Quando tava no ônibus perto de casa, ele bateu num carro num cruzamento. Todo mundo ficou abalado com o que tinha acontecido, mas eu tava abstraído pensando na discussão que havia tido com a Heloísa via scraps, novamente por uma cagada minha. Só conseguia pensar nisso. Tava desconcentrado pro resto do mundo, só me interessava saber disso. Pensava se ela tinha respondido meu último scrap. Quando voltei vi que não, e num ato de desespero escrevi um último scrap pedindo que reconsiderasse e que a nossa amizade não terminasse por causa daquilo.
Ela não respondeu e eu sabia que tinha me fudido.
Ela me bloqueou no msn (de novo, como daquela vez)
passado alguns dias ela me desadicionou dos amigos dela do orkut e eu percebi que tinha feito merda grande com ela de novo.

Agora outro assunto; a comunidade com a qual mais me identifico nesses últimos tempos no orkut: NTI = Não Tomamos Iniciativa.
No meio do ano começei a participar mais da comunidade até como meio de conhecer mais os membros que lá postavam e me integrar mais ao grupo.
Daí sim começou a fazer mais sentido, não era só aquela comunidade que eu tinha no meio de 900 só pra saberem que eu era NTI, e quem tivesse curiosidade pesquisasse a respeito.
Eu já estava na comunidade havia anos, e estava lá desde a época do meu primeiro perfil no orkut. Porém postar mesmo só a partir de 2007 e hoje, em 2009 sou um dos mediadores da mesma.

Lá, eu encontrei um canto pra testar também o fake da Nandinha, que depois foi descoberto pelos participantes da comunidade, e só muito mais tarde, ano passado eu tive coragem de confessar que o fake era meu, e o pessoal ficava puto na verdade era pelo uso de miguxês insuportável, fora que é proibido uso de miguxês na comunidade. Como a Nandinha é o fake de uma moça digamos assim, no mínimo esteticamente interessante, os caras que não percebiam que ela era totalmente fake respondiam ela a sério e até de uma forma, como vou dizer, enfim, esperando que no futuro talvez ela se encantasse por eles. Até porque como era burrinha, se ela existisse de verdade, isso poderia mesmo ocorrer.

Descobri o orkut da verdadeira Nandinha e tentei fazer amizade com ela, mas ela não respondeu mais do que um scrap e veio até intermédio do namorado ciumento, que por ironia, se chama Ricardo também, e daí fiquei puto com a situação e pensei:
"Ah é, agora que não deleto esse fake mesmo."
No entanto no final do ano quando todos já desconfiavam que a FerNANDINHA era um fake meu eu resolvi, usando outro fake, avisar a moça de quem eu roubava as fotos que tinham feito um fake dela. Daí sim ela respndeu meus scraps, mas aí, já não era mais com o meu perfil original que eu tinha avisado ela sobre o ocorrido.
Pra não ouvir encheção de saco, quando loguei com a fake entrei no perfil dela e do namorado e os bloqueei pra que eles não pudessem mandar scraps reclamando ou enchendo o saco. Enfim, depois de alguns dias deletei o fake. Foi bom enquanto durou.
Me deixou saudades, eu confesso, mas é como uma atriz falou na tv, e é isso que eu senti: ela se referia ao fim das novelas, quando já não tinha mais porque "viver" aquele personagem.
Ela disse "Pra onde eles vão?"
"Um ator não pode nunca se apegar ao seu personagem, senão sofre depois."
Era mais ou menos por aí, a Nandinha fazia parte de mim, e depois que 'ela se foi' senti falta, parece que tinha morrido alguém. Mas o mais paranóico é que no fundo eu ficava triste de na verdade ela não existir, nem nunca ter existido, de ser um produto da minha imaginação e nunca foi algo real, ela não era tocável, era tudo uma história bem bolada, mas uma história só, e ver as fotos dela com certa frequência me fazia achar que era ela. Principalmente quando eu usava o msn "dela" e simulava uns diálogos idiotas usando miguxês através dela.
Depois fui descoberto quando a Nina me chamou pra participar do janelão da NTI e o Marcão adicionou o msn da Nandinha, que eu tinha colocado no perfil. Sim, antes de deletar o perfil da Nandinha eu avisei que "estava indo embora", simulei uma briga entre nós dois, mas pelo jeito era ridículo e todo mundo já tinha uma forte desconfiança que ela era eu antes de terem a certeza.

Daí tava falando no msn usando os dois perfis usando a Poligamia do msn discovery. Uma hroa fui postar como Nandinha só que tava usando o meu msn, daí então resolvi cair, mas foi nessa que o pessoal descobriu que ela era eu e eu ainda fiquei negando por uns meses, até esse episódio ficar cronologicamente distante no tempo e eu não me envergonhar mais dele.

Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

 

[P#151] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte XXIV)

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Epiphone Les Paul Standard Plus Top Blue, a aquisição mais valiosa de 2007

Terminei o post anterior fazendo um resumão da primeira fase trabalhando na Block porque não quero me alongar falando muito sobre esse ano e ficar sempre com 2 anos de distância pra alcançar até que isso se torne uma biografia, já que viramos o ano e estamos já em 2009. Passei essa madrugada inteira repondo as fotos dos posts 1 ao 14 porque na época que começei essa biografia o blogger.com não tinha um lugar específico pra dar upload de fotos, sendo que pra mostrar imagem era preciso usar de outras páginas. No meu caso eu usava mirror da Globo.com, e agora blog só pra quem é assinante. Dessa forma, desativaram a conta e eu perdi as fotos. Alegria enorme ¬¬
Mas o upload já foi concretizado e as fotos, (algumas tive que substituir por outras por não ter encontrado as corretas) já estão no ar novamente.

Continuando, fora da Block, a minha amizade com a Heloísa tinha voltado com força total como eu já tinha dito antes, e, uma coisa me surpreendeu muito positivamente por parte dela. Certo dia, tinha marcado (sim, depois de 2 anos o idiota ainda cai nessa cagada, a J. pra sair e ela disse que iria tomar banho e me encontrar. Eu me troquei e fui esperar pra que ela dissesse que estava pronta pra gente sair. No final ela me disse no msn que ia dormir). Enquanto esperava ela chegar, recebi visita da Heloísa e do Neto. Eu fui meio envergonhando na verdade, mas foi bom porque acabou de uma vez por todas com aquela história de "nunca ter se visto na vida mesmo morando perto". Embora a gente já tivesse se visto, nunca falado, até porque tinha sido na época em que a gente tava meio estremecidos por causa do rolo com meu fake no orkut.

Eu tava todo de preto. Disso eu lembro. O Neto foi super simpático comigo, conversou bastante, e eu fui respondo a medida que tentava esconder a minha timidez. Me saí bem mas tava me sentindo meio mal porque não conseguia ao mesmo tempo conversar com a Heloísa, porque ela tava quietinha, embora, eu lembre, a gente trocou umas palavras também. A noite, quando falei com ela no msn, contei que tinha apreciado a visita e que tinha salvado meu dia, já que eu tinha tomado bolo da J.

Realmente admirei essa atitude dela, porque eu , eu mesmo não teria nunca conseguido ter essa moral de encarar de frente alguém com quem, por mais íntimo e bacana que fosse, eu nunca tinha falado pessoalmente. Tanto que no aniversário dela , fiquei com cagaço de dar um presente pra ela e ela ver. Acabei deixando o envelope na caixa de correio, em cima, na parte de dentro, rezando pra que ela não me visse, porque eu não saberia qual seria minha reação, só sei que ficaria envergonhado. Ano passado, eu usei uma estratégia diferente pra dar um presente de aniversário pra ela. Quando tiver falando sobre o ano de 2008 eu conto.

PS: O aniversário dela foi antes da visita dela à minha casa.
Depois ,na sequência dei a volta por trás no quarteirão e fui trampar.
A loja continuava em reforma, e tive que tirar um item grande, que acho que foi pro lixo, era uma pipoqueira. Pesada, mas eu e o Leandro movemos ela pro andar de baixo da loja.Enfim, a Fujie tava lá e o Arnaldo tava de folga. Fechei com ela e com o Heber Poter (Rodolfo).E no final do dia veio me encher o saco questionando porque eu demorava tanto pra fazer o paredão e ele ia rápido. Só que esqueceu que, ele só aguentou um mês, ainda mais quando viu que o bicho tava pegando com a mudança da loja pra A.E.B, e se borrou largando tudo e avisando os gerentes que tava indo embora só em cima da hora, quando todos precisavam da ajuda dele pra transformação da loja, que era um esforço conjunto.

Enfim,
mais ou menos por Setembro, ou Agosto, eu comprei na Drum Shop com meu pai, uma pedaleira decente, já que o V-Amp era muito burocrático de lidar, sendo um efeito pra se colocar numa mesa e mexer, mais do que uma pedaleira propriamente dita e o tempo de demora pra trocar de um efeito pro outro que era perceptível até aqueles que estariam ouvindo ou assistindo numa platéia. Comprei uma BOSS GT-8, e até hoje não aprendi a mexer nela direito porque fiquei com preguiça de aprender a maneja-la profissionalmente, mas é um multi-efeitos muito bom. Meu pai me ajudou a dar entrada nela. Saiu em torno de r$ 1.450 na época (embora eu tenha feito uma prestação).

Em Dezembro,eu comprei a guitarra, e já havia quitado a pedaleira. Paguei r$ 2.100, sendo que dei 700,00 reais de entrada e fiz em 10x na Drum Shop da Westhephalen [/marketing].
Terminei de pagar em Setembro do ano passado, quando acabei comprando outra Epiphone, mas essa é uma história pra posts sobre o ano 2008 e não pra falar agora.

Enfim, fiquei muito satisfeito com a minha aquisição.
Entrou o Everton, como gerente, a Andrelise mudou de loja, e ele ficou então como suplente no lugar dela, embora depois assumisse definitivamente. Era fim de ano, a Fujie tinha dividido a loja por setores pra cada funcionário se responsabilizar por áresa específicas da loja. O Max tinha ficado com o sazonal. Era época do Natal, certo dia ouvi ele levando esporro porque tinha deixado a seção toda largada, bagunçada. Eu cuidava da seção de filmes. O Max pediu pra cuidar dessa seção. Sem me consultar a Fujie deu o setor pra ele e me passou a papelaria. Teve um dia que fiquei quase o dia inteiro cuidando daquela seção sem atender caixa porque achei que ia me complicar. No final, acabei conseguindo dar conta do recado.

Final de ano, finalmente, a Talita voltou a trabalhar conosco. Quando eu entrei na Blockbuster ela tava de licença por causa do filho que tinha acabado de ter. Então só vim a conhece-la quando eu já tinha 5 meses de empresa.
O Everton tinha assumido como gerente do turno da manhã. Um monte de funcionários resolveu sair no final do ano, sobrecarregando o lado pra mim e pro Max, e dificultando tb a vida de Fujie, e do Castilho pra fazer escalas de fim de ano.

Enfim, lembro que a véspera do Natal foi o dia de maior movimento e atingimento e superação da meta de vendas. Não saí de trás do caixa nesse dia nenhum momento. Até porque era impossível. E toda hora cliente enchendo o saco pedindo papel de presente. Até que uma hora os papéis de presente da Block acabaram e eles tiveram que se contentar com a situação do jeito que estava.
Fomos embora 8 da Noite.
Folguei no natal.
Trabalhei no ano novo.
Vi meu avô estourar fogos de artíficio em frente ao prédio no Reveillon daquele ano.
Na sequência o Max veio me buscar, de moto, e fomos passar o fim de ano na casa da Fujie.
O Arnaldo tava lá.
Emprestou o carro pro Max que ficou umas 3h fora com o veículo prometendo voltar com umas gatinhas. Quando viu, voltou sem ninguém e o Arnaldo ficou puto achando que ele tinha feito alguma merda com o carro dele.

Continuo no próximo post.

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