Segunda-feira, Dezembro 29, 2008

 

[P#150] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 23)

|

Fifa 2007. Um dos mais jogados. Até eu estragar o console


Bem, parece que bati o recorde, e fecharei o ano com 150 posts.
É isso aí galera, último post do ano e devida a minha irregularidade indisciplinar pra postar isso aqui ainda não se tornou um diário.
Esse é o último post do ano e estamos no dia 29 de Dezembro, sim terminarei dia 29 e não dia 31 como nos anos anteriores porque amanhã cedo estarei descendo com a minha família para Piçarras. Estou levando a filmadora e um mega drive portátil que eu comprei na viagem.

Então no dia que eu entraria para o time de funcionários da Blockbuster ligaram lá em casa porque tinha havido uma mudança de horário. E até que as Americanas finalmente reformassem as blocks transformando-as em lojas Express o horário ficou flutante com direito a folgas na semana e no Domingo aqueles todos que tinham sido contratados pelas Americanas, como o Max e eu por exemplo. A gente chegou lá, tinha um funcionário de manhã, e mais dois à noite que fechavam com a gente e foram os que nos treinaram: Leandro e Paulo. O Leandro muito gente boa me treinou e me ajudou numa situação de apuro, logo que eu entrei na block volte e meia tava faltando dinheiro no meu caixa. Tinha que deixar 30 reais de fundo, pro caixa fechar certo toda noite, e no meu caixa as vezes faltava, mas eu tava com medo disso porque eu era novo na empresa e tinha medo de ser demitido a qualquer hora por causa desses problemas.

O Paulo nos passou as noções de limpar o banheiro e a loja, porque essa era uma tarefa básica do fechamento, a Fujie, gerente geral da loja nos ensinou muitas outras coisas como o sanduíche, que era um esquema de organização dos filmes no paredão dos lançamentos, e no primeiro dia em que entramos na loja, ela nos explicou todo o procedimento de como se portar com os clientes, atendimento, da área de cátalogo, como os filmes eram distribuídos, etc, etc. Fizemos também um teste escrito depois de ler algumas normas sobre a empresa e lendo aquele material também adquirimos bastante conhecimento.

Eu tinha medo de ser demitido no começo porque o Max era mais dinâmico e mais ágil que eu para o cumprimento de certas tarefas em que eu me mostrava atrapalhado a príncipio e minha coordenação motora não ajudava muito. Mas no final o Max se mostrou um enrolador e os gerentes gostaram bastante do meu trabalho. Eram 3 gerentes: a Andrelise do turno da manhã, a Fujie que fazia um turno intermediário que durava umas 10 horas, e as vezes ela fechava conosco quando era folga do Arnaldo, gerente da noite.

O pessoal tinha um certo receio da Fujie, receio esse que eu nunca entendi embora eu ficasse bastante esperto com tudo que ela ordenava porque era novo na empresa e óbvio, queria mostrar serviço, e essa tensão durou certo tempo porque os 3 meses de experiência na empresa para serem vencidos pareceu ser o tempo mais longo pra se passar dentro de um ano. Só teríamos o Max e eu, 3 meses de empresa passado o dia 18 de Outubro daquele ano. Demorou pra passar. Nesse meio tempo pudémos ver funcionários entrando e saindo da empresa.

Entre os que saíram o primeiro a ser dispensado foi o Heber. Muito embora o próprio Heber já tivesse manifestado pra mim sua vontade de não mais continuar na empresa porque não havia se adaptado, no entanto esperou ser demitido ao invés de pedir as contas na hora que lhe desse na telha. Tivémos de ir treinar numa loja convencional como operar um caixa das Americanas, já que eu e o Max entramos na empresa no ínicio do período de reforma. E vimos eles derrubarem paredes, pintarem, colocarem carpet, e mudarem todo o layout da loja. A fase dos pedreiros durou um tempo considerável. Assistir àquela reforma foi uma experiência a mais trabalhando lá. Fora o dia que passamos 24 horas pra ajudar na transformação da loja que seria inaugurada dia seguinte, para, na noite do dia posterior estarmos lá de novo fazendo o primeiro dia da A.E.B* acontecer.

Depois que o Max e eu entramos, passado alguns dias tivémos a notícia da contratação da Thaís que ajudaria o Heber no período da manhã já que o mesmo se encontrava sozinho. Quer dizer, não bem sozinho porque a gerente do turno da manhã tinha que estar abrindo a loja com ele, mas enfim, com uma equipe reduzida. Parecia equilibrar-se o quadro da manhã mesmo havendo 4 funcionários para o fechamento à noite.

Depois o Leandro manifestou a vontade de ir pro turno da manhã, pois trabalharia em dois trampos ao mesmo tempo e no horário da noite ele estaria dedicado ao trampo noturno. Quando a loja se transformou ele não aguentou a nova rotina e os estresses provocados não só pelo aumento de trabalho mas sim pela quantidade de clientes pentelhos estorvando (e como tinha isso lá) e enchendo o saco por qualquer merda, acabou saindo da empresa e nisso parecia também já estar sustentando-se com outro emprego.

O Leandro era um ano mais velho que eu, fãs de filmes de terror de todas as vertentes e sempre me contava episódios cômicos sobre os filmes mal-feitos, filmes série-b que tinha algum defeito como uma asa de morcego de borracha e afins. Casado, 1 filho pequeno. Me ensinou muita coisa, me passou muita dica e muita dica de como tratar diversos clientes, entre eles aqueles que gostavam de torrar o saco por merda, mais pra frente nos próximos posts eu contarei alguns episódios desse naipe para terem uma idéia.

O Paulo, alto, negro, porém com um tonalidade de pele mais clara era muito ágil e muito rápido e sabia indicar e conversar com os clientes, tinha uma carisma muito particular uma coisa só dele, mas gostava de pegar no nosso pé às vezes por besteiras, o que fazia com que achássemos ele um tanto chato, mas ele mandava muito bem principalmente na questão da locação, quando a loja transformoou a gente viu que ele sentiu muito a falta do Leandro colega de trabalho e tal, e que o lado pesou pra ele. Ele se desanimou com a situação, já havia 1 ano na empresa e ralava , ralava... até que resolveu pedir demissão em Dezembro.

Depois que o Heber saiu da empresa, a Thaís não podia ficar sozinha com a gerente de plantão abrindo a loja, tinha que haver uma equipe. Foi contratada a Michelle que disse na entrevista estar com um cisto. Achei aquela menina horrível, no final quem nos apresentou a ela foi a Thaís. Depois descobrimos que ela tinha sido dançarina de casas de entretenimento adulto e acompanhante. Depois foi descoberta também a gravidez da mesma, que naquela altura já era casada. A Fujie tendo tomado consciência dessa situação tomou as medidas cabíveis perante as normas da empresa. A essa época, a loja já havia se transformado.

A Andrelise e a Thaís chamaram certo dia, eu e o Max pra sairmos.
Saímos e tomamos no centro da cidade. (Não vou ficar fazendo propaganda do bar)
Lá, a Thaís deu em cima do Max, que eu percebi, ficou com ela meio que sem vontade.
Eu e a Andrelise tomamos socialmente, óbvio, porque tomar socialmente é o que há.
Ficamos até umas seis da manhã. O Max foi embora antes, não sem antes ter dado uns pegas na Tháis e vice-versa. Voltamos então. A Andrelise e a Thaís teriam de abrir a loja então voltaram e foram direto pro trampo. Naquela época que eu lembre a loja ainda não tinha se transformado. Estava no período de reformas.

Eu fui pra casa cambaleando de sono e dormi até o horário que seria meu horário de entrada na loja, às 04:20h da tarde. A partir daí o Max e a Thaís iniciaram um caso. Heber ganhou as contas e quem notíciou isso pra gente foi a gerente geral. Quando entrou a garota-de-programa na loja, e a gente nem sabia ainda desse passado dela tão agitado, ela chegou a se envolver com o Max, e deu o maior rolo porque era a época que a Thaís e ele ainda estavam tendo algo. Pouco tempo depois a Andrelise percebeu que tinha algo errado na barriga dela e foi quando perceberam que a menina esta grávida e a gerente geral tomou conhecimento da situação.

Pouco antes do Leandro sair, entrou um outro funcionário.
O Paulo tinha mudado seu horário pra intermediário, e tinham contratado outro funcionário pra noite. Se chamava Rodolfo. Durou um mês na empresa e não quis ajudar o Max, eu, e companhia no dia que estávamos junto com demais funcionários de outras lojas convencionais do grupo Americanas, virando a loja, montando estantes e expondo itens, além de claro descarregar caminhão com zilhões de itens , entre outras coisas.

O guri usava óculos e tinha um boato forte que ele teria dado uma certa intimidade com o Heber a ponto de flertar com ele. A partir daí apelidamos ele de "Heber Potter" por causa do seu visual parecido com o do personagem Harry Potter. Ele ficou meio desgostoso com a gente porque a gente fazia com que ele limpasse quase todas as noites o banheiro, já que ele era novato, a gente impunha as linhas de comando pra ele seguir. No cúmulo da cara-de-pau, certa noite eu disse pra ele que ele tinha que limpar os banheiros porque como estava em fase de treinamento, (eu e o Max também estávamos , mas nosso prazo de expiração dos 3 meses estava mais próximo) a Fujie queria ver o desempenho dele, se ele estava se adaptando com as normas da loja e mais um monte de papo furado que não tinha nada a ver.

O Max me dava uma mão fazendo com que o rapaz fizesse esse procedimento mais pesado e eu e o Max ficássemos com a limpeza do piso inferior e com a retirada do lixo. Assim foi, e ele arranjou um emprego relacionado a àrea dele de informàtica e ao curso que ele queria prestar. Não durou um mês, por isso não tenho muitas lembranças dele.

No lugar dele foi contratado o Hallyson, que depois veio a se tornar gerente de uma loja convencional do grupo. Mas a história do banheiro se repetiu com ele da mesma forma.Ele chegou a rir, e eu me emputeci porque afinal ele tava rindo de dois funcionários que por mais que não fossem os mais gabaritados da empresa, eram mais velhos que ele portanto, devia respeito.
Eu falei:
"Ta rindo do quê? Nós não temos mais 3 meses. Aqui , quem tem menos de 3 meses é que faz o procedimento de limpeza e fechamento da loja."
Eu e o Max quando nos juntávamos éramos foda. Confesso. A gente explorou bastante os novos contratados.
O Hallyson depois de um certo tempo mudou pra manhã.
O Arnaldo, mudou de loja depois que pegou na porrada um golpista, cujo comparsa já tinha ido na loja tentar passar cartão falso pra levar um monitor no Domingo daquela semana, embora eu não saiba se o motivo dele ter trocado de loja tenha sido mesmo esse ou se eles realmente estavam precisando de um gerente com o perfil dele no Batel.
Enfim, fiquei triste, pois me dava bem com os gerentes e tinha medo que no lugar dele viesse alguém escroto ou com quem eu não me adaptasse.

Tinha comprado um bolo pra fazer uma despedida, mas no que cheguei na loja ele já tinha ido embora. Me frustrou um pouco aquilo, mas depois eu me adaptei porque gostei do estilo do novo gerente e também no plano pessoal ele se mostrou muito gente fina. Foi o Marcelo. Depois eu seria gerenciado por outro Marcelo, mas esse gerente-geral e não gerente de turno da noite. Os três meses que trabalhei com ele (Out-2007 - Jan-2008) foram muito tranqüilos. Ele era um gerente que te deixava trabalhar à vontade sem ficar lhe cobrando. O que não quer dizer que fosse menos exigente. Ele observava tudo, era óbvio, mas não descia pra dar uma chamada cara-a-cara até porque essa era a função mais a ver com o/a gerente-geral.

Criei uma grande amizade com o Marcelo e no período dele, sempre voltava de carro pra casa pois era caminho pra casa dele. Falando em formas de voltar pra casa eu esqueci de ir falando do essencial. A princípio eu voltava de ônibus mesmo não tendo pedido os vales-transportes no contrato de admissão, porque pelo horário que eu voltava (meia-noite) já tinha muito maloqueiro na rua onde moro e eu não gostava de arriscar, porque em 2006 havia sido assaltado em frente do meu apartamento, e uma das razões era eu estar sem a chave de casa e a outra que pra gazear uma aula do cursinho pré-vestibular eu tinha gastado o dinheiro e voltado a pé do centro até aqui.

Nos primórdios voltei pra casa de ônibus.
Na fase do Marcelo C. eu voltava de carona com ele.
Na fase da Débora, (de quem falarei apenas nos posts de 2008) eu voltava com ela e o Marcelo de carona,
Algumas vezes voltei a pé com a Fujie até o lugar onde ela estava morando,
na época do Guilherme, um outro gerente de turno que eu viria a ter em 2008, eu voltava a pé com ele porque ele morava perto de onde eu moro.
Raras vezes eu voltei mesmo a pé e na maioria das que eu tive que voltar a pé sozinho, sem a Fujie ou sem o Guilherme, eu evitei a rua principal de casa indo pela rua paralela abaixo.

O final de ano se aproximava.
Parece que to falando de muita coisa sobre a Blockbuster, mas na verdade estou falando só sobre a primeira fase minha lá. Meu período como funcionário da Block durou várias fases. Essa primeira é onde ainda trabalhavam comigo gerentes e funcionários da mesma época que eu, principalmente o Max, que eu jurei que seria aquele que mais tempo ali teria suportado comigo, mas teve uma pessoa de quem falarei mais a frente que acabou batendo o recorde dele de permanência na empresa.
E tudo o que eu estou contadno esta sendo bem resumido.
É sério, se fosse mesmo falar detalhadamente sobre essa fase eu levaria vários posts,
é muita informação pra assimilar num post só, mas a minha explanação do assunto é clara.

Seguindo a linha do tempo, a Michelle saiu da empresa pouco antes dos 3 meses, nisso ela já não estava mais com a gente, estava sim numa convencional. Não durou muito tempo na empresa também. O Hallyson foi para o período da manhã alegando ter mudado de endereço. Nisso , já estava se aproximando o fim de ano, e foi contratado o José Carlos, que a princípio era pra ser um funcionário intermediário. Pareceu muitíssimo competente na sua entrada porque era ex-funcionário de uma grande rede de supermercados então já estava acostumado com reposição de produtos e toda essa área mais destinada à seção das Americanas, do que de locação. Fazia bons empilhamentos de produtos e afins. Depois, quando estiver falando sobre 2008 eu conto sobre o que ele aprontou.

Paralelo a isso, minha avó sempre me dava dinheiro pra comer já que até a minha saída da empresa eu sempre vendia meu vale-refeição pra agregar valor maior ao meu salário.E nisso eu conheci uma moça do Mc Donalds, lanchonete na qual eu ia comer quase sempre, quase todos os dias no meu intervalo. Ela estava claramente interessada em mim, embora eu desconfiasse que ela estava claramente interessada em qualquer um que tivesse pinto, mas enfim, continuando, fiquei enrolando tanto que consegui NÃO pega-la, nem nada do gênero, mas foi bom enquanto durou, pena minha jacuzisse e falta de atitude não terem me permitido uma postura mais agressiva que podia ter definido a situação, mesmo que se eu quisesse algo sério, acreditando nessa afirmativa, que eu quisesse algo a mais - viesse depois a me tornar um corno. Eu sou adepto da filosofia de que é melhor vc compartilhar o filé mingnom do que comer o jiló sozinho. Sim, eu me amarro numa analogia.

Enfim, enrolei e não peguei. Quando tava prestes a tomar uma atitude, já tinha ela adicionada no orkut e seus telefones residencial e celular, ela pediu demissão da empresa e eu fiquei a ver navios, e broxei. A vida continuava. No último dia que vi ela a galera caiu de boca nervoso no top-sundae que eu comprara pouco antes. No fim do ano, ocorreram muitas demissões, e foi um período difícil de ficar na loja, eu e o Max aguentamos firme, mas vários foram aqueles que puxaram o carro. Em ordem de desistência teve o Paulo, a Thaís, e depois o próprio Hallyson no começo de 2008.

Depois que a Michelle vazou da empresa e foi ter o bebê lá sei lá onde,
foi contratado um novo funcionário para o período da manhã, porque, como já falei, não podia ficar só o gerente e um funcionário, ainda mais com a loja já transformada.
Pra ajudar a Thaís foi contratado um cara cujo nome eu esqueci, mas que a galera tirava um sarro nervoso, porque parecia estar sempre viajando. Tava escrito na cara dele que ele usava maconha. Daí um dia ele pintou o cabelo e ficou mais claro. Acho que se chamava Brunno, não sei... enfim, foda-se, depois desse episódio, o Max e eu apelidamos ele de "Brunna Surfistinha" porque ele tinha todo um ar de surfista, uma franja... e tava na cara que ele se amarrava numa "maresia" se é que me entendem. Os reflexos dele eram muito lerdos, a ponto de até os funcionários comentarem que aquilo só podia ser maconha.

Enfim.
Ele também vazou no fim do ano.
O Paulo (dessa vez o supervisor regional) havia lhe dado um esporro por não lembro qual razão e diante daquilo ele se sentiu ofendido e aproveitou a deixa da Thaís, (a Thaís pediu demissão um dia antes da véspera de Natal se eu não me engano)e foi embora. O Paulo, aquele funcionário experiente que havia me treinado, tinha arrumado um emprego melhor e deixado a loja também em Dezembro, porém uns 10 dias antes que a Thaís, mais ou menos. A Thaís, foi a outra a deixar o barco. No dia anterior ela tinha me dado de natal uma caixa de bombons. Engraçado que a demissão dela me chocou, muito embora eu tivesse permanecido firme na minha decisão de continuar na Block. O Brunno foi quem me contou sobre a demissão dela e falou "não vai chorar, a Thaís pediu demissão" e eu fiquei de boca aberta, porque no dia anterior ela tava falando "Po Ricardo não va sair da empresa hein? Já saiu o negão, meu amigo e eu fiquei mal...". E no dia seguinte, ela já nem tava mais na empresa, fiquei tentando saber o que levou ela àquilo, e depois eu descobri, mas não vou revelar porque aqui é uma bio sobre a minha vida e não a dos outros.

Na sequência, o nosso "surfista" foi embora da loja. O José Carlos, passou pra manhã. Esteticamente ele era horrível. Orelhudo , dentes fudidos, cabelo ralo e baixinho, a Thaís falou ainda pra mim um dia em particular: "Porra, mas esses funcionários que são contratados, é pra fuder hein? Parece que contratam esses maloqueiros que ficam na frente da loja pra trabalhar aqui. Sério, o cara parece um maloqueiro!" - nisso ela já não estava mais na empresa.

Conto mais aventuras maravilhosas da Blockbuster no próximo post.
Por enquanto, um feliz 2009 a todos.

*Americanas Express Blockbuster.

Sexta-feira, Dezembro 26, 2008

 

[P#149] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte XXII)

|

Xbox 360 da Microsoft

Eu já tava quase falando da metade do ano de 2007 no post anterior, de quando arranjei emprego na Blockbuster (que tinha sido comprada no começo daquele ano pela rede das lojas Americanas) e esqueci de fatos paralelos relevantes que ocorreram no começo daquele ano de 2007. Eu queria muito comprar uma guitarra nova porque a Shelter Les Paul estava abandonada. E fora estar abandonada, tb estava com uns problemas nos trastes que eu não ia querer ter de consertar num luthier. Acabei achando melhor comprar outra. Pediria ela no meu aniversário, mas como no aniversário anterior eu não tinha ganhado a pedaleira que eu queria, e sim uma pela metade do preço, achei que ele não me daria outra Shelter, já que a mais barata estava custando no mínimo 1000 reais (por acompanhar o case e a venda não ser feita separadamente). Dessa forma eu planejava vender meu Playstation 2 pra juntar dinheiro pra comprar a guitarra nova.

Não foi preciso. Meu pai acabou doando o videogame pra uma instituição de caridade e me deu a guitarra. Enfim, por mais irônico que possa parecer a guitarra já veio com problema de trastes de fábrica, o que me levou a deixa-la de lado vários momentos e usa-la muito pouco. Paralelo a esse fato, eu não tenho muita certeza, mas se não me engano no final de 2006 (ou começo de 2007) meu pai tinha comprado um Xbox 360 da Microsoft, principal rival do Playstation 3 da Sony. Eu achei o console muito bom e já tava meio seduzido por ele desde o final de 2006 porque tava rolando um marketing forte sobre ele nas revistas especializadas no assunto embora não seja tão fácil assim encontrá-lo nas lojas em geral. Essas costumam dar prioridade ao console da Sony, geralmente.

Enfim, demorou muito o lançamento do PS3, mas quando foi lançado, meu pai acabou comprando ele e substituindo meu PS2 pelo X360. E apesar de eu ainda não jogar muito nele (jogo bastante o GTA IV que foi um jogo muito , muito aguardado) fiquei muito feliz, mesmo os meus gostos pra jogo não tendo nada a ver com o gosto do meu pai, joguei muito principalmente o Project Ghotam Racing 3, da própria Microsoft. Não gosto muito de jogos de corrida, mas esse foi viciante. Joguei e fechei em pouco tempo tb o Sonic The Hedgehog pra mesma plataforma. O jogo foi muito aguardado e recebeu uma surra da crítica especializada. O jogo não é tão ruim assim, mas deixa aquela impressão de que o Sonic nunca mais voltará a ser o mesmo, não será mais aquele da era de ouro da Mega Drive. Comprei o Fifa 2007 e jogava também com certa regularidade, até o dia em que eu mesmo estraguei o videogame provocando um problema de 3rl (Three Red Lights) que ele não apresentava até o dia que irado por não conseguir rodar o Out Run do console XBOX da geração anterior, empurrei a gaveta com tudo pra dentro do videogame. Meu pai tentou consertar a cagada, mas as 3 rls apareciam direto e eu percebi que tinha feito uma merda grande.

Isso aconteceu numa tarde de Sábado. Por msn a Heloísa me perguntou o que tinha, por que eu tava tão brabo, se eu tinha brigado com a Tami, daí expliquei a situação toda pra ela. À noite no mesmo dia fui no aniversário da Tami, que seria num restaurante, o Frangão. Combinamos a hora e meu pai me levou de carro até lá.

Outra coisa que me deixou puto é que eu estava gravando um acústico no Audacity que continham todas as minhas 20 composições até hoje, incluindo nelas, a música "We're Wizard", o jingle da escola de inglês. Daí numa queda de luz filha-da-puta tive um erro fatal do Windows e não consegui recuperar nada do hd tendo perdido meses de gravação. Daí broxei e nunca mais quis registrar minhas músicas de novo.

Me deixou mais fudido porque eu tava estudando a equalização das músicas, tinha gravado mais de uma voz pra algumas, mais de um violão, geralmente eram 3. Dois fazendo bases com acordes invertidos em relação a eles e o outro o violão solo. Estava mexendo com as trihas estéreo e vendo o que saíria pela caixa esquerda e pela caixa direita. Simulei uma ambiência ao vivo onde eu mesmo fazia as palmas e depois alterava as oitavas das mesmas.

Tanto trampo pra no final tomar no cu.
Broxei. Até hoje não regravei, e desde 2005 eu nunca mais compus nenhuma música.
A fonte secou =(

Aquele ano eu não tinha recebido via orkut parabéns de ninguém. Por pior que tivesse sido o ano de 2006, naquele ano eu tinha recebido parabéns dos amigos. Depois me toquei que não tinha sido parabenizado porque meu orkut não estava sinalizado pra mostrar pros amigos a minha data de aniversário, então a cagada tinha sido minha.

Em Março eu excluí da conta do blogger o blog/site MSX WORLD porque o 4shared tinha expirado meus downloads com a justificativa que eu tinha ficado mais de um mês sem acessar minha conta. Mas, passado uns 2 meses eu começei a por em prática um projeto parecido, o GAME WORLD, só que dessa vez sem downloads, pra não ter essa mesma dor de cabeça que o 4shared tinha me proporcionado. Ainda não tem muitos reviews o site, mas um em especial, sobre o jogo SUPER MARIO WORLD acabou sendo até tema polêmico de um fórum de Nintendistas raivosos. Tudo porque eu não falei bem do jogo. Mas sobre isso explico melhor em outra oportunidade.

A essa altura eu tava com vontade de propor pra Heloísa (sendo que eu já havia proposto pra Tami) da gente se encontrar, ela, eu e a Tami no Di Frango pra se conhecer pessoalmente já que provavelmente, nós teríamos, vergonha de nos encarar, sem pelo menos um amigo em comum entre a gente. Achei que seria difícil fazer o convite pra ela e ela realmente me disse que não se sentiria natural como ela se sente com as meninas e tal, mas no final, acabou topando e ficou no ar da gente marcar quando que esse encontro seria realizado. A verdade é que até hoje, nunca foi, e a gente já tentou pelo menos umas duas vezes que desse certo e aconteceu merda nas duas.

Continuo no próximo post

Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

 

[P#148] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 21)

|

Mesmo com monumentos de peso e maior relevância que ele, o Cristo do RJ foi eleito uma das sete maravilhas do mundo em 07 de Julho de 2007

Eu não postei nesses dias porque estou desgostoso que as fotos que eu usei nos primeiros posts dessa biografia sumiram, e isso graças ao sistema antigo do Blogger.com que não tinha um diretório próprio de upload de fotos e me forçava a usar outros sites como mirror, o site que eu usava nesse caso era o do Blogger do Brasil que no caso é da Rede Globo e já implicava na época que eu tinha blog lá a 10 mb de tamanho máximo por imagem. Foda. Fico puto. Agora só assinantes tem blog na Globo.com e eu não consegui lembrar meu login pra reativar minha conta e ver se tinha como recuperar minhas fotos através de lá. Depois eu rescaneio tudo que perdi ¬¬

Continuando a narrativa de onde eu parei;
a Heloísa voltou a falar comigo e a gente tinha, mesmo nunca tendo comunicado um pro outro abertamente isso, uma estratégia de alternância de quem abria a janela pra falar com o outro. Isso era bem subliminar, mas como sempre acontecia, eu percebi que era desse jeito mesmo. Se ela abria o msn pra falar comigo no msn na Segunda Feira , na Terça era a minha vez, na Quarta a dela, e aquela época ela entrava quase todos os dias só não ficava de madrugada, com exceção de alguns dias, agora ela já não entra assim mais com tanta frequência.
Nossa amizade tinha voltado com força total, parecia que todo o meu histórico de cagadas tinha se apagado e a gente se tratava super bem. Na verdade o meu histórico tinha sim se apagado, só que eu não havia amadurecido como pensava. Depois , quando eu fizer o relato de minhas memórias sobre Dezembro de 2007 vocês vão entender por que eu to dizendo isso.

A Tamiris me comunicou mais ou menos na mesma época que provavelmente em 2008 ela mudaria pra SP pra prestar o vestibular em uma conceituada faculdade de lá (não, não vou fazer propaganda da faculdade, não ganho pra isso). Aquilo me abalou mas procurei não demonstrar tão externamente, muito embora, depois que eu arranjei emprego na Blockbuster, teve uma noite que eu tive uma crise de choro achando que eu ficaria muito solitário uma vez que as outras amigas que eu considerava (considero) muito, não as conhecia (conheço ¬¬) pessoalmente, a ponto de ter intimidade de sair com elas e falar de temas variados. A Raah em Rondônia e a Heloísa, que só falei pessoalmente uma vez que ela veio "me visitar" com o José aqui na frente do prédio onde moro.

Houve no meio do ano aquele acidente com a TAM que a mídia toda explorou, como sempre, de forma sensacionalista, e foi nesses dias, mais precisamente no dia 17/07/2007 (o mesmo do acidente) que eu estive sendo entrevistado. Primeiro dentro da loja Americanas do centro, logo pela manhã e sem trazer currículo, pelo gerente regional. Me saí muito mal na entrevista. Perguntado por três atores e três atrizes, respondi com muita dificuldade sobre eles e mais dificuldade ainda sobre o resumo de três filmes dos quais eles fizeram parte. Mas no final da entrevista perguntei a ele se passaria o dia inteiro fazendo entrevistas e ele me confirmou que ficaria lá até as 23h daquele dia.

Às cinco da tarde eu tinha entrevista em um processo seletivo da Droga Raia do qual estava participando. Achei que tinha me saído super bem e me expressado maravilhosamente, mas passei apenas na prova escrita. Na entrevista creio que eles tenham ficado desgostosos com o que eu falei pra justificar minha saída da UFPR. Quero mais que se fodam. Essa não é a primeira vez que eu me ferro por falar a verdade, muito embora já tenha me dado muito mal falando mentiras, então o correto seria tentar equilibrar e perceber o momento certo de dizer determinadas coisas, mas, eu não tenho mesmo medidas e sou feliz assim.

A entrevista coletiva durou cerca de duas horas.
Perdi duas horas ali pra saber que não seria escolhido.
Tava cansado de saco cheio, já era noite, e posso estar enganado, mas caía uma leve garoa, eu estava com muita preguiça, mas cumpri minha palavra e levei meu currículo até o Paulo, que era quem estava me entrevistando de manhã. Eu levei o currículo até lá acreditando ter sido uma perda de tempo sem tamanho. E tava desiludido de ter sido eliminado da seleção da Droga Raia. Pensei que o dia seguinte seria mais uma encheção de saco, acordando cedo pra matar umas 3 horas na biblioteca pública.

Cheguei em casa nem tava por dentro do que tinha acontecido com o avião da Tam em Congonhas. Fui para o msn e contei pra Tamiris que tinha ido mal na entrevista das lojas Americanas (Blockbuster) e que tava muito puto de ter sido eliminado da seleção de candidatos às vagas da Droga Raia. A Heloísa tava on e me falava algo sobre estar acompanhando alguns jogos do Pan. Alguém estava com um nick pedindo pra colocar uma flor no nick de messenger por causa do que havia ocorrido em Congonhas. Eu não entendia. A Heloísa falou pra eu ligar a TV, perguntou se eu tava acompanhando o que havia ocorrido. Falei que não. Liguei a tv do quarto e vi.

Estavamos em janelão, ela, a Jéssica (BSB) e eu quando recebi uma ligação. Era o Paulo dizendo que eu tinha sido aprovado, perguntando se eu já tinha registro em carteira e pedindo xerox de ínúmeros documentos. Contei a novidade à Tami e ela falou:
"E isso porque vc foi mal na entrevista hein? Imagina se tivesse ido bem."
O dia seguinte foi uma tremenda correria. Principalmente na parte da manhã. Fui à Caixa Econômica tirar um documento de "nada consta" pq não havia registro anterior na minha carteira de Trabalho, mesmo eu tendo trabalhado 7 anos antes em um PET SHOP, mas não tinha sido registrado.

Depois de xerocar os milhares de docuemntos solicitados e traze-los até o mesmo prédio onde eu havia sido entrevistado no dia anterior, encarei uma fila com mais candidatos aprovados às vagas e que iriam trampar nas mais variadas lojas de Curitiba, e estava lá pro exame médico. Demorou muito. Devo ter ficado umas 2 horas e meia esperando em pé com o pessoal. Conversei com umas pessoas. Das que iriam trabalhar comigo, por ironia, não conversei com nenhuma. Estava esperando pelo exame médico com medo que fosse algo de outro mundo. Tinha medo que no exame de visão fizessem algum tipo de check-up que detectasse que eu precisaria de óculos ou qualquer merda do tipo. Entrei na sala (que tinha sido usada pra entrevista no dia anterior) e vi que o exame era muito tranquilo então nem me preocupei. Depois de examinado o Paulo me chamou e falou :
"Esse é o Max e essa é a [não lembro o nome] eles vão trabalhar contigo à noite, na Chile"
Eram 2 pessoas que eu não havia conversado na fila.
Eu disse: "Por mim, ok"
O combinado seria que eu entraria todos os dias às 16:20h e ficaria até 00:30h.

Continuo no próximo post.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]