Quinta-feira, Outubro 30, 2008

 

[P#142] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 15)

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A Raah sob minha ótica em 2006

Agora que concluí finalmente o assunto sobre a crise, vou falar das principais consequênciass e de outras coisas que também transformaram meu 2006 num ano de merda. Minha avó achou que eu tinha que prestar vestibular de novo, porque, como eu não estava trabalhando, tinha que pelo menos estudar. O problema é que isso foi a partir do segundo semestre daquele ano.

E aí foi foda. Acabei me matriculando no Decisivo da rua Comendador Araújo, próximo ao Batel. Eu não tava nem um pouco afim de estudar já que eu teria que procurar emprego de manhã todos os dias. Achava uma putaria fazerem aquilo comigo, mas, acabei indo no curso a noite e no final do ano prestei vestibular pra História na UFPR. O ano estava sendo tão bom que, tive que prestar duas vezes a primeira fase, porque na primeira vez faltou luz onde eu tava fazendo a prova e eles acharam melhor cancelarem a primeira fase e fazerem outra prova.

No primeiro dia de aula lá no Decisivo eu percebi que minha visão realmente já não era o que um dia fôra, porque de longe eu não conseguia enxergar direito o que tava sendo passado no quadro, então não podia sentar no fundão da classe. Fora que não consegui fazer quase nenhuma amizade lá, mesmo no final do ano sentando mais à frente. Acho que só falava com uma menina lá e muito de vez em quando. Tinha uma loira tesuda que sentava do meu lado mas nunca consegui falar um "A" com ela. Porque eu não tinha de onde tirar assunto. E não ia tirar do cu também. Mas falar sobre como eu fui anti-social no final daquele ano acho que não é tão interessante pra essa biografia. Algumas aulas eu gazeava sem dó mesmo indo na livraria do shopping Cristal ler um livro lá sobre Lula ou outras coisas, principalmente revistas semanais ou com conteúdo voltado ao entretenimento como as de videogame, por exemplo.

Porra, tive que extrair um dente do fundo da boca e aquilo me deixou muito puto porque eu acreditei ser o canal que eu tinha feito em 2002 havia abrido. E abriu chupando jujuba. Foi uma merda sem tamanho. Fui numa dentista no centro pra ver o que podia ser feito, e a única coisa que podia ser feito era a extração do dente. Aquilo me deixou muito puto e triste ao mesmo tempo. Odiava a idéia de perder algo. Nunca gostei de perder as coisas, além do mais meu dente, porra, MEU DENTE. Mas me acostumei com a idéia pq era um dente do fundo da boca. Passei alguns dias à base de sorvete e depois, só depois fui tirar os pontos. Fiz duas sessões de limpezas nos dentes.

Daí finalmente arranjei uma menina que quisesse cantar os covers da Pitty que desde o ano anterior eu tava tentando fazer audições pra chamar meninas pra esse fim e não conseguia. Ela se chamava Karol, ficamos enrolando até hoje mas nunca conseguimos montar o grupo. Ela já veio ensaiar na minha casa e a gente, tocando e cantando junto foi o máximo que conseguimos fazer desde que tentamos juntar outros integrantes às bandas, mas geralmente os baixistas estão de acordo com o projeto no começo mas acabam dando pra trás e não formam o grupo, até hj estamos enrolados com essa história e nada aconteceu.

Fui prestar vestibular pra História. Pra prova específica eu acho que só estudei uma semana antes dela ocorrer e revi todas as apostilas e ia na Biblioteca Pública de manhã, ao invés de procurar emprego, devorar esses temas, eu estava encantando pela figura do Chalaça e de Dom Pedro I. Inclusive encontrei um livro que era só de cartas da época do imperadora para Dommetília de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos. Sim eu havia pesquisado uma biografia sobre o Chalaça ou algo que valesse e acabei encontrando o livro de José Roberto Torero, que misturava ficcção com realidade e esse tema em si que tava me distraindo das minhas preocupações e do meu sofrimento em geral. Me encantava a figura do imperador comedor, e isso ocorrera desde que eu havia pego a minissérie "O Quinto dos Infernos" em um box de não lembro quantos dvds para assistir. Pelo que entendi a imagem de D. Pedro I havia sido mistificada e segundo os historiadores ele não foi um bom governante e levava uma vida cheia de promiscuidade. Mas, como hoje em dia é a era da promiscuidade, quem sou eu pra julgar o imperador?

Meti a cara nos livros de História e passava o dia inteiro lendo principalmente pra me preparar pra prova específica da UFPR. Fui às revisões de história e de geografia que tiveram no Decisivo pra me munir de argumentos porque a prova específica era completamente discursiva. Passei na primeira fase, quando fiz ela pela segunda vez, já que a primeira como falei fui acometido de pane de energia, e nossa que alegria e que alívio não ter mais que fazer aquela porra de curso à noite. Eu só prestava basicamente atenção nas aulas de história e português o resto gazeava. Ficava puto com a situação da minha vista.

Eu estava com olho-seco, eu creio, e também com início de miopia, mas nunca fui me tratar por medo do médico dizer que eu preciso de óculos e até hoje não fui no oftalmologista fazer um exame porque realmente têm coisas que é melhor a gente não saber. E eu prefiro ficar cego à usar óculos, sim com certeza os vários anos passando horas seguidas na frente do pc, danificaram meus olhos. E eu continuo nessa rota, por isso não duvido que meu problema seja progressivo e eu continue piorando, mas, eu sou viciado nisso, fazer o que?

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Outubro 28, 2008

 

[P#141] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte XIV)

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Os atores da série/seriado/novela Rebelde. Juntos eles formam o time de cantores do grupo RBD

Seguindo a sequência cronólogica e falando somente a respeito da crise em relação à minha amizade com a Heloísa que há pelo mesno uns três posts eu já venho comentando, chegarei agora no ápice de toda a merda.
No dia seguinte, ainda consegui falar com a Heloísa no mesmo clima bacana que o dia anterior mas tinha algo errado no fato dela continuar apagando os meus scraps como se ela não tivesse voltado a confiar plenamente em mim de volta. Acho que nessa fase intensificaram tb as realizações dos meus desenhos sobre as fotos. E aí numa dessas acabei tb retratando a Raah, e se tiver oportunidade escaneio num próximo post para que vejam o resultado artístico da coisa.

Um chato do curso de artes, da época em que eu ainda fazia faculdade me encontrou por acaso, e eu não lembro como e veio me procurar perguntando se podia vir a minha casa pra gente levar um som. Achava um saco aquilo, mas acabei topando e marcando encontro com ele no dia seguinte certo de que não acharia minha casa. Mas ele achou e fodeu meu Domingo. Fiquei tocando com ele aqui em casa o dia inteiro, e ele me mostrou que só sabia fazer uma batida no violão em comum a gente só tinha o fanatismo pelo Dire Straits e Mark Knopfler, no mais o cara era sacal pra caralho. Carne-de-pescoço. Enfim, passei a tarde e a noite com o bossal, até que o desconfiômetro bateu nele quando foi umas oito horas e só então eu entrei no msn depois de um dia inteiro me desperdiçando ali sem net.

Entrei e me deixou triste terem montado um janelão e não terem me chamado. No Sábado da noite anterior eu havia parado de falar no msn com a Heloísa tarde da noite, num janelão que ela tinha juntado a Raah e a Tami, pois iria ao Nico com a Michelle e a Judy.

Uma semana passou e eu começei a colocar os desenhos que eu julgava os mais artísticos no meu blog. Aquele que ilustra o post 131 foi o que fez a Raah me pedir pra que a retratasse também. Enfim ora tirava, ora colocava de novo as fotos no álbum do meu orkut. A cagada foi ocorrer na Sexta Feira da semana seguinte. Eu tava esperando ver a Heloísa on-line pra mostrar pra ela a obra artística que eu tinha feito e dar de presente a ela se quisesse. Como não consegui pois ela saiu muito rápido da janela, acabei colocando a imagem no meu álbum e pedi pra Raah se a visse on-line mostrasse a ela.

E a Raah o fez.
Só que quando eu voltei do curso (no próximo post eu falo a respeito do que era esse curso) tarde da noite tinha uma mensagem em off-line da Raah dizendo que a Heloísa não tinha gostado nada do que eu tinha feito. Aquilo me deixou tenso fazendo pensar "ai caralho, que foi agora?". Sabia que vinha merda das grandes.

No Sábado, dia seguinte, enfim eu tive coragem de abrir janela com ela pra perguntar o que ela não havia gostado no desenho. Ela perguntou se eu estava louco. Daí me passou o histórico que mostrava que ela dizia pra Raah que só não entendia a razão de eu ter colocado o desenho no meu álbum do orkut (creio eu que de certo ela ficou chateada porque achou que era uma espécie de exibicionismo da minha parte ou coisa parecida, ostentação de sei lá o que), e daí eu não lembro direito como se deu a discussão, mas enfim, ela explodiu e me questionou:

"Vocês pensam que nós somos otárias né?"

eu ainda não tinha pego o fio da meada muito bem e perguntei:

"Vocês quem?"

Ela:

"Esquece ¬¬"

Bom, daí me veio o insight que ela só podia estar dizendo que nós HOMENS pensávamos que podiamos enganar as MULHERES que elas nunca iriam se tocar.
E isso foi depois de eu afirmar acuado, que no meu álbum não era ela que estava representada nos desenhos.
Daí eu fiquei sem reação, comentei alguma coisa mas ela não respondeu e logo depois saiu ou ficou off-line.

Daí eu percebi que tinha ido tudo pro espaço e a gente não se falou mais no msn.
E daí começou a vir tudo a tona. Começei a me sentir muito mal, confuso outra vez, mas confesso, que paralelamente tinham outros fatores interferindo e talvez o fato de fora os estudos noturnos e o concurso público para o qual eu tava estudando na época e a internet serem as únicas ocupações e mais as constantes brigas em casa contribuiram pra que eu me afundasse ainda mais e piorasse muito emocionalmente a ponto de ter crises de choro. Mas ainda não foi no ápice dessa crise que isso foi se desenrolar, isso se desenrolou como consequência de toda essa situação horrorosa.

Sem saber o que fazer, achei melhor, FINALMENTE, depois de quase três meses me enrolando com mentiras, mandar um e-mail pra Heloísa contando toda a verdade. A essa altura a Tamiris já sabia de toda a verdade. Só que a princípio eu havia mandado a carta (o e-mail, mas ficou tão longo que eu considero isso como uma carta) para o endereço de e-mail que constava no perfil dela do orkut. Não havia tido nenhuma resposta e pensava que ela tinha ignorado tal fato já que nossa amizade há tempos já não era mais o que tinha sido um dia. Daí contando a história pra Tami ela me pressionou pra que eu mandasse pra o e-mail que possivelmente, era o que a Heloísa acessava, e eu a essa hora já tinha mudado de opinião e tava com medo, preferindo deixar tudo como estava.

Então ouvindo os conselhos da Tami, eu mandei pra Heloísa toda a confissão sobre as mentiras que havia contado a ela desde a época da montagem feita no photoshop na época da Copa do Mundo. Eu não escrevi no editor de e-mails do Yahoo, mas sim no Word e quando salvei o arquivo pra não perder nada. Deu 4 páginas do Word toda a minha confissão e pedido de desculpas e o reconhecimento de que realmente não tinha mais como nós sermos amigos naquela situação e enfim acho que até chorei enquanto escrevia pq é nítido o nível do meu desespero em tal mensagem, vou publicar aqui um pequeno trecho (ainda está salvo no meu e-mail do Yahoo na seção de mensagens enviadas).

Fazendo uma síntese, os trechos mais importantes do e-mail que eu enviei pra ela eram:


"(...)uma coisa eu te garanto que é verdade : eu fiquei, sinceramente, muito triste quando nossa amizade deixou de ser como era. Ela era ótima , eu acho que vc, foi a melhor pessoa entre os amigos da Tami que eu conheci, assim como numa relação de equivalência eu acho que a Raquel foi a melhor pessoa que tu me apresentou dentre os seus amigos . Vc é legal, e por favor, por favor, não diga aquelas coisas do tipo : “eu sou ignorante”, ou “eu sou grossa”, isso só me faz me sentir mais culpado. Quem pisou na bola fui eu , e , tu nunca foi grossa ou ignorante comigo, pode ser que depois que aconteceu “aquilo”, tu tenha mudado de comportamento comigo porque eu te decepcionei, (...) Acho que eu te devo isso, um mínimo de dignidade da minha parte : eu era o fake bestalhão tbm , criei um profile extremamente retardado, pq , fiquei desesperado quando tu , saiu das minhas comunidades, deixou de ser minha fã (no orkut) e apagou os testmoniais , no entanto o que me deixava mais “nervoso” no sentido emocional da coisa e não no sentido raivoso é que , eu tinha a total certeza que vc estava muito decepcionada e braba comigo , mas quando eu vim te perguntar aquele dia vc disse que não tava chateada , eu não sou bobo, eu sei que tava tudo uma merda, ta , já sei, sei que tava uma merda por culpa minha tb, ta a culpa era minha, e vc dizia que não tava chateada , eu comecei a me sentir estranho, comecei a me arrepender daquele domingo ter existido, preferia até que aqui tivesse faltado luz aquela hora pra eu não ter a tentação de criar um anônimo (...) na verdade só pra mostrar que apesar de tudo , e de toda a sensação de dissimulação que vc possa estar sentindo da minha pessoa, te dizer : eu tenho um lado sincero. Eu não minto sempre .(...)"


E acreditem, por mais que tenha ficado extenso, essa é a síntese da mensagem principal de quatro páginas de um texto que enviei pra ela e não colei outras coisas porque já contei a respeito delas nos dois primeiros posts que falam a respeito dessa crise.

Passaram 3 ou 4 dias depois que eu reenviei esse e-mail e dessa vez pro endereço correto, e ela me respondeu basicamente que:
Ela não havia ficado braba comigo porque magoa-la era o mais difícil, mas que, e frisou isso, ela era mesmo radical com algumas coisas e que não havia mais razão pra ficar chorando pelo leite derramado, disse que era melhor eu seguir o meu caminho e ela o dela, e no final da mensagem terminou com um "Adeus".

Eu fiquei meio confuso, e cheguei a mandar um outro e-mail na sequência perguntando se a gente voltaria a ser amigo. Ela não respondeu, no entanto apesar de eu ter relido esse e-mail dela umas 3 ou 4 vezes, só depois me veio o insight muito claro de que ela realmente não estava braba comigo pelo que tinha acontecido, mas, ao mesmo tempo não ia mais tolerar da minha parte certas coisas, e nesse sentido, estava sendo objetiva e indo direto ao ponto.

Minha tendência a partir dali foi só piorar. Um dia eu descobri através da Raah que a Heloísa havia me bloqueado. Começei a definhar. Era certo que depois da carta que eu havia mandado pra ela por e-mail eu não ia nem mais ter coragem de olhar pra ela na rua (isso quase nunca acontece [de ve-la na rua] mas tudo bem, serve de contexto) e muito menos de falar qq coisa com ela no msn, pq eu tinha finalmente falado a verdade, e me livrado de um peso. Por mais que eu viesse a chorar depois, o peso de saber que agora eu tava zerado sem esconder mais nada dela realmente foi um alívio. Precisava contar a verdade, até porque também aquela altura do campeonato era tudo ou nada. E como a situação já tava muito ruim, eu não tinha nada a perder contando a verdade pra ela.

E através do programa "Busca Borrados" eu descobri que ela, justamente num dia que eu saí de casa pra prestar o concurso público, havia me deletado dos contatos do msn dela. Me senti pior ainda com aquilo. No dia seguinte, deletei meu perfil do orkut, porque como falei em posts anteriores, eu tomei aversão a ele porque de certa forma considerava a sua existência uma das responsáveis por eu ter perdido a amizade com a Heloísa. Eu pensava que nunca mais ia falar com ela. A partir dessas idéias é que eu fui piorando, e graças a Raah, que eu não fiquei pirado da cabeça de vez, e graças a Tami tb que sempre me deu uma força, mesmo que não fosse me dando conselhos sobre o que fazer com relação a isso, mas me fazendo sair, perceber outras coisas, outras realidades, e que o mundo ia muito além do meu sofrimento.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Outubro 27, 2008

 

[P#140] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 13)

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Itália conquista o mundo

Continuando...
Depois de certo tempo, após toda essa confusão mas ainda no olho do furacão, no epicentro da bosta, chafurdando na lama com toda aquela sujeira, a gente se falou pouco no msn quando as vezes ela chamava a mim pro janelão mas sem aquela vontade de antes e nossos papos não desenvolviam em nada. Ela estava fria comigo, e com razão. Na verdade a minha angústia não era só dela estar assim comigo porque eu sabia bem o motivo que tinha levado a esse distanciamento emocional da gente. Eu nunca achei que a culpa fosse de outra pessoa senão eu mesmo. E mesmo com essa consciência eu não conseguia alcançar a paz.

O mês de Julho foi magrinho pq a confusão tinha ocorrido no ínicio do mês, nos falamos minimamente, nem lembrava mais aquela garota com quem eu conversava tanto (virtualmente) que batia recordes nos meus históricos de msn. Eu estava nostálgico de coisas que haviam se passado havia pouco tempo. Queria uma realidade que eu já não podia mais ter de volta. Era isso que me machucava. Eu queria arranjar uma maneira de voltar a ser amigo dela, e acabava me metendo em mais um rolo, e, por pior que possa parecer, foi o último rolo que eu me meti que fez com que párassemos de nos falar, abaixo eu explico:

Ainda embalado pela nostalgia de outros tempos,
eu ficava meio assim pq ela havia me emocionado com o scrap que eu citei há alguns posts atrás, e tb fiquei com o ego lá em cima quando ela fez um emoticon personalizado com lenço na cabeça e deu pra mim. Acho que acabei batizando ele de "Riih". Era uma época que ela tava fazendo emoticons por si mesma. Então eu pensei em retribuir e foi nessa que eu me fudi. Imprimi algumas fotos do álbum dela, e tendo comprado papel vegetal fiz desenhos inspirados nas fotos (como aquele que é a ilustração do post 131), fiz alguns dela e fiz da Raah tb, que a príncipio havia me pedido pra faze-la depois que viu como estavam ficando meus desenhos sobre a Heloísa.

A Heloísa deletou o perfil dela.
Depois recriou de novo, e quando recriou me adicionou entre os friends dela, e aquilo fez com que se acendesse uma esperança em mim de reconquistar a amizade dela, apesar de agora, os scraps que eu mandava pra ela serem sempre deletados. Enfim, eu queria ter a amizade dela na totalidade como antes e não como parte apenas, pois não satisfazia a mim essa condição. Ainda me sentia mal demais com a situação.Mas me sentia pior com o modo estranho com o qual estávamos nos tratando. Não resisti à tentação e coloquei um dos desenhos que havia feito sbore ela no meu álbum. Ela ficou muito de cara com aquilo, mas, eu só teria consciência disso muito mais tarde, até aí o que me preocupava era a história da montagem com photoshop usando fake.

Passei o dia do aniversário dela com a Tami, e fomos na Granotto. Disso eu lembro bem, ainda me lastimava por toda aquela situação e agora era a vez da Tami aturar minha choradeira sobre o assunto. Na semana seguinte porém a Tami foi na minha casa, e, eu tentei assim como fazem alguns políticos safados, colar a minha imagem e usa-la na minha amizade com a Tami, usando um tipo de psicologia reversa e uma mensagem muito subliminar sempre que citasse a Tamiris porque isso talvez a fizesse pensar: "Po, se a Tami é amiga dele , ele não deve ser tão mal", era uma tática que eu tava tentando paralelamente e sem dizer nada a ninguém, mas fato é que um dia ao abrir a janela com a Heloísa e a gente se falar daquele jeito, ao me despedir eu disse (justamente pra passar essa mensagem subliminar) "agora eu tenho que ir que a Tami ta chegando, beijos". A Tami veio em casa e a gente tocou e fez umas gravações. Jantou em casa e foi embora só à noite. Às vezes eu tenho saudades de quando a Tami vinha aqui em casa porque ela nunca mais voltou. Mas eu voltei à casa dela depois que ela foi morar em São Paulo. Ops, to entregando demais o enredo futuro da minha vida, essas histórias ficam pra depois.

Enfim, no dia seguinte eu começei a perceber que colhia frutos da minha jogada subliminar. Ou, pode até ser que não seja isso e tenha sido tudo coincidência, mas, conversando com a Raah naquela janela no dia seguinte ela me contou que a Heloísa havia dito a ela que gostaria que as coisas voltassem a ser como antes; nós três no janelão e rindo muito com nossas conversas e besteiras. Depois fui jogado pra um janelão, ou pra uma janela que inicialmente tinah só a Heloísa (meio ausente no começo) e a Raah, mas que depois virou um grande janelão mesmo, com todo mundo participando, umas 10, 20 pessoas lá, a certo momento a Heloísa falou que achava que tinha me visto na rua porque tinha visto alguém muito parecido comigo, no entanto eu sabia que não era eu que ela tinha visto na rua porque ela se baseava numa foto do meu orkut de 2004 quando eu deixava ainda o cabelo crescer, antes do meu pai ter feito aquela ameaça do corte de cabelo. Eu disse que não era eu e a partir daí foi se desenvolvendo uma conversa muito particular. Antes disso, a Raah falou que tinha que sair (provavelmente tinha algum compromisso ou não podia mais usar a net pelo menos por um tempinho) aos poucos foi saindo todo mundo da janela e ficavam alguns lá só presentes de corpo pois não falavam nada. Daí contei pra Heloísa a história da fatídica noite que eu e Tami estivémos na casa do fanático religioso. Ela riu muito com alguns trechos e me perguntou o que era "Bangu 1". Eu estava sentindo uma alegria fora do comum ,parecia que tudo ia voltar a ser como antes. PARECIA. Porque ocorreu uma merda uma semana depois que mandou tudo pros ares.

E SOU REBELDE

É essa merece até subtítulo no meio da postagem, porque, muitos se surpreenderão com o que eu vou dizer aqui.
Parei a conversa com a Heloísa porque fui jantar com minha família no Paiol.
Depois à noite, eu contei pra Heloísa o episódio do "tiro na perna" e a partir desse assunto, a gente começou a ter idéias a respeito de um trote que a gente podia passar na Tamiris. Eu acho engraçado quando lembro disso, mas não vou ficar rindo no meio do post. Depois de muito debater qual seria o tema, a gente decidiu que a mentira que a gente contaria é que eu iria ao show do RBD com ela. Eu achei engraçado, a gente se empolgou com a idéia e ela foi sugerindo que eu colocasse uma letra do grupo no meu nick de msn, ou mesmo que eu nomeasse uma mp3 que eu tivesse com nome de uma música do RBD, mas eu acabei pedindo pra ela me passar umas músicas do RBD só pra ver como eram as músicas. A príncipio não achei nada. Achei que era só uma banda pop latina como tantas outras, mas isso ocorreu até eu ouvir a balada Salvame. Começou a me chamar a atenção. Mas antes de falar como a Heloísa me influenciou com Rebelde e com RBD, sim, são duas coisas distintas meus caros:
Quando eu digo Rebelde, eu to falando do seriado, quando digo RBD estou falando do grupo, da banda. Talvez no próximo post eu me aprofunde mais com informações técnicas e específicas a respeito de Rebelde e RBD, se necessário for.
RBD é o grupo formado pelos atores que atuam no seriado Rebelde, sacas?
Dessa forma, eles cantam e geralmente, com exceções à programas de TV ou a esses eventos relacionados, tem uma banda que os acompanha. São seis cantores acompanhados por uma banda, ou seja, tocam mesmo ao vivo. E dançam e fazem coreografias, e outras coisas que eu acho profundamente toscas, porque o que me ligo mesmo é no som, mas me zoem a vontade e quando vcs tivrem mais mentalmente idade superior a 10 anos venham me criticar pelo meu ecletismo porque aí pelo menos é uma discussão mais madura e que até talvez valha a pena perder tempo.

Enfim, daí o feitiço virou contra o feiticeiro.
O que era pra ser apenas uma zoação acabou se tornando verdade. Baixei por conta própria dias depois uns mp3 do RBD e várias MP3 de Salvame cada uma diferente da outra, versão ao vivo, remixada, caralhada e enfim. Baixei midis tb pra ficar cantando em cima de algumas, mas nunca de fato, gravei nada com elas.

Daí ela mandou um scrap pra Tami com o trote.
Chamando ela pra ir pro show com a gente. Porque a gente já tinha marcado.
A Tami respondeu a ela (sim, eu fuçei) que ela só dava notícia ruim quando ia mandar scrap.
Daí a Heloísa respondeu que não era notícia era convite, e ainda tinha uma frase meio engraçada que ela dizia:
"O Ricardo também não gostava, mas depois se juntou a maioria e começou a curtir."
A resposta da Tami foi que ela não fazia parte dessa maioria.

Eu ainda não tava curtindo RBD nessa época, mas começaria a curtir pouco depois, tipo uma semana, ou mês depois e baixar e procurar vídeos deles no You Tube por conta própria. Mas Salvame está ainda até hoje entre as mais escutadas, além dos próprios sucessos Rebelde, Así Soy Yo, Otro Dia Que Va, Fuego, Enseñame entre outras que eu não lembro agora, mas que, ainda fazem a minha cabeça a ponto de eu ter aprendido a tocar algumas, entre elas, Salvame.

Na verdade eu sempre gostei de música pop, desde que ela fosse tocada
e não os tutz tutz da vida com milhares de samplers, vozes eletrônicas e outras piras dançantes das quais eu nunca curti, mas que permeiam o universo da música pop. Pra ser BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM sincero, RBD é um pop bem comercial feito pra vender mesmo. Os autores das músicas óbvio que não são os atores do seriado, mas sim diversos compositores diferente. O som é eclético no sentido de abrir espaço pra baladas, músicas mais agitadas e algumas que ainda vão no embalo do rock. O que fode ao meu ver, são somente os refrões chicletões das músicas que são feitos pra grudar, porque isso é um fundamento totalmente comercial da coisa. É a filosofia do negócio o the way of the money. Outra coisa que eu acho um peido no meio da cara são aquelas danças ridículas, como se tivessem 10 anos de idade e coreografias que aqui é melhor nem comentar. Por outro lado são afinados, tem timbres de vozes definidos e a banda que os acompanha é perfeita. Músicos talentosíssimos e que mandam muito, muito bem.A performance ao vivo, tirando as coreografias podres, é perfeita. Altíssima qualidade. Nâo, nunca fui em um show ao vivo mas quando se tem acesso a um show gravado em dvd ou coisa parecida da pra perceber bem isso.

A Tami viu trecho de Salvame no meu nick e percebeu que eu tava ouvindo alguma outra música deles (creio que era Esse corazon) e falou:
"cara, eu não acredito. Vocês tão me zuando né?"
Daí eu falei, mas falei pra dar aquela zoadona, pq na época ainda não curtia RBD:
"Ah é um som tão contagiante que não tem como não gostar"
Eu percebi que ela ficou meio desgostosa com minha resposta e achei engraçado.
A Heloísa falou pra mim parar porque senão a Tami podia ficar braba.
No nick dela tinha algo do tipo
"EEEEEEEE!!!! vou no show do RBD e o Riih, cover do Poncho vai comigo"
Tava engraçado.
Mas as risadas ainda se tornariam lágrimas, e no próximo post eu conto o porquê.

Domingo, Outubro 26, 2008

 

[P#139] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte XII)

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Derrota do Brasil pra França na Copa de 2006. Pelo péssimo desempenho da seleção na mesma isso já era mesmo de se esperar. O que ninguém esperava era que Roberto Carlos fosse ajeitar sua meia enquanto o Brasil levava um gol. "Brilhante" atuação.Nesse dia eu e a Tami fomos nos encontrar no Pedro Macedo com a Aline e a Heloísa, mas acabou não rolando. Na ida até a casa dela, vimos o momento exato que o Brasil tomou o gol embora não estivéssemos atentos acompanhando cada lance.

Sempre que um ano é ruim pra mim, isso reflete de alguma forma em acontecimentos globais. E não , não estou sendo pretensioso ou arrogante com essa afirmação, mas realista. Em 2001, que tinha sido outro ano péssimo em minha vida, ocorreu o atentado do 11 de Setembro que ninguém esperava (será?) que ocorresse entre outras incontáveis desgraças. Brasil perde a copa. Eu me meto numa confusão gigantesca por causa de uma montagem estúpida no photoshop com um profile falso no orkut.

Enfim. Não lembro direito a ordem dos fatos, mas cronologicamente ainda lembro que a Helo viajaria e foi após toda aquela confusão. Na sequencia, ao invés de me dar por vencido e contar a verdade à Heloísa, criei um outro fake, procurei a foto de um rapaz que eu não julguei muito interessante (justo pra não ter um possível risco dela acabar gostando caso caísse na desse fake) adicionei comunidades completamente ridículas do tipo "adoro peidar" entre outras merdas que eu não lembro e entrei numas comunidades de futebol. Esse foi o momento exato que eu começei a me aprofundar na merda pelo desespero de que a Heloísa acreditasse que aquilo fôra obra de outra pessoa e voltasse a ser comigo a amiga que eu tinha antes.

É que depois do episódio a gente se distanciou. Eu já não tinha mais intimidade pra conversar com ela ou tampouco chama-la de "Lolo" como era frequente eu chamar, ou mesmo de "Helo", sempre que conseguia numa brexa falar com ela a tratava por "Heloísa" da forma mais formal e respeitosa possível pq eu tinha consciência da minha pisada na bola. No entanto estava cego achando que encobrindo merda com bosta ia fazer alguma diferença. Apesar de claramente, mesmo pra mim aquilo ser uma sujeira ainda maior do que havia sido a história da montagem no photoshop, eu estava passando por cima de qualquer conceito ético desde que aquilo trouxesse a minha amizade com a Heloísa aos patamares de outrora. Mas tava muito difícil. Eu já não conseguia mais ter assunto com ela porque eu tava sem graça com o ocorrido. A gente tinha perdido por completo a intimidade de outrora e as nossas conversas não passavam de 3 ou 4 frases no msn em monosílabos, foi com certeza a fase mais difícil da nossa amizade mesmo que, em 2007 eu tenha voltado a errar com ela, nada se compara à dureza desses tempos.

Paralelamente eu preparava essa mentira tentando dar ao fake uma personalidade. Arranjei a foto de um cara qq, e refiz aquela montagem com a foto dela. Eu havia jogado na lixeira do Windows a montagem anterior, mas acabei refazendo rapidamente pra dar a entender que aquilo era obra daquele cara. O detalhe é que "aquele cara" nem existia. À medida que fosse possível deixar alguma pista de onde ele era acabei entrando na comunidade do colégio Pedro Macedo o qual ela estudara no ano anterior pra tentar fazer alguma correlação. Adicionei amigos totalmente aleatórios e troquei , usando esse perfil, scraps com pessoas que eu nem conhecia. Ressucitei um outro perfil fake que eu não usava desde 2004 pra mandar um depoimento praquele perfil pra dar mais veracidade ao mesmo. Inventei uma forma totalmente analfabeta de me expressar, justamente ,porque se ela acreditasse que tinha sido esta pessoa e não eu o autor daquele episódio anterior ela não se encantasse com ele de nenhuma forma, e não se encantando com ele não me colocaria em maiores problemas. O álbum desse fake "personalizado" possuía duas fotos. Uma dele mesmo sendo que essa do álbum não era a mesma do avatar e outra com a remontagem, o remake da montagem original.

Foi foda. As coisas estavam ganhando proporções maquiavélicas, e era tudo muito ridículo, eu me dava conta de quanto era rídiculo mas tinha um outro lado meu que me dizia que "valia tudo" pra se alcançar determinado fim. Se a atenção da Heloísa se distraísse pra esse fake e ela não tivesse mais desconfianças a meu respeito, seriam grandes as chances da nossa amizade voltar ao que fôra um dia. No entanto, pra fazer aquilo ocorrer, a Heloísa precisaria saber da existência desse perfil novo, que seria a identidade secreta do suposto anônimo de outrora. Pra isso, eu mandei um scrap usando aquele fake pra Raquel. Porque sabia que a Raah mostraria aquele perfil pra Heloísa e se tudo desse certo, as coisas aos poucos voltariam ao que eram. Nem que pra isso eu precisasse mascarar toda a verdade fazendo um remendo desse nível.
Foi horrível. Me sentia no fundo muito mal com tudo aquilo. Não só pela Heloísa, mas agora também pela Raah que eu tinha que usar como isca pra consertar minhas próprias cagadas, não era honesto e nem justo com elas. Essa foi uma das vezes que o caminho da mentira se tornou mais árduo, trabalhoso, penoso e díficil.

A Raah certo dia veio me falar no msn, que o admirador secreto da Heloísa havia se revelado. Eu me senti muito filho da puta. Um peso enorme tomou conta da minha consciência porque afinal o scrap pra Raah era de minha autoria. E porra eu não achava justo com a Raah pq ela tava me dando força nessa hora que eu tava muito triste. Era ela, principalmente quem aguentava minhas choradeiras e o meu blablabla de como eu havia sido injustiçado por um falso filho da puta que tinha complicado a minha situação com a Heloísa. E como ela me ajudou. Ela tentava a todo custo me manter com a cabeça erguida e certas horas (até pq não sabia que eu estava mentindo além da conta sobre esse caso) ela mostrava-se otimista em relação àquela situação:
"Calma Riih. Tudo passa. A raiva da Loba não vai durar pra sempre. Um dia as coisas voltam ao normal."
Me deu esse conselho mais de uma vez. Pediu pra eu pensar em outras coisas, pra me acalmar. Me distraiu no msn, me fez rir, enfim, me fez esquecer da apatia. Aliás foi ela quem me incentivou a ir conhecer a banda que a Tamiris havia recem-formado a JanieJones. A Tami havia me convidado pelo telefone pra ir ver a banda dela tocar naquela mesma noite no Porão. Eu afirmei positivamente que iria sim. Depois contei pra Raah do ocorrido no msn, e ela me disse:
"Vai. Assim tu abstrai e esquece um pouco dessa história"

Enfim com relação a mentirada que havia começado com uma montagem cretina no photoshop usando foto alheia: não, não deu certo. Não voltei a ter intimidade com a Heloísa quando a via no msn nem conseguia ter uma conversa como eu tinha antes da merda ocorrer com ela. Tinha virado uma bola de neve e no fundo eu tava perdido. Que eu ia fazer com aquela mentira que eu tinha contado pra todo mundo? Arrastar ela o resto da minha vida? Como eu ia conviver comigo tendo a consciência que tinha tentado enganar, ou que tinha enganado pessoas que tavam me apoiando pra que eu saísse da fossa? Começei a ter um confronto comigo mesmo, como se houvessem "dois eus" o 'justo' acuado pelo 'planejador de mentiras'. Começava a tortura mental, a confusão , a tristeza, a apatia, as eternas viagens na maionese sobre o que aconteceria dali pra frente com relação a esse assunto.

A Heloísa sabia que aquele perfil era falso também. O que eu não sabia a certa altura é se ela sabia que aquele novo fake agora mascarado com falsa identidade também era eu ou se o alvo de suspeita dela teria recaído sobre outra pessoa. O que importa é que não resolveu nada e só me atolei e embolei mais numa bola de neve que não párava de crescer. E eu então me toquei que a bola de neve não pararia de crescer enquanto eu não tivesse alguém pra quem eu pudesse contar que tava mentindo porque aquilo tava começando a me sufocar. A consciência tava pesada e eu não tinha ninguém pra quem pedir ajuda porque tava mentindo pra todo mundo. Com quem eu iria me confessar? Eu precisava tirar aquele peso, eu precisava dar um jeito de reveter aquela situação sem necessitar de mais mentiras e muito menos de situações estapafúrdias como aquela de criar um fake pra encobrir o outro pra que eu não fosse descoberto. Fora que era arriscado fazer aquilo, ser descoberto (de novo) e mandar tudo a puta que pariu. Eu tinha uma mínima consciência de que enquanto a Heloísa não me bloqueasse ou excluísse do orkut dela ainda haveria chance de reverter aquela situação. Mas eu continuava tenso, e eu ia fazer o que? Contar milhões de mentiras pra Raah me lamentando de "como tinham sido escrotos comigo de fazerem a Heloísa pensar que eu era o autor do perfil" sendo que era eu mesmo? Essa contradição não se encaixava mais na minha cabeça e isso tava me esgotando muito.

Certo dia, arriscando perder todo o apoio e companheirismo da amiga que tava me aturando com as choradeiras incessantes sobre aquele assunto e quase chorando na frente do pc eu confessei pra Raah:
"Raah, eu tenho que te confessar uma coisa muito, muito séria."
daí ela:
"o que é Riih?"
é que a gente sempre conversava tanta abobrinha e dava tanta risada juntas com coisas nossas , nossas rimas, nossas músicas, que quando um tava falando sério com o outro , a gente percebia. Ela percebeu meu estado e que eu ia dizer algo diferente da tradicional choradeira sobre o episódio com a Heloísa.
"Eu não sei se vc vai conseguir mais ser minha amiga depois do que eu contar, mas, a minha consciência ta muito pesada, e eu preciso desabafar com alguém senão... senão eu não sei o que vai ser..."
Ela me perguntou do que se tratava.
"Olha, sim, vou confessar. Eu não queria confessar antes porque eu não sabia como é que vcs iam encarar e fora que ia queimar minha cara legal no dia se eu confessasse que o autor daquela montagem era eu. Mas era sim."
Aproveitei o embalo e confessei a ela que havia mandado um scrap pra ela com perfil falso porque sabia que ela chamaria a Heloísa e assim haveria a chance da suspeita não recair mais sobre mim. Contei aquilo tudo com uma vergonha enorme, com uma tristeza profunda pela sujeita que era fazer aquilo com a Raah, porque ela tava me dando apoio um tempão pra ficar ouvindo um monte de choradeira e um monte de mentira.

Pedi milhões de desculpas a ela. Eu tava realmente chateado. Depois, mais tarde, não lembro quanto tempo depois, seria a vez da Tami saber a verdade. Mas eu só consegui contar pra Tami muito depois quando essa história já estava num estágio muito avançado. Eu tava achando que ia perder uma grande amiga, porque ela teria todo o direito de se sentir magoada e usada,já que tava me dando uma puta força num momento que eu estava totalmente fraco (da cabeça) e me sentindo um lixo completo pra eu ficar usando ela como "isca" com scraps enviados por mim mesmo com fakes cretinos que criava no orkut. Eu achava que se ela não quisesse mais falar comigo após isso estaria certíssima. Mas foi aí que ela me surpreendeu (ainda mais). Ela disse pra eu ficar calmo e pra eu dar tempo ao tempo que as coisas se resolveriam. Eu nunca, sério, de quase nenhum amigo meu em que eu confie, ouvi palavras tão sábias.Eu ouvia aquilo como forma de ela me consolar, mas não estava crédulo que ela estivesse certa, até pq naquele momento meu desespero interno era maior e as coisas não pareciam melhorar.

A Raah foi muito, muito, muito importante nessa fase. Ela que não deixou eu me perder totalmente. Sério se ela não existisse, por exemplo, e tivesse ocorrido toda essa história, eu não sei nem se hoje eu estaria aqui pra contar isso. Óbvio ta parecendo muito extremista isso que eu to dizendo, mas é o que eu sinto. A Raah foi todo o apoio que eu tive pra "me segurar" fazendo uma simbologia/analogia, pra que eu não despencasse. Tudo aquilo naquele momento, parecia muito denso, eu sentia que eu tava surtando. Talvez eu não devesse dar tanta importância praquilo, mas é que continuava aquele martírio mental. Em parte eu não entendia porque tinha feito aquilo, mesmo no dia eu tendo total consciência da razão de ter criado aquele fake e de ter feito aquela montagem no photoshop. No fundo, eu acho que começei a ficar meio pirado porque eu não tinha feito com a intenção de magoar ou chatear a Heloísa ou tão menos fazer ela de boba ou brincar com os sentimentos dela relacionando amor a alguém que nem existia, naquele caso um fake. Por mais trouxa que pareça eu dizer isso, não tinha feito aquilo na maldade , na intenção de sacanear alguém. Também não foi algo super puro e ingênuo. Nâo, não foi, mas eu tava mal comigo mesmo (e atravessaria ainda meses nessa apatia) porque não condizia comigo aquilo. Era uma contradição que eu não conseguia resolver: eu sempre havia reclamado, por mais que não fosse público isso, mas que fosse uma forte teoria na minha cabeça, eu sempre havia questionado o porquê das mulheres terem atitudes inexplicáveis comigo e que me magoavam muito. No entanto, naquela situação eu me via fazendo o mesmo com a Heloísa. Essa era a contradição. Eu que julgava tanto o comportamento feminino que por hora me fazia chorar, agora estava na mesma situação, na do prejudicador. Eu me perguntava: "por quê?" , "por quê?". Tive crises de choro, (não nessa época, mais pra frente, mas falarei mais sobre isso nos próximos posts que vierem) me sentia confuso, mal, obtuso e apático. Extremamente apático. Eu via que eu tinha perdido muito, porque aquela altura eu já considerava a Heloísa uma amiga verdadeira, assim como também seria doloroso pra mim perder a amizade da TAmi e óbvio da própria Raah. Eu já tinha uma consideração enorme pela Raah aquela época, mas o apoio dela foi tão forte e tão incondicional, tão sincero que eu me emocionava as vezes. Tinha vontade de chorar, pq ela tava sendo tão legal comigo e eu devia ter contado então pra ela pelo menos toda a verdade desde o começo. Ela foi, fora de série. E o que eu digo não é exagero, eu não sei o que seria de mim, numa situação daquelas, sem a Raah. Acho que só imagino o pior. Só coisas ruins acontecendo , por isso minha gratidão e minha admiração por ela serão sempre eternos. Tudo isso (hoje em dia) já passou, mas esse apoio e essa força que ela me deu quando eu tava fudido, não me fazendo sentir-me totalmente desamparado e/ou na solidão foi de uma relevância ímpar pra mim.

A medida que minha confusão mental e meu desespero aumentavam, eu não percebia, mas aumentava tb minha consideração por ela e admiração. Foi uma fase pesada, agora falando de toda essa situação com certo distanciamento pra não confundir as coisas, posso dizer que foi muito difícil encarar aquela barra, e realmente eu não tava bem, e eu tinha errado desde o príncipio. No começo, quando segui meu instinto inicial, talvez eu não tivesse tão errado, mas a partir do momento que a Heloísa já tinha descoberto, por pior que eu me queimasse com ela, teria sido melhor desde o ínicio ter falado a verdade. Até esse momento, quando eu analiso friamente agora, eu não me vejo tão errado porque não fui com má intenção (apesar da mentira) pra prejudicar ela. Mas as coisas começaram a se complicar quando eu a todo custo quis que as coisas voltassem a ser como antes, e pra isso eu não medi as consequências das merdas que eu tava fazendo e começou a ser tudo premeditado, calculado de forma engenhosa pra enganar alguém por mais que pra justificar isso o motivo fosse nobre. Foi a saída mais estúpida e mais complicada que eu podia ter arranjado e sem perceber fui metendo os pés pelas mãos a ponto de quase ficar pinel.

Continuo no próximo post analisando melhor essa situação e dando sequência cronológica aos acontecimentos relacionado a esse episódio.

Sábado, Outubro 25, 2008

 

[P#138] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 11)

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Primeira conversa no msn com a Heloísa após te-la adicionado no messenger.(Clique na imagem para vê-la de tamanho legível)

Hoje to escrevendo do Word e não no editor do Blogger graças a umas merdas que ocorreram no pc do meu pai e indiretamente acabaram afetando o meu computador também sendo que não estou conseguindo me conectar a internet hj então provavelmente coloco esse post no ar amanhã (Sexta Feira – 24/10/2008).

Agora enfim falarei da crise que contribuiu para que meu ano ficasse pior do que estava e se arrastasse assim até o final e até o início de 2007.
Ela se iniciou no dia 09/07/2006. Sim, no dia da final da copa do mundo entre França e Itália, na qual comemorei tanto que até meu avatar do orkut tinha uma montagem em homenagem à Itália se eu não estiver enganado.

Eu torci desde o começo para que a Itália fosse campeã, até porque percebia que o Brasil do jeito que estava não iria longe, e não só por culpa do Ronaldo como a mídia fazia questão de frisar e massacrar pelo fato dele ter descuidado da forma física e ser um atleta.

Enfim, a forma física do Ronaldo não teve nada a ver com essa crise, e tampouco a Copa do Mundo em si, mas não tem como eu esquecer que foi no dia que o Zidane perdeu a cabeça, sim, entrou de cabeça no peito do jogador da Itália sendo expulso do jogo e fazendo uma péssima despedida do futebol francês, uma saída muito vexatória.

Enfim, foda-se isso pois tira totalmente o foco do que eu vou dizer.Como já era comum de ocorrer aquela época a Heloísa e a Raah estavam na mesma janela conversando comigo. A Rahh tava torcendo pela Alemanha e chorou muito quando esta perdeu a semifinal pra Itália. Agora ela torcia pra Itália contra a França. E eu tb. A Heloísa torcia pra França porque a França seria bi, no caso de ser campeã e a Itália, seria Tetra, ficando a um campeonato de se igualar com o Brasil.
O jogo terminou. Mas o janelão continuou. A certo momento a Heloísa saiu da janela e nós a chamamos de volta pra participar, ela pediu pra que não fizéssemos isso pois estava estressada. E não, não tinha nada ver com o fato da Itália ter ganho da França. Ela falou o motivo e eu esqueci agora qual foi. Aquilo me tocou. Fiquei pensando na razão pela qual talvez ela tivesse estressada. E foi ai que eu fiz uma das maiores merdas que já fiz em toda a minha vida.

Fui no orkut, roubei uma foto do álbum dela.
Criei um fake com um e-mail e inscrevi ele no orkut.
Com a imagem do álbum eu criei uma montagem pavorosa no pothoshop. Tinha colocado um coração e escrito “Helo e eu” ou alguma merda a ver com “te amo”, sei lá. Criei algo assim. A intenção original
por mais trouxa que isso possa soar era fazer que com isso ela se distraísse do estresse pelo qual estava passando. Sim, queria que ela acreditasse que algum anônimo ou admirador anônimo por melhor dizer estivesse fazendo alguma declaração ou alguma coisa relacionada.

Não contente em colocar a montagem no álbum do perfil fake eu mandei um scrap com esse perfil que tinha o link pro álbum. Só que naquela época dependendo do link, ele voltava pro álbum ou pro perfil da própria pessoa. E na hora que eu fui clicar no link do scrap, acabou parando no meu álbum. Ou seja, se ela clicasse terminaria acessando alguma foto do próprio álbum dela e não a montagem do álbum do anônimo. Quando eu cliquei no link e vi o grau da merda me desesperei. Desliguei o computador direto da fonte e pensei
“Putz, agora fudeu tudo. E agora? E agora?”
Ainda pro meu azar pouco antes, ou alguns dias antes ela tinha me dito numa conversa no msn que era “sensível”, e que sei lá, não gostava que aprontassem com ela ou coisas assim pq ela não esquecia esse tipo de coisa e eu me via, com isso, como alguém que tinha pisado na bola.
E pisei. Essa é a maior pisada de bola da história da minha amizade com ela. Não que tenha sido a única. No final de 2007, como falarei mais pra frente, teve a segunda parte. Esse ano que está chegando no fim espero que não tenha uma terceira.

Mas continuando:
Pra fugir daquela situação eu até pensei:
“E se eu não ligar o computador nunca mais?”
Mas era impossível. O que eu podia fazer era entrar off-line ou esperar a Heloísa ficar calma e tentar conversar com ela. Me fiz de desentendido e entrei off no msn. Quando acessei o meu orkut percebi que eu tinha me fudido como realmente eu achei que tinha. Estava tudo perdido. Pelo menos aquela época estava. Tinha um scrap da Heloísa pra mim que dizia:

‘Muito engraçado ¬¬
aquele perfil anônimo é seu não é?”

Eu não confessei.
Achei que ainda havia uma chance de me safar se ela achasse que o anônimo tivesse sido outra pessoa.

Eu respondi:
“Que perfil?
Não tenho nenhum fake no orkut com esse nick.”
Pra quê?
Ela sabia que era eu, e das piores consequências, nesse caso o melhor seria se eu tivesse dito que tinha sido uma brincadeira de mau gosto.
Ainda assim se eu dissesse que tinha sido uma brincadeira continuaria sendo mentira.
Não foi uma brincadeira. Eu tinha feito aquilo pq queria que ela desse atenção a outra coisa e não ao estresse que falou estar passando momentos antes.

Ela respondeu:
“¬¬
Acabou de se entregar, eu não falei em nenhum momento
que era um perfil do orkut. É vc sim.”

O desespero começou a bater e eu me vi obrigado a mentir outra vez
pq acreditei que havia uma possibilidade de “provar” que não era eu.
Eu disse algo do tipo:

“juro que não sou eu =(“

Daí ela ainda rebateu mais uma vez argumentando o seguinte:
“Engraçado não é vc mas ele escreve igualzinho a vc.”

Sim, quando eu tinha enviado scrap com perfil anônimo acho que escrevi alguma coisa do tipo “olha só” ou algo que desse brexa pra ela sacar que era eu postando. Não sei. Sei que me fodi legal.
E era a primeira vez que eu me ferrava usando um fake do orkut.
Tanto em 2005 quanto em 2004 eu apavorei muito o orkut e comunidades em geral com meus fakes. Tornei um verdadeiro inferno a vida de quem cruzava com um deles.
Agora eu estava pagando os pecados.

Acho que eu respondi insistindo que não era eu.
Ela respondeu.
“Ok. Esquece.”
E eu senti que a partir daquele momento nada mais seria do jeito que um dia fôra.
Percebi que, tinha jogado minha amizade com ela no lixo.
NO LIXO!

Eram dias negros.E isso era só o começo de toda a merda. Um pequeno preview da bosta que estava por vir.
Voltei a ficar on no msn, mas ainda, decidido a sustentar a mentira até o fim. E sustentaria essa mentira pra quem me perguntasse. Pra Raah eu falei que tinha me fodido bonito porque um fake tinha feito uma montagem com uma foto do álbum dela e ela achou que o fake fosse eu.
A mesma coisa eu disse pra Tami.
O mais natural é que as pessoas se perguntem: “Mas por que vc mentiu pra todo mundo sobre isso?”

Por 3 motivos:
Pq eu tinha vergonha daquilo. Sim , eu tinha. E porque eu não queria que a Raah e a Tami ficassem contra mim nem me recriminando dizendo coisas do tipo “puta que pariu, que merda que vc fez hein?”
O terceiro motivo era que eu não queria que a Heloísa achasse que eu era a fim dela e por isso tinha mandado aquilo.
Ao mesmo tempo, se eu falasse a verdade pra Raquel ou pra Tami elas também iriam achar isso.
Sim, poderiam até não admitir na minha frente, mas é o que elas achariam e eu não queria passar esse tipo de impressão pq me importava c/a opinião delas. Sim com o que iria achar a ‘opinião pública’ (delas). Por essa razão eu tava numa cilada. Não podia admitir que era eu e ao mesmo tempo não podia assumir arriscando que ela pensasse isso de mim e parasse de falar comigo por essa razão. Se bem que a gente não se parou de falar por essa razão mas nossa relação que antes era de amizade acabou se deteriorando com o tempo que se passou após esse episódio.
Sim, agora vou falar das consequências desse episódio:

No dia seguinte (ou passado alguns dias eu não lembro disso bem ao certo) ela deletou o testmonial que eu havia escrito sobre ela alguns dias antes. Sim, alguns dias antes enquanto ajuda ela com uma outra lição de inglês eu havia escrito um testmonial pq queria surpreender ela da mm forma que ela me havia surpreendido com aquele scrap que havia me emocionado dias antes. Ela gostou e depois, me mandou um tt também.

Eu fiquei abalado quando vi que ela deletou meu depoimento sobre ela , e a curiosidade e angústia foram tão fortes que eu me vi obrigado a mandar um scrap pra ela perguntando porque ela havia deletado o meu testmonial. Ela respondeu que tinha só elogios, insinuando que tava meio falso. Não chegou a dizer isso mas insinuou. Eu me senti mal. Sabia que tava na merda e que provavelmente se não tivesse ocorrido o episódio do fake a gente tivesse se falando normal como antes.
Me senti péssimo.

A Tami tava on no msn esse dia e me convidou pra ir na casa dela. Confesso que isso me animou pq fui lá e a gente deu umas voltas e acho até que tomamos um sorvete na Grannotto. Isso me aliviou, me distraiu e quando estive com ela nem pensei nos estresses que havia passado por causa da merda que eu havia me inserido.
Mais tarde, um dos efeitos colaterais de ter feito isso, além de eu sempre ter tido consciência da minha culpa no episódio foi a existência do orkut. Antes disso eu era um feroz criticador de sua lerdeza e de como haviam falhas no sistema do site. Agora eu vociferava porque segundo minha concepção o orkut estragava amizades. Sim, fiquei, fiquei contra o orkut. Puto com ele. E comigo. Muito mais puto comigo do que com o orkut em si, mas fiquei maledizendo sua existência.

Tinha entrado pro time daqueles que cometem ‘orkutícidio’ e reclama pq terminou com a namorada que viu um scrap obsceno de outra garota.
Enfim, eu tava acreditando que orkut estragava os relacionamentos.
Pra falar a verdade, no fundo, lá no fundo eu continuava acreditando nisso.

Fiquei tão mal com a história que logo após o ocorrido tentei deletar meu orkut que aquela época contava com cerca de 6.000 e poucos scraps e mais ou menos uns 900 friends dos quais eu devia no máximo conhecer uns 10 e o resto era tudo perfil de mulher com roupa íntima ou erótica, ou coisas relacionadas, mas que eu me sentia bem de ter adicionado porque era bacana ver “só mulher” entre meus friends do orkut.
Eu não sei se o fato de eu ter 900 e poucos amigos ou de moderar na época umas 40 comunidades fez com que o orkut não atendesse meu pedido de deletar o profile. Mas no entanto, passado alguns meses eu conseguiria. E quando finalmente consegui deletar meu orkut achei que nunca mais voltaria. Mas acabei voltando no final daquele mesmo ano.

Só que meu perfil antes era muito bem equilibrado. O texto do ‘about me’ sempre dizia alguma coisa relevante. Depois que a Heloísa parou de falar comigo por causa do episódio, e consequentemente quando eu voltei a usar ele eu NUNCA MAIS consegui ter um perfil decente. Nunca mais me esmerei escrevendo um about-me , nunca mais tive mais ou menos 900 friends (atualmente tenho 400 dos quais devo no máximo conhecer umas 20 pessoas por aí...)e meus scraps ainda nem batem perto dos 6.000 mais de dois anos após o ocorrido. Isso foi o sintoma. A cicatriz que não fechou. Enfim, ainda acho que o orkut é uma grande bosta. Tem o lado bom (que da pra contar nos dedos o que faz ele ser bom) e o lado ruim numa lista quilométrica de pelo menos uns 40.000 rolos de papel higiênico dando a volta ao mundo.
Até hoje meu perfil no orkut é uma bosta.

Nunca mais escrevi nada decente sobre mim mesmo. Perdi a paciência, perdi o encanto. Perdi os vários depoimentos que eu tinha, mas foda-se, os depoimentos eu tenho hj em dia e são até melhores que os daquela época ou do que os das pessoas que o haviam escrito pra mim aquela época. Enfim, ainda acho que o orkut é uma ferramenta que só faz com que eu me foda, mas o vício na internet me faz acessá-lo todo dia, contraditório, mas é o paradigma a que estou sujeito.

Essa crise se prolongou por vários meses, e , como eu imaginei não conseguiria contar tudo sobre ela num post só.
Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

 

[P#137] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte X)

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Minha agenda e meu teclado, clicados pela Tami em 2006

Antes de falar sobre a crise,
coisa que eu me preparo desde que começei a postar sobre o ano de 2006, falarei sobre mais uma pessoa que eu conheci graças a Tami, nem que tenha sido de forma meio indireta a participação dela como o foi quando eu conheci a Heloísa. É a 'Cindy'. O nome dela não é Cindy, mas devido a algumas dores de cabeça eu mesmo tomei a iniciativa de não colocar nomes completos aqui e até mesmo usar apenas iniciais como J. A. L. sei lá mais o que pra falar sobre certas pessoas que cruzaram minha vida. A bio é sobre minha vida, mas, se elas passaram por mim não tenho como omitir tal fato mesmo que eu não esteja falando a respeito de suas vidas.

A Cindy era (é) uma amiga da Tami, que a última me contava a respeito, mas me chamava atenção o fato dela estar cursando (e na época já estava) o curso de Educação Musical. Sim o mesmo que eu largara 2 anos antes por não aguentar mais e estar de saco cheio, fora outros motivos que não interessa comentar aqui.

No episódio que eu conheci o Getúlio Guerra pessoalmente acabei conhecendo tb a Cindy virtualmente. Eu me apresentei a ela por scrap e disse que já tinha feito aquele curso, e que tínhamos uma amiga em comum; no caso, a Tami.Depois de algumas conversas via scrap, e eu não sei, não lembro como, não lembro onde, não me perguntem, acabei adicionando ela no msn, mas, não a conheço pessoalmente até hoje, embora seja verdade a gente já tenha tentado marcar de se encontrar, mas, principalmente o fato de eu estar trabalhando e ocupado então boa parte do dia, disponível só de manhã, mas de manhã é o horário que eu to dormindo, a gente até hoje não se encontrou.

Ainda assim,
vale contar um episódio curioso. Eu vi a Cindy pessoalmente num dia em que fui com a Judy e a Michelle no Lemmy's pra mais um evento underground. Sim, um evento que eu tinha caído na cagada de chamar a J. pra ir também e ela ficou me enrolando no telefone lá e disse que não ia e enfim, fez O MAIOR CU DOCE. Mas foda-se eu só tava de cara mesmo de a Tami não estar lá no evento, ela tava voltando de SP ou algo parecido. Eu vi a Cindy lá. E não me toquei que era ela. Porque já tinha visto fotos dela mas realmente não me toquei e achei que ela lembrava a Monique do curso da F.E.P.
Mas era muito improvável da Monique estar num evento daqueles, ainda mais sei lá desacompanhada do inseparável namoradinho.
Eu acho que o Geto estava. Eu tinha vindo principalmente pra ver as Damas do Roque tocarem. Enquanto estava no bar, a Cindy passou por mim e me pediu licença (creio que estava indo no bar com a consumação pra pegar uma cerveja). Eu dei licença. Ela não me reconheceu. E mesmo vendo ela mais de perto eu também não a reconheci.

A Michelle passou mal. Acho que estava com dor de cabeça e falou que ia embora, mas que se eu quisesse ficar podia. Elas que estavam indo embora. Eu achei melhor ir também, até porque acho que tava sem dinheiro pra tomar um ônibus no caso de ir embora depois e fora que estava sem companhia tb, já que é com a Tami que geralmente vou a esses eventos undergrounds-culturais da minha cidade.

Chegando em casa eu contei pra Tami no msn como tinha sido o evento.
Ela me perguntou se a Cindy não tinha ido. Eu falei que se tinha eu não tinha visto, mas de repente, começei a vislumbrar a situação, daquela menina que eu achei que fosse a Monique. Daí acho que soltei um "PUTZ!" no msn da Tami e contei o ocorrido. A Cindy tb estava no msn e confirmou pra mim a história. Daí só que a gente se tocou que não havia se reconhecido no Lemmy's, ela pediu desculpas por ter dito que havia sido grossa na hora que havia me pedido licença, mas realmente eu não tinha interpretado assim e não liguei.

Pronto agora já estamos prontos pra crise - não a financeira, mas daquela que eu esperava o momento certo para falar.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

 

[P#136] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 9)

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Sim, por mais idiota que possa parecer, isso me emocionou na época

Aquele ano, como eu já repeti em milhares de posts, milhares de vezes
estava sendo um peso quase insuportável de carregar. Muitas discussões em casa, pressões porque eu não arranjava emprego, as coisas que eu desejava não estavam se tornando realidade, entre elas ter uma banda. Eu não tava namorando, ah eu tava me sentindo uma merda. Como 2006 foi uma merda de um ano eu posso dizer que eu tava me sentindo "um 2006".

Como eu já havia dito antes, a partir do inglês foi que minha amizade com a Heloísa começou a ser menos superficial e a gente pôde aos poucos se conhecer melhor e aí surgiu a Raah e quando juntava nós três numa só janela, ninguém podia com a gente. A gente ria demais e falava muita merda. Justamente por isso que era bom. Saudades desses tempos e de voltar a fazer uma reuniãozinha dessas hoje em dia de novo, mas, a Raah sumiu como eu já falei em alguns posts anteriores e ver ela on-line agora é muito raro. Muito mesmo. É quase como ganhar na loteria, sem exagero nenhum.

Meio complicado falar detalhadamente sobre isso pois eu não sei bem como foi, mas a certo ponto, e creio que a ascendência da nossa amizade tenha se construído dado entre Abril a Maio daquele ano. Tanto com a Heloísa como com a Raquel Hubner.Os 3 estávamos já bem íntimos no sentido de fazer quaisquer tipo de brincadeiras um com os outros, e paralelo a isso seguia a amizade minha com a Tami com direito a idas na casa dela e dela aqui em casa fora as nossas saídas para ver as bandas tocando, as nossas saídas pra comer entre outras coisas.

Certo dia eu não resisti, e, revelei a Heloísa, minha vontade de conhece-la pessoalmente, vontade essa que eu já tinha manifestado à Tami e ela se mostrou com boa vontade para que tudo ocorresse e a gente se conhecesse pessoalmente.A Heloísa sugeriu então pra que a gente se encontrasse na festa Junina do colégio Pedro Macedo. Colégio que era o que ela estudava (e estuda hoje em dia) antes. Naquela época ela tava no colégio Lamenha Lins, mas sempre gostou muito mais do Pedro Macedo e eu percebia isso nas conversas com ela. A gente marcou então isso. De se encontrar pra se conhecer pessoalmente lá no colégio. O que eu não sabia é que essa seria apenas a primeira de muitas tentativas frustradas de se conhecer pessoalmente, muito embora, ano passado, isso tenha ocorrido quando ela veio com o Neto, na portaria do prédio, me dar um "oi" digamos assim, mas sobre isso falarei mais tarde.

Deu errado porque, um dia antes, a Tami tentou avisar que a festa do Pedro Macedo seria no dia seguinte, um Sábado, aliás, por coincidência o Sábado que o Brasil enfrentou a França e perdeu a Copa do Mundo. Mas enfim, a gente tentou avisá-la pra encontrar com a gente no colégio mas ela não estava on-line no dia. Depois ela contou que foi porque a irmã dela tava usando. A Tami mandou um scrap pra Aline se eu não me engano pedindo pra ela avisar a Heloísa ou ligou pra casa da mesma, enfim, o que interessa é que a Aline não avisou, e, a Tami e eu no dia seguinte esperamos cerca de uma hora e como elas não apareceram rumamos até a casa dela e la´ficamos tocando guitarra e vendo o jogo do Brasil com o som no mudo, mas o engraçado foi que eu virei pra ver a tv bem na hora que o Brasil tinha sofrido um gol da França. Aí eu vi que realmente com uma seleção de atletas obesos e enroladores de meia não chegaríamos a lugar nenhum.

Um dia, a Heloísa e a Raah pediram pra me ver na webcam.
Eu tava usando um lenço vermelho na cabeça no dia. E foi daí que a Heloísa começou a me falar que eu parecia o Poncho do seriado Rebelde. Eu nem fazia idéia de quem era porque até aquele momento eu não conhecia o seriado e nem seus personagens. Só conhecia os como banda pop RBD sem no entanto conhecer (ainda) suas músicas. Um dia a Heloísa me perguntou qual era o sentido de "cover", eu expliquei. Depois, ela me chamava de "cover" do Alfonso Herrera, que é o ator que interpretava o Poncho no seriado.

No entanto, a vida ia mal.
Eu não tava inspirado.
Gostava da pedaleira que eu tinha mas ela era muito burocrática pra se ligar tendo que colocar um pedal de extensão a mais, o que me incomodava e a guitarra essa época começou a dar sinais de trastejamentos e aí que eu percebi qual era um dos efeitos colaterais de se comprar uma Shelter (pelo menos com a experiência de duas Les Paul que eu tive com eles). Me incomodou demais da conta aquilo, mesmo assim eu continuava na net anunciando a vontade de montar uma banda cover da Pitty. Enfim, mais pra frente eu conto na merda que deu esses anúncios.
Em casa toda hora meu pai me cobrava que eu já não era moleque e tava na hora de trabalhar. Minha avó também. Eu vivia com um humor azedo, principalmente pelo fato de ter que acordar cedo todos os dias, coisa que de verdade, eu abomino. Tinha vezes que eu só dormia 3 horas por madrugada e acordava virado e ficava puto deles não me deixarem dormir em paz nem quando percebiam que eu tava quebrado por completo e que aquilo tava acabando comigo. Daí voltava e ia dormir. Almoçava e voltava a dormir e só acordava à tarde.

Eu tava me sentindo um nada. Um frustrado. Um Zé Ninguém.
Noite daquelas que eu conversava com a Heloísa, e devia ser bem tarde, próximo das 11 da noite e ela veio me perguntar qual era o nome de um ator, que estava em alguns filmes, eu fui chutando, ela disse que ele era meio "coroa" já. Na verdade não lembro como ela chegou a descobrir que era o Antônio Bandeiras mas eu nem havia me tocado de nada porque nem tava acessando meu orkut aquela hora. Fui falar com ela muito tempo depois, acho que já era quase meia noite e ela disse que tava com sono e ia dormir. Na madrugada eu acessei meu orkut e vi um scrap dela que se assemelhava muito com a imagem que eu usei pra ilustrar esse post com a diferença que ela tinha um jeito próprio de dizer essas coisas e soava muito mais espontâneo.Fora que ela fazia mais elogios a mim do que o que está nessa simulação. Eu só escrevi o que lembrei, porque afinal, fazem 2 anos já isso. Nossa, aquela mensagem me emocionou. Foi tocante mesmo. Naquele momento que nem eu acreditava em mim, eu percebia que pelo menos alguém conseguia ver qualidades em mim num momento onde todos pareciam só ver defeitos e críticas era tudo que recebia. Confesso aqui, sem nenhuma vergonha:
Chorei quando li. Fiquei realmente muito emocionado. Ela pode não saber e até mesmo morrer sem saber mas foi um afago no meu ego e principalmente na minha estima que andava muito em baixa. Ela quem me animou. Tanto que no dia seguinte eu fui procurar emprego menos puto com a vida e lembrando daquele scrap. Achei tão bonito que tinha copiado a página da internet e salvado pra mim no Word. Só cometi a burrice de não ter salvo como backup em alguma mídia como CD-R, assim como não fiz com a linda mensagem de aniversário da Tami daquele mesmo ano, que tinha conseguido me emocionar com suas palavras. Confesso que a partir daquele momento minha consideração pela Heloísa aumentou. Foi aí que eu percebi, que tinha uma amiga de verdade. Eu jamais imaginei que consideraria assim alguém tão mais novo(a).Mas esses paradigmas já tinham sido quebrados em parte, no ano anterior, quando eu percebi que a Tami também tinha se tornado uma grande amiga minha. E por fim, seria a vez da Raah me emocionar (muito embora eu já tivesse certa estima por ela antes do fato que me causou comoção ocorrer), mas é assunto pra se falar em alguns posts a frente.

Depois de ver fotos e me ver na webcam com um lenço a Heloísa criou um emoticon com um lenço na cabeça e disse que era eu. Me apelidou de Riih e a Raquel ela apelidou de Raah. Não que um fato tenha relação com o outro e provavelmente nem foi no mesmo dia que isso ocorreu, mas acho que o emoticon eu apelidei de Riih e cheguei a logar no orkut algumas vezes usando o emoticon que ela havia criado em minha homenagem como avatar do mesmo.

Uma outra vez conversando num janelão eu fui tentar explicar pra Heloísa exatamente onde é que eu morava, porque apesar de a gente morar pertos, até então, nunca tínhamos nos visto pessoalmente. Daí fiz um desenho macabro no paint indicando um mapa com uma sinalização o nome das ruas tudo escrito manualmente e torto, ruas tortas quadrados tortos, enfim, um desenho com o mouse que ficou uma merda. Era isso, resumidademente. Ela falou pra mim que então ia fazer uma mapa mostrando onde ela morava. Ela demorou muito. Mas quando me enviou o desenho com a localização foi O DESENHO. Super organizada. O desenho que ela me passou tinha medidas perfeitas, os quarteirões eram feitas em medidas com as ferramentas "retângulo" do Paint e o nome das ruas tinham sido digitados e não escritos "a mouse". Tudo colorido, eu me espantei e fiquei até com "vergonha interna". Pensei "puta que pariu, faço um desenho nas coxas e a menina me vem com um desenho com esse nível de detalhamento".

Ta tarde, são cinco da manhã agora.
Continuo no próximo post.

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

 

[P#135] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte VIII)

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Flyer do show do Lulu Santos que eu não fui, 11 de Maio, 2006

Segue mais uma postagem do flog dedopodre que exemplifica em forma documental a merda que estava sendo aquele ano, sendo que, na verdade, as piores coisas ainda estariam por acontecer:


Lulu Santos esteve aqui em Curitiba com a turnê "Popstar" divulgando seu novo disco,
e eu (não) fui assistir, que bosta, graças ao meu pai que não contribuiu financeiramente
para a minha empreitada .

Então, para continuar minha jornada frustrada , fui até o Guairão , ver se conseguia ouvir
algo das músicas em ambas as portas das ruas paralelas, mas graças ao tráfego da rua de trás
não consegui ouvir nada , quando muito linhas de baixo das músicas , que, muitas , inclusive
não consegui identificar graças a cooperação dos carros e quando fui pra porta oposta tinha um
filho da puta fazendo um barulho infernal pra estacionar ali perto. Noite mais cu . Ainda tive que
aturar cambistas...

Fui na bilheteria e peguei esse flyer boiolão.
Aff... quem é que quer ver homem sem camisa ?
Se fosse um cara com um porte realmente atlético,
peito cabeludo , coisa e tal ,ainda vá lá .
Mas ficar se exibindo num flyer com esse peito depenado , aff....
Vai pra pqp. Acham sexy isso. Será que ainda não aprenderam que isso é rídiculo ?
É como aquela comunidade do orkut: "Sem camisa na foto do profile : viado".
Será que tocou assim aqui ontem tb ?
Acho que não ... com o frio que faz no CU
Digo... aqui em CU........ lalala


Tinha um show do Lulu Santos ao vivo.
Eu queria muito ver ele tocando ao vivo pois dos artistas que admiro até hoje só vi o Barão e a Pitty ao vivo. Em 2004, quando ele esteve aqui com outra turnê eu também quis ter ido, mas não conseguei, enfim aquela era uma chance de ouro porque ao que me parece ele vem a Curitiba uma vez a cada dois anos, sendo que esse ano agora de 2008 não fui informado se ele tocou ou se vai tocar aqui, mas creio que não.

A entrada era 100 reais se eu não me engano, porque, ele foi se apresentar no Teatro Guaíra. Todos os artistas que se apresentam lá, são mais caros do que os que se apresentam em outras casas como por exemplo o Masterhall e o antigo Moinho São Roque, que hoje em dia mudou de nome mas eu não lembro qual e não é por causa desse post que vou perder meu tempo tentando lembrar qual é o nome atual.

Mas, se a pessoa doasse um livro velho/usado e apresentasse ele na bilheteria, teria desconto de 50 reais no ingresso. Eu liguei pro meu pai no dia, tentei ver se minhas economias juntavam o suficiente pra eu poder ir lá, mas realmente não rolou. Meu pai alegou que não tinha dinheiro, mas eu fiquei muito desconfiado que ele não queria que eu fosse no show porque eu não tinha ainda arranjado emprego e/ou desconfiava que eu tava gazeando a procura de emprego todsa as manhãs e via nisso uma forma de me punir.

Só de pirraça resolvi ir até o teatro, nem que fosse só pra servir de mártir da minha dor de não poder ver o meu ídolo. Fui lá no teatro e fiquei tentando escutar por qual porta dava pra ouvir melhor as músicas. Numa dessas voltas pela quadra acabei encontrando com o meu antigo professor de Inglês da Wizard que me perguntou se eu tava fazendo inglês, e eu disse que não. Ele me disse que eu não podia parar, depois se despediu e continuou o seu caminho.

Eu não conseguia ouvir direito trechos de músicas conhecidas, aquilo me deixou desanimado embora nada pudesse me desanimar mais do que o fato de ter perdido o show em si.Fui desanimado embora pra casa antes mesmo do show ter terminado. Entrei no msn e entre as pessoas on-line estava a Pati Pacheco, guitarrista do grupo Damas do Roque que eu já citei em posts anteriores. Naquela época a gente tava se falando bastante e uns dias antes, ela havia me confessado via msn que, no evento Pras Bolas, que o Geto tava promovendo por coincidência no dia de aniversário da vocalista, Priscila Pacheco, ela achou que eu fosse gay. É que no dia em si ela foi conversar comigo e eu fiquei envergonhado, travei legal. Daí no msn, não exatamente nesse dia que eu perdi o show, mas em dia anterior cuja data não lembro mas provavelmente foi em Abril (que merda não ter num cd o histórico de 2006 ¬¬)ela falou que eu devia tentar. Não com ela, óbvio, mas que a minha timidez tava me atrapalhando demais e que ela jurava que eu era gay.

Até certo ponto isso me fez refletir... o quanto...
ser NTI me prejudicava. Mas, provavelmente mandei à merda qualquer filosofia anti-NTI depois disso porque, pra mim ser TI é mais difícil. E não, eu não me arrisco a tomar fora por mulher nenhuma e já falei isso em post anterior provavelmente, pois essa é minha ideologia mais radical e na qual eu passo mais tempo pensando, se bem que não sei porque penso tanto nisso sendo que eu não vou jamais mudar meu posicionamento. Nem que isso me custe a solidão pro resto da vida. Putas sempre vão existir. Fora que é mais fácil ser assim. E eu sempre prezei o que é mais fácil. É difícil vc demonstrar que gosta de uma garota sem acabar metendo os pés pelas mãos, e quando eu começo a pensar nessas dificuldades começo a me irritar mais e mais e por isso não gosto de falar sobre elas. Por outro lado, é um paradoxo, por mais que eu queira o que é mais fácil, e na minha visão, o mundo perfeito seria constítuido por mulheres com mais atitude e menos passivas, acaba se tornando mais difícil pra mim mesmo, porque me faz ter uma personalidade diferente das dos outros. Porque eu sei que podem ser que eles penem, que levem milhares de fora, mas que por mais que ouçam o "não", um dia eles vão ouvir o "sim" exatamente daquela com as quais sonharam. Num mundo perfeito as mulheres chegariam nos homens e eu não teria esse problema. Não teria que achar sempre que tem algo faltando na minha vida. Mas o mundo não é perfeito. Ainda não expliquei onde está a dificuldade que se opõe a facilidade de não ter que dar em cima e correr o risco de tomar um fora e ficar arrasado. Aí é que está a dificuldade. É lidar comigo mesmo. Realmente eu não tenho a necessidade de estar com uma mulher do meu lado pra almejar a felicidade, a meu ponto de vista foda-se a felicidade se eu puder ser diferente dos outros e fazer coisas diferentes do que todos fazem. Isso é o que me importa acima de ser feliz ou qq coisa que o possa valer. A única excessão que eu abro é no caso de elas virem falar comigo ou demonstrar, manifestarem, qualquer forma de interesse, agora eu não vou me arriscar e tomar um toco de jeito nenhum. Meu ego não deixa. É aí que está a dificuldade da coisa. Meu ego se tornou maior que eu, nesse sentido. Eu virei um egocêntrico. E meu ego impede até mesmo que eu manifeste algumas vontades. Mas fazer o que? Cada um é de um jeito e esse é meu jeito de ser, vai ver por isso me identifico tanto com a comunidade NTI no orkut e posto com tanta frequência nela.

Outras merdas foram ocorrendo no decorrer daqueles dias, numa Segunda-Feira, 15 de Maio, meu pai acordou pelas seis da manhã para ir ao banheiro, estava sonolento, e não sei como, porque eu já estava meio puto e mal-humorado de estar acordando de manhã e não vi isso ocorrer. Estava quase abrindo a porta certo de que seria mais uma manhã daquelas deixando currículos na sede da Gazeta do Povo na praça Carlos Gomes, quando escutei um barulhão e me assustei. Parecia que tinha caído algo no chão. Na verdade acho que ele tropeçou (talvez pelo sono) no tapete do corredor e desmaiou no chão, ou desmaiou e tombou no chão por uma tontura, ao certo eu nunca soube o que ocorreu com ele. Só sei que quebrou o nariz. Mas a gente não sabia o quão grave era aquilo e corremos com ele até um posto de saúde ou alguma unidade que pudesse diagnosticar o problema que ele tivera. Fomos na sequência até o Hospital Evangélico, que como sempre, estava lotado, com filas e um monte de encheção de saco. Meu avô me dispensou , e, aquela manhã eu acabei considerando uma exceção e não deixei cúrriculos no centro seguindo direto pra casa. Era aniversário da Tamiris. Essa lembrança continuava forte na minha cabeça.

Além disso, pra São Paulo foi um dia muito trágico. E a Tami tava em São Paulo. Sua mãe queria que ela ficasse trancada em casa porque todos os notíciarios (por mais sensacionalistas que sejam) estavam noticiando que o PCC havia iniciado uma caçada aos homens da lei, tocando o horror, literalmente, na cidade. Ônibus incendiados, comércio fechado, engarrafamentos quilométricos, um verdadeiro caos como se tivesse sido decretado um toque de recolher na cidade. Os ataques do PCC ocorreram da madrugada de um dia para o outro e as pessoas estavam atônitas. As empresas de ônibus em sua maioria não mandaram suas frotas às ruas. Milhares de pessoas ficaram sem condução. Parodiando a famosa música de Raul Seixas, esse foi o dia que SP parou.

A Tami tava em SP fazia alguns dias e eu não soube bem a data que ela iria viajar pra lá porque não me informei direito, mas me deixou frustrado porque, eu tinha um presente a dar a ela, e só conseguiria dar quando ela voltasse quase uma semana depois. Fui a casa dela entregar então o DUAL DISC da Pitty, Anacrônico.
Estávamos caminhando para o meio do ano e todas essas merdas já tinham ocorrido, mas eu não tinha me tocado ainda que eu estava prester a ser tragado pelo olho do ciclone.

Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

 

[P#134] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 7)

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A Raah em 2006. ♥ ♥ ♥ Nesse ano que foi um dos piores de toda a minha história enquanto ser humano, ela me deu uma força que, sério, em certos momentos, chegou a me emocionar. Adoro ela. Companheira, parceira de composições de rimas e até de certas poesias (haihaiahiahia) "românticas". Compositora \o/ e principalmente, óbvio, nunca esquecerei, sócia na criação do nosso próprio vocabulário pra conversas "românticas" e em especial pra uma terminologia que provavelmente irei falar no post, quando terminar essa legenda gigante.Se não fosse ela, sério, eu não sei se teria conseguido suportar. Você não faz idéia de como tu fazes falta =(

Post do flog "dedopodre" que ilustra bem a merda que meu ano de 2006 estava sendo:


(...)
É ...
No começo do mês passado já havia tido um desentendimento no jantar com meu pai.
Que, nesse dia, falou que se eu não conseguisse emprego até o fim do mês passado , minha net seria cortada.
(Eu estou numa lan house)
E ontem realmente , ao mexer no pc , e ver "sua conectividade está nula ou limitada" e não conseguir alterar essas configurações pra funcionarem de novo , tive vontade de socar o monitor.
PQP. Não era pq eu ficava na net que eu não consiguia emprego.
Que culpa eu tenho , se, quando eu trabalhei pela primeira vez não registraram minha carteira. O lugar que eu trabalhava foi vendido , que recomendações, pessoas que nem me conhecem irão fazer sobre mim.
Na boa , não estou nada feliz. Desculpem a falta de respeito mas , VAI PRA PUTA QUE PARIU.
Agora que eu não tenho NADA pra fazer mesmo.... aff PQP.
CARALHO.
Fico puto.
Não é uma questão de orkut, de msn, de updates em blogs ou flogs , apenas, mas eu tava acostumado a ter a net ao meu dispor desde meados de 2003 quando o PC foi pra meu quarto.
Não que eu só use a net.
Mas computador sem Internet é muito sem graça.
Fui. Não sei se volto.
Talvez nos FDS, mas como não sou de me contentar com migalha acho que nem nos FDS.
Desculpem o desabafo.... mas é o que sinto
(...)


Enfim, nessa época aí, mês de Maio, eu já conhecia a Heloísa, e ela até chegou a comentar sobre essa postagem:




helo_s2 said on 5/5/06 6:08 PM …

Aaaaaaaaaaah tá sem net :p

Pôô que chato :/

Só agora vim comentaaaaaar! ahsosoaoshoas

Já comecei al o flog..fiquei 2 dias sem postar :/

;**


É.
Na verdade, explicando a situação, nessa época meu pai vivia puto pq achava que eu não queria nada com a vida, não estava estudando nem trabalhando. De raiva eu as vezes ia a pé pro centro pra poder gastar o dinheiro da passagem em pelo menos meia hora nessa Lan House da rua XV ao invés de realmente procurar emprego, quando senão, ia na Biblioteca Pública ficar lendo gibis da Turma da Mônica ou revistas semanais como Época, Isto É, etc, etc, até que fossem pelo menos 10h da manhã e eu pudesse retornar a casa e ouvir sermões da minha avó que era desconfiada porque raramente alguém ligava marcando entrevista ou coisas relacionadas...

Nesse post em si, eu to falando sobre essa situação, e realmente fiquei muito revoltado. Não soube o que fazer da minha pele aquele dia e meu pai havia sido bem claro que enquanto eu não arranjasse um emprego não teria mais net em casa. Isso durou uns 2 dias eu acho, mas eu achei que iria durar uma semana, pois ele tinha prometido que net em casa, depois da noassa discussão, só nos fins de semana. Aquilo havia me frustrado muito e a prova está ai na postagem acima.

Óbvio que eu fiquei entrando no orkut depois, mas procurei ficar uma semana sem entrar no msn pra ver se sentiriam minha falta, mesmo eu já estando com a net em casa. E foi nesse mês, nesse mês de Maio, não lembro direito qual dia que entre tanta gente sem graça eu conheci a Raquel, ou Raah, como ela prefere ser chamada e como eu tb chamo hoje em dia e cuja criadora do apelido fôra a Heloísa. Assim como o apelido de Riih que até hoje eu uso no meu nick de orkut.

Tinha muita gente naquele janelão e eu tenho certeza que, deveria ter adicionado mais alguém além da Raah mas provavelmente foi alguma (ou algumas meninas) que depois fui perdendo o contato sem falar com elas, ou, por falar pouco.E aqui, cabe, melhor do que qualquer expressão ou impressão que eu possa dar sobre isso, a postagem do "Dedopodre" que foi a última pra fechar o flog com chave de ouro, retrata de forma resumida as coisas como foram:


Raah: Uns dias depois de ser apresentado a ela num janelão organizado pela srta. Helo, ela me disse algo curioso no msn:
"Ei... tu não ta nem aí­ pra mim né,moço?"
Eu perguntei o porquê. Na verdade tinha muitas janelas falando ao mesmo tempo então eu dava respostas meio curtas ao que me diziam. Mas passado alguns dias, ficamos mais í­ntimos e criamos nosso próprio vocabulário pra falar de temas libidinosos. Isso foi desde que ela encontrou na caixa d'água da vizinha um pombo morto. E daí criamos o nosso código cifrado de "Matar O Pombo" e "Alimentar O Pombo", que vale até hoje em nossas conversas.Depois evoluímos e aprendemos como fazer desenhos "românticos" no msn. Muitas risadas com ela, muita coisa engraçada se passou.Tem dias que passo mais tempo rindo com o que ela manda e diz do que, de fato, digitando alguma coisa.A gente já compos músicas junto!!! Com letras bélissimas que teriam tudo pra se tornar ícones da música popular brasileira! Como aquela, inesquecí­vel: "ELA QUIS F(...) COM MEU IRMÃO, MEU PAI E ATÉ COM MEU AVÔ”!". Ahh!! Quase que eu não falo o mais importante: num período quando eu tava no fundo do poço, ela que me salvou. Se não fosse por ela, não sei se teria conseguido suportar ou superar tais momentos, e isso, eu não vou esquecer nunca, minha amiga.Ah sim, e é por causa dela que eu conheço a Jé (BSB) . Por isso, de todo o coração, conte sempre comigo. ;)


Ta de forma resumida mas eu vou explicar tudo isso muito melhor agora nesse blog já que aqui não tenho limite de linhas pra postar, diferente do que ocorre num flog. Havia adicionado a Raah também, no entanto a amizade mais recente com quem eu estava batendo recordes de "históricos salvos do msn" era a Heloísa, que nessa época, só perdia pra Tami. Sim eu salvava meus históricos no hd do meu computador. Tinha muita coisa sobre 2006 que era pra eu ter até hoje não fosse uma pane que meu hd sofreu durante uma queda de energia em 2007 que inclusive mandou pro saco um acústico que eu tava gravando só com minhas composições, mas deixa isso pra lá que é coisa pra eu reclamar masi pra frente quando for falar especificamente sobre o ano de 2007.

A Raah me ajudou muito. Muito mesmo. Ela foi companheira, uma amigona ♥ , e era ela quem tava lá pra "enxugar minhas lágrimas", quando o mundo tava desabando sobre minha cabeça. Não, eu posso reclamar em quantos posts eu quiser mas nunca vocês teram idéia DA MERDA que o ano de 2006 representa na minha vida. E foi assim que ele passou pra (minha) história (de vida).Não falarei ainda a respeito de como ela me ajudou e como esteve do meu lado apoiando sem falar especificamente do problema, o que não é coisa pra esse post ainda já que estou falando sobre como eu conheci a Raah. *-*

Ela foi se tornando especial aos poucos. Agora falarei sobre o que está descrito no post do flog:
Como eu tinha dito, tinha adicionado algumas amigas da Heloísa que conversavam comigo na janela, embora no caso da Raah eu não lembro se foi ela quem me adicionou ou eu quem adicionou ela.
Estávamos um dia em conversa no msn e as minhas janelas não paravam de piscar, eu devia estar falando com umas cinco janelas ao mesmo tempo. Aquilo tava me deixando meio doido porque não sabia qual responder.
De repente,
lembro de ter visto uma mensagem mais ou menos assim (porra, faz mais de 2 anos isso, não esperem que eu lembre EXATAMENTE como foi sendo que nem tenho o histórico daquele ano pra usar como documento e/ou para transcreve-lo aqui)
"Puxa... você nem liga pra mim né?"
E... a partir daí eu começei a digamos assim, prestar mais atenção nela.

Os dias foram passando e a gente começou a conversar mais regularmente, em certas oportunidades até mesmo fazendo janelão com a Heloísa, no caso como éramos em 3, janelinha. Um dia ela viu (creio que pela janela) um pombo morto na caixa d'água da vizinha e comentou isso comigo no msn, e aí, não lembro direito em que situação, a gente combinou que sempre que fosse falar de masturbação, usaria a terminologia: "alimentar o pombo" e quando fossemos nos referir ao ato consumado, seria "matar o pombo". Acho que a príncipio era um código só nosso pros outros não se tocarem que a gente tava falando de putaria.

A Raah foi ganhando mais e mais importância, porque a intimidade com ela aumentou e foi eu diria até, que, rapidamente. Ela foi a primeira, ou pelo menos uma das primeiras com quem eu passei uma madrugada inteira falando. Sim. Teve uma em especial que eu fui dormir só às 07:30h da manhã se não me engano. Varei a noite conversando com ela. E foi muito bom, demos muitas risadas e falamos muito digamos sobre... temas românticos, que envolvessem pombos de certa forma. E nessa época vale ressaltar, ela entrava regularmente no msn e quase todos os dias eu encontrava ela on-line pra conversar, o que não ocorre mais hoje em dia porque ela está sem internet em casa e é uma pena porque eu sinto muita falta dela. =(

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Outubro 14, 2008

 

[P#133] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte VI)

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Flyer do evento PRASBANDAS, 2006. Tami e eu fomos nesse evento

Não faz muito tempo.
Falar de coisas ocorridas há 2 anos atrás mesmo que a memória não ajude muito, é como falar sobre coisas ocorridas no outro dia.
No caso da foto que ilustra esse post por exemplo, da continuidade e prova de forma documental, pq isso serve como um "documento da época" , uma prova de que o que eu posto aqui tem mesmo o pé na realidade, mesmo que muitas vezes sem querer eu conte aqui coisas que me ocorreram de forma romanceada.

São muitas as lembranças porque foi uma época não muito distante na qual, apesar de tudo, vivi coisas terríveis como a crise com a Heloísa entre outras merdas que me aguadardavam e com as quais hj em dia eu tento conviver de forma pacífica e de certa forma, até conformada. Dos problemas de visão que eu começei a ter, por exemplo, só falarei mais adiante. E tem muito ainda a se falar sobre isso, mas no entanto me concentrarei a príncipio em falar sobre o evento do Flyer acima.

A Tami que me convidou, havia conhecido o Getúlio a pouco tempo, mas, estava já inserida na cena que ele propunha, nas bandas que chamava pra fazer com que seus eventos voltados à música tornassem-se realidade. Realmente é interessante, até hoje ele continua divulgando e promovendo esse trabalho, dando entrevistas em rádios, atuando com um site no qual fala da força da cena underground curitibana entre outras coisas. Eu conheci o Geto justamente naquela situação que eu havia dito a vcs em fazer o jogo "do contra". Agora parece-me que fui a esse evento exatamente no dia 29 de Março. Era aniversário da cidade. Em um casarão próximo ao Martinus estava rolando um evento que duraria toda uma semana e já haviam algumas bandas tocando por lá. Peguei um jornal do movimento que estava ocorrendo envolvendo arte e música, e, dessa forma, fui falar com ele. Ele estava entretido com alguma atividade da qual não me recordo direito, mas me recebeu muito bem. Me apresentei como amigo da Tami e ele falou que ela havia estado por lá alguns momentos antes, ou dias antes, ou sei lá o que, enfim ela havia contribuido de forma prática pra realização do projeto e eu nem lembro mais qual forma foi essa. Mas ficou na minha memória.

Assim como ficou na minha memória o dia que a gente saiu, era Março também,e , provavelmente era bem antes desse dia 29 porque ainda estava as boas com ela e não tinha havido esse atrito emocional besta do qual citei no post anterior, e na verdade, eu nem sei porque ele ocorreu. Foi outro dia, sim, mas eu não lembro mesmo o que nos deixou estremecidos. Íamos pela cidade quando uma passeada de protestos dos professores do Ensino Público chamou a atenção dela , e juntamo-nos à causa e ela até ajudou a distriburi um panfleto com a causa do movimento. Enfim um homem parou por um momento e foi falar ao Megafone. Falou tudo o que tinha pra dizer e a multidão o rodeava na rua XV de Novembro. Nós estávamos lá, depois disperssamos, seguimos pro centro, entramos em lojas de instrumentos musicais.

Não lembro muito mais o que ocorreu, mas por scrap na noite anterior, o André, fundador do site Mulheres No Rock havia me chamado pra ir ver uma exposição organizada pelos alunos de História próximo ao Largo da Ordem (se eu não estiver enganado).Então pra não perder a chance nem de sair com a Tami e nem de ir ao evento, acabamos comparecendo por lá. Primeiro, fomos jantar. Foi no Habib's do Shopping Curitiba, onde além de falar da Marina e outros assuntos, teve um momento "esplendoroso" com um garçom tirando sarro da minha cara pelo simples fato de eu ter erguido o braço pra chama-lo. Eu não vi, mas a Tami viu. E deu sorte de eu não ter o mandado a puta que pariu (sim, ela me contou).

Fomos à exposição organizada pelos alunos de História.
Tava tendo até um cocktail lá com direito a alguns petiscos. Tinha alguns conhecidos ali como a amiga do André, a Aline. Tinham outras pessoas tb envolvidas mas são das quais agora nesse momento, eu não me recordo. Nisso, deveria ser próximo às dez horas da noite. Ficamos entre 15 minutos a meia hora lá. Agora não me recordo com precisão. Me despedi dela no ponto de ônibus. Enfim, esse foi um dia interessante e por isso estou o citando nesse post.

Ainda estavam sendo consolidadas as bases da minha amizade com a Heloísa. Continuava ajudando ela com o inglês em outras situações, mas era com a Tami ainda e apenas com ela que eu tinha verdadeira intimidade. Um dia na verdade fiquei muito puto, porque, eu entrei tarde da noite no msn e ela: "Ah era contigo mesmo que eu queria falar". Pensei que ela estava contente por me ver on-line. Mas ela continou:
"To precisando de uma ajuda numa lição de inglês aqui :p"
Confesso que fiquei frustrado, mas eu estava equivocado, conforme o tempo passasse ela ia se mostrar uma grande amiga, e, numa hora que eu tava me sentido com a auto-estima muito baixa, por mais que ela não saiba, foi ela quem me ajudou, mesmo que o modo como tenha ocorrido, tenha sido totalmente "sem querer".

A Heloísa ainda teve o trunfo de ter me apresentado, no meio de tantas outras pessoas que eu também poderia ter conhecido no janelão do msn, a Raquel Hubner... é... mais tarde eu chamaria ela de Raah, já que a Heloísa a certa altura já havia apelidado ela de Raah e a mim de Riih. Com o tempo e com a intimidade que a nossa amizade tinha criado eu a chamava de Helô, ou de "Lô", mas creio que muito raramente a chamei pela segunda opção pq não é minha cara chamar as pessoas por monossílabos e ainda me horrorizo quando lembro que originalmente eu chamava a Tami de Tamiris e depois, de tanto ver os outros a chamando de outro jeito acabei me "adaptando" a essa forma de chamá-la. Isso se deve na real, pelo fato de eu odiar apelidos e merdas relacionadas.

Eu acho que vou começar a falar da Raah só no próximo post, já que, acho que ela merece um post só pra ela, e ainda to engatinhando pra falar da Heloísa e não sei como o assunto da Raah vai se cruzar no futuro com o assunto da crise com a Heloísa, fora os outros detalhes que eu terei a contar desse terrível ano cheio de surpresas ruins que me abalaram e me arrasaram profundamente, pra ser bem sincero.

Mas como introdução eu poderia dizer que num janelão do msn montado pela Heloísa tinha um monte de gente que eu não conhecia, incluindo a Raah. A Raah no entanto eu adicionei no meu msn juntamente com outras meninas já que na sua maioria o janelão era composto por membros do sexo feminino. Era comum estar falando com a Heloísa e daí do nada ela me jogar num janelão com um monte de amigos dela. Mas eu não me chateava com isso não. Achava legal porque justamente, às vezes desses janelões é que saíam as maiores pérolas. A Tami esteve presente em alguns desses , mas nem sempre postando, mais atenta aos fatos como espectadora e quem não via, como nós, afinal era uma coisa totalmente virtual... achava que ela estava dormindo na conversa até que a mesma se manifestasse.

Abril:
A páscoa de 2006 foi em Abril.
Sim, falando numa ordem cronólogica dos fatos que marcaram meu ano antes dele se tornar uma merda total, posso dizer que, uma tarde em especial no msn, uma tarde de Sábado... a Tami estava em casa. Sozinha. Os pais tinham ido pra praia. Cheguei a conversar com ela no msn parte da tarde. Aquele dia foi foda: consegui passar 10 horas seguidas (ou mais) na frente do computador. Grande parte do tempo postando scraps na comunidade "Cagou na Chupeta do Brizola", que na época havia sofrido uma votação por mudança de nome e o nome ganhador fôra "Xerocou a Xana da Xuxa", depois ainda mudaria pra "Arrotou o Mamilo do Sagat" e "Sequestrou o canário do Jordy", nome muito infeliz, que fez a popularidade da comunidade cair muito desde então até que tomei a resolução de mudar de novo o nome da comunidade pro original tendo feito outra montagem de Photoshop no avatar.

Enfim. O que importa é que ela estava em casa e os pais na praia e eu tava tendo um Sábado merdoso sem fazer porra nenhuma, chamei ela pra vir aqui em casa fazer alguma coisa, mas ela não quis. Daí falou que ia dar uma volta. Deu, deu a volta, voltou pro msn só à noite, enquanto isso eu já me encontrava com a Heloísa em outra janela falando sobre "cueca feminina" e outros links do orkut que ela tava me passando. O Geto tava em outra janela pedindo que baixasse uma música pra ele no Emule. Depois de muita enrolação, baixei. A conversa com a Tami não estava sendo nada agradável porque eu não estava entendendo o que ela queria. A gente tinha marcado de se encontrar no Lemmy's para ver diversas bandas pois era mais um festival feminino de bandas de rock curitibanas como os outros 70 milhões de similares que cheguei a assistir com ela aquele ano. Aquele ano foi uma verdadeira merda. Um cocô entalado na minha garganta, mas pelo menos tive diversas atividades com a Tami, sim, a maioria delas de cunho cultural mesmo, principalmente relacionadas à arte e à música. Ainda encontramos com o Adnré no dia seguinte, e as Damas do Roque também tocaram. O Geto estava lá e me fez uns questionamentos musicais mas eu não lembro de que ordem eram. As Damas do Roque tocaram e acho que também tocou a banda Punkake, e Radioatividade (atual Baby Lee) entre outras. Enfim foram umas cinco bandas aquela noite que eu bem me lembre...

No entanto como já dizia, na noite anterior eu tava perturbado pq o papo com a Tami tava rolando de forma estranha e numa janela paralela a Heloísa até veio me perguntar porque a Tami "estava daquele jeito". Eu disse que não sabia. Dia seguinte seria o da Páscoa e a Tami estava desejando boa páscoa pra todo mundo. Justo pra contraria-la eu respondia qualquer merda que não fizesse nenhum sentido do tipo "Boa Piroca do Novo Milênio" entre outras, como "Feliz Natal" e a Heloísa entrou na onda também pq ficamos depois falando numa janelona (janelinha) de 3 pessoas. A Tami se frustrou e nos chamou de agora não lembro o que, de algum termo pejorativo que relativasse-nos ao paganismo.

Vou falar do evento em si que ilustra o post:
A Tami havia me chamado e ido ao site da Urbs pra ver que site tomar. Tinha conseguido um mapa improvisado do local ou olhado antes no "Aqui!" o que decerto,eu não lembro. Sei que o lugar "Ícaro Arte" ficava numas quebradas cabulosas num lugar que a gente nunca tinha ido num terminal lá na casa do caralho e ficamos a pé que nem baratas tontas por um bom tempo até a Tami conseguir nos por na trilha certa e até chegarmos no local demoramos. Chegando lá, encontrou a Tami com as meninas do Damas do Roque, que, falaram pra eu adiciona-las no msn delas e assim me tornei amigo das mesmas, das irmãs Pacheco. Vimos várias bandas tocando, entre elas a do progessor de guitarra da Tami na época, a banda Cores D'Flores (ou "De Flores" não lembro ao certo), e uma música de uma banda alternativa entre todas as outras que tocaram lá, no qual numa frase maravilhosa se podia ouvir: "Ela foi embora, que foda". Nunca mais esquecerei. Cravou no meu coração como uma facada. Poesia pura.

Continuo no próximo post porque esse aqui em si já desvirtuou um monte da proposta original.

Segunda-feira, Outubro 13, 2008

 

[P#132] ANOS DE TRANSIÇÃO [Parte 5]

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Eu numa seção de fotos inusitada, tirada pela minha Webcam

É tanta coisa pra contar, tantas lembranças que eu me perco na hora de começar um post como esse, então vou começar a falando de coisas que foram rolando a partir de Fevereiro, quando, a Tay Kelly veio pra Curitiba, (se chama Tayane na verdade, ou Taiane, mas todos chamam de Tay [ou Tai]) e eu cheguei a fazer uma audição com ela nos moldes que eu queria ter feito com a Tami em 2005, com aquela intenção de montar uma banda de covers da Pitty. No final até a Vivis entrou no rolo (isso no fim do ano anterior) e ela estudava uma possibilidade de tocar comigo e com a Tami na mesma banda, mas a proposta nunca foi pra frente (ainda bem).

Gravei na Webcam Teto de Vidro, Máscara, Equalize e Admirável Chip Novo com ela, sendo que eu estava me inscrevendo no You Tube na época, site que acidentalmente eu havia descoberto no final do ano anterior com o Andrey quando descobrimos o clip de "For Love of the God" do Steve Vai, e encontramos também por acidente cenas do filme Crossroads no qual ele interpreta um vilão, em filme estrelado pelo protagonista do filme Karate Kid.

A primeira vista, como era a minha primeira conta no You Tube eu tinha colocado no ar Máscara, Equalize e Admirável Chip Novo, já que a versão de Teto de Vidro havia ficado uma merda sem tamanho. A Tay Kelly eu acho que já falei, mas no caso de não ter dito, eu conheci no final de 2005 no Eletroacústico em que a Pitty tocou e eu perdi. Aliás de lá pra cá tb eu nunca mais vi a Jovine, o que não chega a ser ruim uma vez que ela nunca fez falta. Mas ainda aquele ano de 2006 eu insistiria no erro e chamaria ela pra sair.

Gravamos essa seção, a Tay veio outra vez na minha casa na semana seguinte onde gravamos uns vídeos com violões, mas não mandei nenhum desses vídeos pro You Tube. Aliás ela teve uma avaliação muito negativa no You Tube pela desafinação que apresentou principalmente na música "Máscara". Depois disso ela veio pra Curitiba outras vezes mas eu não a vi mais.

Apesar da verdadeira tempestade de merda que foi esse ano na minha vida, alguns eventos foram importantes e merecem ser citados. A Tami juntou uma amiga dela que estudava no Bom Jesus, uma outra do In Concert que era onde fazia aula de guitarra e chamou não lembro mais quem pra tocar com ela, quero dizer o seguinte, sim eu sei quem é cada uma, mas , principalmente a vocalista da banda, a Manu, eu não sei como ela foi chamada pra participar do projeto.

O que interessa é que a Tami, um dia desses, melhor daqueles, me chamou pra ir ver a primeira apresentação delas ao vivo e eu fui. Ainda acompanharia a trajetória das Damas do Roque no palco em diversos shows undergrounds daquele ano, inclusive em festa bancada pela prefeitura em lugares muito, muito longes. A Tami não pode ir nesse e eu fui sozinho, e depois ao invés de parabenizar as meninas pelo talento, fiquei com uma baita duma vergonha e sai de fininho do evento. As meninas estranharam e eu me desculpei com elas no msn.

Já que estou falando em eventos no qual a Tami me chamou para ir, a maioria de cunho musical, vou pular um pouco para o fim do mês de Março e depois pro começo do mês pra falar sobre meu aniversário, cujo presente que eu ganhei foi uma V-AMP2 que hoje em dia está com o Andrey. V-AMP2 é um multiefeitos pra guitarra. Fiquei um tempo sem minha guitarra porque a Judy precisava dela pra tocar com as meninas com as quais estava levando um projeto musical na época.

Meu aniversário... então
meu anviersário remete diretamente a seção de fotos das quais uma é essa acima:
Eu estava meio indignado revoltado do meu pai ter limitado o preço da pedaleira a 500 reais, mas tava revoltado com outras coisas. Era um misto de infelicidade com revolta. Mesmo ainda não sendo aquela infelicidade que me afundaria num Vale de Lágrimas (como naquela música do Lulu), mas era já algum tipo de insatisfação com tudo o que me cercava. Eu realmente não estava num bom dia e resolvi tirar essas fotos como forma de extravasar a minha falta de ânimo e apatia.

Dias antes do meu aniversário, pedi a meu pai que me deixasse acordar tarde sem procurar emprego, porque afinal, era meu aniversário. Ele deixou. Mas na noite anterior eu estava bem desanimado, sacudo com as coisas. Com tudo. Achava que ia ser uma bosta o dia seguinte. Na verdade, o que me recordo, é que foi numa Sexta Feira. Choveu horrorese pela manhã. Mas a Tami me surpreendeu com um bélissimo cartão de aniversário que ela me enviou. A mensagem era tão bacana e me deixou tão contente (de verdade, é que pra ela eu não cheguei a contar como me senti em relação aquilo) que eu lamento muito de não ter salvo aquele cartão- em alguma mídia -pra eu ler em dias que to meio desanimado, pra baixo. Realmente, foi melhor até do que se ela tivesse me dado qq tipo de presente. Conseguiu me emocionar. Depois disso só a Heloísa conseguiria também fazê-lo, num scrap dela enviado a mim.Mas sobre isso falarei mais tarde, próximo ao momento que eu for falar de crise e na bosta que o ano se tornou.

Me chamou pra sair com ela no dia, mas eu não podia porque iria a noite com meu pai num restaurante de frutos do mar na Matheus Leme experimentar a culinária deles. Lá então meu pai me deu o meu presente embrulhado num belo pacote e papel de presente.
No final daquele mês a Tami me chamou pra ver diversas atrações promovidas pelo Geto que eu só viria a conhecer até mesmo pessoalmente algum tempo depois, no mesmo dia que a curiosidade bateu mais forte e eu abri o orkut pra conhecer a Cintia que era uma amiga de quem a Tami sempre fazia referência principalmente ao contar sobre os piqueniques do Parque Barigui, que não darei nenhum detalhe pois não se interessa do que trata, e quem não gostou sente aqui: 8=====D

Enfim,
no aniversário do meu avô, dia 26, ela me chamou pra ir num desses eventos do Geto e eu disse não. Porque era aniversário do meu avô e também havia um outro motivo, eu não lembro direito qual era, mas eu não estava a fim. Tava meio sacudo, não sei se eram meus pensamentos pessimistas e a forma de encarar a vida ou se eu estava esperando mais das pessoas, realmente eu não sei o que foi, mas, definitivamente, não rolou. Não fui. Ela foi. E teve mais duas ou três vezes que o Getúlio promoveu um evento e eu não participei e só fui conhece-lo depois. Ainda por mais irônico que possa parecer eu fui num evento que a Tami havia me chamado a ir no mesmo dia só depois que ela já tinha voltado ou no dia seguinte, ou num dia que ela não foi, não estou me lembrando direito como foi essa história. Enfim, tinha vezes que ela só dizia que estava indo para o evento e não me chamava pra ir com ela, dessa forma, me conehcendo, óbvio que eu não iria ficar pedindo pra ir junto pq iria ferir meu orgulho. Minha avó não entendia minha postura e eu não entendia o mundo. E até hoje não entendo. Sinceramente, não querendo misturar os assuntos, mas já misturando: eu acho inconcebível que pra eu ter uma mulher que eu deseje eu necessite ficar acariciando o ego dela, puxando o saco dela enquanto minha auto-estima fica lá no cu. Realmente eu não nasci pra isso. E esse foi um comentário fora, não tinha a ver como o que eu estava falando, mas, acabei associando um assunto com outro e saiu a mais fina pérola das minhas filosofias sobre a vida. É, justamente sobre a ARTE de não tomar iniciativa. Não tomo mesmo. Se gostou de mim que se coçe, demonstre, passe uma cantada ou venha falar comigo, eu não corro atrás de mulher, por mais interessante que seja ou por mais que eu ache que o investimento valha a pena, até porque minha história amorosa sempre foi fracassada, eu nunca tive sorte com mulher à exceção da minha infância quando eu não precisva delas. Ou seja, tremenda lei de Murphy. Mas to cagando. Não vou mudar meu jeito de ser só pq justamente o que eu mais almejava (que era ter uma namorada) nunca aconteceu comigo. Se não aconteceu foi porque Deus quis assim e foda-se. Enquanto existirem puteiros no mundo eu não preciso de namorada. Quanto a busca pela felicidade, eu também não sou desse tipo, eu primo por ser diferente, por não fazer o mesmo que todos fazem. Encontrar alguém, casar e ter filhos, pra quê? Pra que vou por um infeliz nesse mundo estando ele essa merda que está? Pra criar mais um frustrado e revoltado com a vida?
Não, isso não precisa. Isso a vida já tem de monte. Não vou criar nem botar no mundo mais um ser neurótico e cheio de problemas e faço isso pelo bem da nessa hipótese, talvez-futura-criatura.

Hoje eu to cagando e não ligo mais de ser infeliz no amor porque já me acostumei com isso.
Assim como já me acostumei com a masturbação e com os vídeos pornográficos e com, enfim, com tudo que for relacionado a isso já que as mulheres se comportam como robôs que não tem um mínimo de iniciativa se as coisas não ocorrerem com elas da forma que elas queriam ou como elas achavam que devia estar no "script". Eu não sou um bonequinho idiota pra cair em joguinho de mulher ou em qualquer merda relacioanda. Meu ego sempre vai falar mais alto quando a questão for relacionada a isso. E não, não vou mudar. Uma porque não quero. Outra porque já acostumei e a última porque acho que eu não estou errado. As mulheres tem que começar a crescer, (mulheres heteros é óbvio) e tem que começar a crescer na mentalidade, de achar que nós sempre que temos que tomar qualquer iniciativa em relação à elas. Pro caralho com isso.

Enfim, fui falar disso e acabei saindo do que eu tinha a contar sobre esse ano...
Tinha a Heloísa também paralelo a tudo isso, eu havia adicionado ela no msn em Abril, que foi o mês se eu não estiver muito enganado que eu conheci o Geto tb. Mas era foda porque eu não conhecia ela direito. Quer dizer, por orkut, a gente já tinha começado a trocar scraps e tínhamos como amiga em comum a Tami. Mas eu não tinha com ela a intimidade que eu já tinha conquistado com a Tami. A príncipio é bem verdade a gente se falava pouco, até que aconteceu algo: o inglês.
Sim, eu creio que analisando assim por cima tenha sido isso que de fato nos aproximou e nos tornou mais amigos; o inglês. A gente não tinha muita intimidade até porque a gente não se conhecia direito, mas não lembro como eu fui ajudando ela aos poucos com o que ela precisava que fosse traduzido.
A primeira coisa que lembro de ter traduzido pra ela foi numa madrugada um disclaimer sobre os termos do fotolog.com, pq na época ela tava buscando uma forma de criar um flog. Depois começei a ajudá-la com o inglês da escola.

E se eu conseguir escrever um próximo post menos focado na minha revolta c/as mulheres, contarei melhor a vcs como nossa amizade foi evoluindo até romper momentaneamente com a crise que eu já estou a trocentos posts citando mas que não me aprofundo nunca.

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Outubro 10, 2008

 

[P#131] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte IV)

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Heloísa segundo a minha ótica, em 2006

Yeah.
Pensei que talvez hoje escreveria esse post diretamente de uma lan house perto de onde trabalho, mas, não rolou. Eu tinha, queria, e nada faria minha opinião mudar com relação a foto que eu usaria pra ilustrar esse post. Isso foi um "retrato" digamos assim que tentei expressar da amiga com a qual eu tinha me envolvido em uma confusão da qual ainda não falei. Acho que precisamente, pra ser cronologicamente correto, não será ainda nesse post que falarei a respeito dessa tragédia,mas, posso começar dizendo como eu conheci ela.

Provavelmente era Fevereiro ou Março, eu tinha forte crença antes, de a data ser Fevereiro, mas conheci ela, via scraps do orkut, próximo ou mesmo num dia que estava meio revoltado com a vida e era uma data próxima ao meu aniversário na qual eu procurava pelo centro da cidade um multi-efeitos novo, já que a Tami estava com a minha Zoom 505, e, usaria bastante ela, e creio que ainda usa, mas aquela época a usou nos shows da Janie Jones, sua banda, a qual presenciei (como espectador, ou o que mais, porra?) vários shows.

Eu tava entediado. Era uma fase que a Tami estava viajando bastante com os pais para o litoral. E aquele ano como viajaram. Muitas vezes a Tami não os acompanhou e foi na maioria dessas vezes que fizemos programas alternativos e conhecemos lugares inusitados onde bandas tocaram. Muitos malucos falando com a gente na rua, e meu mal é esse: começo a falar sobre determinado assunto e quando vejo já to viajando em outro que por mais que tenha alguma relação com o que eu dizia acaba abrindo um rasgo por entre as idéias e escapa do que eu tinha originalmente pra dizer: como eu conheci a Heloísa, a Loba, como muitos chamam e eu chamo também de vez em quando, mas como eu gosto de criar meus próprios neologismos, e apelidinhos modernosos e/ou adaptados, acabo hoje em dia por chamar ela de "Heloba", nessa fase que posso até dizer que fui bem íntimo, chamava ela na maioria das vezes só de "Helô".

Antes no entanto devo falar do contexto temporal e circunstancial que vim a conhecer a Heloísa. Meu pai um dia daqueles, de manhã, tinha me flagrado dormindo no sofá do supermercado Extra. Sim meus amigos. Eu gazeava muitas vezes a procura do emprego dormindo em lugares variados, ou pelo menos tentando. Fossem eles banheiros públicos ou mesmo o sofá do Extra. Ou, como já era costume em 2005, ia gazear vendo os filmes que eles passavam incasavelmente todas as manhãs em seus televisores grandes com home theater. Foi nessas investidas que acabei conhecendo animações como o Espanta Tubarões e Blade Trinity entre outros, ainda podendo citar Tróia que achei uma merda infinita e sem tamanho.

Mas 2006 realmente foi o ano mais pobre nessa questão de procurar emprego, posso dizer seguramente que , e tomara que meu pai nunca leia isso, porque na época ele só desconfiava, mas se tiver certeza, ficará muito puto, 80% das minhas idas até o centro onde eu largava meus currículos, geralmente, somente as Segundas Feiras, quando a preguiça não impedia, na Gazeta do Povo, terminavam em horas matadas no Supermercado Extra ou na Biblioteca Pública, dormindo, vendo filmes que eles passavam em seus telões , etc, etc. Gazeei muito a busca de emprego esse ano. Sem dó.
Minha avó desconfiava e se eu chegasse um pouco mais cedo que o horário comum que ela estava acostumada eu já ouvia aquele sermão de que eu não seria ninguém na vida, que o tempo tava passando, que eles não estariam ali pra sempre , que eu ia terminar na rua pedindo esmolas e mais um monte de merda que nem gosto de lembrar, porque , enche muito o saco.

Fora que as minhas visões políticas sempre colidiram com as do pessoal aqui de casa, não tenho vergonha de dizer que sou de esquerda, que voto no PT, e que reelegi Lula duas vezes. Não, nada disso me envergonha. Me envergonha ver pessoas reclamando do seu governo ou tentando manobras sujas, como a imprensa marrom, do estilo que a Veja pertence, tentando manipular a cabeça da massa que o governo do PT é um antro de corrupção e um monte de merda relacionada. Então eu os desafio questionando, qual governo antes do PT, fôra limpo. A minha vantagem sobre os demais é que eu vejo as coisas boas que o PT tem feito, não só a nível nacional, como também estadual e até mesmo municipal graça a atuação benevolente de seus vereadores sempre vigilantes e alertas contra qualquer tentativa maqueavélica com fins prejudiciais ao povo. Eu lembro também que a MERDA DO SALÁRIO MÍNIMO era 200 reais, quando Lula assumiu e que se dependessemos dos tucanos o resto da vida, meu salário hj em dia seria algo na faixa dos 240 reais chutando alto e tendo como base os aumentos de 10 reais da era FHC. O único que apesar de todos os problemas da política nacional faz algo pelo povo é o Lula e o PT.

Enfim, não era também pra falar de política e das minhas convicções que criei esse post. Mas ele ilustra bem o tipo de clima que havia aquela época, ainda maias ano de eleição, eu não escondia nem tinha pretensão de esconder que era vermelhão e votava no PT, e no Lula, homem do povo. Na própria época da eleição isso gerou discussões aqui em casa, inúteis. Mas fazer o que, eu tenho personalidade e não escondo minhas posições ideológicas mesmo, doa a quem doer.

Isso em si já era um tormento aliado às cobranças de eu ter que "dar um rumo a minha vida". No entanto o ano havia começado bem e estava me enganando que seria um ano decente. Enganou até o meio do ano, daí eu percebi realmente, na merda que eu havia me inserido, por assim dizer. O começo foi o mais diferente de todos, um começo de ano que eu nunca tive, com uma amiga que eu sempre sonhei em conhecer, aqui em Curitiba, o sonho se tornando verdade, e depois a hospedagem dela aqui em casa, apesar dos problemas com a minha família que já falei no post dedicado justamente a isso, parecia mostrar que a vida encontraria um sentido mais amplo. Mas não encontrou. Encontrou um sentido mais obscuro, ou até mesmo uma falta de sentido total.

Um dia, meio de saco cheio, tirei várias fotos na webcam com um lenço e uma faca simulando um corte na língua. Várias mesmo e até uploadei uma delas, a mais interessante no fotolog dedopodre. Criei um perfil Evil sei lá o que com essas fotos, mas esqueci o login e não consigo mais acessar essa conta hoje em dia. Até minha mãe já descobriu esse perfil e veio me torrar o saco. Por falar em minha mãe; ela descobriu essa biografia esse ano e foi por isso que eu me vi obrigado a mudar o endereço dela. Originalmente não tinha o "-life" no nome.

Esse episódio foi muito, muito ruim. E não teria como eu esquecer dele!
Eu tava com Mili e Alline rumando pro shopping ou voltando do mesmo, já não lembro, quando recebo uma SMS de "sua prima descobriu sua biografia e me mostrou". Óbvio que eu gelei na hora, mas nem respondi a SMS e fui me fazendo de rogado, durante todo o 2006 até quando o caldeirão ferveu mesmo pra valer e aí me fodi bonito. Mas conto sobre isso quando estiver falando dos acontecimentos próximos ao fim de ano. Fiquei tão desesperado no dia que pensei em deletar essa biografia. Mas eu já tinha apego por ela e o costume de postar bastante nela, foi então que me veio a idéia, na mesma noite de mudar o endereço, e desde então eles pensam que esse registro da minha vida não mais existe. Minha mãe chegou a dizer que podia me processar por calúnia e difamação (!) e que ela foi burra de não ter imprimido no dia, e que ficou muito chocada com tudo o que leu, sendo que tudo o que ela leu remetia a verdade, por isso, ela vinha agora querer por a culpa em mim. Eu já estava tendo um ano péssimo e ainda teria de segurar mais essa barra. Foi foda. Não vou negar, foi ruim demais.

O tópico todo era pra falar da Heloísa, e eu to falando de coisas que fogem totalmente ao assunto, ta foda, ta foda mesmo. Vou tentar me concentrar no que eu tinha que falar,agora que já analisei o panorama todo da época. Com a vinda da Alline aqui eu tinha me afastado um pouco dos amigos mais antigos, como Andrey e o Dinarte que sempre estiveram aí me dando um apoio, eu me abstraí, e nessa abstração que fui perdendo contato com o pessoal da minha primeira geração de internet como a Déa Reis, a Mili e outros com quem falava. Foi como uma fase de transição mesmo como esses posts sugerem e remanescentes acabaram se tornando somente a Tamiris, com quem falo até hoje e mantenho forte amizade. Os outros com quem continuo falando são pós-Tamiris, e alguns, ou melhor, algumas, pra não citar nomes , pelo menos não por enquanto estão há quase uns 2 anos sumidos devida a falta de uma conexão com a internet e fazem uma grande falta, uma grande falta mesmo, que me faz sentir o peso.

A Heloísa eu conheci acidentalmente, no começo do ano, e acredito que tenha sido entre meados de Fevereiro ou Março de 2006 já que não tem nada , nenhum tipo de documento que eu possa comprovar isso. Mas tenho a mais absoluta certeza que no meu msn eu só fui adiciona-la em abril daquele ano num janelão organizado originalmente não lembro por quem, provavelmente pela Tami já que era ela que tinha o elo direto com a Heloísa. Mas não lembro. Sei que eu perguntei pra ela se podia adiciona-la no orkut, primeiramente. Tinha visto scrap que ela tinha mandado pra Tami e não lembro o que dizia. Então, fui dar uma olhada no perfil e sim, creio que eu tenha visitado o álbum de época dela tb mas não faço a mínima se isso realmente aconteceu, mas do jeito que sou devo ter ido ver sim. Daí descobri que era Corinthiana. E é daí que eu desconfio que tenha descoberto isso: acessando o álbum dela e não por ver alguma comunidade da qual participasse ou coisas afins.

Ela ser corinthiana era a desculpa perfeita que eu queria pra add o perfil dela. Pronto. Mandei um scrap dizendo que tinha adicionado ela por esse motivo. Ela respondeu, não lembro o que ela respondeu só lembro que respondeu e me adicionou. Daí mesmo sem a gente ainda ter o msn um do outro começamos a trocar scraps e mantivémos o contato. Certa madrugada lembro da Tami estar sendo atormentadas por uns garotos bem malas no msn e chamou a mim e a Heloísa pra escracha-los naquela janela, mas eles eram tão baixo nível que a Heloísa vazou do janelão e eu tb pouco depois.

Esse foi o primeiro contato com a Heloísa via msn. Depois somente aconteceria de novo quando eu adicionasse ela. A gente tava no janelão, mas aos poucos , restou uma minoria, entre eles no final estavam conversando o Neto, a Heloísa e eu, o Neto uma hora acabou indo embora e eu fiquei a sós, virtualmente com ela, no que ela disse:
"Sobramos nós..."
e talvez na falta de algo melhor pra dizer eu completei:
"os corinthianos \o/"
e daí foi se desenrolando o assunto sobre ela estar estudando no Lamenha Lins, e que pra estudar lá tinha que fazer um teste de admissão pra ver em que sala que ela iria cair. Isso é o que lembro do primeiro assunto. Daí no final da conversa acabei adicionanado ela.
Por mais que não tenha nada a ver, e muitos, e talvez até ela não considere assim, eu penso que se eu não conhecesse a Tamiris, nunca teria conhecido a Heloísa. Porque a Heloísa, mora, 2 quadras acima de onde eu moro e raras, mas raras mesmo foram as vezes que a gente se viu na rua, da pra contar nos dedos de uma mão o momento em que isso ocorreu.
É foi graças mesmo a Tami. No próximo post,
se eu conseguir ir mais direto ao ponto falo como a minha amizade dela acabou se desenvolvendo e evoluindo.

Continuo no próximo post.

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