Quarta-feira, Setembro 17, 2008

 

[P#130] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 3)

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Palhetas Stagg. Roubadas do flog dedopodre, uma idéia original da Marina, mas que, descontinuei por acabar se tornando quase um flog-solo.

palhetas.jpg

Sim. Agora eu tenho 2 palhetas decentes e não aquelas coisas velhas
comidas pelo tempo ...

Sempre perco minhas palhetas.
Já tive palhetas de todos os tipos , finas , grossas , de espessura mediana
mas eu sempre TENHO O DOM de perder elas , ai sobram as porcarias.

Essas palhetas da Stagg são as melhores.
Pena que tive que comprar elas de novo, comprei a primeira vez ano passado
3 . Uma cinza, uma roxa, e uma verde .... a cinza meu cachorro roeu
por descuido meu ...

As outras pra variar eu perdi. Daí estava com umas palhetas carcomidas em casa...
Eu já tive palheta fosforecente, palheta transparente com as cores do arco íris
palhetas ótimas, em formato de gota e com lugar pra fixar o dedo...

De 1997 pra cá eu devo ter perdido umas 30 palhetas ....
Eeee Dom!!!

PS: Por enquanto esse vai ser meu último post aqui antes que esse vire um "flog-solo"



Acima está extraído o post do flog dedopodre.
Engraçado que ler isso depois desse hiato faz parecer sintomas de uma época.
Esse ano de 2006 foi uma merda e eu já falei antes. Fiquei um tempo sem computador, conflitos com meu pai, divergências de cunho político com a própria família, brigas com uma amiga, que, ainda não vai ser nesse post que falarei sobre, e um monte de porcaria. Quando eu olho pra trás eu penso que fôra quase um ano perdido não fosse algumas coisas muito importantes que ocorreram no meio de tanta merda.

Vou começar então a falar sobre o flog dedopodre que é também, pelo menos pra mim, o ícone de uma época. Uma época ruim mas o nome em si sintetiza isso. A idéia foi da Marina, era ela quem teria criado originalmente o flog se não tivesse tido problemas no dia pra colocar o mesmo no ar, e fazia tempos, já, acho que desde o final de 2005 ela planejava o flog. Eu criei, e fiquei com a impressão que ela ficou meio desgostosa com isso muito embora ela não tenha me dito nada a esse respeito. A idéia do nome é a do ditado popular mesmo; você sempre escolhe um parceiro ou uma parceira pra sua vida amorosa que depois te faz arrepender-se até o último fio de cabelo. E a cada nova derrota vemos que não sabemos escolher. Temos o DEDO PODRE pra escolher quem vai ser nosso parceiro amoroso. E então essa seria a família "dedopodre" ou "dedo-podre" conforme correta escrita de acordo com a Gramática.

Explicada a definição, falta explicar a definição de família. Começou um dia comigo andando com a Tami no Shopping Curitiba em um encontro que a Jovine deu bolo na gente , muito embora não tivéssemos marcado tudo direitinho com ela e enfim, faz muito tempo isso. Chegando em casa a Tami me contou por msn a seguinte historia (eu colei isso no dedopodre e agora vou colar novamente aqui)


MSN TALK (06/11/2005)
(...)
T : huiaahahuiahuiahuiahuia]
T : huiahuahiahahuuhiahuiauiha ela perguntou se vc eh meu pai kkkk
T : (putz)
R : quem ?
R : quem ????
R : tu postou isso numa janela certa ?
T : a guria q eu vi no shopping
R : aff
R : Manda toma no cu
R : agora sei porque tu
R : fala papo de eleavador com ela
R : já achei a menina uma monga
T : ehuioaehuiahuieoahueui
R : se eu fosse tu pra zoar
R : dizia
R : "Ele é meu avô"
(...)
R : manda ela comprar um óculos na boa
R : Hauahauah
R : ta que nem meu professor pirando errado
T : ela usa oculos!!huiahuahuia
T : mas ela nao tava com ele
R : Ahhh ta
R : se não eu ia dizer pra ela aumentar o grau do óculos
(...)



Daí com isso, a Marina ficou sabendo da história e a Jovine também.
Daí então criou-se a história da família eu seria o "pai" de uma forma bem simbólica
até porque elas eram mais novas que eu em quase dez anos pelo menos, sendo que a Tami seria a "caçula" em relação à J. e à Marina.

O flog eu coloquei no ar em Fevereiro daquele ano, inspirado na idéia original da Marina. A Tami postou duas vezes nele, eu postei diversas , a Marina postou uma e a J. não postou nenhuma. Tudo isso me levou a descontinuar o flog naquele ano, pelo menos da minha parte. Descontinuei ele dia 09/07/2006, sendo que só voltaria a postar mais uma vez no ano seguinte numa homenagem à Tamiris, Heloísa e Raquel pelo conjunto da obra digamos assim no quesito amizade. Me deixou puto ver que o flog publicou o texto cheio de erros de acentuação e de uma forma totalmente cagada. Então esse ano de 2008, eu ralei, mas consegui postar a versão definitiva, mesmo tendo problemas com erro 3 vezes na porra do site do fotolog.com.Foi tipo um encerramento com chave de ouro do flog, já que por algumas razões e outras a família "original" se desfragmentou mesmo e já nem tenho contato com a Jovine e deixei de falar com a Marina por causa de algumas situações que nem sei se valem a pena serem citadas aqui.

A história do flog "dedopodre" é essa, curta simples e grossamente falando.
Vale lembrar que dentre as coisas legais que ocorreram esse ano, eu participei de vários circuitos de música alternativos, incluindo aqueles promovidos por Getúlio Guerra. Óbvio que fui na cola da Tami pra descobrir tudo isso e a acompanhei em tais eventos, devo ter ido trocentas mil vezes no Lemmy's e visto diversas bandas undergrounds daqui, e a um show das próprias Damas do Roque, em companhia de Judy e Michelle, porque no caso a Tami tava voltando de uma viagem que tinha feito a SP no dia.

Fui ver um pocket show em Fevereiro do grupo "Cansei de Ser Sexy" no shopping Barigui, mais precisamente na Fnac, foi foda meu amigo, dia anterior no msn eu falei pra Tami: "Não vá esquecer do show hein? Não vá dormir". Ha! A língua é o chicote do corpo, meu amigo. No dia seguinte, (o pocket show seria à tarde)eu tinha acordado cedo pra ir procurar emprego como meu pai queria e , quando cheguei em casa dei uma chocilada. Quando acordei tava em cima da hora que eu tinha marcado com a Tamiris no dia anterior. Liguei pro celular dela e ela já tava no ponto do ônibus me esperando (a gente tinha marcado no ponto se eu não me engano). Daí quando ela soube que eu tinha acordado naquela hora disse: "Porra! Então encontro contigo lá no shopping."

Quando cheguei na Fnac, fiquei zanzando e até passei por ela uma vez antes que a visse mesmo. Só a vi numa segunda vez e ela ficou rindo da minha distração. Enfim sentamos junto com os fãs que ali estavam e vimos a apresentação de cinco ou seis músicas e depois tivemos a odisséia de sempre pra pegar ônibus lotados e suvaquentos de Curitiba.

Sim, eu acho que vou tentar contar todos os eventos envolvendo a Tami, com excessão de alguns sem caráter extremamente cultural/musical, porque isso vai organizar melhor as postagens sobre esse ano mesmo que cronologicamente não obedeça a uma ordem exata. O que importa é falar o que foi relevante esse ano e dar importância às crises. Sim meus amigos, o estresse com a Tami seria mínimo, seria apenas um preview, um trailler, uma amostra-grátis de uma merdona que aconteceria no meio do ano e me deixaria arrasado por digamos assim, todo o segundo semestre de 2006.

Como eu falei, aquele ano fomos milhares de vezes ao Lemmy's Bar, e as vezes mais marcantes que eu lembre remetem à páscoa, na qual havíamos marcado de nos encontrar com o André, criador do site Mulheres No Rock, e apresentaram-se entre outras bandas as Damas no Roque e a banda Punkake. Acho que era um festival do Lemmy's como vários que eu iria ainda aquele ano, fosse lá ou em outro bar undergound daqui: um festival de bandas femininas curitibanas.

No evento em que a banda Cólera, uma das mais importantes do punk nacional, fundada pelos irmão Redson em 1979, se apresentou no Lemmy's e praticamente lotou a casa, eu e a Tami fomos sortudos por pegarmos lugares próximos ao palco do bar underground. Agora lembrei o preço foi até mais alto por causa da atração principal que lá tocaria. Antes deles subirem no palco no entanto se apresentaram outras bandas menos conhecidas mas que seguiam o gênero como Ovos Presley, Javalis no Pântano e No Milk Today (valeu Tami pelas infos eu nunca iria lembrar nem que tinham tocado outras bandas antes deles). A gente chegou bem cedo, tipo umas quatro e meia da tarde e a casa demorou a abrir, tipo umas oito da noite. Tinham bastante punks na rua e fãs da banda principal em geral.

Eu vi até mesmo o primeiro show da outra banda que a Tami montou esse ano, que não era a mesma que tinha montado com a Vivis no ano anterior (Só Marias) e depois se desintegrado. A Tami me ligou num dia que eu tava depressivo já por uma merda ocorrida e a qual eu não citei ainda porque creio que deva falar dela no tempo certo, pra chamar pro show de estréia de sua banda JanieJones. Provavelmente a grafia da errada mas eu corrijo isso na próxima postagem.

Ela veio aqui também certo dia que seus pais viajavam pro litoral, e , aquele ano, COMO VIAJARAM, não é uma crítica mas lembro que quase todos os fins de semanas eles tavam viajando pro litoral. Em algumas vezes a Tami chegou a ir junto. A nossa amizade tava seguindo a mesma linha do ano anterior sendo que ela foi quem me levou a mais eventos diferentes no ano até porque o Andrey estava já creio eu cursando a faculdade e o Rodrigo tinha outras ocupações que fizeram com que a gente se afastasse um pouco, não de forma proposital, claro, mas porque cada um tem as suas ocupações e na época ele tava com as deles. Desse modo a Tami acabou se tornando mesmo a minha amiga mais influente e com quem eu mais contava pra sair e pra ter atividades fora de casa, ou dentro dela quando a gente tinha algo pra fazer aqui ou mesmo quando eu ia pra casa dela , nem que fosse só pra mostrar algumas coisas interessantes no instrumento, falar de música , usar o pc ou dar um rolê básico pelos Wall Mart e Pãos de Açúcar da vida.

No entanto uma vez que me chamou a atenção foi aquela que veio aqui em casa e depois subimos toda a Kennedy atrás de uma foto em especial que não estava nos displays dos pontos de ônibus e referia-se a biodiversidade ou algo relacionado. A gente passou parte da tarde aqui e depois parte da noite na rua procurando por tal foto. Achamos depois de muito ralar e somente na volta, até perceber que na própria Kennedy havia aquela foto que estávamos buscando há tempos.

Voltamos pra casa.
Fizémos uns vídeos aqui na minha webcam, que dpeois eu gravei em um cd em formato de dados e passei pra ela. Eu mesmo já não tenho mais o cd, mas tenho a lembrança. No dia seguinte ela voltou, tinha esquecido não lembro o que aqui na minha casa. A gente gravou uma música. Aliás, ela, conseguiu harmonizar um tema do Alborghetti e em cima disso a gente fez uma "versão" pra uma música dele. Mais tarde, não lembro quanto tempo depois eu fiz uma montagem e lancei o vídeo com a música no You Tube, sendo que o que ficou de lembrança desse dia em si foi o vídeo (abaixo):



Isso é o que posso citar de melhor nesse ano.
Entre outras coisas que vou citar mais além, mas que, foram digamos assim soterradas pelos acontecimentos trágicos do ano em si e fizeram com que eu o considerasse uma merda terrível, um tempo perdido, um equívoco, enfim, um grande lixão.

Eu tinha esquecido, mas, foi o ano do ressurgimento do Alborghetti em minha vida, que, há muito, muito tempo tava esquecido, justamente porque ele perdeu a eleição anterior e ficou sem o programa na tv, mas, estava atuante na Web Radio Intervalo com um programa para os internautas. Seguiu a carreira como jornalista e fazendo programas por lá, atualmente não sei se continua com programas na internet ou se está em algum canal pago.

Os vídeos hilariantes das antigas começaram a pipocar no Youtube e com isso ele foi convidado até mesmo a participar do programa da Luciana Gimenez e de uma entrevista com o pessoal do Pânico da Jovem Pan. Eu passava muito tempo da minha ociosidade no youtube justamente procurando pra assistir programas do Alborghetti.

Não ia falar sobre essas coisas porque elas remetem ao ano anterior de 2005, mas, como são de grande relevância pra explicar também o marasmo de 2006 irei contar aqui:
A Wizard não comprou o jingle da forma como o meu professor de inglês nos havia iludido e com isso achei por bem largar o curso e meu pai não estava mais a fim de pagar o segundo semestre enquanto eu não arranjasse um emprego, coisa que só viria a acontecer no segundo semestre de 2007.

Segundo:
eu acabei por dar pra Tami meu multi-efeito de guitarras , a ZOOM 505, porque eu já estava pensando em um upgrade pro meu set guitarrístico havia tempos, e, depois da apresentação com o Dinarte e o Galo, senti que não a usaria mais. Até porque tive que usar a 505 do guitarrista do Exerese emprestada porque os 7 anos que havia ficado com ela (1998-2005) fizeram com que o botão de mudança de efeito gastasse e a partir daí pensei em mudar meu set. Já que o amplificador da Warm Music meu pai já havia comprado no ano anterior pro evento, embora, eu tivesse acabado não precisando usar ele no dia porque foi tudo ligado numa mesa como já citei antes.

Continuo no próximo post.

 

[P#129] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 2)

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André e Eu no restaurante Mexicano do Batel, foto tirada por Mili

Já falei sobre a estadia de Line Mel por aqui e como o pessoal a recepcionou.
Eu ainda espero que nos dias de hoje ela guarde boas lembranças do que passou aqui.
Foram vários passeios, vários lugares, vários jantares, várias histórias, alguns romances, enfim, espero que ela tenha gostado. Sobre São Paulo não posso me comprometer porque lá ela foi recepcionada por outros amigos nossos, a Aya e o Tom.

Vou dar continuidade sobre o assunto que remete à minha situação com a Tami depois da história do tiro na perna. Eu havia ficado muito mal com aquilo. Eu não entendia, e fui obrigado a desabafar com a Marina - a outra filha. A Marina me falou sobre a história do roller, que ela tinha dito pra Tami não ir porque era perigoso e não lembro mais o que. Eu falei lá pra ela o que tinha ocorrido e sobre isso não lembro o que ela falou, só lembro dela dizer que estava triste com aquela situação. O ocorrido foi no Domingo. Durante a semana fui levando a Line a lugares que ela ainda não conhecia, como a Biblioteca Pública do Paraná.

Alline viu que eu tava ruim com aquela história. A Tami tinha sumido do msn, eu pouco entrava também. Quando entrava eu já entrava em off só pra ver quem estava on-line. Vi alguns posts no fotolog dela, isso lá pelo meio da semana, e, fiquei preocupado com um post específico.Pronto, tive que dar uma saída no meio do post pra visitar o flog a que me refiro, e, lembrar que todo esse "drama" ocorreu na última semana de Janeiro de 2006. Eu tava me sentindo horrível sem saber direito o porquê. E acho que quem ler isso aqui também não vai entender e vai achar que talvez eu tenha feito uma tempestade em um copo d'água, mas a verdade é que minha sensibilidade toca justamente onde em outros não toca. Sou chato mesmo quanto a isso admito. Fico magoado por merda mesmo. E fico puto, e enraiveço e julgo os outros, sim. É meu jeito e não aprendi a ser de outro. O que eu acho que está longe de ser qualidade , até porque naquele mesmo ano eu pisaria na bola de um jeito muito mais grave com uma outra amiga. Então, acho que , realmente, meu ego é maior do que qualquer coisa e em parte, mesmo que isso seja totalmente off-topic com o assunto em questão, é ele o principal fator que me torna NTI.

A Alline pegou e me disse:
"Ela pode ser mesmo sua amiga mais influente aqui, mas sempre vai ser uma adolescente de 14 anos. De 14 anos.". Ela falou aquilo pra mim e aquilo ecoou. Fiquei lembrando por algum tempo o que ela tinha dito, mas , pra mim não fez muito sentido pq por mais que ela fosse mesmo bem nova na época, a Tami sempre me soou madura e acima da média. E isso começava pelos textos que ela postava na biografia dela, que, depois, o Andrey se tornou também, um grande leitor e admirador e comentarista. (Se tu tiveres lendo isso Andrey, foi mal, mas é verdade não é? :p)Vou tentar explicar o que justamente não é fácil pra vocês entenderem, porque só quem é como eu pode entender, a razão de eu ter ficado tão magoado e triste com a situação: eu achei que uma pessoa que jamais podia ter me decepcionado, havia feito isso. As pessoas lerão isso e pensaram: "Mas como ele se magoa fácil", minha resposta pra vocês é direta, simples, curta e grossa: FODAM-SE VCS NÃO PAGAM MINHAS CONTAS, CAGUEI PRO QUE PENSAM.

Continuando,
podem até achar que isso seja um jeito afetado de ser e eu admito que sou afetado e mimado mesmo pra um monte de coisa e que sempre convivi bem assim. Talvez o fato de eu ser filho único nunca tenha mudado minha percepção das coisas e meu egocentrismo ainda hoje se alimente dessa visão de mundo que entra em conflito direto com a realidade. A medida que a semana foi passando a Alline me aconselhou a ir na casa dela pra gente conversar direito sobre o que tinha acontecido e fazer as pazes. Minha vó também disse que eu devia ligar pra ela e que na vida eu já tinha feito cagadas inúmeras vezes e que eu tava sendo muito rigoroso, que as pessoas merecem uma segunda chance e blablablabalba, umas coisas que aqui em casa eu já ouvi trilhões de vezes, mas enfim, naquele caso até confesso que essas palavras serviram pra me fazer refletir melhor e sair das minhas fantasias e ilusões e dos meus pré-julgamentos bestas.

A partir daí eu começei a entrar em conflito comigo mesmo. Porque eu lembrava de tudo que todos falavam, mas lembrava também da raiva que eu senti dela me dizendo que aquilo era mentira. E até então eu realmente não havia conversado direito com ela pra saber o que tinha acontecido naquela fatídica noite que ela saiu de roller por aí. Eu simplesmente sabia do fato que ela tinha me feito acreditar que tinha levado um tiro na perna e me deixado preocupado, porque sim, apesar de eu ser afetado, eu me preocupo com aqueles que considero meus verdadeiros amigos. Era só isso que eu sabia e as pessoas estavam me fazendo ver que eu tava pegando pesado. Daí eu começei a ver que realmente eu exagerei na dose e que tudo havia sobrecarregado no dia, o fato de eu ter que acelerar Line pra ir embora , e a pressão que aquilo exercia em mim somada a raiva de ter que voltar a acordar cedo pra procurar emprego , somada a frustração e decepção de ler aquele scrap, que, no final acabou me levando a encarar aquilo da pior maneira possível.

Conforme a semana foi passando eu apaguei os scraps que tinha enviado ela porque começei achar que "VAI TOMAR NO CU" era uma coisa muito grosseira pra se dizer a uma amiga por pior que tivesse sido qualquer coisa que essa pessoa tivesse feito. Fora que eu começei a pensar por mim mesmo e deixei de lado o que as pessoas me aconselharam ou o que a Tami tinha feito. Eu começei a ver que era foda ficar sem falar com uma pessoa, ou perder a amizade por causa de uma cagada ou uma merda qualquer e passei a me valer do ditado que diz que uma amizade verdadeira é que nem bunda, por maior que seja a merda, nada separada.E que coisa linda e lúdica pra se dizer nessa hora, mas não tinha analogia que simbolizasse melhor o que quero dizer.

Daí começei a achar realmente que eu tinha pego pesado com ela.
Me preocupava também o fato dela estar quase a uma semana sem logar no msn. Ela entrava quase todos os dias e agora, já não aparecia mais on-line. Eu ia no flog pra ver se tinha alguma pistas, mas só ficava mais preocupado porque o que eu lia era meio sombrio e não muito claro , mas lembro que dentre tantas coisas, o que me chamou atenção foi ler algo assim:


Quem é pior?Alguém presta?Qual o motivo real de tais ações?O que há com as pessoas?Ninguém entende ninguém por inteiro...Ninguém...
Compreender (is not)= Entender


Até certo ponto me deixava confuso.
Até certo ponto eu pensava se aquilo tinha mesmo alguma coisa a ver com o que eu tava passando. Se não era totalmente aleatório e de uma forma totalmente sem querer tivesse caído como uma luva praquele momento. Não sei realmente tinha ficado difícil a situação e as coisas não pareciam melhorar tão em breve.

Minha avó aconselhou que eu ligasse pra ela. Eu relutei muito porque não gostava mais de telefone desde que tinha tido internet no meu quarto em 2003 e essa ferramenta se mostrava quase que inutilizada pra mim. E fora que tinha acontecido tudo aquilo, eu tinha mandado um scrap pra ela dizendo "VAI TOMAR NO CU!!", com que cara eu ia ligar? O que eu ia dizer? Ia dizer que tinha pegado pesado com ela, mas como , se no fundo eu nem sabia como ela se sentia em relação aquilo. Tudo aquilo só fazia minha mente ficar mais confusa e perdida.

Na Sexta Feira a Alline foi acampar e praticar Paraglider com a amiga do André e foi acampar portanto passaria o fim de Semana ou pelo menos dois dias fora e não pousaria aqui em casa. Então, depois de tanto minha avó falar eu resolvi ligar pelo fato de que eu queria que aquela situação fosse resolvida de uma vez por todas porque não teria mais como ficar assim e não falar com ela tava me fazendo pior do que me fez saber que era mentira a história que ela tinha me contado. Liguei meio sem jeito e eu posso ter um script dentro da minha cabeça das coisas que eu quero dizer mas na hora que vou passar esse script da teoria pra prática as coisas nunca saem do jeito que parecem que vão sair. Provavelmente gaguejei um pouco quando ela atendeu, mas não lembro. Pedi desculpas porque achava que tinha pego pesado com ela e ela disse pra eu entrar no msn que ela entraria mais tarde. Se eu não me engano liguei na Quinta Feira, mas lembro do fato da Line não estar aqui quando eu liguei.

As nossa pazes foram feitas oficialmente numa Sexta à noite quando ela me chamou pra ir na casa dela. Como sempre eu perguntei se queria que eu trouxesse alguma coisa. Daí passei numa loja de conveniencia depois de descer do ônibus, e liguei de um orelhão pra informa-la que tinha chego. A gente fez diversas coisas pela madrugada e uma delas foi sair. Quando saímos de madrugada e andávamos pela República Argentina, próximos ao posto ela me disse: "Vem cá que agora vou te contar o que aconteceu realmente.". Ela havia sofrido mesmo um assalto como tinha dito pra mim no scrap, só que ,não tinha levado o tiro na perna e não lembro como ela conseguiu escapar da situação no dia me contou. Com isso eu me senti pior porque percebi que ela não tinha mesmo contado pra mim uma mentira completa. Tinha mesmo ocorrido o fato com excessão do tiro na perna. E enfim, eu fiquei mais amenizado e satisfeito porque sem a amizade dela, não seria a mesma coisa. Pousei lá e no dia seguinte a gente foi até o museu egípcio outra vez, chegamos muito atrasados e a Mili e o André já nos esperavam lá há tempos. Depois na volta perguntei pra Tami se ela não queria passar em casa pra pelo menos jantar, ela me disse que não que estava exausta.

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Setembro 16, 2008

 

[P#128] ANOS DE TRANSIÇÃO (Parte 1)

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Tami, André e Line

Bem, começarei agora uma seção de posts entitulada "Anos de Transição" que vai descrever o que ocorreu no período de 2006 e 2007 até essa biografia chegar nos dias de hoje e isso aqui finalmente se tornar um diário.
Vou começar a falar de 2006 que foi uma merda dum ano filho da puta na minha vida.
Principalmente porque:
Começei a ter problemas de visão
Muitas discussões em casa sobre o rumo que eu ia dar a minha vida
Apatia
Uma péssima situação que ocorreu com uma amiga minha por minha culpa e terminou me deixando muito mal

Óbvio que teve muito mais merda mas eu não lembro de tudo. Nem vou ficar dizendo aqui tb que esse foi o pior ano da minha vida porque eu odeio esses superlativos do tipo: "ah foi o malor", "foi o pior", "foi..." , qualquer coisa porque isso é coisa de criancinha mimada que não suporta o mínimo e supervaloriza tudo. Mas foi um ano ruim pra caralho, confesso. E me enganou direitinho nos primeiros meses. Eu diria que teria condições de ter sido um bom ano, mas, não o foi.

O primeiro mês foi de bastante euforia porque a Line Mel estava aqui. A princípio era pra passar o mês ou algumas semanas apenas, não lembro. No entanto no tempo que esteve aqui, nós, o André, a Mili, eu, enfim as pessoas envolvidas com aquela situação, fizemos de tudo pra que ela se sentisse bem à vontade. A levamos pra comer nos mais diferentes lugares da cidade e pra conhecer os principais pontos turísticos e parques da região.Até alguns affairs ela conseguiu por aqui.

Nas duas primeiras semanas, se eu não me engano, ela ficou hospedada na casa da Line, daí elas entravam em contato comigo através do meu telefone de casa ou pelo celular e marcavam encontro comigo, o André e o Nilo através dele. No ano anterior com a má sorte de fim de ano que eu tava com as coisas relacionadas à cantora Pitty, acabei ganhando o dvd Admirável Vídeo Novo que eu já tinha de um affair virtual do meu pai, aproveitei uma ocasião na qual encontrei com Line e Mili no bosque do alemão pra dar esse dvd a ela, que apreciou bastante.

Nas semanas seguintes, ela ficou hospedada na minha casa, dizia ficar uma semana lá e depois iria para SP conhecer a Aya e o Tom. No entanto, seus planos foram mudados e ela não chegou a me falar claramente que planejava passar mais tempo aqui do que o planejado inicialmente. Ela parou de se hospedar na casa da Mili, porque esta, tinha viagem marcada pra SP pra ver coisas relacionadas à vida acadêmcia se eu não me engano, mas ao mesmo tempo não tenho nenhuma certeza disso.

Havia chegado a hora então de conversar com meu avô, e foi na hora do jantar daquele verão de 2006 que eu colocaria as cartas na mesa e diria a ele sobre a estadia de Line Mel que já contava com isso pq eu havia prometido a ela no ano anterior que a estada na minha casa estaria garantida. Meu avô perguntou quando tempo ela ficaria hospedada com a gente, eu afirmei que uma semana porque era o prazo que ela tinha me dito. Se eu soubesse que os planos tinham mudado tanto eu teria dito que por um período indeterminado.

Conversei ele falou que era contra ela ficar ali, mas eu já tinha o apoio da minha avó e do meu pai porque já havia conversado com eles antes sobre esse assunto, mas que ele lavava as mãos se os outros dois não tinham nada contra e ele tinha me dado o prazo exato de uma semana, disse que não ia tolerar nem um dia a mais. Eu aceitei todas as condições, depois teria que arcar com as consequências. Um dia por msn até a Tami me cobrou de eu não ter sido mais direto com a Line e especificado as coisas direito quando esse tempo acabou sendo ultrapassado. Mas eu ficava sem jeito, e, fora que pra mim, com ela aqui estava melhor porque boa parte dos dias que ela esteve aqui eu não tinha que ficar acordando de manhã pra procurar emprego. Por isso o primeiro mês foi o melhor. Noitadas todos os dias saindo em baladas com ela, a Judy a Michelle e a Tami, onde encontrávamos óbvio sempre com Nilo e André. Diversão à valer até altas horas da madrugada e depois acordar só ao meio-dia. Não tinha nada de melhor nessa vida.

A primeira semana passou e eu começei a sentir as pressões dos meus familiares para que ela fosse embora e se hospedasse em outro lugar. Mas eu não podia fazer isso já que a promessa havia sido feita de minha parte em primeiro lugar e ela contava comigo. Tentei esconder muito bem isso por baixo dos panos pq me sentiria mal se ela achasse que não estava sendo bem quista.Não avisei nada, tomei uma atitude anárquica e fiz como se as pressões não existissem. O meu dinheiro antes dela ir embora aqui de Curitiba já havia terminado e eu estava contando sempre com o dinheiro que minha avó me dava e confesso que pra fazer certos programas precisei até mesmo usar o dinheiro que Line tinha trazido consigo.

Acho que na minha casa a Line ficou umas duas semanas e meia, mas não sei precisar ao certo se foi realmente isso. O fato foi que um dia meu pai chegou pra ela e a pressionou perguntando quando ela ia embora porque tinham dito uma data pra ele e o que ele tava vendo na prática era outra coisa, então ele preferia que ela mesmo dissesse a ele. Achei muito constrangedor isso e uma verdadeira falta de respeito. Me chateou mesmo essa postura do meu pai. Afinal na época, ela era a hóspede e acho que não merecia um confrontamento desse tipo. Além do que meu pai sabe que eu não sou uma ciência exata, sou uma pessoa que vai indo conforme a maré e se adaptando às situações.

Saímos algumas vezes com a Tami tb, no período em que Alline esteve hospedada na minha casa. E outras não. Então teve o fatídico domingo que aconteceu uma coisa que me decepcionou muito e eu achei que nunca mais ia conseguir confiar em alguém que eu julgasse ser meu amigo. É, não sei quem está lendo isso agora, mas se for VOCÊ, é a história do tiro, sim. Tinha sido assim: acordamos mais cedo no Sábado porque meu pai nos levou pra comer num restaurante da rua XV em Curitiba e Alline como convidada especial foi junto. Na sequência, rumamos até o apartamento de André que apresentou à Aline duas amigas especiais dele. E quando eu digo especiais não estou falando de nenhuma deficiência física, mas sim, de pessoas queridas que ele conhecia e resolveu apresentar à Alline.

De lá fomos até o museu egípcio de Curitiba. Foi bom pra mim também porque além de histórico, eu não conhecia esse museu. Legal, de lá rumamos até um parque lá perto cujo nome eu não lembro depois de algumas atividades acabou ficando muito tarde, anoiteceu, e fomos na casa do André. Eu tinha mandado um scrap pra Tami antes de sair de casa perguntando como tinha sido o passeio dela de roller na madrugada. Óbvio que depois como passei o dia inteiro fora, não vi a resposta. Enfim nesse mesmo dia quase beirando a meia noite no ap do André ele permitiu que eu visse meus scraps.

E lá ela havia me respondido.
E dizia que tinha sido ruim porque ela tinha levado um tiro na perna mas um taxista havia ajudado ela. Era superficial nas notícias mas aquilo me abalou porque eu fiquei pensando um monte de coisas, até porque, os pais dela não estavam em casa, estavam viajando no litoral.E me vieram milhõs de pensamentos escrotizantes do naipe: "puta que pariu, será que o taxista levou ela até o hospital? Será que ela está mesmo bem? Será que está andando de muleta?". Fiquei com essas indagações na cabeça e de tão espantado acabei chamando a Alline e o André pra ver. Mandei um scrap perguntando se ela tava precisando de alguma coisa, o André também mandou um scrap de apoio e a Line também procedeu de mesma forma. Não consegui dormir direito aquela noite pensando naquilo. Em como estava fazendo pra se locomover, se ainda estava doendo, se... enfim, como eu tenho a tendência natural a viajar na maionese, fiquei pensando um monte de bosta que talvez nem tivesse nada a ver eu ficar pensando.

Enfim dia seguinte: Domingo.
Encontro marcado na feirinha do Largo da Ordem. Fotos no local e nos arredores. Almoço na região e a Alline me paga (sim meu dinheiro já tinha expirado há tempos) uma típica comida baiana. Mais amigas, dessa vez novas até pra mim, já que não tinha sido o André que tinha nos apresentado elas,chegam e ficamos lá tomando cerveja. A certa hora o André diz que é hora de se retirar pois tem um compromisso importante.Eu continuo pensando em como anda a saúde da Tami, em especial sua perna, aqui óbvio sem nenhum trocadilho maldoso, mas essa ressalva eu só fiz se tiver algum punheteiro lendo esse post ou se encontrou essa biografia procurando pornografias e afins.Eu juro que achei que por ser domingo o pessoal ia só tomar uma cervejinha básica e depois cada um ia pra sua casa, se despedia e se mandava, e aí eu iria ver ali com a Tami direito aquela história do assalto e do tiro na perna. Mas não foi assim que aconteceu. Ficamos tomando cerveja por umas duas horas e meia embaixo de um sol infernal. Depois trocamos de bar pra tomar na sombra. Nada era na minha conta aí porque como falei meu dinheiro já tinha ido pro saco. E conversa ia conversa voltava meu pensamento vinha parar na história do tiro. Daí quando finalmente saímos do bar e eu achei que ia poder sacar o que tava ocorrendo, resolvem "esticar" até uma sinuca. Detalhe: não era lá no centro, na XV, próximos de onde estávamos. Era simplesmente lá NA CASA DO CARALHO!

Não faço idéia do bairro que era só sei que era muito longe e eu nunca tinha ido. Não estava com o menor ânimo de ir jogar sinuca mas não queria quebrar a onda da galera e muito menos da Alline Mel que estava se divertindo bastante. Esqueci de falar que antes de tomar o ônibus com destino à casa do caralho a Aline, amiga do André de curso da faculdade. Ela foi com a gente até a casa do caralho. Chegamos lá o ambiente do bar era legal, havia mais de uma ambiência e o lugar tinha um estilo próprio mas a medida que pude eu me ausentei de jogar as partidas de sinuca porque meu pensamento ainda estava focado no problema da Tami. Ficamos umas quatro horas e pouco nesse bar. Saímos de lá devia ser 10 da noite. Começou a chover forte. Ficamos esperando junto da outra Aline embaixo de uma cobertura a chuva passar. Mas por mim teríamos corrido direto pro tubo do Expresso pra eu chegar em casa logo. A chuva acalmou um pouco e nós corremos até o Tubo. Aline seguiu com a gente até metade do caminho onde ficava o ponto que ela tinha que descer. Fomos num ônibus lotado. Sim acreditem minha gente: 11 da noite, dum DOMINGO e um monte de caralhudos que não tinha mais o que fazer resolve sair de casa, e não lembro se aquela época as passagens de Curitiba aos domingos já eram um real, pra encher o saco da galera que poderia tranquilamente pagar um pouco mais e sair mais tranquila de casa usando transporte coletivo.É pra foder. Um monte de gente, calorzão, nego encoxando nega e aquela beleza toda que só quem anda de ônibus pode apreciar com satisfação plena.

Enfim, daí pra celebrar a alegria de viver, tem a troca no terminal do Portão onde não lembro se o ônibus tava cheio mas lembro que o dia tinha sido fatigante, meu saco tava na testa e ter de esperar mais um ônibus, morrendo de ansiedade pra saber direito o que tinha ocorrido com minha amiga, era de amargar. Chegamos. Line foi direto pro meu quarto, meu avô me chama de canto e diz que quer ter um particular comigo. Eu já tava sacudo de estar chegando quase meia noite em casa tendo a noção de que meu pai queria que eu voltasse a procurar emprego a partir daquela Segunda.Meu avô falou que eu tinha que deixar bem claro pra Alline que era pra ela ir embora. E dá-lhe ficar me enchendo o saco e passando sermão porque eu tinha prometido uma coisa e agora tava fazendo outra e que ele não ia mais tolerar, se eu não dissesse nada ele mesmo diria na cara dela. Alline tava se trocando quando cheguei no meu quarto, ou tirando a meia, algo relacionado. Eu liguei o pc. Finalmente saberia o que tinha acontecido com a Tami e com detalhes.
Demoro a logar, msn abre sozinho como sempre com meu status "Aparecer Offline".
Entro no orkut. Ainda to meio revoltado com o que tinha ouvido de meu avô e com o fato de ter que voltar a procurar emprego de manhã quando estava tão bom dormir até o meio dia pela eternidade afora.

Enfim, chega o grande momento.
Abro lá e a única coisa que vejo escrita é:
"ah era brincadeira, não era pra ter acreditado".
Talvez não bem com essas palavras, mas a mensagem principal dizia isso ou algo relacionado ou algo muito parecido. Enfim, não ia ficar tirando print disso no dia e salvar num cd-r pra depois vir colocar uma legenda embaixo: "Olha como eu me fudi nesse dia". E óbvio que nem pensei nisso também.
Eu sei que quando eu vi aquilo eu tive um colapso. Colapso mental.
Era muita merda acontecendo num dia só. E acabei extravasando toda minha raiva em cima dela.
Eu escrevi: "VAI TOMAR NO CU!!!!"
Depois mandei em sequência um e-mail reclamando um monte de como ela fazia aquilo comigo porque sabia que eu era uma pessoa viajada e blablabla um monte de choramingações da minha parte.
Antes de digitar a linda sentença acima eu fiquei muito de cara, abismado, fudido, cagado, peidado, e qualquer outro termo que remeta ao pejorativismo,
a Alline olhou pra mim espantada e perguntou:
"Credo Ricardo, que aconteceu que tu ficou assim?"
daí eu falei:
"E-e-ela falou que era só brincadeira, a história do tiro e pá..."
"Ooooxi."
Daí foi foda. A Alline achou que eu tinha ficado arrasado e mandou um scrap metendo a boca. Realmente eu fiquei muito, muito, muito puto com aquilo. Não sabia o que pensar. Fiquei fudido da cara, mas ao mesmo tempo eu fiquei muito triste e pensando "por quê?". Enfim, graças a Deus essa crise toda passou em menos de uma semana e eu fiz as pazes com ela, mas sobre isso eu vou falar mais detalhadamente em outro post, talvez no próximo.

A partir daquela data não teve muita salvação. A Mili tinha voltado de SP. Passou quase uma semana eu fui com Line até o centro comprar a passagem dela de avião, óbvio que quem pagou foi ela e eu só fui acompanha-la e esse é o resumo do resumo que eu podia fazer sob a estadia dela aqui que se eu fosse mesmo falar detalhadamente levaria de 4 a 5 posts pra termianr sendo que creio que cada post teria em média uns 25 paragráfos. Antes de terminar a estadia dela aqui, e ela chegou a ficar por um mês e alguns dias, teve o almoço no restaurante Mexicano, que foi meio que uma despedida de todos que não poderiam acompanha-la no dia seguinte pelos mais diversos motivos. Fosse pelo trabalho ou alguma coisa relacionada. Á noite fomos no "Gato Preto" onde acabei comprando com Nilo no supermercado um bolo de despedida à Alline Mel. Os últimos dias dela aqui em Curitiba foram na casa de Mili.O André não resistiu e chorou ao se despedir dela. Lembro bem desse dia. Eu pensei que também choraria quando ela se fosse. Aconteceram tantas coisas. Dia seguinte eu fui me despedir dela na rodoviária e a amiga do André também foi lá despedir-se dela. Ela estava indo rumo a SP.

Continuo no próximo post.

 

[P#127] INTERNET YEARS (Parte FINAL)

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Damas do Roque, na formação atual, a original contava com Débora Previatti na bateria

Então, pra poder encerrar de vez a série de posts falando sobre 2004 e 2005 vou escrever aqui esse com a intenção de esgotar o assunto de uma vez, nem que o post fique gigante, mas não sucumbirei a tentação de criar um post a mais dessa época além desse, pra eu me organizar e não perder o foco vou falar primeiramente do grupo:

Damas do Roque

o grupo Damas do Roque eu só vim conhecer por causa da Tami, e ela tem mesmo esse mérito de ter me feito ir no primeiro show delas numa casa daqui, acho que chama 92 graus mas não tenho certeza e nem saco pra ir pesquisar na net qual o nome certo do lugar.
De qualquer forma é o mesmo lugar que no ano anterior eu tinha ido conhecer a banda Hellas, tentado marcar com o André pra ele comparecer, mas ele não conseguiu. Enfim, foda-se porra, to falando de 2005 e não das desgraçeiras que aconteceram em 2004.
A Tami tinha o msn da baixista, a Priscila, e foi numa dessas conversas que a Priscila a chamou para o concerto na casa. Então a Tami me chamou para ir junto e a gente foi no dia seguinte. Chegamos, várias bandas tocaram inclusive elas, que me impressionaram pela coesão no palco, o timbre de voz interessante da vocalista e como grupo elas também funcionavam muito bem fazendo covers competentes num repertório também coeso.
Dali por diante, no ano 2006 afora, até meados de 2007 fui acompanhando vários shows da banda e tenho ainda a vontade de filma-las tocando ao vivo, como eu procedi com o Pink Rock Festival no Hangar, mas ainda não se tornou possível a realização desse projeto.

Chegada de Line Mel em Curitiba

Como eu havia dito, tinha juntado 400 e poucos reais para chegada da Line em Curitiba, mas acabei não resistindo e gastei parte desse dinheiro com putas restando somente 150 reais pra gastar quando ela estivesse aqui.
Então foi confirmado que ela chegaria aqui depois do natal, passando a virada do ano conosco.
A Alline tinha me deixado avisado que um amigo dela iria recebe-la aqui tb. Tratava-se de Nilo.
Eu nem o conhecia, salvo talvez ter visto um ou outro comentário dele no blog que ela mantém, ou que mantinha até tempo atrás, antes de trancá-lo.

Acho que recebi uma ligação de Nilo, que na época estava em Curitiba, ou ele primeiro me contactou via orkut e através do orkut dei meu número a ele, o que, eu, sinceramente não lembro a forma como ocorreu, mas lembro de ter conversado com ele e marcado algo em sua casa poucos dias antes da chegada dela.
No dia que eu fui lá, tinha trazido um violão de casa, havíamos marcado perto do relógio das Flores e tiramos um som lá , onde, ele foi me mostrando novas composições e músicas que tinha feito e enfim.

Depois rumamos pra sua casa onde eu fiquei até tarde da noite.
Talvez ele quisesse que eu pousasse lá mas eu tinha urgência em voltar principalmente por causa da minha família e porque meu pai, queria, àquela época que todos os dias de manhã eu procurasse emprego como já falei em posts anteriores.Conversa sobre política e sobre afinidades com o Partido dos Trabalhadores, ele me deixou no meu ponto na Rui Barbosa. Voltei pra casa um tanto quanto bêbado. Lembro de, em seguida ter conversado com a Tami no msn e contado sobre a aventura daquele dia. A convidei pra ir comigo recepcionar a Line Mel no aeroporto tendo em vista que o André e a Mili também iriam. Ela disse que não poderia porque viajaria à praia com a família.

Depois entrei em contato de novo com Nilo, e, ele me disse que estava disposto a ir conosco buscar Line no aeroporto. Então encontraria comigo, André e Mili que seria quem nos daria carona. Óbvio que foi pedida uma autorização pra Mili porque tem a ocupação máxima do carro, o número máximo de passageiros e tudo isso precisava ser pensado. Não lembro como, a Tami me disse que viajaria num outro dia e que gostaria de ir sim conosco buscar Line Mel no aeroporto. Mas eu já havia marcado de chamar o Nilo. Foi então que liguei pra ele e dei a desculpa de que iria de busão até o aeroporto, daí ele se ofereceu pra ir comigo, mas, como era mentira eu inventei algum impecilho de não poder ir com ele. Assim, pedi autorização pra Mili pra poder levar a Tami também e ela aceitou numa boa.

Enfim já sabíamos o dia que ela chegaria e marcamos o esquema. Marquei tudo no dia anterior com o Adnré no telefone deixando ele ciente de que levaria a Tami comigo. Ele já conhecia a Tami desde os tempos do show da Pitty, aquele que citei em posts anteriores, e também já tinnha visto e conversado com ela durante o evento da Wizard em que eu havia tocado no ano anterior. No dia anterior eu deixei tudo marcado com a Tami, mas a irmã dela senão me engano tinha convidado uns amigos pra casa e tava tendo uma "festinha" lá com direito a bebidas, violões, etc,etc.

No dia seguinte coloquei a minha melhor roupa, (fui todo de preto se eu não me engano) acordei cedinho, ou me acordaram pq eu não consigo despertar sozinho nessas ocasiões e liguei pra Tami que tava dormindo, pedi pra acordarem-na.Encontrei a na Rui Barbosa e de lá seguimos até o apartamento de André. Quando estava na praça Carlos Gomes resolvi ligar pra casa dele pra avisar que estaríamos chegando lá em breve. Se não me engano, quando chegamos ele já tinha saído do prédio e foi ao nosso encontro ali em uma esquina, lá perto esperamos a Mili chegar de carro.

Ela chegou a gente entrou e seguimos até o aeroporto, que, era bem longe.
Lá chegando não avistamos Line Mel. Estavamos no andar térreo reunidos e procurando encontrar, quando de repente sou abraçado e não estava esperando aquilo porque não estava olhando na direção de onde ela veio. Daí ela me viu daquele jeito e perguntou:
"Por que tão chique?", no que eu respondi: "Por você."
Ela veio com o Nilo, o Nilo por sua vez tinha ido até ali sozinho e encontrado com ela no andar de cima, onde, por termos chego um pouco atrasado a Line Mel ficou com impressão de que não chegaríamos, mas se sentiu muio feliz de nos ver ali. De lá, fomos de carro, com exceção de Nilo que tomou um ônibus, até o parque Bosque do Papa. Lá tiramos várias fotos, através da câmera fotográfica do André, uma delas, é a que ilustra o post anterior a esse. Alternei em aparecer com a Tami e a Alline, com o André, tirando fotos, enfim ,assim e assado.

Ficamos um tempo ali. Só a Mili havia voltado pra casa pra fazer o almoço. O André que sabia melhor onde era a casa da Mili do que a gente, nos guiou até lá a pé.Fui muito feliz porque a Alline sempre disse que um dia iria me conhecer pessoalmente e finalmente aquilo havia acontecido. Fomos conversando, falando mal da Joelma do Calypso que ela afirmou ser vizinha delas em tempos mais remotos e que pelo que era em termos estéticos, ela evoluiu bastante etc e tal.

Chegamos na casa de Mili e fomos recepcionados com um belo almoço. Nilo enfim chegará após a gente até a casa de Mili tb.Não, não lembro o que comi lá. Só lembro que a casa de Mili é bem bonita, eu já havia estado lá no ano anterior, e havia gostado. A Mili ainda me deu um presente que a Aya tinha me enviado à épcoca que ela tinha viajado pra São Paulo e que estava ainda guardado com ela. A Alline deu um presente especial pra cada um de nós, tinha me dado um colar com pedras brancas e pretas que eu começei a usar direto como se fosse uma espécie de amuleto até meados de 2006 se não me engano quando minha prima Dayse o pediu emprestado e nunca mais o devolveu. Pedi ele de volta em Guaratuba em 2007 , mas ela afirmou não lembrar onde ele estava. Me frustrou muito aquilo mas eu não cheguei a comprar nenhuma outra peça relacionada depois por minha própria conta.

Aquele dia estava apenas começando. À primeira vista a Line ficaria hospedada na casa de Line. Eu e Tami resolvemos seguir nossa trilha. Nilo foi com a gente se eu não me engano, e, demos uma parada na casa dele, e tinha umas baquetas de bateria na casa dele, é tudo que eu lembro. Aliás casa não é bem o termo apropriado porque remete a lar e era um lugar que ele estava hospedado por apenas alguns meses, mas fodam-se esses detalhes que podem passar batido e eu ainda fico perdendo tempo detalhando eles.

Na sequência fomos até a In Concert onde a Tami teria aula. O Mccoy arranjou dois violões e uma sala pra mim ficar tocando com o Nilo até o período da aula se encerrar. Ficamos lá, terminada a aula seguimos até o Shopping Estação, do Shopping Estação fomos os 3 até a casa da Tami, da casa da Tami fomos pro Habbib's no centro da cidade enquanto Nilo nos mostrava uma revista Carta Capital que havia comprado recentemente. A Tami se expressou:
"Hmm, não gosto de revista com essas coisas complicadas .... política, etc."
Comemos não lembro o que lá.
Aliás nem lembro se eu cheguei a comer algo lá porque meu dinheiro tava limitado e havia bem menos do que eu gostaria pra gastar com Line àquela época.

De lá começou a anoitecer e chegamos pra encontrar de novo com o pessoal, com o André , a Mili, a Line novamente, num dos bares próximos ao relógio das Flores e eu sou péssimo pra essas descrições, nem lembro o nome do bar, mas foda-se.
Estava bem quente. Enfim depois de um certo atraso Mili chegou com a Line, o André chegou antes delas se eu não me engano. Ficamos lá tomando umas cervejas e a Mili se retirou antes do previsto porque teria um ensaio com sua banda atual posterior ao Minatory.

Fui dar uma olhada aqui no flog dedopodre, que originalmente era uma idéia pra ser um flog da "família" e, encontrei um relato breve sobre esse dia que cita o nome do bar: Tubas. A Tami, desculpem, ela não tomou cerveja, tomou Coca, é o que está lá, e eu havia passado batido por esse detalhe. O importante é que de lá seguimos pra casa de Nilo onde com os violões seguiram-se nossas canções, composições da Line Mel, duas músicas minhas, O Nosso Fim e We're Wizard, uma da Tami que ficou meio acanhada no começo mas depois tocou legal. A Mili ligou pra lá e a Alline confirmou pra ela que aquela noite pousaria com a gente no "flat", se é que se pode chamar assim, do Nilo.

Isso gerou uma rusga entre eles e um certo mal entendido.
Mili me afirmou depois que o que a deixou chateada foi o fato de Nilo nem a ter convidado pra ir lá para seu flat junto da gente, e Nilo estava achando que Mili não ia com sua cara por alguma razão. Enfim demorou muito pra eles se entenderem. Só se entenderam depois num evento que houve no flat dele e Line já não estava mais aqui presente.

Era tarde, Nilo falou pra mim que intencionava que eu ficasse no sofá-cama com uma das meninas poruqe ia ser ruim "dois machos" dormindo na mesma cama. Mas Line me falou por outro lado pra eu dormir junto dele porque tinha medo que se ela fosse pra lá, ele tentasse algo de teor sexual com ela. Foi foda dividir a cama com outro cara, mas foi assim que procedeu até acordar no dia seguinte.Vale destacar que André não pousou no flat de Nilo preferindo retornar ao ap dele mesmo sendo noite e perigoso. Acho que ele voltou de bike se eu não estiver muito enganado.

No dia seguinte a Tami viajaria pra praia e não poderia se atrasar pq sua passagem era logo pro início da tarde.Fomos mostrando a rua XV pra Line, e de lá seguimos até a casa do André que nos mostrou ínumeros clipes de artistas femininas para nós, Tami já havia alertado que tinha um horário certo pra chegar à rodoviária mas sem querer acabamos nos atrasando e enrolando. O que pesava é que ela tinha de voltar pra casa ainda fazer as malas e depois ir pra rodoviária.

Então após sairmos da casa de André (e o mesmo ter ficado lá) foi decidido o que seria feito, eu resolvi acompanhar a Tami pois estava um pouco exausto e precisava descansar direito.Pegamos o mesmo Expresso, Nilo perguntou a mim, se eu ia acompanhar Line num almoço ou se eu ia com a Tami. Afirmei que eu tava cansadaço e precisava dormir por isso iria com a Tami já que de lá, poderia rumar direto pra minha casa. Então ele foi almoçar com a Line Mel num restaurante que ele pagou do próprio bolso.

Cheguei em casa minha família perguntou se eu tinha me divertido. Afirmei que sim, que tudo fôra lindo. Quando tava no meu quarto tocou o telefone e era o Nilo me convidando pra ir na casa dele mas eu afirmei fadiga e acabei sabendo que ele havia ligado pra Tami quando ela tava no ônibus pra praia. Confesso que sei lá por qual razão aquilo me deixou meio puto e, depois que desliguei, liguei pra Tami pra saber como é que tava sendo a viagem e estranhei que o meu sinal (do telefone) tivesse chegado tão longe. Ela afirmou pra mim que tava tudo tranqüilo.Creio que desejei a ela um feliz ano novo, mas não tenho certeza.

A Hora da Virada

Foi com certeza uma das viradas de ano mais estranhas da minha vida porque eu geralmente, todos os anos sem excessão, passo com a minha família. Não visito os parentes mas todo mundo aqui em casa comemora juntos. E esse ano foi uma excessão, talvez fosse só uma prévia do desastre que seria o ano de 2006.


O Nilo veio me buscar aqui em casa quando era cerca de umas cinco da tarde, e daqui nós fomos direto pro centro à pé.Fomos à rua 24 horas e compramos uma pizza. De táxi seguimos até seu flat. Depois de um demorado banho e de algumas enrolações, fomos de táxi novamente, até a casa do André. Lá comemos a pizza fria. Mas confesso que foi um bonito espetáculo ver os fogos estourando no arranha-céu do prédio que André morava na época. Isso é uma coisa que esta na minha mente e eu não esqueci. Foi lindo.

Com a rusga que ficou entre Mili e Nilo, houve um lance que nos fez ficar meio chateados com a Mili, porque ela foi para uma cidade próxima, não lembro onde com a Line e não nos convidou. Com excessão do André, que só tinha sido convidado porque tinha encontrado com ela sem querer no supermercado. Daí no dia 30 de Dezembro pela manhã se eu não estou muito enganado, deixando a nós na mão, porque todos estavam lá entusiasmados em saudar Alline Mel. No meu caso não podia marcar de sair com a Tamiris porque ela tava no litoral com a família.

Mas se não me engano, à noite, pouco antes da virada do ano, a Alline ligou pra nós que estávamos no flat do André e nos desejou um feliz 2006. Ela tava no empório se eu não me engano e acho que o Nilo até cogitou da gente pasasr lá pra encontrar com elas mas eu e o André acabamos abortando a idéia.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

 

[P#126] INTERNET YEARS (Parte XVII)

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Foto clássica: Tami, eu e Alline
Falar agora de algo que tem relação direta com essa foto.
Os meus contatos de msn mais frequentes aquele ano ainda continuavam sendo a Mili, Aya e a Alline Mel, além da Déa.
A Alline tava me falando que viria pra cá no começo de 2006, ou, provavelmente no final de 2005 pra passar a semana em Curitiba aqui e talz. Eu me comprometi a hospedá-la aqui, só que só fui avisar meu avô quando ela já estava em Curitiba e meu pai e minha avó eu já tinha deixado notificados poucos dias antes dela chegar.

Mas ainda devo voltar alguns dias antes na crônica pra falar do fim do ano.
Eu tinha juntado desde meados de 2005 quando desconfiei que a possibilidade dela vir era real 400 reais, pra gastar quando ela tivesse aqui. Só que quando ela chegou eu tinha gastado a maioria do dinheiro com putas pois não resisti à tentação, sou homem e como homem tenho minhas necessidades, e histórias fracassadas como essa com a J, só me fazem ficar ainda mais com pé atrás com mulher e procurar esse tipo de profissional pra sanar minhas vontades masculinas.

Eu peguei o msn do Langer, não lembro quanto tepmo depois do evento do Eletrobosta de 2005. Até aí tudo ok,o que segue é que a Tami um dia me chamou pra ir ver uma banda que tava vindo da Bahia, ou de algum lugar relacionado pra tocar em Curitiba e disse que nunca tinha me visto com um visu mais rockeiro como o estilo de uma foto que eu usava na época pra assinar os posts do Blog Resenha Gamers.

Então eu fui num sebo vendi um monte de revistas que eu tinha pra conseguir dinheiro pra sair com ela à noite.Daí ela falou que ia chamar o Langer e pediu pra gente se encontrar num horário que eu não lembro direito qual. Antes fui na churrascaria Paiol com meu pai e com meus avós e eles me deixaram em frente ao bar onde havíamos marcado via msn. O Langer veio acompanhado do primo. A Tami veio com um visu diferente tb. A gente ficou um tempo no bar e depois seguiu para odne seria o show da banda baiana.

Quando a gente chegou lá e devia ser perto das dez da noite, o cara da portaria nos informou que o bar abriria mas que a banda tinha dado um bolo neles. Ficamos um pouco lá dentro e depois saímos, acabamos na Travessa Nestor de Castro e de lá para a Praça Tiradentes, no pastel do China, onde quase fomos assaltados. Comendo dentro do estabelecimento e vem quatro elementos, na maior, pedir dinheiro. A gente pagou e saiu correndo literalmente do lugar pra não sermos seguidos pelos meliantes. Antes disso Langer tinha tido a idéia fabulosa de levar a gente até o apartamento de um amigo dele, solteiro e na faixa dos 30.

Eu pensei: "Não vai prestar". Mas como todos, incluindo a Tami, acataram a idéia sem problemas, eu pensei também "mas não vou ser o cara chato que diz não às idéias alheias" e acabei indo junto. Antes ele parou no orelhão e deu pra ouvir que o cara do outro lado perguntou se ia ter uma menina junto com a gente. Ele afirmou e eu logo pensei "po, querem estuprar a menina". Pensei isso mesmo e àquela noite a hipótese não pareceu tão ridícula porque estavam então em 3, era o que eu pensava.
Ele, o primo, e mais esse maluco agora. Eu pensei: "Po e eu não vou poder fazer nada. Porque vão ser 3 contra 1.". Fui dominado por um certo pânico ao ter aquelas idéias, não sabia se eu tava viajando ou se eu estava coberto de razão.

Fora que o cara morava lá na casa do caralho. Nos deslocamos do centro até o Batel, num prédio chique de lá.Subimos (de elevador) até o andar não sei qual, e fomos atendidos pelo cara e um amigo dele, um neguinho, que veio cumprimentar a gente com a mão mole. Parecia que àquela noite as coisas só pioravam. A banda tinha dado calote no bar, quase havíamos sido assaltados, e agora estávamos passando pela situação de ir na casa de um desconhecido às 01:00h da manhã.

Não lembro direito de todos os fatos pq já tem certo tempo isso mas a irracionalidade já tinha tomado conta de mim e eu tava me sentindo assustado com as coisas. Eu sentei de um lado do sofá, o primo do Langer sentou de outro, e o próprio ficou ao fundo na sala. A Tami sentou no topo do sofá e de costas pra nós. O cara atendeu a gente trajando apenas um shorts, daí colocou um cd de louvor evangélico no aparelho de som e começou a conversar com a Tami, e eu pensei que ia começar a violentá-la ali mesmo, enfim, começei a pensar um monte de merda. O amigo dele, o neguinho, ficava só olhando pra nós, também sentado mais à distância.

Então começou o papo mais alucinado que eu já ouvi na vida, e o mais assustador. Começou a falar sobre como Jesus havia entrado na vida dele, mas fez um discurso de orador chapado, o que me fez pensar se o cara não tava possuído sob o efeito de alguma droga forte, ou se ele era maluco, ou ainda o pior, um fanático-religioso, que havia chamado a gente ali pra fazer um ritual macabro. Com pérolas do tipo: "o verdadeiro malucão é Jesus" e "eu vou tatuar Jesus na bunda", olhando pra gente como se fosse comer nossos fígados num transe muito doidão, ele aponta do nada pro amigo dele e diz: "Ta vendo esse cara? Ele é foragido de Bangu 2, mas não precisam ter medo porque ele também encontrou Jesus", e o amigo replicou: "É verdade". Langer continuava no fundo e a medida que o amigo fazia a pregação religiosa conosco, dava risadas. Mas uma hora eu achei que o negócio ficou mesmo feio que foi quando ele bateu no Langer. Não lembro que tipo de agressão, ou se ele jogou algo na cabeça do mesmo, mas houve isso. Daí me assustei ainda mais.

Na verdade só posso falar por mim, as impressões que eu tive, não sei dizer se a Tami estava tranquila ou se tinha ficado nervosa também com aquilo, mas, a certo momento ela sentou ali no sofá com a gente ficando entre mim e o primo dele. Percebi que batia a alça de seu relógio, mas eu não sabia se era um tique-nervoso ou uma de minhas inúmeras viagens na maionese. Pode ser apenas que ela tivesse de saco cheio de tudo aquilo e quisesse ir embora, enquanto eu acreditava que, a gente não ia sair vivo de lá, e prometi a Deus, que se eu saísse de lá vivo, nunca mais reclamaria da vida. Óbvio que esse é o tipo de promessa que você só faz quando ta numa pior, do mesmo jeito que diz, quando esta passando mal e de ressaca que nunca mais irá beber.

Então depois de quase quarenta minutos assustando a gente e fazendo uma pregação religiosa psicopata, ele perguntou :
"Vcs querem conhecer esse Jesus?"
Depois, continuou:
"Vejam bem isso é apenas a prova de que Ele existe.
Vocês não acham muito estranho 3 pessoas estarem de madrugada na casa de alguém que nem conhecem? Vocês vieram para a palavra, para Jesus,
eu sei que se não os 3, pelo menos um de vocês vai encontrar Jesus hoje."
Quando ele falou isso eu já pensei no sentido mais doentio, de morrer, de ser assassinado e começei a ter mais medo ainda.
Então, pra MELHORAR ele completou:
"Então eu vou perguntar um a um quem quer conhecer esse Jesus muito louco de quem eu falei."
Eu fiquei muito em dúvida do que eu responderia quando chegasse minha vez.
Só que na ordem dos que estavam sentados no sofá, eu seria o primeiro a ter de responder.
Elaborei mentalmente uma resposta baseado no seguinte:
"Dá que eu respondo que não e ele fica chateado, passa uma faca no meu pescoço ou qualquer coisa pior?"
Achava mesmo que ia haver algum tipo de chacina "em nome do Senhor" ali.
Pensei também: "E se eu disser sim, e começar um ritual de sangue?"
Eu tava entre a cruz e a espada. Entre a merda e a bosta.
No final dei uma resposta em cima do muro que achei que me daria algum tipo de "proteção".
Eu respondi:
"Não estou preparado ainda"
Então seguiu pra Tami, que disse:
"Só se for outro dia, minha mãe ta me chamando já" - a mãe dela havia ligado pro celular dela pouco antes (e ela tinha atendido)
O cara se irritou, e eu achei que a coisa ia ficar feia pro nosso lado,
porque ele insistiu
"É simples, PORRA, OU SIM OU NÃO?"
Daí ela insistiu na mesma resposta mas acabou dizendo "não".
Eu só queria ir embora daquela merda de lugar e tava realmente preocupado.
Só me sentiria "à vontade" depois que tivesse fora de lá.
O otário do Langer continuava rindo que nem uma biscate no cio.
E fazia sinais pra gente ir embora. Mas como é que íamos saindo assim na maior, com um cara afetado daqueles. Se a gente saísse na maior era capaz dele ralhar gritando: "FICA AE, PORRA!"
Eu não tive a moral de sair na maior e fiquei lá vendo o que ia acontecer.
Perguntou então ao primo do nosso 'amigo' se ele queria conhecer Jesus.
O primo dele afirmou que sim, e aí eles leram juntos um parágrafo da Bíblia e oraram.

Depois disso ele nos dispensou e eu percebi risinhos.
Daí o cara, perguntou pra Tami qual era o nome dela. Ouviu errado e chamou de "Pami", daí as risadinhas se tornaram gargalhadas.
A gente tinha caído numa pegadinha super escrota e de tremendo mal gosto ¬¬
Realmente aquele não tava sendo o nosso dia. Só merda acontecendo.Hiper filha da puta. Então deixamos o local e nos encaminhamos para o elevador, a Tami fez um sinal que dizia "vou quebrar tua cara , filho da puta". Eu tb fiquei muito chateado,
lembro de ter comentado:
"Era uma pegadinha né? Vai tomar no seu cu"
ele replicou:
"Calma gente, não fiquem chateados comigo, meu primo exagerou na dose"
Óbvio que ficamos muito fudidos de nossas caras e cortamos qualquer relação de amizade que pudéssemos ter com ele. Pelo menos da minha parte foi isso que aconteceu,porque adotei como principal medida a exclusão do msn dele.

Na sequência a gente voltou a pé, do Batel, até o bar que a banda havia dado o calote. Mas estávamos tão chateados com tudo que acontecia que ninguém conversou mais com ninguém. Ficamos lá uma meia hora e resolvemos ir embora na sequência. Ainda comentei, depois que o Langer tinha ido embora com o primo e o pai dela tinha chego pra buscar a gente: "Pensou que ia morrer hein, amiguinha?", não lembro o que ela respondeu mas era algo concordando. O pai dela buscou a gente e me deixou em casa. Desejei boa viagem a eles pq sabia que no dia seguinte desceriam à praia.

Line estava prestes a chegar dias depois.
Continuo no próximo post.

Domingo, Setembro 14, 2008

 

[P#125] INTERNET YEARS (Parte 16)

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J, eu e Tami na apresentação do grupo "Só Marias" em 04/12/2005

Então, continuando a falar sobre o o show lá no Eletro-sei-lá-que-porra;
A gente ficou na fila um tempão. Eu convidei o André pra vir por scraps pelo orkut.
Mas na época, ele estava ocupado de não pôde ir.
O show atrasou muito como eu já falei no post anterior e inclusive teve uma menina lá que vomitou na fila (coisa linda de se ver). Uma pinguça veio pedir pra eu tocar violão pra ela mas depois consegui me livrar dela.

A Tami foi de encontro à umas meninas que vieram de São Paulo para ver a Pitty e eu fui até lá com a J. Chegamos lá e encontramos o grupo. A Tay Kelly, que era a primeira vez que eu via. Depois , faria amizade (pelo menos àquela época) e, mais tarde ela viria fazer uma audição que foi filmada na minha Webcam, mas, isso é outra história, falo sobre isso depois se eu lembrar.

Eu havia marcado já o encontro e me deixava sacudo a J. não me responder daí dei uma intimada que eu saíria de casa em no máximo meia hora que se ela quisesse ir comigo era a última chance. Daí ela respondeu a SMS por celular dizendo pra gente se encontrar no terminal do Cabral. Cheguei lá, e vi ela com a irmã oferecendo uma blusa pra ela , que, recusou de forma mal educada. No õnibus ela falou que gostava de mim, mas não da forma como eu gostaria que ela gostasse. Eu simplesmente, ignorei, ela pediu o meu celular emprestado pra chamar o primo dela pra lá.

Lá estando, a Tami me apresentou a dois amigos dela que estudavam na In Concert com ela na época. Um deles era o Langer, e o outro eu não lembro o nome. Só citei o nome do Langer porque é relevante pra algo que eu planejo contar quando for escrever o último post de 2005, ou até, talvez nesse, dependendo do tamanho que ele for ficar.

A primeira vista achei o cara legal e fiquei junto dele, e depois da Tami já que a J. tinha ido se juntado com as meninas de SP, e isso começou a frustrar minhas expectativas de ficar com ela. Ficou junto de Ana que era uma menina que também tinha vindo de SP e eu suspeitei nem vou falar do que, mas imaginem, e aquilo foi me enchendo o saco de uma maneira que eu jamais imaginei.Óbvio que isso foi acontecendo mais tarde, pulei umas etapas, e esqueci de contar que enfim dei meu ingresso privilegiado pro Langer e ele pegou no meu lugar. A Tami se eu não me engano conseguiu ver o show do palco. =)

Justamente eu tinha trocado de novo o ingresso com o Langer pra poder tentar alguma coisa com a J. no show. Mas ela grudou na Ana ou vice-versa, ficaram nem perto do nosso grupo que tinha a Tamiris, as meninas de SP, a Vivis(??? não lembro dela lá)mas provavelmente estava porque depois eu fiquei sabendo que ela veio perguntar pros outros se eu tava afim da J.

Vou voltar um pouco no tempo antes de prosseguir falando sobre esse show: Em Dezembro, meu pai me deu um celular. Depois que teve meu número, a J. começou a me mandar sms sem parar e sempre estava se insinuando nas mensagens, o que me fez crer que tava rolando um clima. Ficamos quase uma semana trocando essas sms que começaram a ser enviadas a mim se eu não me engano nas minhas aulas de inglês que eu havia contado a vcs em post anterior.

Aí um dia, não lembro sobre qual circunstância ela veio me dizer no msn que eu tinha "decepcionado" ela e as coisas foram seguindo estranhas até esse dia do festival. Meu pai havia comprado o celular pra mim porque eu tinha contado a ele que eu ia comprar o celular que uma amiga ia me vender por 50 reais, mas daí no dia seguinte a mãe dela proibiu ela de vender. A amiga era a Monique do curso da FEP.Coincidiu que no dia que eu contei isso a meu pai, eu tava bem triste, e acho que meu pai tinha achado que eu tava deitado na cama apático por essa razão. Só que não tinha nada a ver.Eu tava triste por outra razão que, não interessa a vocês saberem. =D

Meu estresse com a situação, e mais o fato dela ter me tratado mal no dia, me fizeram abandonar o lugar sem falar nada pra ninguém. Depois arranjei a desculpa mais fácil e dei ela pra todo mundo. Disse pra Tami e pros demais que meu avô tinha passado mal e tava no hospital e que com isso haviam ligado pro meu celular pra me comunicar sobre essa emergência. Nuncaia admitir que tinha saído de lá chorando por causa de mulher. Quem tava no palco era a banda Cores de Flores quando eu resolvi ir embora da Pedreira. O cara que tava no Portão de Acesso perguntou se eu tinha certeza que eu queria ir embora pois ainda não tinha terminado (se eu não me engano), acho que ele me viu de cara amarrada e percebeu que eu não estava muito bem.
Subindo até o terminal ainda se ouvia a banda tocando e era a hora do solo de guitarra do Mccoy. Eu pensei "está solando sobre a minha dor". Fui até o ponto revoltado, fudido e frustrado. Tinha umas meninas estilo "vida loka" no ponto e eu tive de aturar as bobagens que falavam umas pras outras enquanto sentia tudo dentro de mim espatifar, como se estivesse trovejando dentro de mim.

O ônibus demorou pra chegar.
Tomei ele e fiz a devida parada no terminal. No centro começaram a ligar pro meu celular, mas percebi que não era o número da Jovine. Era o primo dela perguntando onde ela estava. Eu informei a ele onde tinha visto ela (na arena da Pedreira a última vez) e desliguei. Fui até o terminal. E o celular começou a tocar sem parar. Insistentemente, e pra variar o ônibus que eu estava esperando demorou.Então foram vários toques, ou vibrações, porque não lembro se tinha deixado o telefone no modo de toque ou de vibração, mas enfim, chegaram também mensagens e eu não respondi pois estava muito magoado, chateado, humilhado e me sentindo muito mal, com a alma doente.

Tomei a resolução que só daria uma satisfação pra J. quando chegasse em casa. Era ela quem tava me ligando (após o primo dela o ter feito) porque, queria saber onde eu estava uma vez que eu saí e não avisei nada pra ninguém.Eu desconfiava disso e ela veio a me confirmar no msn no dia seguinte. Chegando em casa liguei pro número do qual ela havia ligado e disse a ela que eu tive que sair e não havia avisado ninguém porque tinha ocorrido uma emergência com meu avô. Ela perguntou se estava tudo bem comigo e eu menti que sim.

No dia seguinte a gente conversou direito sobre o ocorrido no dia anterior e eu mantive a mentira. Conversamos no msn, óbvio, ela do trampo dela e eu de casa, meu pai havia deixado eu ficar sem ir procurar emprego de manhã aquele dia pq ele sabia da frustração que eu tinha passado no dia anterior e como eu estava esgotado mentalmente com aquilo que me tinha acontecido. Ela pediu pra eu não mandar mais sms pra ela a partir daquele dia porque o celular dela tava com outra pessoa.

Antes de toda essa merda acontecer, tenho que falar de mais alguma coisa relevante senão eu não me perdoarei de ter esquecido isso; no dia que ganhei o celular e dei o número pra J. , ela e a Tami me juntaram num janelão e me apresentaram a Marina, amiga delas e elas se chamavam as três de "sister" e foi a Marina se eu não me engano que me deu o apelido de "pai". Porque eu era obviamente mais velho que elas. A Tami seria a caçula já que era a mais nova das 3, e a J. e Marina creio que tinham seus 17 anos por aí , respectivamente, àquela época. Daí passei a falar muito com ela.
A Marina tb tinha sacado que eu estava afim da J, e sugeriu a ela numa conversa que já haviam duas sisters e que faltava agora uma "mãe". Pra bom entendedor, meia palavra basta.

Continuo no próximo post.

Sábado, Setembro 13, 2008

 

[P#124] INTERNET YEARS (Parte XV)

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Dia 04/12/2005 - apresentação do grupo da Vivis - Máscara da Pitty

Continuando a saga do post anterior:
A J. havia atrasado muito e acabou por chegar num táxi.
Lá atravessamos para o outro lado do terminal onde, eu tentava, de todas as maneiras,
lembrar das coordenadas que tinham sido me passadas pela Tami para chegar a um lugar pra onde eu nunca tinha ido.

Lá no caminho, conversamos sobre várias coisas, e quando demos uma parada entre um terminal e outro, ela disse que a camisa tava suja (eu tava de preto) e começou a me limpar e passar a mão em meu peito. No outro ônibus, encontramos umas meninas que também iam para o mesmo lugar que a gente, e ela cismou de trocar uma idéia com essas meninas. Depois voltamos pros nossos lugares nos bancos, ela encostou a cabeça no meu ombro e eu peguei na mão dela e assim ficamos um tempo, e eu já senti que o dragão queria despertar do sono.

Ficamos assim por um tempo, depois paramos.
Chegando lá a banda da Tami ainda não tinha começado a tocar apesar de a gente ter chegado bem atrasado com relação ao horário que deveríamos ter chego.
Ainda lá, eu recebi uma sms e corri para o banheiro, era a Déa informando sobre a morte da mãe dela. Em seguida recebi tb sms da Alline Mel informando a mesma coisa.Acho que não necessariamente nessa ordem, mas a ordem é o que menos importa nessa hora.

Eu vou dizer pra vcs que aquilo me abalou sim, e, estraagou meu dia porque tava sabendo daquela notícia e não tinha como consolar ela, dar um apoio, nada. Um dia após o ocorrido tentei ligar pra casa dela e quem atendeu foi seu pai,e disse que ela não estava. Mandei uma sms com texto grande, mas tentando dar uma força ,isso à noite, quando eu já tinha chego em casa.

A J. me falou que não adiantava eu me preocupar com aquilo aquela hora porque eu não podia fazer nada pra ajuda-la. Realmente, nesse sentido, ela tinha toda a razão, mas eu realmente não consegui "aproveitar" da mesma forma, digamos assim. Após isso, tiramos uma foto juntos, ela, eu e a Tami. Cumprimentei os pais dela embora não lembre agora se aquela tinha sido a primeira vez que eu os tinha visto. Mas acho que era, a mãe dela veio comentar comigo algumas coisas, mas não lembro o que. Ah sim, e o pai da Tamiris eu já conhecia sim, de te-lo visto na fila do show da Pitty, agora lembrei.

Assistimos um monte de atrações até que enfim a banda da Tami tocou. Não foi a primeira a tocar, nem a última, mas demoraram a subir no palco. Depois a gente ficou no aguardo pra saber qual seria a banda ganhadora do dia. Não foi a delas, mas eu também não lembro qual foi devido ao ecletismo de estilos ali apresentado, tendo espaço até pra "sertanejo" e coisas relacionadas. Já anoitecia quando nos despedimos e voltamos juntos (a J. e eu) até nossas casas. Porra pegamos um ônibus abarrotado de gente no terminal do Pinheirinho. Falei pra ela que o inferno devia ser algo semelhante a aquilo, vc não consegue andar, se mexer nem nada e ainda é espremido por um bando.

No terminal do Portão pegamos o último ônibus até eu me despedir dela pois meu ponto, na época, era bem antes de onde ela descia.No final do ano o pessoal já tinha marcado um esquemão pra assistir o show da Pitty na pedreira entre outras conhecidas e com o D2, algumas bandas curitibanas tb participaram do evento,e dentre outras merdas eu saí no meio do show do Cores De Flores não chegando a ver a apresentação da Pitty.

O nome do festival era Eletro sei lá que porra. Eu podia pesquisar no Google pq a imperensa especializada falou bastante disso na época, mas , to sem saco pra esse tipo de pesquisa.Uma semana antes a Tami e eu tínhamos comprado o ingresso, mas não lembro que esquema que tinha que um dos ingressos tu conseguiria ver no camarote ou de algum lugar privelegiado que eu não lembro onde era. No final troquei o ingresso com a Tamiris, reclamei no dia do show que eu tinha comprado o ingresso e pedi pra mulher trocar na bilheteria, e não sei se eu fiz uma cara muito feia,mas, a mulher disse que trocaria sabendo que eu tinha feito algum tipo de "esquemão", só pra não haver confusão comigo. De novo eu tinha o ingresso que talvez me desse, até, acesso ao palco, mas se não desse daria a um lugar privilegiado, onde eu não teria que me amontoar no meio da multidão. Fora que o show atrasou horrores. Era pra começar umas cinco da tarde , eu acho, e , acabou começando por umas oito, por aí.

Continuo no próximo post,
falando mais sobre isso, sobre como terminou a história com J.
E como terminou meu ano de uma forma em geral, fora a chegada de Line no fim do ano.

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

 

[P#123] INTERNET YEARS (Parte 14)

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Encerramento da música com a banda
Enfim, acho que agora, finalmente conseguirei escrever os últimos posts sobre o ano de 2005, e enfim, começar a falar sobre a merda que foi meu ano de 2006.
Na semana seguinte, após o jingle, sem tirar nem por, a Tami tocou com a banda que ela havia formado provisoriamente com a Vivis onde tocaram "Máscara e Equalize" se eu não me engano. É hora tb de falar sobre as coisas relacionadas a J. que eu deixei pela metade no penúltimo post.
Eu podia estar enganado mas jurava ter havido um clima.
Peguei o msn dela depois daquele show da Pitty. Tinha convidado ela pra ir assistir minha apresentação na Wizard, ela disse que iria mas acabou não comparecendo. Mas compareceu na semana seguinte na apresentação da Tami. Não to reclamando, só to contando os fatos como aconteceram.

O clima começou a surgir no meio da minha aula de inglês quando ela me mandava sms sem parar perguntando se íriamos sair nós 3, a Tami , ela e eu. Eu disse que podíamos ver, e bom enfim, não lembro o que disse, mas lembro que ficamos trocando um monte de sms na aula a ponto do professor de inglês e uma aluna lá perceberem.

Ok, mas daí rolou um monte de merda, ela parou de responder a sms e quando eu liguei pra ela, ela parecia desanimada pra sair. A Vivis então chamou a gente, a Tami, eu e outras pessoas pra sairmos com elas à noite. Fomos parar no Mc Donalds. Os pais da Tami estavam viajando e ela ficou assim de pousar fora porque havia prometido pros pais que iria pousar em casa e tb, a mãe dela poderia ligar e se ela não tivesse em casa podia dar alguma merda, pelo que entendi. Então, quando a gente tava indo pra uma pizzaria, e era perto de meia noite, a gente simulou uma conversa no telefone. Na verdade ela simulou. Pediu pra que eu ligasse pro celular dela e ela atendeu como se tivesse respondendo à mãe dela. Daí a gente abortou o plano com a Vivis e chegando em determinado terminal elas foram pra um lado e a gente foi pra outro, que retornasse a nossa casa. Fomos parar no terminal do Pinheirinho.

Lá, a gente se fodeu bonito, porque, não tinha madrugueiro aquele era o último da noite e pra pegar algum outro a gente teria de esperar uma hora e pouco e definitivamente não estávamos com humor pra esperar naquele tipo de situação.A Tami falou pra segui-la e a gente acabou indo embora do terminal e íriamos voltar pra casa a pé. Fomos conversando. Até determinado ponto quando chegou na intersecção entre a República Argentina e a Avenida Presidente Kennedy, eu me borrei, borrei de medo de voltar pra casa e ser assaltado então segui o mesmo caminho que ela. Daí terminamos por passar a madrugada na rua. Muita gente deve pensar; "nossa,que loucura!" mas eu não vejo assim pq, sei lá, acho que não tinha nada a ser feito. Eu tinha dinheiro mas aquela época nem me passava pela cabeça de pegar um táxi porque a meu ver seria desperdício do meu dinheiro.Se fosse assim era melhor desperdiçar a minha madrugada mesmo porque eu nunca gostei de acordar cedo.

Eu me empolguei e convidei a Tamiris pra tomar um sorvete no Mc, isso porque a gente já tinha tomado antes com a Vivis e amigas. Mas enfim, tava fechado o plano foi abortado e acabei comprando umas merdas numa farmácia que tava aberta. Descemos a República Argentina até não poder mais. Chegamos na altura no supermercado Pão de Açúcar.Nem lembro o que fizémos lá porque isso faz parte de uma série de vezes que passeamos de madrugada, mas, até aquele tempo ainda não tínhamos tido consciência disso. Se ela sabia, eu ainda não sabia.

Depois já deviam ser umas três e pouco da manhã e não tinha nada pra fazer. E da-lhe jogar conversa fora no banco perto do Shopping Água Verde. A Tami já tinha se tocado que eu estava afim da J. e a gente falou um pouco sobre isso e ela me deu umas dicas pra conquista-la. Mas no final tudo terminaria numa merda sem tamanho que eu nem sei como contar aqui. Mas, depois eu conto.

Acabei indo na casa da Tami. No dia seguinte ela iria ver alguém tocar.
Uma banda underground, me convidou pra ir, mas eu sabia que tava quebradão e não fui.
Ficou pesquisando lá nos mapas da cidade que ônibus tomar. Acho que era o site da URBS nem lembro, mas foda-se porque faz muito tempo, daí depois ela falou que se eu quisesse usar o pc podia mandar ver. Pra variar devo ter ido olhar a merda do orkut, mas não tenho certeza disso. Ela deitou no sofá da sala. Eu fiquei usando o pc dela por mais ou menos uma hora. Quando eu vi já era quase seis da manhã. Fui acorda-la. Falava "Tami", mas não adiantava. Ela tava num sono profundo e sempre que eu tentava de novo ficava mais nervoso, não só pelo fracasso, mas porque tinha barulho de carros do lado de fora, e , eu ficava com medo que fossem os pais dela chegando da praia e vendo um estranho lá o que iriam pensar. Sim, eu viajo, a toda hora e a todo instante. Os barulhos de fora começaram a me incomodar e acho que tive que além de chama-la dar um toque de leve no braço dela pra que pudesse acordar. Ela nem percebeu que tinha apagado. Mas eu fiquei feliz porque vi que era uma amiga que eu podia confiar, já que não tinha madrugueiro aquela hora que a gente foi à casa dela e ela podia ter optado por ter me deixado sozinho na rua.

Enfim,
dai no dia que ela foi tocar, intimou a mim e a J. e não lembro mais a quem para comparecer.Ela fez uma pressão pra que a J. fosse e não fizesse como havia feito na minha apresentação da Wizard, se ausentando.No dia a Tami apareceu no msn e me deu todas as instruções possíveis de que ônibus pegar pra chegar até lá. E deu instruções pra eu ir com a J. Se eu não me engano ela ligou logo pela manhã (no dia uqe se apresentaria) pra saber se eu iria. Ligou pra J. tb no mesmo horário (pelo que ela me contou). Liguei pra J. devia ser umas 10 da manhã e ela me confirmou que iria e que logo pela manhã a Tami tinha ligado pra ela e ela ainda tava dormindo (como se ela pudesse falar alguma coisa pq dias depois me mandava sms me acordando as 6 da manhã ¬¬)

Eu tava meio assim porque sabia que era Domingo e os ônibus demorariam três séculos pra chegar no terminal. A gente marcou de se encontrar no Terminal do Portão e ela estaria lá 01:00h da tarde se eu não me engano. Antes de sair de casa eu até fiz a barba e acabei comparecendo lá todo de preto. Cheguei no terminal um pouco atrasado com relação ao horário e com medo de que ela já estivesse lá me esperando há muito tempo. Como senti que ia atrasar pra chegar no horário combinado com a Tami, acabei mandando uma sms pro celular dela avisando que estava esperando a J. A J. demorou mesmo pra chegar. Teve tempo de chegar dois ônibus em horários distintos, daqueles que ela disse que chegaria e ela não estava em nenhum deles. O mais bizarro foi que ela se atrasou justamente por optar por vir de táxi. Nisso enquanto esperava SENTADO, veio uma velha xarope encher o saco porque uma menina desceu do ônibus com uma roupa que não era legal e balblalb os jovens de hoje não sabem se vestir e balbalb a neta dela sei lá o que. Chegou outro Cabral Portão. Fui lá ver, nada dela.Aproveitei pra atravessar do outro lado e não ter de aturar a velha. Mas ela percebeu que eu tava do outro lado (a velha) e deve ter sacado que eu tinha ficado sacudo com aquele papo dela. Enfim depois de muita demora ela chegou. Eu perguntei se ela não tinha me esquecido/reconhecido, ou algo assim e ela respndeu:
"ah como eu ia esquecer? Tem como? *_*", se eu não me engano foi depois dessa semana que começei a receber SMS dela. Lá no ônibus entre a troca num terminal e outro é que eu começei a sentir que ia rolar esse clima.
Acabou tudo bem mal, mas, eu conto isso no próximo post.

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

 

[P#122] INTERNET YEARS (Parte XIII)

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Show de talentos da Wizard.Da esquerda pra direita "Galo" e a ficante dele na época, Dinarte (me olhando com certo espanto) e a Derla, Andrey e eu

Só agora que eu notei que não falei quase nada sobre esse evento no post anterior, e que me concentrei numa síntese do que fôra em termos de público e de coisas ruins o show da Pitty em 2005.

Como eu disse, o Dinarte havia topado participar do projeto e no lugar do Andrey, chamou o "Galo" pra tocar bateria com a gente, já que o Andrey, no referido dia talvez não pudesse se apresentar com a gente. Eu estava ansioso. Havia arranjado o violão (emprestado do Andrey) que meu professor havia pedido na época pra outra pessoa que iria lá se apresentar (e no final o violão nem foi usado ¬¬) e ele tinha ficado de arranjar a bateria.

Eu passei a semana inteira (já que a apresentação seria somente no Sábado) distribuindo os convites para o evento da Wizard para muitos e muitos amigos, sendo que parte deles compareceu, como o André, a Tami e o Andrey, o que de fato, na hora me deixou muito feliz.

O dia em si foi meio agitado.
Eu acordei cedo porque meu professor não havia me dado resposta ainda sobre a bateria, se ele havia arranjado ou não. No dia anterior eu havia passado na escola pra entregar a ele e as secretárias 250 cópias da letra, que no dia seguinte foram colocadas sobre as mesas do salão.

Acordei cedo porque eu sempre acabo acordando cedo quando me sinto ansioso.
Ligava para meu professor e nada dele atender. Não lembro o que ocorreu, mas lembro que falei com ele e não sei o que houve, mas ele furou mesmo com a bateria e eu tive que esperar meu pai chegar do trampo por volta de meio dia pra ir lá na casa do Dinarte pegar a bateria. Óbvio que todos, incluindo eu, da banda ficaram putos com essa irresponsabilidade da parte dele, mas como já tem tempo isso, foda-se.

Chegamos lá, desenbarcamos no salão errado, eu estava crente que ia tocar num palco foda que eu tinha visto uma vez na formatura de segundo grau da Silvana em 2003. Mas não, fôra num outro salão, meu professor só me avisou depois qual seria o lugar no qual tocaríamos. Quando eu vi o palco que era eu confesso que broxei. Não havia caixa nem retorno no lugar amigos, foi tudo mixado numa mesa, guitarra e bateria, e acho que os microfones também, se eu não me engano.

Pra foder de vez, o marketeiro da Wizard, pouco antes da gente entrar em ação pra passar o som resolveu dar uns toques pra gente animar a platéia e falar pra todos cantarem junto. Vai tomar no cu, eu não sou a Xuxa pra ficar animando platéia, sou um músico e as pessoas devem agir de acordo com o que ta ocorrendo e não como se tivessem num comício eleitoral ou coisa parecida, concordo mil por cento com o Knopfler quando ele afirma o mesmo que afirmei aqui. Se as pessoas tão gostando da música vão reagir naturalmente se não estão ficaram na delas esperando a próxima música. Agora, minha função enquanto músico não é animar platéia. É tocar, cantar e fazer isso bem, e só.

Aquilo mexeu com meu psicológico, fora que o pessoal que foi pra lá tocar comigo não estava esperando por isso. Porra, ele impôs uma condição de animador de platéia que eu não havia gostado nem um pouco, na verdade se eu tivesse tido maturidade, em termos de atitude, na época, teria mandado ele ir tomar no meio do cu. Óbvio que quando digo isso não estou dizendo no sentido de chegar pra ele dizer, "olha meu, vai tomar no seu cu, vou animar o caralho", o que eu digo é que devia sim ter dito que animaria a platéia e no final seguir o script que eu achasse o mais correto no palco. A gente já tinha composto a música, ensaiado ela um monte de vezes, se virado sozinhos pra levar os instrumentos até lá pra vir um babaca e dizer que teríamos de animar alguma coisa.

Daí não deu outra, fiquei preocupado com o que o cara falou e fui com o Dinarte e o "Galo" numa padaria próxima de onde eu moro tomar "uns" goles. Tomamos cinco cervejas, a medida que óbvio como eu queria me sentir mais "solto e corajoso", acabei por ir tomando mais rápido que eles e acabei dizendo coisas impróprias. Lembro que a certa altura em que eu já estava "alegrinho" comentei com o Galo:
"Olha se eu abraçar vocês no meio da música não liguem, é o poder da música que causa essa união".
Ele falou que não dava nada, mas depois quando sóbrio eu vi o quão ridículo fôra aquilo que eu tinha dito.
Sim, o álcool tava começando a surtir efeito.

Esqueci de comentar que pouco antes disso, a gente ficou esperando as respectivas namoradas dos integrantes chegarem. A Derla chegou antes que a namorada de Galo, e tomou um pouco com a gente se eu não me engano. Daí chegou por fim, a namorada de Galo mas a gente já tinha tomado a nossa dose. Detalhe que a gente tinha saído do Paraná Clube porque íriamos passar o som, mas , como não estava ainda "tudo pronto" lá, resolvemos "dar um tempo". Só que o tempo que a gente deu foi longo demais, tipo de umas duas horas e meia porque o evento em si começaria lá por seis e pouco da tarde se eu não me engano.

A Derla ou a namorada do Galo, não lembro qual delas, quis ir ao banheiro, aproveitadmos que a padaria era perto de casa e fomos diretamente até lá, onde minha família ajustava os últimos preparativos pra ir me ver tocar com o Dinarte e o Galo.
Mostei a ela onde era o banheiro, o pessoal estava conversando na cozinha e eu ainda não me sentia seguro pra animar o público como o cara havia pedido. Então eis que tive uma idéia super estúpida que só fez mostrar que eu não tinha aprendido nada com o porre de 2002.Fui na sala e misturei vodka com pinga, licor e cinzano. Depois disso, fomos até o Paraná Clube pra enfim fazer a passagem de som. Durante o caminho eu fui me sentindo mais confiante e alegre, efeitos da bebedeira, óbvio.

Fomos passar a passagem de som e aí fui sentir os primeiros efeitos colaterais: ao fazer o riff atravessei a nota, fazendo um som totalmente tosco, e embora eles não tenham me dito nada, com certeza meus colegas de banda perceberam a cagada, pois eles haviam ensaiado aquele riff comigo há pelo menos 1 mês. Não lembro quais as outras consequências na música , mas depois de terminada a passagem de som o Dinarte pediu pra que eu ficasse mais "de boa". Meu pai estava tirando fotos já nesse momento e falou que eu tava muito tenso,pra eu nao ficar assim ja que tava tocando bem e não lembro mais o quê.

Vi, chegarem não lembro em que ordem, a Tamiris e o Andrey e os saudei com muita alegria, porque estava bêbado. Logo vi o André chegar e tb o cumprimentei com bastante euforia. Não que a receptividade tivesse sido menos calorosa comigo sóbvio, mas é incrível como quando a gente bebe vê o mundo mais bonito e irreal do que ele é.
Tirei foto com todos, com o André de um lado e a Tami de outro e somente com o Andrey.

Depois finalmente o evento começaria.
Uma banda também foi passar o som, só que essa banda tocou sem bateria.
No auge da minha euforia cheguei no ouvido da menina e falei que depois que nossas bandas terminassem de tocar podíamos fazer uma jam session com músicas da Pitty.
A menina me deu uma negativa pois segundo ela, não sabia e não tinha ensaiado músicas dela. Cheguei pro guitarrista dele e dei a ele a mesma idéia, ele falou que era complicado (ele usava uma guitarra com microafinação) porque teria de mudar a afinação do instrumento. Realmente eu estava fora de mim. Sóbrio nunca os convocaria pra isso.

O evento começou e as pizzas foram servidas na mesa. Não comi muito pois logo começei a me sentir mal, mas aguardava ansioso o momento em que a banda subiria ao palco.Estava sendo muito duro pra mim. Fui no banheiro e como diz Cazuza ,´"o banheiro é a Igreja de todos os bêbados", confessei tudo ali, vomitei horrores, pizza, álcool tudo indo pro vaso. Minha roupa também começou a se sujar no meio daquele vômito. O Andrey me encontrou lá, e se não me engano me ajudou a lavar o rosto.

Não sei se por isso ou por falta de organização dos realizadores do evento a minha banda acabou por se tornar a última atração da noite. Eu procurava meu professor de inglês pra anunciar a chegada da banda ao palco, mas ninguém sabia onde ele estava. Ele tava bêbado. Por isso não anunciou nenhuma banda. Depois nos confessou que estava próximo à piscina. Ótimo exemplo pra se dar aos alunos. O Dinarte ficou louco pela secretária da Wizard. (Aquela que meu professor tava pegando)
Eu gostava mais da outra que havia sido demitida. Eu tenho um fraco mesmo é por loiras, não tem jeito.

A apresentação em si foi um sucesso apesar de não ter quase mais ninguém pra nos assistir, mas eu já estava recuperado da bebedeira e quase sóbrio quando subi ao "palco" se é que posso chamar aquela merda de palco, pra tocar e cantar com meus companheiros. Depois de tocado o jingle veio alguém perguntar pra gente se a gente não podia tocar uma do Pearl Jam. Mas do Pearl Jam a gente não tinha ensaiado e não sabia tocar nada também. Meu professor falou pra gente ir tocando noite adentro até que o evento terminasse. Porra, eu tinha sido informado na aula que só tocaria o jingle. Sorte que tinhamos cartas nas mangas e tocamos outras músicas, se não me engano "Far From You", da banda Exérese da qual faziam parte Dinarte e Galo, "Money For Nothing" do Dire Straits e "Cocaine" versão imortalizada pelo Eric Clapton e não a original de J.J.Cale.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Setembro 01, 2008

 

[P#121]INTERNET YEARS (Parte 12)

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Trecho da apresentação no Paraná Clube, dia 26/11/2005

Tava tão ocupado com o Game World nesse mês de Agosto que falhei terrivelmente na minha missão de escrever pelo menos um post por mês todos os meses, como eu havia feito ano passado, aqui.

Acho que está na hora de falar mais precisamente sobre o jingle da Wizard, talvez o momento mais falho da minha carreira enquanto músico, quando eu e o Dinarte estávamos crente que as coisas iriam decolar pra nós e quem sabe nos tornaríamos compositores de jingle e viveríamos de música. Em parte, a culpa foi do meu professor de inglês que entre outras ilusões, nos fez crer até o último momento que traria uma bateria pra nossa banda tocar no Paraná Clube.

Antes de falar isso, porém, tenho que continuar a narrativa sequencial do episódio em que me encontrei com a Tamiris no Tubo na frente do colégio dela.Enfim havia chego o dia de ir até o Espaço Callas.
Como combinado, pedi pro meu pai pra ir até o local, e a gente pegou a Tamiris na carona, e na volta, o pai dela deu carona pra mim, voltei com ela e o pai dela que me deixou em frente de casa.

Durante, encontrei meu professor ali se "atracando" com a secretária da Wizard. É ele tinha "fisgado o peixe". Era bem irresponsável, não lembro o seu nome, mas me fez passar por uma série de ilusões, dizendo que se compusesse um jingle pra Wizard talvez a dona da franquia Curitibana comprasse a música, a outra é que ele precisava de um violão, em cima da hora eu consegui o do Andrey emprestado.No final, acho que nem usou o violão. Pelo menos do que eu lembro sobre o festival (no vídeo acima), não lembro do violão ter sido usado por outro aluno que tivesse por ali se apresentado em nenhum instante.

Enfim, voltando à noite do Hallowizard, a gente chegou tinha muito pouca gente e a Tamiris tava quase xingando o DJ da festa pelas músicas ruins escolhidas pra tocarem, a gente dançou muito enquanto meu professor agarrava a secretária lá no meio do salão e teve até uma performance no final, no palco do tal Espaço Callas, de um travesti. Musicalmente só lembro de uma música da Ivete Sangalo, do resto não lembro de nada. E de ter dançado muito. No final, meu professor me contou ali que rolou um problema com a consumação dele e ele teve que deixar o celular dele lá como garantia pois não tinha o dinheiro da perda da consumação que eles estavam lá pedindo.

A gente ficou lá até umas 3 da manhã, creio eu, quando finalmente, a Tami ligou pro pai dela, e a gente o esperou do lado de fora. Ele me deixou em casa. O dia seguinte seria muito agitado pra mim, eu não poderia esquecer de nada. Teria mais um menos umas quatro semanas pra ensair o jingle da Wizard que eu havia composto em casa antes do dia previsto pro Festival. Havia ligado para o Dinarte, contando a situação como meu professor a havia contado pra mim, que talvez a escola comprasse o jingle.
Ele se empolgou com a idéia, eu sugeri chamar o Andrey pra bateria, mas ele no final, acabou não participando, por outro lado, porém, foi assistir ao evento no dia em que ele estava sendo realizado.

O dia seguinte foi assim:
Acordei cedo pra ir pro inglês e me certifiquei que não estava esquecendo de levar nada, pedaleira, cabos e a guitarra pro ensaio foi emprestada do Andrey.
No primeiro ensaio a música estava crua e foram o Dinarte e o Galo (nome agora dele eu não lembro) que sugeriram em ensaios posteriores algumas idéias pro final, pra cadência do baixo e pro backing vocal que teria na música.Primeiro a gente ensaiou lá no sótão em cima de uma cama se eu não estiver mto enganado.
Antes disso eu tinha ido pro inglês e meu professor perguntou quantos anos tinha a Tamiris, eu disse, que 14 (na época, óbvio), e ele ficou espantado pq achou que eu tava pegando ela. Eu tentei explicar que não era assim, mas ele levou tudo pro lado da malícia, da aula eu saí e comi no centro, em seguida fui direto pra casa do Dinarte, lá, ficamos um tempo esperando até o Galo chegar.

Lá houve o primeiro ensaio e a gente foi acertando algumas coisas, agora não lembro o motivo e nem se foi isso mesmo, pq faz muito tempo atrás, mas parece-me que toquei sem usar distorção no primeiro ensaio e a música só foi ficar a ponto de bala nos outros, e no último nós já estávamos bem entrosados e até o Emmerson, guitarrista da banda Exérese da qual o Dinarte era membro, deu umas sugestões para o encerramento da música, e foi a sugestão dele que começamos a ensaiar tardiamente e a que usamos no dia do festival de talentos da Wizard. Do ensaio eu sai e fui direto encontrar com a Tamiris na fila pro show da Pitty. Na época era turnê do "Anacrônico" segundo disco da carreira da Pitty.

Umas meninas expulsaram a gente da fila pelo fato de elas estarem antes lá. Foi nesse dia, que , não teria como não comentar isso, conheci a Jovine, que já era amiga da Tamiris de não lembro onde.Mas lembrar de onde elas se conheciam não é uma coisa necessária pra esse post, até pq o que eu vou dizer aqui só vai fazer "link" com o que eu disser nos próximos posts sobre esse produtivo ano de 2005.

A gente foi parar lá na casa do caralho (num lugar horrível na fila) bem atrás da posição inicial. Quando eu vi a Michelle e a Judy chegando, pedi pra que elas ficassem com a gente no mesmo lugar da fila. Elas ficaram, quase todo mundo tava sentado pq o show seria à noite, mas muita gente já tinha chego á tarde. Enfim, a Tamiris reconheceu a J. com a irmã, e, eu percebi que ela tava com frio, mas não ofereci minha jaqueta a ela , pra não levar um "não na cara".

Sobre esse dia tem algo postado no flog dedopodre.
E eu vou colar diretamente o que ta escrito lá porque aquela data é mais próxima do ocorrido do que os dias de hoje, e tem um depoimento sobre a Tami que eu sabia que mais tarde acabaria usando nessa biografia, só não sabia bem a hora que seria usado.
Lá segue o seguinte sobre a expectativa em relação ao show da Pitty:

Mais tarde no mesmo dia, encontrei a Tami de novo pq ela tbm iria pro show da Pitty (e foi né , duhh, como já contei no post da Jovine) , e eu tbm. Saí do ensaio do "We´re Wizard" e fui direto para o Curitiba Master "Hell", onde, cinco anos antes tinha assistido uma apresentação do Barão Vermelho. E confesso que em 5 anos o lugar conseguiu decair muito, principalmente o nível dos seus freqüentadores. Acho que na hora que ela foi barrada na entrada pelo segurança, é que eu notei , (mesmo que subconscientemente), que me importava com ela . Eu, tinha conseguido passar , após a Judy e a Michelle . Mas , me bateu uma certa tristeza de perceber que a minha amiga estava passando por toda aquela situação. Eu parei no caminho , pra ver se ele ia liberar a entrada pra ela ou não. "Vai entrar ou não ?" bronqueou o segurança comigo. Daí eu fiquei hesitante, em dúvida , se "Should I Stay or Should I go", daí respondi : "Hmm, eu to com eles" - o pai da Tami tava na fila tbm, e nem assim eles estavam liberando a entrada da Tami porque ela era de menor. E no fundo eu acho essa medida correta , pq quando a gente conseguiu entrar , foi um show de sem-vergonhices em cima do Palco , a Pitty encoxando o Martin, que fazia suruba com a baqueta do Duda ao mesmo tempo, enquanto o Joe se masturbava no palco pra delírio da galera. Aff.... RÍDICULO NÉ ???
Dai então o segurança falou pra mim voltar , que ela só poderia entrar se o pai dela comprasse outro ingresso pra assistir ao show com ela :S. O pai dela teve que ir tirar dinheiro no banco. Mas quando isso ocorreu, e ele estava ausente, vieram umas patricinhas dizendo que iriam chamar a imprensa lá e acabaram liberando a entrada de todo mundo. Aff, nunca vi tantos fãs babacas da Pitty reunido , a Tami tinha pedido pra eu ficar com o cel. dela , se eu tinha um lugar pra guardar. Eu tinha. O bolso da minha jaqueta . Mas , começei a sentir calor lá dentro e tirei a jaqueta. O detalhe que meu bolso da jaqueta era daqueles que fecha com botão. E num desses "pula-pula" no meio do show , acabei deixando cair o cel . dela no chão :S. Aquilo estragou total minha noite e não consegui mais curtir o show . Até pq tinha riscado um pouco o visor. Daí , pra variar nas minhas eternas viagens delirantes, eu começei a pensar na hora que eu ia entregar o cel. pra ela daquele jeito . :S. Ainda pensei "pqp, que irresponsabilidade, falei que ia cuidar do cel. da menina. Affe maria. E se ela começar a chorar, e , se ela começar a me bater ? Me xingar de um monte de nome ???" daí fiquei com a consciência pesada , achando aquilo o fim do mundo. Pior que quando encontrei ela , ela tava lá super agitada, animadona, daí eu pensava "putz essa animação vai acabar quando eu mostrar o estado do cel." , aff e demorei pra conseguir contar o que tinha acontecido.


Realmente, foi foda.
Tinha anoitecido já, abriram as portas do Curitiba Master Hall, que eu ironizei naquelas postagem de Abril de 2006. Foi com certeza , o pior dos 3 shows da Pitty que eu fui. Além de barrarem a Tami por ser menor de idade, e forçarem o pai dela a ir tirar dinheiro no banco pra comprar o ingresso , aconteceu N merdas, como por exemplo eu ter ido parar lá no meio da galera sendo que eu tava na segunda fileira com a Tami atrás somente de Judy e Michelle. Daí foi tendo um tumulto, empurra-empurra, e eu tive o dom de ir parar lá na casa do caralho.A sorte foi ter encontrado o André la´no meio e assisti com ele até o fim do show. Nisso rolou a merda que eu citei com o celular da Tami, provavelmente numa hora de agito, eu deixei o celular cair da minha jaqueta e riscou todo o visor. Vi muita gente babaca, fui empurrado e dei uma cotovelada numa menina que tava atrás , com o namorado, enchendo o saco pq eu tava agitando ao som de uma música do show.Foda. No pior sentido da palavra,óbvio.

Muita, muita gente babaca reunida, um monte de música escrota tocando antes do show começar. A Pitty parecia estar de mal humor no dia porque entrou de cara fechada. Ainda a Michelle comentou depois com a gente no carro: "Vocês viram a cara que a Pitty entrou no palco?". Fora que o show em si foi meio curto, durando em torno de uma hora ou um pouco mais, tipo uma hora e dez minutos, algo assim. Faltaram algumas músicas essenciais, que não foram tocadas, como por exemplo: "De você", entre outras que eu não lembro porque dei mais pela falta dessa música e tal.

Porra, tinha um monte de coisa a mais pra falar, mas vou ficando por aqui por enquanto, porque de tanto mexer no msn e usar o youtube fiquei meio perdido.

Continuo no próximo post.

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