Terça-feira, Abril 29, 2008

 

[P#111]INTERNET YEARS (Parte 2)

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GTA SAN ANDREAS- O jogo do ano de 2004, sem dúvidas

Depois de sofrer a decepção com o Driv3r alguns meses antes, finalmente em meados de 2004, acho que mais precisamente em outubro, quando eu cursava digitação na F.E.P (e graças a esse curso eu nunca mais tive que olhar pro teclado na hora de digitar)tinham lançado o famoso GTA SAN ANDREAS, que depois os usuários de pc foram adaptando e incluindo novos mods como carros nacionais e outras features interessantes.

O jogo realmente superou todas as expectativas e todos os GTAs anteriores e uma parcela mínima discorda dessa afirmação porque realmente o jogo foi um BOOOM recebendo notas altas até do site GAMESPOT que é meio chato pra dar notas boas a jogos que merecem, ou seja o reconhecimento do clássico da Rockstar vinha de todos, desde a imprensa especializada até os jogadores mais experientes e os mais noobs.

Eu já era influenciado por GTA desde a época do VICE CITY quando tinha sido lançado dois anos antes e óbvio que me internei no jogo com as inúmeras possibilidades de interagir nele e mesmo 4 anos passados do seu lançamento, eu posso dizer que não consegui explorá-lo completamente devido a sua complexidade.Um dia eu fiquei em casa jogando GTA:SA ao invés de ensinar uma menina que era nitidamente afim de mim a tocar violão na F.E.P, mas conto sobre isso melhor em outro post.

Depois que eu saí da faculdade, passado alguns meses eu ingressei na F.E.P pra aprender inglês instrumental pra hotelaria (sim, era esse o nome do curso)e lá conheci pessoas mais interessantes que na faculdade, pois eram mais humildes, mas pra ser sincero, lá conheci um monte de gente ignorante mesmo no sentido não tão pejorativo , mas mais relacionado a incapacidade dos indíviduos mesmo. Mas o pessoal era mais legal que o da facu onde muita gente era estrelinha e nem tocava tudo isso.

Lá, conheci entre outras pessoas, a Monique Trinco, que eu não sabia na época, mas já era velha conhecida do Dinarte e do Andrey Havreluck e só vim a saber disso numa conversa entre as aulas que tive com ela. Ela era muito bacana, mas eu sempre prestei atenção na mão dela e vi o anel revelador. Embora ela nunca tivesse falado do namorado dela (pelo menos não tinha falado antes de 2005 quando cursei outro curso na F.E.P com ela).E aquilo já me fez desistir de tentar chama-la pra um cinema ou qualquer coisa relacionada.

Paralelamente a isso tinha uma mulher já quarentona que vivia dando em cima de mim e eu tentava de todas as formas, de uma maneira sutil, me fazer de desentendido pra não ter que ficar com ela. É a lei de Murphy agindo e eu ainda tenho imã pra atrair barangas, acabo me envolvendo realmente com esse tipo de situação. É foda. Um dia isso muda. Ou não, vai saber, se marcar nasci pra ir na zona até o dia da minha morte.

Quanto aos jogos, além do GTA:SA havia tb o fantástico DOOM4, que exigia na época muita máquina e até no meu computador apesar da minha placa de vídeo ser ótima o jogo dava uns slowdowns, eu jogava com cheats, avancei bem no jogo mas não consegui terminá-lo. Aliás eu creio que esse ano foi o ano que começei a mexer com emuladores de MSX e assim tive contado de novo com o antigo computador, e depois viria a conhecer o Bluemsx , melhor emulador de MSX que foi feito até hoje. ACHO QUE , e não tenho certeza, foi nesse ano também que descobri o site do Baú de Jogos, onde as resenhas são ridículas e abusam das palavras escrachadas pra sacanear jogos clássicos como Sonic The Hedgehog por ex.

As aulas de inglês apesar da burrice (e da beleza) da professora, eram boas e me faziam me sentir o máximo pq eu era de todos o que tinha o melhor desempenho (ta certo que a turma não era muito grande e tinha só uns 15 alunos)e todos vinham me perguntar coisas que eu sanava sem nenhuma dificuldade, depois de terminado o curso, pegamos os certificados e eu falei à Monique Trinco que era provavelemnte a última vez que via ela e ela com uma frieza inexplicável só me disse: "É".

Continuo no próximo post.

Quinta-feira, Abril 10, 2008

 

[P#110] INTERNET YEARS

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Da esquerda pra direita:Sabrina, André, Pitty e eu

Como dizia no post anterior, 2004 foi o ano em que o Orkut entrou em nossas vidas e eu consegui rapidamente lotar a comunidade "Mulheres procuram Sexo/Homem" porque até então fakes e comunidades daquele tipo eram novidade, hoje tem aos milhões quando se vai pela busca, o Orkut acrescentou algumas frescuras e melhorias durante todos esses anos mas às vezes nos presenteia com uma janela de "bad server", o que na época era bem mais frequente.

E agora inaugurei uma série de posts entituladas "Internet Years" porque foi a partir daí que começei a conhecer amigos em várias regiões diferentes do Brasil e inclusive aqui mesmo, e seria apenas o ínicio de algo maior que estaria por vir até chegarmos nos anos de transição que nos liga ao presente. Em 2004 a minha net continuava como no ano anterior: eu usava um cabo compartilhado com meu pai, no entanto, só conseguia acessar a Internet quando ele ligava o computador e se conectava através de seu modem à ela.

Ou seja eu só me conectava à noite pois era quando meu pai voltava do serviço. A princípio estava esperando ansioso pelo lançamento de DOOM3, jogo que levou uns 11 anos em relação ao lançamento do jogo original para chegar até nós consumidores capitalistas àvidos por jogar nosso dinheiro no lixo em troca de entretenimento eletrônico.

Fiquei decepcionado com o lançamento de Driv3r, o jogo levou 4 anos pra ser lançado e prometia bater de frente com o clássico GTA:VC e no final ficou muito aquém das expectativas. Acho que uma vez na vida público e crítica concordaram que aquele era um péssimo título , broxante e decepcionante ao extremo. Quase na mesma época enviei à Alline Mel via correio um catálogo da Fender, pois naquele ano nossa amizade estava atingindo provavelmente o seu àpice. A gente se divertia muito incomodando os participantes da comunidade 'Odeio Ludov' usando nossos respectivos fakes 'Papai Moscou' e 'Charlene'.

Éramos bem cumplices na arte da zoação. Sempre que ela tava on-line aproveitàvamos pra aprontar das nossas. Bons tempos. Bons fakes. Óbvio que sempre conversávamos tb e nossa conversa era franca e acima de tudo muito aberta. Falávamos de tudo, e, inclusive de temas que com outras meninas seria considerado nojento ou mesmo pornográfico. Isso que era legal, essa liberdade.

Foi também, provavelmente esse ano que peguei aversão ao colunista/jornalista Diogo Mainardi, o inventor da verdade. Incrível a sua prepotência em achar que tem credibilidade ao publicar asneiras sobre Filosofia, Geografia, História do Brasil, Sociologia e outros temas, principalmente querendo vandalizar a imagem do presidente do Brasil, um homem que foi eleito democraticamente e que portanto era natural de se esperar que fosse tratado mais educadamente. É um direitista inconformado com os rumos da Esquerda no País e inconformado com as melhoras que o presidente vem implementando ao longo desses anos de governo. Porém, Diogo Mainardi é apenas o maior cocô da privada chamada revista Veja.

Além disso, retornei a assistir shows. É verdade nesse ano foram apenas 2 e os 2 da Pitty. No primeiro eu fui sozinho, mas no segundo, já cursando Inglês na F.E.P, eu resolvi ir com um povo da lista que via e-mail havia marcado de se encontrar no shopping Barigui. Lá vi pessoalmente pela primeira vez a Sabrina (a japonesa da foto) e o André, que apesar de não me soar estranho, e eu ter consciência dele ter um grupo de discussão na net (Mulheres no Rock) eu nunca havia visto antes na vida. Depois do show daquela noite, (começou com um pocket show no Shopping) eu não tinha onde ficar, acabei ficando até tarde da madrugada em seu apartamento onde conheci a Meg, sua cachorrinha de estimação e alguns vídeos musicais que ele armazenava no computador além de falar da amiga em comum, Alline Mel que também frequentava o fórum Mulheres no Rock. Acabei, passado um certo tempo convidando-o para ingressar no Guitar Palace, meu grupo de discussão na net.

Vimos todos os músicos bem de perto.
O shopping tava lotado de fãs histéricos fazendo barulhos e outros mais sossegados. Pra tirar foto da Pitty, a Sabrina pediu que eu fizesse 'pezinho' pra ela. A ergui mas creio que as fotos tenham ficado tremidas, não lembro mais. Na época ela passou as fotos pra mim via msn.

O André teve a oportunidade de dar um CD à Pitty, enquanto ela saía com o Peu escoltada por seguranças. Ela gostou do presente e acenou positivamente:
"Depois do show vamos tomar umas."
Entusiasmado, André se dispersou de mim e Sabrina com quem havia encontrado pra ir a casa dele e eu tomei carona com o pai dela pra ir direto à fila do show onde André nos encontrou depois com uma garrafa de vinho em mãos e conseguiu a entregar à Pitty no camarim após o show.
Depois do show, graças a um esquema que a Sabrina fez, conseguimos umas pulseiras verdes (vide foto) que nos davam direito a entrar no camarim e pegar autógrafos com eles, com todos da banda. Na verdade eu só tirei com a Pitty e peguei autógrafos. Eu, vendo ela na minha frente, meio indeciso do que fazer dei um abraço, e enquanto tirava fotos com outros fãs, veio uma menina com um poster que era a foto da contracapa do disco Admirável Chip Novo. Ela disse:
"Porra essa foto aí bicho... foi às dez da manhã, eu tava morrendo de sono".
Daí não lembro direito o que aconteceu e rolou essa sessão de fotos.
Pitty foi super simpática com todos sem forçar a amizade ou passar uma imagem falsa aos fãs. Mostrou que apesar do sucesso é uma mulher de carne e osso. Foi realmente uma experiência muito interessante.

Ainda antes de tirarmos a foto apareceu a Judy, que era já uma amiga do André e fã de Allanis Morissette. Eu não a conhecia, mas o André nos apresentou e contou que eu estava em busca de alguém pra formar uma banda e que de repente, a gente podia montar um projeto. Na hora foi falado assim por cima, mas, no final acabei adicionando ela no msn e na Pitty List falei que lembrava dela e perguntei se ela não tinha interesse em formar uma banda cover de Pitty. Ela topou.

O André me mandou um convite para ingressar no seu fórum de discussão, o Mulheres no Rock, do Yahoo:
Grupo de discussão Mulheres no Rock

Lá, talvez o mais importante não tenha sido minha contribuição participando de diversos posts a respeito de temas variados, mas sim uma pessoa que eu conheci.
A Gita, que na verdade é Tatiana, na época guitarrista da banda carioca Ravana.
Acabei adicionando ela no msn após ver o link para o seu fotolog da época e perceber que num dos posts havia uma foto de show do Paulinho Moska , e, vi a partir daí que havia algo em comum. Àquela época, o Moska já havia se tornado mais ou menos conhecido perante o público graças a execução massante das rádios da música "Pensando em Você", uma balada que no ano anterior havai sido um dos temas da novela "Agora É Que São Elas", protagonizada por Miguel Fallabella e Vera Fischer, (tinha até Preta Gil nessa 'fantástica' trama), ela me disse num e-mail voltado a lista que a banda dela tinha gravado um cover de uma música do Paulinho e que me passaria ela por msn.
A partir da primeira conversa já percebi que ela não era uma pessoa superficial e que, tinha tido uma vivência e contato com muita coisa além de ser uma grande guitarrista. Tanto nas concepções de arranjo de guitarra pra banda quanto no feeling dos seus solos.
As conversas com ela sempre me influenciaram de certa forma a refletir mais sobre minha própria vida de um modo geral.
As conversas, quando tomadas até o fim, sempre foram de caráter profundo, deixando a superficialidade em outro plano.

Continuo no próximo post.

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