Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

 

[P#100] ANOS ACADÊMICOS (Parte 21)

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2003 - o "ano-Pitty"

É, eu tinha que falar da Pitty porque ela foi muito importante nessa minha fase universitária.
Primeiro pra carreira dela, que, ao meu ver começava a decolar a nível nacional aquele ano, tirando ela do underground baiano e a trazendo para o conhecimento de um público mais variado, que têm, com certeza, outras influências além do rock'n'roll.

Eu conheci seu som por acidente.
Não aguentava mais o clima da faculdade (que ironia, de Música), e começava a gazear aulas com os amigos. Principalmente com o Júlio e com o Golemba (Ricardo).Era pra gazear tanto as aulas ministradas pelo professor cego quanto pra me livrar daquele ambiente tedioso que eu me encontrava. Pra me libertar mesmo e matar o tempo de vez, e só voltaria se fosse uma aula que eu estava muito interessado em assistir. Ter reprovado em mais de uma disciplina ao longo dos semestres me deixava puto pra caralho. Confesso, broxei com a faculdade em parte, por causa disso. Meu desempenho tb foi frouxo e a frouxidão foi tomando conta do meu comportamento universi(o)tário.

Mas voltando,
onde eu estudava tinha dois shoppings próximos: o Shopping Novo Batel e o Shopping Curitiba. O Shopping Curitiba, tem, até hoje, uma livraria (a Saraiva) que têm uma seção de cds, onde podemos escutar alguns títulos com fones de ouvido, e funciona por tempo depois ele desliga sozinho. Pois bem, havia numa parede algo do tipo "os 10+ da MTV" e esse disco, (que ilustra o post) estava entre eles. Primeiro foi a curiosidade, principalmente pela arte gráfica do material. Aquela capa com aquele rosto cortado pela metade e o nome "Pitty" escrito em roxo. Confesso, que nesse momento, eu fui dominado pela curiosidade.
Eu pensei: "Que artista é essa?". Virei o disco pra ver a contracapa e acompanhar o set-list do cd.
Então finalmente, "dei play" e começei a escutar.
Alguma coisa aconteceu, dentro de mim, mesmo sendo à primeira ouvida, quando passei pelas faixas "Admirável Chip Novo" e "Máscara". Eu percebia que as guitarras eram pesadas e provavelmente as músicas estavam em uma afinação diferente da tradicional 'E'.

Fiquei, mesmo sendo à primeira ouvida, maravilhado com a letra de Admirável Chip Novo. Nossa, foi como tomar um choque. Até que enfim - foi o que senti - depois de anos de marasmo no rock nacional, com bandas do naipe 'Jota Quest' - que primeiramente se chamou J.Quest (era pra se pronunciar 'Jeicuest') e depois passou para a segunda nomenclatura - e Skank que, sempre flertaram muito mais com o pop e se camuflavam de 'bandas de rock,' falando sobre coisas banais e letras bobinhas que em nada tinham a ver com o que a galera dos 80 tinha ajudado a erguer com muita atitude e raça no cenário do rock nacional daquela época, finalmente, depois de ter saturado meus ouvidos - mesmo sem querer pois não sou de escutar rádio - pela massificação dessas bandas como produto pra consumo, eu conseguia gostar por conta própria de algo que me parecia espontâneo. E eu nem sabia, naquela época que ela já tinha clipe na mtv. Descobri o som dela na livraria. E não tinha lugar mais A VER pra eu descobrir o som dela. Eu digo isso porque, as letras me soaram logo à primeira ouvida inteligentes e com críticas consistentes, e o acompanhamento era algo diferente.
Explico:
nunca antes, eu tinha ouvido até então, algo do rock nacional com guitarras pesadas e que caíssem tão bem em PORTUGUÊS.
PUTA QUE PARIU, me dá raiva de ter que falar isso porque, até mesmo na faculdade, alguns professores diziam que rock não era um estilo pra se compor em português porque as músicas ficavam sempre estranhas.
A Pitty veio em parte, mesmo que essa não tenha sido a intenção dela, ou algo inconsciente, quebrar esse tabu. As letras dela combinam perfeitamente com as bases e a melodia do que ela está cantando.

Óbvio, que , antes dela, falando assim de um rock mais pesado, teve aquele grupo, os Raimundos. Mas eu não me identificava com aquelas letras deles, e, no caso da Pitty rolou uma identificação. Parecia que ela estava falando coisas que há muito tempo precisavam ser ditas e que no marasmo que estava o cenário pop/rock nacional ninguém iria dizer por muito tempo. Eu lembro que no primeiro dia, quando descobri o disco, fiquei muito tempo lá ouvindo aquela torre de cd (só ouvia o disco dela),pra infelicidade daqueles que queriam ouvir cds daquela torre e tinham de esperar, porque eu senti que fui sendo 'absorvido' por aquilo.

Conforme os dias passavam, eu matava aulas diferentes e ia sempre no shopping escutar aquele som. Daí começei a ouvir letras de outras músicas do cd e lembro que fiquei embasbacado tb com a letra de "O Lobo", e, daquela que viria a se tornar a minha música favorita no disco: "Semana Que Vem".
Nossa, pra mim foi um impacto muito positivo porque, eu sempre gostei de artistas que têm o dom da palavra, que sabem fazer rimas realmente construtivas e concisas. É como diz uma comunidade no orkut: "Inteligência é Afrodísiaco".

Sempre fui fã de Cazuza, de suas letras, e mesmo depois que ele saiu do Barão, me tornei fã tb do grupo, no entanto estava decepcionado àquela época com o Barão, porque, parecia que eles tinham se vendido totalmente às pressões midíaticas de manter o sucesso ao gravarem músicas do naipe 'Puro Êxtase'. A Pitty fez renascer em mim a crença nos rockeiros e compositores nacionais.

A influência da Pitty em mim essa época foi tão grande a ponto de eu chegar e pensar: "um dia eu vou comprar esse cd". Lembro que a cada dia, era uma descoberta musical diferente.Conhecia um pouquinho de cada música do cd, óbvio que tinha algumas faixas que eu pulava, mas, foi, um dos últimos cds que eu comprei que gostei da maioria das faixas. Isso não acontecia fazia pelo menos- àquela época- uns 6 anos- desde que eu tinha comprado o maravilhoso 'Pensar é Fazer Música' do Paulinho Moska.

Eu demorei pra conseguir concretizar meu sonho, comprei o cd só em Dezembro daquele ano e, àquela época eu já me considerava fã dessa artista.Tanto que, entrei no mesmo mês numa lista de e-mail do Yahoo chamada Pitty-List (existe até os dias de hoje).Mais legal foi minha surpresa ao descobrir que ela participava da lista e até respondia alguns e-mails mais relevantes.Por coincidência naquele mês ela gravou o primeiro Bem Brasil* da carreira dela e eu tenho ele até hoje gravado em VHS.

Continuo no próximo post.

*Programa músical da TVE que até hoje é apresentado pelo ator, músico e apresentador Wandir Doratiotto.

Terça-feira, Dezembro 11, 2007

 

[P#99] ANOS ACADÊMICOS (Parte XX)

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Recado trocado com a Sara durante a aula

Vou falar sobre as guitarras que comprei esse ano.
Em 2003 eu comprei 2 guitarras. A primeira uma Michael com microafinação que está sendo ilustrada por uma foto de algum dos posts anteriores, numa loja de usados e tomei bonito no meio do cu. A guitarra tava cheia de problemas, depois descobri que o cara sempre vendia as guitarras com problemas e nunca mais comprei instrumento musical usado.

Não lembro qual eram os problemas, mas eu sei que a guitarra veio sem alavanca e me enchia o saco trocar de cordas (só troquei uma vez) porque tinha que ter uma chave allen pra desparafusar umas partes, tinha de regular as oitavas, e um monte de encheção de saco que eu nunca curti. Talvez se um dia eu tiver roadies aprecie que eles façam esse serviço por mim. Por enquanto prefiro usar as velhas e boas Les Paul de sempre.

O Rodrigo na verdade foi quem me ajudou a trocar as cordas dessa guitarra porque ele tinha mais o macete de uso do que eu. Eu tive que comprar uma guitarra no meu aniversário, meu pai me deu o dinheiro, óbvio, porque, minha guitarra anterior começou a apresentar um trastejamento que eu não sabia como resolver, se era altura das cordas, problema no braço ou problema no traste.Daí no meu aniversário pedi dinheiro ao meu pai e fui nessa loja trambiqueira que citei acima.

A guitarra foi de bom uso, pois, gravei com ela todas as bases e os solos das músicas da nova fita da Gosma Metálica (por enquanto foi o último material que gravei com esse nome).Algumas dessas músicas eu ripei depois e passei pra cd (não lembro que ano foi isso) e o mesmo fiz com a fita do ano anterior denominada 'A Melhor Música Sobre Nada'. A fita de 2003 foi denominada como 'Debéis Mentais' que é a faixa título da fita. A música fala sobre a atuação de Bush contra o Iraque e as consequências que isso teriam. De forma irônica e sempre escrachada nos moldes de todas as músicas da Gosma Metálica, que, tem em geral, como característica, o non-sense.

As músicas estão disponíveis pra download no seguinte endereço:
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=17677
Valem como curiosidade, ao menos. Demorei muito mais tempo pra gravar essa fita do que a anterior. As músicas de 'Melhor Música Sobre Nada' eu levei um mês mais ou menos pra gravar enquanto que os temas de 'Débeis Mentais' demoraram e se arrastaram por uns 3/4 meses, relativamente de Março à Junho ou Julho, foi o período pra conseguir concluir a 'obra'.

A guitarra era sempre gravada por último através do sistema de overdub amador que eu havia descoberto no aparelho de som da sala em meados dos anos 90. Mostrei pra poucas pessoas.E foi a última vez que gravei algo da 'Gosma Metálica'. Depois meu som estragou e eu fiquei sem mesa pra apoiar o teclado que servia as bases de baixo e bateria.

Tinha que falar mais coisas nesse post,
mas to com vontade de ir cagar,
continuo no próximo post.

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

 

[P#98] ANOS ACADÊMICOS (Parte 19)

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Convite da banda Manacá, ampliem a foto para ver a data da mesma

Ai eu to muito chateado, por algo que fiz ontem, como já postei e às vezes não vejo a hora de tornar isso aqui um diário pra falar logo das minhas angústias reprimidas ao invés de fazer retrospectiva do que aconteceram nos anos anteriores.

Estou meio perdido porque não lembro do que falta eu falar. Creio que já falei da morte do meu padrasto e que começei a usar internet. Também contei sobre meu atropelamento e outras coisas relevantes. Ah sim. Quando meu pai ainda tinha computador no quarto dele eu instalei o ICQ.

Usava o ICQ em especial pra falar com uma menina do RJ, que hoje em dia nem tenho mais contato e cuja amizade (que durou pouco) começou com uma mentira. Eu me fiz passar por gringo num bate papo do site da Globo, mas depois ela me perdoou. Não lembro na história da minha vida, uma vez que não tenha precisado da mentira como aliada.

Enfim. Depois por alguns motivos e por algumas opiniões acabamos não nos falando mais. Fiquei chateado com umas atitudes da parte dela e por uma vez ter mandado uma foto pra ela, na intenção de conseguir algo e ela ter respondido que minha avó era mto bonita.¬¬

Acho que usei o ICQ até o fim de 2003 e começei a usar o msn em 2004. Lembro que uma época eu tinha os dois programas instalados porque eu tinha amigos que não entravam no msn àquela época.Mas enfim de qualquer forma a maior parte do ano eu usava ICQ para me comunicar com meus amigos. Hoje em dia nem lembro o número dele.

Em 2003 eu fiz a primeira tentativa de ter um blog. Primeiro eu tentei no blogger.com, com um endereço de www.ricardobrinodetona.blogspot.com, mas nem adianta tentar acessar esse link porque eu deletei esse blog há muito, muito tempo. O blog era meio que um diário e acho que cheguei a escrever duas postagens. A primeira falava sobre uma diarréia que tive por dias graças à junção de vinho barato com pipoca e crises de vômito no mesmo dia. Depois tinha outra postagem falando não lembro do que. Só lembro que deletei o blog porque eu não conseguia ilustrar cada post com uma foto. Tinha que fazer mirror de outro blog que hospedasse a foto pra poder fazer a imagem a parecer. Daí broxei com isso e tive outras várias tentativas e frustradas, como no IG, no .blogspot.com.br (que pertence a Globo) e em outras. No final do ano, resolvi postar no blog da Globo mesmo porque era mais fácil.

As aulas na faculdade estavam cada vez mais duras e complexas. Estavam chatas de se agüentar, principalmente Harmonia Tonal com o prof. Norton com sua voz de 'Homer Simpson' e o seu jeito "empolgado" de dar aula que fazia parecer que a qualquer momento ele ia pegar no sono e tirar um cochilo na sala. Tinha vezes que saía mesmo no meio da aula pra ir tomar umas no bar com meus amigos, principalmente com o Júlio o Rodrigo e o Ricardo Farias.

Tinha vezes que eu ia gazear aulas no Shopping Cristal que ficava próximo da faculdade só pra não ter que aturar as aulas do Norton. Geralmente eu ia à livraria Saraiva que fica lá dentro porque lá tem também uma loja de discos. E foi assim que eu conheci a Pitty. Gazeando a faculdade. O que eu não sabia era que por pelo menos durante dois anos ela teria influencia tão grande na minha vida a ponto de tentar formar uma banda de cover de suas músicas.

Já tava de saco cheio daquela faculdade e não tinha como trancar por causa dos procedimentos burocráticos. Minha amizade com a Kamile estava cada vez mais estranha a ponto de a gente quase nem se cumprimentar. Os calouros que haviam entrado na faculdade àquela época, fiz amizade com apenas alguns. Entre eles a Charlene, mas não sei se vale a pena entrar no detalhe de quem é Charlene porque eu to meio de saco cheio de falar sobre esses anos da faculdade e gostaria de poder falar sobre coisas da atualidade.

Enfim, Charlene era uma menina que tocava violino, assim como a Ruth e tinha vindo do interior do Paraná.Ela sempre falava comigo e me cumprimentava, isso foi fazendo com que eu olhasse pra ela com segundas intenções e graças ao meu NTISMO (não vou explicar o que é isso, se quiserem leiam os posts anteriores a esse) ela nunca ficou sabendo que eu era a fim dela. E aos poucos eu fui ficando a fim de Charlene e deixando a Kamile de lado [no plano amoroso] porque nosso relacionamento estava cada vez mais distante e frio.

Adicionei ela no ICQ e conversava de vez em quando com ela por ele, mas, aos poucos fui abandonando o ICQ e passei a usar exclusivamente o MSN. Mas isso só iria acontecer efetivamente em 2004, ano do qual falarei mais tarde.

Por aquela época eu compus uma música instrumental cuja melodia principal era do violino. Depios dei a música pra Ruth numa fita cassete e numa partitura.Isso fez o Auro pensar que eu era a fim dela. O Auro falava mal pra caramba da Ruth mas acabou dando uns pegas nela. Nada que durasse muito. Aliás o Auro acabou pegando todas as meninas das quais ele falou mal. Com a Kamile também foi assim, um ano e meio depois.

Teve uma vez que a Kamile cortou o cabelo bem curto, e antes ela tinha ele bem comprido. O primeiro comentário sobre o cabelo da Kamile veio pra mim num bilhetinho:
"Olha o cabelo da Kamile. Parece um poodle".
O Auro tentou agarrar todas as meninas da facu que ele pôde [como se lá tivesse mesmo muitas mulheres] mas se deu mal com a Sara. Nunca conseguiu ficar com ela.

Fiquei sabendo que tempos depois que eu larguei a faculdade ele ficou com a Kamile. E é verdade. Primeiro foi o Rodrigo quem me contou, pois havia visto eles juntos no shopping que ele trabalhava. Depois eu fiquei sabendo via internet que eles estavam tendo algo.

Quanto a internet, eu continuava usando bastante, e naquela época como ainda não tinha orkut, eu postava bastante em grupos de discussão do Yahoo, e foi postando nesses grupos que descobri um chamado 'Guitarristas Femininas' que é moderado pela Aya e que na época (principalmente pela falta de existência de um forum global tipo 'Orkut') era bastante agitado e e-mails chegavam todos os dias.

O grupo de discussão 'Guitarristas Femininas' me inspirou a criar o grupo de discussão 'Guitar Palace' no fim de 2003. Depois num outro post, coloco o endereço desses grupos de discussão.O que importa é que, por intermédio desses grupos eu conheci pessoas, cujo o convívio depois se tornaria real. Entre as pessoas que postavam estava uma tal de 'Mili', cujo nome verdadeiro era Maria Emília, mas que sempre usa esse nick/pseudônimo mais do que o próprio nome. A Mili estava tendo àquela época alguns problemas com sua banda e através de alguns e-mails eu pensava em encaixa-la no grupo que eu estava montando com alguns calouros do curso de Música.

A princípio a gente não tinha trocado msn nem icq. Ela nem usava mais ICQ, mas na época eu nem sabia e aquela época a atividade de mandar e-mails era bastante frequente e recebia os delas tanto particulares quanto em grupo. Foi assim que conheci a Mili. Via grupo 'Guitarristas Feminina'. Eu postava bastante e tinha uma galera que postava também com frequência e na época creio que o grupo contava com umas 30 pessoas, mas só umas 5 postavam regularmente.

A Aya, fundadora do grupo era uma delas. E desde sempre mesmo sem nunca tendo ouvido ela tocar antes, percebemos que ela era uma grande guitarrista. E grande pessoa também porque respondia a tudo e a tudos com muita segurança no que dizia e muita tranquilidade. Nunca conheci ela (Aya) pessoalmente, até hoje, mas creio que vai rolar, porque já conheci a Alline Mel pessoalmente.

Então.
Falando nisso: não lembro como foi a situação, mas por meio desse grupo eu conheci a Alline Mel, que mais pra frente teria uns estresses com o Auro, mas disso eu falo mais pra frente.Acho que ela tinha mandado um e-mail para o grupo comentando qq coisa que agora eu realmente não lembro e por alguma razão eu notei. Daí fui responder. E ela sempre colocava o link do blog dela no final dos e-mails como assinatura. Acho que o caso foi esse. Mas não tenho certeza.

Como ainda era novato na linguagem da internet não sacava o que ela queria dizer com algumas coisas do tipo "oPpPp"
pensava que era algo do tipo:
'ops!' só que como ela era de Recife escrevia sem o "s" no final, e algumas merdas que na verdade em nada tinham a ver. Até que levei essa dúvida ao fórum e ela me respondeu:
'Não, tio, na verdade, isso é um bonequinho dando a língua'
Ai me senti completamente constrangido porque tinha viajado numa parada nada ver.
É importante fazer essa introdução sobre a Mili, Alline e Aya porque elas foram partes essencias da minha integração no que chamo de 'Internet Years'.

Agora tenho que sair.
Continuo no próximo post.

Domingo, Dezembro 09, 2007

 

[P#97] ANOS ACADÊMICOS (Parte XVIII)

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Eu, em 2003

Pronto, cumpri a minha meta desse ano ¬¬.
Postei pelo menos uma vez por mês todos os meses no decorrer desse ano que está sendo melhor que o ano passado, mas que dependendo de uma cagada que eu tenha feito hoje pode fazer tudo desmoronar.

Eu não faço planos não. Não sou assim e não consigo ser. Por ex; eu não conseguiria planejar pra mim mesmo algo do tipo:
Em 2008 eu vou arranjar uma namorada.
Porque eu sei que não vou fazer nada pra arranjar uma namorada. E quando eu digo nada é nada nos moldes que essa sociedade opressora espere que eu faça, chegando nelas, puxando um papo com a finalidade de me dar bem. Prefiro continuar pagando 100 reais e comer puta do que me rebaixar a esse nível.

A verdade é que há exatamente 10 anos eu sonho em ter uma namorada. E nunca consegui. Eu já cansei. Então agora pra mim tanto faz. Vou pendurar as chuteiras. A verdade é que as mulheres em geral nunca fizeram nada de bom pra mim pra que eu me sentisse incentivado a ser cavalheiro, gentil e demonstrar interesse por alguém. Vou vivendo de amores platônicos eternos e sendo infeliz, porque, pelo menos isso preenche mais o meu ego do que ter que correr atrás de uma mulher e tomar o fora de alguma vaca que se ache no direito de me dar um toco de forma grossa.

Então pro ano que vem não faço plano nenhum , porque sei que não vou fazer nada em relação a isso. Meu destino é ter 60 anos na cara e ficar procurando puta, sem construir um futuro, sem família, sem nada. Só na zona. Só poderei me contentar com ccrescimento profissional, porque, desde sempre minha vida amorosa foi uma merda, e se não mudou até agora, não é agora que vai mudar. Essa é minha vida. Fazer o que?

As únicas meninas que têm iniciativa comigo são barangas. Então elas que vão tomar no cu e eu volto pra minha punheta que é mais saudável que abraçar qualquer canhão.Fora o fato de eu não ter achado meu pinto no lixo pra comer esses canhões que me aparecem pela frente.

Mas foda-se a época de agora, já escrevi quase uns seis parágrafos e não falei ainda a respeito dessa época. 2003, entre outras coisas foi o ano que deu início a uma série de anos consecutivos que perduram até hoje que eu denomino de "Internet Years".
Porque foi nesse ano que meu pai comprou um outro computador e eu herdei o dele, um antigo, que tinha 19 GB de memória. Eu me lembro disso até hoje. A medida que os anos foram passando, meu pai fez constantes upgrades na máquina dele até eu chegar no computador atual com 250 GB de memória e placa de vídeo e som de última geração. Tudo graças a ele. Se fosse por minha conta, continuaria com aquele primeiro computador que eu herdei e que havia sido comprado três anos antes.

Na verdade, desde que meu pai começou a trabalhar na Falcon em 2002, as coisas começaram a mudar e ele começou a ganhar muito mais do que ganhava nas outras empresas que trabalhou. Meu pai não tem terceiro grau, por isso digo. O negócio com que ele trabalha há ganho por comissão. E por mais que tenham meses que sejam fracos demais, há outros onde ele consegue faturar mesmo não sendo o dono do negócio.

Então desde 2002 começou essa onda de fartura técnológica aqui em casa. Televisores de 29 polegadas, aparelhos de dvds, computadores, etc,etc. E é assim até hoje. A empresa se mudou para outro lugar, mas ainda assim meu pai ganha bastante com suas vendas comissionadas e o patrão dele vive viajando para o Paraguai e comprando também itens diversos que cabem nos seus sonhos de consumo.

Ta, explicando isso, já se tem uma base de como se deu essa evolução tecnológica, contando junto os computadores que já tive e o computador que possuo hoje. Esse ano acho que foi o mais intenso com meu amigo de faculdade, Rodrigo Anacleto. A gente ralou o ano inteiro em música e só tomou no cu. Essa é a grande verdade. Tínhamos uma aula de 'Apreciação Musical' se não me engano, na qual teríamos de criar uma aula para dar às crianças de uma comunidade carente que a gente escolhesse. No entanto a aula devia ser embasada num dos capítulos do livro que ela e outra educadora escreveram.

Essa professora era um verdadeiro porre.
Era uma dama da alta sociedade, em idade um tanto avançada, que tinha ataques de frescura a toda hora. Uma vez, não lembro qual a razão ela abandonou uma aula na metade e deixou que o Luís (Gaúcho) explicasse a disciplina no lugar dela. Ela simplesmente pegou e foi embora pra casa dela, nos deixando na mão.

No dia que fomos apresentar nossa aula à professora, ela não aceitava as argumentações do Rodrigo e falou que estava muito ruim, que as crianças não iriam entender. Então houve uma outra apresentação, numa outra aula com as modificações propostas feitas na aula, mas o problema foi que eu fiquei nervoso, não consegui falar na hora, mesmo tendo tomado umas três latas de cerveja antes da apresentação.

Gaguejei, o pessoal achou minha pronúncia complicada, mas não por causa da cerveja. As pessoas em geral tem a tendência de não entender o que eu digo porque algumas vezes eu falo muito rápido.
Esse problema persiste até hoje, mas acho que o pessoal podia me compreender também se tivesse mais boa vontade.

No dia que fomos dar a aula propriamente dita, foi um desastre.
O Alemão foi assistir (porque sempre tinha que ter um aluno de um outra dupla pra assistir) e, as crianças não paravam de algazarra, eu e o Rodrigo estávamos nervosos, o lugar em si era um muquifo. Muito ruim dar aula lá. As crianças tinham transtornos sociais, o que tornava aquele ambiente ainda mais deplorável.

A aula tinha que ter 40 minutos eu acho, ou duas horas, ah sei lá, nem lembro mais. Mas sei que foi um inferno. Usamos meu violão como instrumento e as crianças queriam meter a mão nele, depois tive uma idéia de pedir pra fazermos uma ciranda e as crianças me darem as mãos, porque a aula em si servia para mostrar às crianças as diferenças entre grave e agudo.Não deu outra, duas meninas começaram a se estapear, e gritavam, não paravam quietas, QUE SACO.

Realmente, a idéia de trancar a faculdade foi novamente tomando forma e impecílios burocráticos da faculdade continuaram me segurando por lá.Eu não queria, no futuro, ter que dar aulas para crianças como aquelas, nem para nenhum outro tipo porque eu não nasci pra lecionar, PORRA. Devia ter prestado outro curso porque foram 2 anos e meio da minha vida perdido. O Júlio por essa época já não vinha mais à faculdade e havia retornado à sua cidade natal. Eu já estava planejando pular fora desse barco também mas não conseguia por motivos que já disse antes. Fui uma vez com a minha vó à secretária tentar acertar o meu trancamento de curso, mas não consegui. E vieram professores me questionar o porquê daquela minha atitude.

Depois, o seu Pedro, pra variar, resolveu contar aos meus amigos que eu queria trancar e foi aquela encheção de saco no meu ouvido e um monte de papo careta que eu não tava a fim de escutar até porque não tava me realizando lá.E até colegas vinham me questionar, e tal, e foi fazendo uma pressão, de forma que me sentia numa areia movediça. Queria me mover e não conseguia. Péssimo momento.

A minha relação com a Kamile continuava estranha, a gente nem se falava mais, e isso vinha desde o ano anterior. No entanto continuávamos nos cumprimentando e nosso 'social' terminava aí. Óbvio que eu sei que em grande parte isso se deu devido a minha timidez, o que acho que de certa forma, fez ela me encarar como um cara estranho. Ainda no aniversário dela eu ganhei alguns pontos pois dei a ela uma guitarra em miniatura dentro de um estojo de vidro. Ela achou muito legal e inclusive me agradeceu no dia seguinte. A verdade é que por mais estranho que fosse meu comportamento, eu ainda tinha, uma enorme admiração e era grato por ela ter me ajudado no dia que eu vomitei feio. Ainda contava outro fator: eu gostava dela. A merda foi que não sei como, deixei isso vazar e o Rodrigo, Júlio e outros da minha turma sabiam disso. Ficava com medo que vazasse aos ouvidos dela essa informação.
Eu era muito cagão. Ainda sou. Um monte de coisa na minha vida não se realiza em função disso. Mas mudar na idade que eu estou é difícil.

Pra ter uma idéia de como enrolei uma situação e me vi ridículo, foi uma vez que, não lembro porque motivo fui com ele até a faculdade, ela estava sentada próxima a secretária com umas amigas da turma dela e queria dar oi, daí ia tomar água, mas na hora de virar e cumprimentar ela pra dar "oi", não conseguia. Então teve uma hora que ela foi embora, e me cumprimentou. Disse "tchau", eu desconfio que ela ouviu o que eu comentei com o Rodrigo e me deu o cumprimento da despedida.

Era estranho. Ela tinha já me ajudado e continuava ajudando. Me deu carona até em casa umas 2 vezes que eu fui ver o Manacá tocar. E eu continuava com aquele comportamento sinistro. Eu não me entendo. Na verdade eu acho que eu não sei o que quero, parece idiotice dizer isso mas às vezes é difícil ser eu.

Daí no carro dela, eu conseguia falar e manter um assunto. No entanto no dia seguinte na faculdade eu voltava a ser "aquele cara". Aquele lugar também já não me fazia feliz e as aulas não me enriqueciam didaticamente, aprendia as coisas mas já não dava aquela vontade de assistir aula. A vontade era de matar as aulas no bar, tomando todas.

Tinha, como já disse no post passado, aquela aula horrível na Reitoria em que o nosso professor era cego e as aulas eram intermináveis. A gente tinha que apresentar um trabalho em grupo. Por fim, o grupo foi formado pelo Júlio, por mim, e pelo outro Ricardo. Nâo lembro quantas apresentações eram por dia, mas lembro que os outros grupos ficavam uns 40, 50 minutos explicando o que tinham feito e como tinham sido os seus resultados. Quando chegou a nossa vez, sentamo-nos nas cadeiras e puxamos alguns papéis que haviam sido imprimidos sobre o assunto. Acho que durou entre 5-10 minutos nossa apresentação e o professor ficou bem espantado e veio nos cobrar a pesquisa empírica que não havia sido feita e pediu pra que refizéssemos o nosso trabalho. Júlio e Ricardo caíram fora. Eu refiz o trabalho sozinho pra não reprovar nessa matéria, mas mais de 50% da turma ficou pra final e queria recorrer com um abaixo-assinado contra as medidas desse professor. No final acabaram desistindo da idéia. Passei na disciplina dele com muito suor no final das contas.

Algumas partes do trabalho final que eu tava fazendo no computador e ia entregar pra ele no começo da outra semana eu começei na Sexta Feira e deu um total de 16 páginas.Dai meu pai sem querer, ao trocar os computadores, resolveu formatar o pc, o detalhe é que o meu trabalho de 16 páginas do Word estava no pc e não em CD-R ou disquete. Ou seja perdi meu trabalho. Daí fiquei muito puto e não conseguia me animar, mesmo sabendo que teria um pc no meu quarto no dia seguinte. No dia seguinte no entanto, após horas e horas no Word consegui reescrever quase o mesmo que havia já escrito no dia anterior e terminei o trabalho. Eu não tinha conexão com a internet porque o modem era único e era do meu pai, só teria internet se compartilhases com ele. E isso começou a ocorrer alguns meses depois, mas meu pc só conectava à internet quando o do meu pai estivesse ligado. Quando meu pai desligava o pc minha conexão caía.

E já era um avanço, porque antes nem internet eu tinha e muito menos computador no meu próprio quarto. Daí começei a descobrir os emuladores. Primeiro tentei emular o MSX e conseguia mais ou menos , porque meu computador não tinha memória suficiente pra rodar bem os emuladores, com excessão da emulação de Mega Drive que desde sempre foi perfeita com o uso do GENS.Mas a de MSX tinha lags e travamentos, o jogo não rodava na velocidade normal e eu ainda não conhecia o BLUEMSX, o melhor emulador de MSX que existe no mercado.

Mas começei nessa época a me interessar por isso, e, começei a ir atrás do SONIC CD já que o emulador se propunha a emular SEGA-CD também. Baixei o arquivo em um monte de partes, porque afinal o jogo era grande e pesava em torno de quase 100 mb sem as músicas e segui um tutorial pra rodar o jogo e como instalar no emulador, mas não deu certo. No entanto no dia seguinte eu consegui seguir as orientações do site e rodar o jogo numa boa.

Esse ano também, eu consegui ser atropelado por um Expresso. Foi assim: eu tava indo pra faculdade e tava com pressa porque sabia que provavelmente aquele dia, eu chegaria atrasado. No entanto, ao descer do ônibus na Av. Sete de Setembro, eu desci e tentei cruzar a rua na frente do mesmo e o motorista não me viu na hora que tava dando partida e eu senti o ônibus encostar no meu braço e ele frear a tempo, no entanto com o impacto bati minha cabeça na calçada. Eu não senti dor nenhuma na hora.Por mais que isso pareça estranho, o que eu fiz, foi tentar levantar o mais rapidamente possível e continuar o caminho, no entanto ao levantar percebi que todos a minha volta me olhavam. Fiquei muito constrangido com aquela situação e só queria sair dali.

Ao levantar senti uma vertigem e quase caí no meio da rua, mas consegui me equilibrar a tempo. Senti um molhado na minha nuca. Como tava muito calor ,eu tava esperançoso que fosse suor. Mas ao passar a mão na cabeça descobri que era sangue.Daí vi que a situação podia ser pior do que eu pensava e resolvi amarrar a jaqueta que eu segurava na cabeça pro sangue estancar. Coloquei a mão na pasta. Sujou de sangue. Quem me visse na rua, provavelmente pensaria que eu tinha matado alguém pra me encontrar nessa situação. As pessoas na rua continuavam me olhando. Eu segui em frente pra descer à rua do Batel em que a minha faculdade se encontrava. Vi a Rosângela descendo e pensei em conversar com ela. Mas aí, percebi que ela podia se assustar com aquela cena e resolvi desviar o caminho fazendo com que ela não me visse.

Percebi que tinha perdido o meu dia.
Resolvi mudar de caminho e tomei um ônibus até a minha casa.
Minha vó viu o ferimento na minha cabeça e se assustou. Me passou um sermãozinho por eu ter atravessado a rua do jeito que eu atravessei.
Depois chamou meu avô pra me dar carona até um hospital. Acabei indo no Hospital Evangélico. Fiquei umas 3 horas lá. Analisaram o meu ferimento, deram pontos na minha cabeça, tiraram um raio-x e me deixaram em observação por um tempo. Voltei pra casa só à noite, tirando uma que meu avô devia estar feliz pois graças a mim ele não teve que trabalhar até o fim do expediente aquele dia. Meu pai ficou muito assustado a princípio, mas depois contei a ele o que havia acontecido. Minha mãe não chegou a me visitar nesse período.

Continuo no próximo post.

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