Segunda-feira, Novembro 19, 2007

 

[P#96] ANOS ACADÊMICOS (Parte 17)

|

Eu em 2003.

2003.
Finalmente, depois de passar mais de 10 posts falando sobre 2002 poderei iniciar a narrativa sobre esse ano, que foi e não foi um ano sequencial em relação ao ano anterior. Algumas coisas aconteceram esse ano e introduziram novidades na minha vida.
Entre outras coisas devo falar detalhadamente que:

O marido da minha mãe morreu.
Comprei uma nova guitarra.
Foi o ano que conheci a Pitty.
Foi ano que conheci a Mili.
Entrei para o grupo de e-mails Guitarristas Femininas, administrado pela Aya e de quem me tornei amigo.
Foi o ano que conheci a Mili, através do grupo de e-mails Guitarristas Femininas.
Voltei a tocar com o pessoal do Maquinatrapo e acabei montando uma outra banda.
Comprei uma outra guitarra.
Compramos um cachorrinho no final do ano.
Descobri a técnica de rom-hacking.
Depois de 10 anos do lançamento de SONIC CD, consegui jogar o mesmo pela primeira vez num emulador de SEGA CD chamado GENS.

Entre outras coisas.


Eu não lembro bem como começou o ano, só lembro que na minha cabeça ainda borbulhava a idéia de trancar a faculdade e eu estava muito a fim de levar ela adiante, mas não conseguia devido a todo um processo burocrático envolvido. Lembro uma vez de ter ido com a minha avó até a faculdade, mas o seu Pedro, em seguida, espalhou para os meus colegas de classe que eu queria trancar a faculdade e com isso ficou um bando de curiosos querendo saber o porquê.

Daí eu dava desculpas podres e dizia que não era verdade. O Rodrigo por telefone também me fez tentar desistir da idéia com aquele discurso de "quantas pessoas têm o sonho de entrar na faculdade e não podem, enquanto que você está cursando e quer desistir". O que eu sei é que mediante a uns procedimentos burocráticos da faculdade e em parte minha falta de perserverança pra seguir em frente não consegui trancar a facu.

Daí passou um tempo acabei desistindo da idéia e até meu pai veio me perguntar: "Ué, tu não ia trancar a faculdade e abrir pra um outro curso?". Daí falei a ele que desisti.Minha família me dava apoio pra começar outro curso universitário uma vez que eu não estava feliz com aquele mas tinha a questão também de eu ser músico e ter todo um preconceito por trás de quem opta por essa carreira. O que é difícil é manter uma carreira no Brasil como músico visto algumas dificuldades, no entanto, eu sei que se a pessoa persevera e corre verdadeiramente atrás do sonho ele acaba se concretizando por mais que existam jabás, uma corja de safados, que seja tudo muito caro e que você tenha que gastar (financeiramente) com tudo quase sempre.

O ano letivo começaria atrasado ainda por causa daquela greve de 2001 que tinha atrasado todo o ano letivo, então demoraria para ocorrer o trote dos calouros da minha turma. Organizaram um trote bem mais ou menos. Chamaram o Gonzàles por ele ser mais velho, passando um trote de que ele era professor, e, enquanto estavam todos na sala, tanto alunos da minha turma quanto os calouros ele pediu que escrevessem num papel tudo que sabiam sobre um tal de Luís Pendragon* e sua influência na música contemporânea.
Óbvio que esse fora um nome inventado e que esse cara nunca existiu, e as pessoas não souberam o que escrever sobre ele. Logo depois veio uma sessão igual a que minha turma tinha passado. A do pedágio. 10 reais por par de sapato. E ficaram ali pedindo dinheiro, só que dessa vez não teve nenhuma garoa.

No começo do ano, antes de os calouros entrarem, eu continuava com birra com a Kamile e o namorado dela por causa das besteiras que ele havia me dito no ano anterior. No entanto, para minha surpresa, no começo daquele ano ela havia cumprimentado todos da minha turma inclusive a mim e eu resolvi parar com aquele besteirol. Ela e o Luís tinham terminado o namoro. E por incrível que pareça, foi definitivo. Não voltaram mais. Minha família me incentivava a conversar com ela, mas eu era tímido e nunca sabia o que falar, com isso me mantive distante e não pude nem aproveitar de sua amizade, já que minha timidez impedia e eu sempre ficava sem idéia do que falar, ou só falava com ela quando queria comprar ingressos para algum lugar que ela fosse tocar.

Na época ela tocava com a banda Manacá, da qual recordo já ter falado, e, a banda tinha sido fundada por Yuri. Depois entraram o Gaúcho, da minha turma e a Débora, de produção sonora. Sinceramente, não entendo meu comportamento; quando eu paro pra analisar a situação, eu podia realmente ter me tornado um bom amigo dela , no entanto isso não aconteceu. Ficou aquela situação estranha e assim seria até eu sair da faculdade. No máximo trocávamos cumprimentos e depois a situação continuou piorando, porque eu nunca tinha assunto.

Próximo à data de que falei, creio que isso tenha ocorrido em Abril, quando os calouros de música entraram, eu fui visitar minha mãe na casa dela lá em Almirante Tamandaré. Estava com o marido, João, com quem havia casado o ano anterior e , cujo casamento eu comentei em posts anteriores a esse.

Tava tudo tranqüilo, tomamos um café, conversamos um pouco e tal. Ainda ele disse que no dia que morresse, se minha mãe quisesse podia ficar com tudo que era dele porque tinha direito. Mas foi um dia comum.

No dia seguinte, quando eu acordei, minha avó informou que minha mãe havia ligado de manhã para informar que o João tinha morrido e que o enterro seria no dia seguinte.Esse dia em questão, seria um dia após os calouros receberem o trote.Fiquei de ir no enterro dele.

Aquele dia porém foi como eu já disse acima:
Dia de receber os calouros, então ninguém teria aula, e depois que eles juntaram o dinheiro suficiente, pedindo dinheiro a quem passava de carro, fomos no bar em frente a faculdade USUFRUIR desse dinheiro. O Rodrigo ficou muito bêbado. Não lembro como estavam Júlio e Ricardo Farias nessa festa. Mas vi que o Rodrigo perdeu o tom. Eu tomei também , mas não fiquei tão feio na fita. Só aquela vez que já comentei, que vomitei umas 50 vezes num dia só.

Porra, pra me fuder, fiquei sabendo justo naquele dia que reprovara também em Treinamento Auditivo II e Psicologia da Educação (se não me engano era esse o nome da disciplina). Puta que pariu, reprovar em duas disciplinas no mesmo semestre era foda. Eu já fazia a conta de quais horários livres eu teria de pegar pra poder refazer essas matérias. E o segundo ano de Música seria pior e mais complicado que aquele primeiro ano.

Aquele ano seria pesado pacas. Exercícios de Contraponto, aulas massantes de contraponto com professor chato pra caralho. Aulas de GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DE ESCOLA, na reitoria no setor do que o professor deve lecionar. Vá a merda. Foi uma verdadeira bosta. O nosso professor era cego e as aulas dele eram um verdadeiro saco. Altas vezes gazeava aula no "Cantinho do Estudante" com meus amigos, Júlio e Ricardo pra matar essa aula podre, ou pelo menos chegar num grau que eu aturasse aquela aula horrível da porra.Era insuportável. Imagina o SACO dos alunos de música assistindo uma aula de GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA que não tem nada a ver com música a não ser o fato que no futuro SERÍAMOS professores de música.

O professor era péssimo, me desculpem dizer, mas é a verdade. Ele era cego. Já falei isso acima. Era cego dos dois olhos e tipo quando ele abria parecia uma gosminha saindo. Começava a disciplina falando umas paradas muito chatas e das quais a gente não tinha nenhuma base. Nos passava uns textos piores ainda pra xerocarmos na faculdade.Ainda pra foder de vez o saco da galera, começava a falar de outros assuntos que nada tinham a ver com a disciplina. Numa aula ele disse: "É como Jesus, quando [não lembro quem] foi lavar seus pés e ele disse..." (?????) numa outra "o Requião já dizia...". Vai tomar no meio do cu!
Desculpem aí o nível do baixo-vocabulário, mas, porra, a matéria já era um chute no cu dos alunos e ainda tínhamos que nos deparar com esse tipo de situação.

A galera já não agüentava mais e fazia de tudo praquelas quase duas horas de aula passarem de forma menos horrenda possível. Era jogo da velha nas carteiras, era aluno trocando recadinho na sala de aula, era tudo. Menos assistir aquela "aula".Professor Paulo era o nome. Lembro do sobrenome também, mas tendo em vista alguns problemas legais, prefiro não citar o sobrenome.

O Cantinho do Estudante era um lugar à parte e que merece ser lembrado.Nem sempre a gente ia lá pra gazear aula. Muitas vezes íamos lá quando chegàvamos antes da aula começar e era muito melhor lá do que a cantina da reitoria. Tomei várias lá, e boas lembranças. Tomei não só com o Júlio e o Ricardo, mas também com o Rodrigo, o Danilo, o Gaúcho, mas geralmente sempre com o Júlio. Até com as meninas de enfermagem chegamos a tomar lá. (Lá # de no cu)

O bar não era muito grande mas sempre tocava rock. Quem mantinha o barzinho era um casal. E putz, sério meu, a menina não era bonita, mas dava um puta tesão. Não sei se era o jeito dela ou se ela tinha aquele jeito de propósito pra atrair mais clientes, mas a verdade é que já tinha imaginado aquela menina em todas as posições na minha cama. De quatro, de lado, papai-e-mamãe, 69, batendo na bunda dela e chamando de "minha cadela". Mas óbvio que tudo sempre, nunca passou de um sonho (erótico).

O namorado dela se chamava Beto eu acho. Mas se marcar, nem era esse o nome dele. Eles tinham um filho pequeno se eu não me engano, mas não tenho certeza disso. Nossa altos papos lá naquele bar, inclusive com o cara e com a namorada dele, que um dia na ausência do mesmo, se sentou ali na mesa com a gente pra tomar uma bera.

Continuo no próximo post.

Domingo, Novembro 18, 2007

 

[P#95]ANOS ACADÊMICOS (Parte XVI)

|

GTA: VICE CITY, o jogo que me fez retornar ao vício dos videogames

Bem, eu pensei que terminaria o último post falando a respeito de 2002, mas vi que vou ter que alongar o assunto , pois ainda faltou coisas que eu estou lembrando aqui, e que não tratei em posts anteriores.

O ano estava perto do fim. Eu e o Rodrigo havíamos nos fudido literalmente em algumas disciplinas entre elas história da Música, ficando pra final e também em Piano, com o novo professor Wilson, que por ser homossexual sofria muitas piadas por partes dos alunos em geral. E, ele, me deixou em recuperação em Piano. Mas não por retaliação, e sim porque realmente eu ia mal nessa disciplina. Tínhamos piano uma vez por semana. A maioria dos alunos tinha suas lições de piano no período da manhã, enquanto eu preferia ter aula na Sexta (quando os outros não tinham) porque não gostava da idéia de acordar um dia na semana mais cedo pra fazer aula de piano (e quem diria, que ironia que eu ficaria mais ou menos uns 2 anos acordando cedo todos os dias em anos seguintes, procurando emprego [!!!]).

Enfim, o professor tinha deixado uma lista de técnicas para serem aprimoradas e apresentadas no dia da final. Me deixava puto o fato de, estando eu no primeiro ano de música, não ter passado diretamente em todas as disciplinas, ficando em finais em pelo menos 3 delas, ou seja, matérias que eu teria de refazer quando tivesse um tempo, ou, no semestre que se sucedesse àquele que eu tinha me ferrado.

Enfim, todas essas questões negativas me faziam pensar em desistir e trancar a faculdade. Era o que eu devia ter feito bem nessa hora, uma vez que sentia que as coisas não estavam fluindo muito bem. Mas enrolei mais um ano, porque acreditei, de novo, que chegaria a concluir o curso. Só largaria a faculdade em meados de 2004 e o pior, sem trancar.

Meu pai havia comprado naquele fim de ano o seu sonho de consumo. Um Playstation 2. Como fã da Sony, óbvio que ele optou por comprar um PS2 do que, por exemplo, um XBOX. Eu tava meio puto com essa onda de videogames desde que havia caído naquela onda de comprar o Dreamcast, e enquanto pagava as prestações do mesmo, a SEGA anunciar que estava descontinuando o console. Foi um duro golpe pra mim assimilar. Até porque sempre fui fã da SEGA e me orgulho disso, pois a empresa sempre fez jogos, em sua maioria, muito bons e com fun factor elevado.

No entanto, óbvio, meu pai sempre deu ênfase aos jogos de corrida e aos de raciocínio como o (eca) Tomb Raider, e por isso eu não jogava muito. No entanto uma coisa me chamava muito a atenção: numa das revistas que ele comprava sobre games falava-se muito sobre o lançamento de um jogo que parecia ser fabuloso e seguia as diretrizes do jogo que havia me viciado no PS1: O Driver. Tratava-se da sequência de GTA 3, o estrondoso hit GRAND THEFT AUTO VICE CITY. E o jogo parecia ser espetacular, dando aos jogadores liberdade de ação e óbvio, muita diversão.

Me esforçei em juntar 30 reais (ou minha mãe me deu o dinheiro, agora não lembro). Fui na loja e comprei a cópia PIRATA , apesar de eu concordar que a pirataria é mesmo uma atividade criminosa, no entanto levando em conta o alto custo de um jogo aqui no Brasil, não condeno a pirataria de jogos. Mas condeno a venda de CD's que qualquer um pode comprar. Baixar MP3 não é pirataria, é uma questão de necessidade das pessoas e de comodidade, quando o disco só tem música merda com exceção de uma ou outra que se salve.O que me deixa puto é ver neguinho vendendo cd-rs gravados numa mídia porca e vendendo por 5, 3 reais. Isso sim que é pra foder.

O jogo era tudo aquilo que falavam e muito mais. Sinceramente um dos melhores jogos que já joguei no PS2. E que voltou a me viciar nos videogames. Aquele fim de ano eu joguei direto esse jogo, prendeu realmente minha atenção, foram vários e vários dias seguidas atrás dos controle, descobrindo fases novas, cumprindo as missões, mas principalmente , não cumprindo as missões quando eu queria fazer o que me desse na telha. Fiquei surpreso. Nunca antes eu tinha visto um jogo com tamanha flexibilidade e liberdade de ação. Realmente um clássico!

Um dia, Júlio me chamou até à casa dele. Ele estava com um Playstation 2 lá, apesar, de, naquela época o videogame oficial dele ser um Dreamcast, onde jogávamos clássicos como CAPCOM VS SNK2, e, onde surgiram as frases clássicas "Comeu o X-Salada do Ed Motta" e "Quebrou o Piano do André Matos". Cito isso porque não lembro se já citei a criação dessas frases antes. E foi num momento de inspiração e de derrota (no jogo) na casa de Júlio que foram surgindo essas pérolas.

Continuo no próximo post,
e que venha 2003!

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]