Quinta-feira, Junho 28, 2007

 

[P#83] ANOS ACADÊMICOS (Parte IV)

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Thyrso, o participante mais carismático do Big Brother Brasil II.

Antes de começar essa postagem, vou descrever um por um dos meus colegas de classe. Veja bem, de classe: da minha classe de Educação Musical. ou seja, os outros que estudavam comigo na MESMA SALA e do MESMO ANO além de mim. Todos os demais vão ter descrições resumidas e/ou circunstanciais, pra não ficar perdendo meu tempo só falando a respeito disso.

Como eu já disse, a maioria, naquele campus, no curso de música, tanto no setor da Educação Musical quando no de Produção Sonora eram homens. Na classe da Produção Sonora por ex, a situação era ainda mais crítica do que na minha classe; havia nela apenas duas alunas: Débora (uma pessoa muito bacana e acessível a todos os amigos) e a (festejada) Priscilla, que hoje em dia é repórter da RPC - filiada da Rede Globo, e que merecerá, mais à frente uma descrição mais detalhada a respeito da sua pessoa e da forma como a tratavam. Na minha classe tinham apenas 4 alunas. Vou começar descrevendo-as primeiro, não por cavalheirismo, mas, sim, por eliminação:

Cendy: Além de nossa companhheira de classe, ela tb tinha outras ocupações, e se eu não estou muito enganado, uma delas era o balé, e a outra o canto lírico. Loira , não muito alta, mas em compensação, tinha um belo par de seios. Ela tinha (tem) uma personalidade própria dela, bem característica, andava bastante com o Carlos (vulgo Chileno) e com a Sara, de quem falarei em breve. Uma vez tolerou uma brincadeira bem estúpida minha. Levou na boa, eu até pensei que ela iria se irritar, mas ela levou muito na esportiva (ainda bem). Perguntei a ela, onde estava o Júnior, é porque , pra quem não entendeu : era um trocadilho de "Cendy" com "Sandy", a cantora pop. Era meio que irresístivel não fazer um trocadilho desse tipo. Mas era besta pacas fazer um comentário desse tipo, confesso também.

Rosângela: Estava acima do peso, em relação aos outros companheiros de classe. Rosângela era casada e na verdade veterana do ano anterior, que havia desistido de cursar música em 2001 , e por isso estava inserida em nossa classe. Uma moça ruiva que tocava violão e que tb seguia a religião evangélica. Acho que essas são as informações mais importantes a respeito dela.

Ruth: Já falei a respeito dela no post anterior, agora posso descrevê-la fisicamente tb; Ruth era (é) uma moça de rosto expressivo, e em forma. Mas perde em beleza (ou perdia) pra Priscila que cursava Produção Sonora e Jornalismo na PUC simultaneamente. Acho que o curso da PUC rendeu melhores frutos profissionais a ela (a ela = à Priscila). A Ruth se formou em Educação Musical.

Sara: Colega adventista, tb ruiva, em forma, não muito alta, era uma boa amiga, sempre disposta a ajudar os amigos e andava bastante com o Gonzàlez e com a Cendy. Tb era (é) um bom garfo.

Auro: Falarei melhor a respeito dele quando contar como foi minha trajetória na faculdade nesse período em que lá estive, (2002-2004), mas fisicamente digamos que ele era (é) alto, tinha os cabelos longos (depois quando eu já não estava mais no curso soube que ele cortou), geralmente vestia roupas pretas e tocava numa banda que mesclava o peso do metal com interpretações de rap, segundo informações de terceiros. Era a banda CHOKE. Usava óculos , era guitarrista, depois comprou tb um violoncelo.

Carlos: O pessoal costumava o chamar mais por Chileno ou por Gonzàlez, assim como chamavam a mim de Natal, o João de Alemão, o Luís de Gaúcho e o Rodrigo de Jiraya. Ele era casado. Não sei que idade tinha na época, mas creio que estava numa idade superior aos 25 anos, tocava (toca) violão com maestria e tirava notas muito boas. Tinha (tem) um ouvido excelente. Percebi isso porque tínhamos aula de Percepção Auditiva com o professor Indioney Rodrigues.

César Augusto: Nunca mais tive notícias a respeito dele na minha vida. Nem orkut ele tem. Se ele tiver, eu nunca o achei pelo menos. Era o mais velho de todos nós, mas também um instrumentista muito competente, que eu saiba ele era pianista e violonista, mas pode ser que domine outros instrumentos tb, e, eu nunca fiquei sabendo. Era um dos que mais ralava, principalmente trabalhando como músico, tocando em diversos eventos e lugares , e algumas vezes, até mesmo no supermercado Pão de Açúcar, acompanhado de um midi, cantando e tocando violão. Tinha uma Veraneio, e sempre dava carona a uma galerona quando íamos para a reitoria. Grande figura. Alguém o apelidou de tio Ted, eu acho que foi a Débora, porque foi ela quem vi pela primeira vez chamando ele assim. Mas isso tem mais cara de ser um dos apelidos criados pelo Júlio. Nunca saberei.

Danilo: Um dos poucos, que como eu, morava aqui em Curitiba. Sempre nos acompanhava nos bares, tinha várias guitarras e tocava melhor do que eu e do que alguns colegas. Moreno, tinha o cabelo comprido.

Fernando: Baterista, e colega por muito tempo das aulas matinais de Teoria Musical, deixava a barba crescer, mas era uma barba bem cuidada, e, um dia a professora Bernadete Zagonel veio dizer que ele parecia com o Renato Russo. Puta que pariu, mesmo. Mas enfim, é a vida. Almoçava com ele no bar que havia perto da faculdade na época que estudava teoria musical. Com ele e com o Márcio se eu não estou enganado.

João: Vulgo "Alemão". Pianista, que veio do interior do Paraná e se não me engano hoje em dia tb já está formado. Gostou da Ruth durante muito tempo mas não conseguiu nada dela, além de uma boa amizade. Se o apelido dele era "Alemão", já da pra desconfiar de como era o tipo físico dele.

Júlio: Já falei a respeito dele no post anterior tb. Fisicamente , a primeira vista, ele lembra o Eduardo Ardanuy, e os integrantes da banda Dr. Sin, pela forma de se vestir, e pelo fato de ser um bom guitarrista e tb, ainda não tinha dito, por ele usar cabelo comprido. Altas aventuras rolaram, e, ele foi um dos primeros a trancar o curso, depois foi o Ricardo Farias, o Rodrigo e eu, além de outros que debandaram do curso por outros motivos.

Luís: O melhor ouvido da turma, sem dúvida. Sempre tirava boas notas. Seu jeito de ser me lembrava muito o violonista Yamandú Costa. É baterista, mas no fundo no fundo é um multi-instrumentista já que consegue dominar tb o violão, a flauta e outros instrumentos.

Márcio: Veio da Lapa, e já está formado, segundo informações recentes que eu tive. Ele tinha todo o sotaque do interior e pronunciava "caro" por ex, ao invés de "carro", e outras coisas do sotaque caipira. Era motivo de sarro de alguns alunos, aliás de mim e do Auro, mas no final acabou se formando enquanto outros, como eu por ex, trancavam o curso. Não sabia afinar direito o violão, por isso fazia tb as aulas matinais de teoria musical do professor Marcos. A pérola dele foi no dia que disse que tinha estudado bastante os ensinamentos de "Percepção Musical" mas que ao ir num rodeio as músicas eram tão altas que "desafinaro as minha zoreia".

Ricardo: Outro metaleiro. Muito gente boa, é integrante da banda Deathning, cujo nome anterior era Deafining Silence se não me engano, ou algo parecido. Havia uma vocalista no grupo deles , mas eles a demitiram pelo fato dela desafinar demais. No final do curso era uma das pessoas com quem eu mais conversava, além do Rodrigo e do Júlio. Tb, moreno, usava cabelo comprido.

Rodrigo: Japonês, mas eu nunca percebi, até chamarem ele por esse "apelido". É porque o Rodrigo não tem os traços muito fortes de japonês , o rosto dele tem um conjunto mais harmonioso em que essas características nipônicas se sobressaem menos, diferente do que acontece com as irmãs dele que eu se as visse logo numa vez só, perceberia que são descendentes de japoneses. Acabou se tornando um dos meus melhores amigos ali e companheiro de muitos momentos, tanto bons quanto maus, principalmente na faculdade, onde fomos colocados verdadeiramente à prova.

Roger: Também veio do interior do Paraná, mas não sei muita coisa a seu respeito, conversava com ele, cheguei a quase fazer um trabalho de Psicologia da Educação com ele, mas não rolou direito. Era ruivo e tinha uma barbicha.

Wellington: Não sei quais os problemas ele tinha,mas ele só foi aparecer na faculdade uns 40 dias depois das aulas começarem. O modo como ele se vestia e o capuz que usava na cabeça com certa frequência, além da malícia na forma de falar fazia-o parecer um vileiro. E os professores tinham recomendado que ele esperasse um ano pra começar de novo as aulas, já que tinha perdido demais e fatalmente iria acabar reprovando em muitas disciplinas. Era irônico, porque ele fazia perguntas do tipo : "Será que eu vou passar, Natal ?" e depois faltava mais um monte de dias e aparecia meses depois fazendo perguntas sobre teoria musical e tb sobre técnicas no violão, como fazer tal acorde. Na verdade, nunca disse isso a ele, sempre procurei ser tolerante com ele, mas não curtia o jeito dele. Surgiu uma piada entre nós , e sempre que falávamos dele , imitavamos sua voz com o seguinte jargão : "Onde é que é o 'DÓ' ?"

Maycon: Morava num lugar bem distante. Não consta na lista do jornal que eu publiquei aqui, mas não sei se ele entrou numa segunda chamada. Era ruivo, e guitarrista, aqui em Curitiba ficou hospedado na C.E.U = Casa do Estudante Universitário. Anos depois que tranquei a faculdade eu o vi na rua de mãos dadas com uma bela garota. Ele não me viu.

Aníbal : Não sei ao certo se é assim que se escreve o nome dele, mas, ele entrou na segunda chamada, convocado no lugar de um daqueles nomes que aparece na lista do primeiro post dessa série dos Anos Acadêmicos. Na verdade o Aníbal havia sido meu colega de turma no ano anterior no Sigma, mas eu pouco lembrava dele porque aquela classe que eu estudava no ano anterior contava com mais de 200 alunos na sala. Mas lembrava algo de leve, sobre um dia que ele levou um violão na classe. O repertório dele era MPB. Tinha tudo pra estar formado hoje em dia. Não sei o que o levou a trancar a faculdade. Mas ele era bom. Muito bom músico e possuía um ótimo ouvido. Tirava harmonias complexas de ouvido , tinha uma namorada e a afinidade da Priscila com ele, levava muitos a pensar que ela era a fim dele. Eu ouvi muitos comentários invejosos, até, do tipo : "Po , tu viu o Aníbal ? A Priscila dá um mole pra ele e ele não faz nada.". Mas eu não sei, acho que o pessoal era malicioso mesmo, porque tanto o Aníbal quanto a Priscila, namoravam na época. Eu, dos 20 colocados que tinham sido aprovados , tinha pego a décima nona colocação. O Aníbal entrou na segunda chamada, o que um dia o fez comentar comigo : "Que bosta esse curso que a gente fez em Natal ? Em que um dos alunos passa em décimo nono e o outro em segunda chamada!"

Leandro: Era mais velho tb, devia ter seus 30 e poucos anos , cantor lírico, e, como ele falava com a voz "macia" , muitos de nós desconfiávamos que ele era gay. Nem me interessa saber se era ou não, mas era simpático.

Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Junho 27, 2007

 

[P#82] ANOS ACADÊMICOS (PARTE 3)

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Big Brother Brasil; as duas primeiras edições desse programa foram exibidas no ano 2002, pela Globo. A primeira edição iniciou-se dia 29 de Janeiro e a segunda dia 14 de Maio.
Na foto: Helena Louro, BBB 1


É, há 5 anos atrás a grande "novidade" era o reality show Big Brother Brasil. Grande novidade aqui no Brasil, porque em outros países o programa já existia desde o final dos anos 90. A princípio achei o programa uma merda, mas de certa forma, como aquela época eu não tinha contato ainda com a internet na minha casa, apesar de acessar ela de outros lugares, acabei dando audiência indevida ao programa. Torci para o franco-angolano Sérgio, porque até aquela época ainda não sabia que o programa era uma marmelada e que as pessoas que dele participam são todas pseudo-celebridades do mundo artístico, que vêm à tona quando ganham fama através do programa. Mas óbvio, que ganhou aquele que tinha mais o jeito brasileiro. Jeito retardado, diga-se de passagem.

Depois no segundo Big Bronha, eu torci para o Thyrso. Sim meus amigos, fui retardado até o terceiro Big Brother, que foi o último que eu acompanhei inteiro por falta de algo melhor pra fazer. A partir de 2004 eu já tinha coisa melhor pra fazer e acompanhei o programa de forma toda costurada, perdi altos EPISÓDIOS, (ou seja, não perdi nada). De todas essas edições posso dizer que o primeiro foi o mais fraco de todos, e que os "melhores" (sim entre aspas) foram o 2 e o 3. Pelo menos nesses dois havia um "elenco" de pessoas mais carismáticas, por mais que fosse mais uma manipulação global, cuja pior eu testemunharia quatro anos depois, quando a emissora tentou derrubar o presidente Lula.

Bom considerações políticas à parte, devo falar do que ocorria. Era o primeiro dia de aula, como eu já havia dito no post anterior, de forma que,era o dia do trote. Os veteranos de música pintaram nossa cara com os dedos (era tinta guachê), com a mensagem "Calouro UFPR". Deram uma desculpa qualquer pra recolher nosso tênis. A amiga Ruth, (de quem falarei mais pra frente) lembro de ter pedido para não participar do trote. No mínimo ela desconfiou de alguma coisa, enquanto os outros caíram de inocentes, ou aceitaram pela brincadeira mesmo.

Foi o seguinte: retiraram nossos tênis e sapatos e os colocaram num saco preto. Nisso nós teríamos que "esmolar" para os carros que paravam no semáforo na rua em frente a faculdade, cujo o nome agora eu não lembro. Tínhamos que arrecadar 10 reais para recuperar os nossos sapatos. Eu como era (e sou) tímido , tinha vergonha de pedir dinheiro para os carros que passavam, além do que um incômodo chuvisqueiro começou no momento em que fomos pra rua, de forma que, a situação não era la muito agradável.

Eu não consegui juntar 10 reais. O Gaúcho estava pedindo dinheiro para um dos motoristas quando eu , me aproveitei da situação. Ele tinha deixado cair o dinheiro no chão, e eu não havia arrecadado nada, acho que nem cheguei a pedir nada pra ninguém por causa da vergonha. Então recolhi as moedas do chão. Dei minha passagem junto, porque todo mundo, ou quase todo mundo já havia conseguido a grana , menos eu. Então apanhei aquele dinheiro e o dei somado com a passagem de ônibus, que era o único dinheiro que eu tinha levado para lá. Deu um total de dois reais e setenta centavos. O cara que tava devolvendo os sapatos disse que tudo bem porque os demais já tinham arrecadado dinheiro suficiente. Com a grana fomos ao bar e gastamos em cerveja, pra comemorar a aprovação na UFPR.

No bar, o Júlio me perguntou do que eu gostava. Ele já havia me perguntando o que eu tocava, e acabei descobrindo que ele era guitarrista tb. Acho que nesse dia ele deixou escapar que tinha uma Ibanez, e, aí eu falei que gostava do Guns, ele perguntou se eu gostava do Guns mais "pop" ou do lado mais rockeiro da banda. Por aquela época eu ainda não entendia direito o que ele quis dizer com "lado pop do Guns", mas mais tarde , à medida que a minha cultura foi aumentando eu entendi o que ele quis dizer. Disse a ele de quais músicas gostava. Fui bêbado e a pé pra casa tentando limpar o rosto, mas em casa perceberam que ele estava sujo e eu contei a respeito do trote.

Aquela primeira semana não haveria aulas. Eram atividades extra-curriculares, para comhecermos o campus, e outras coisas. Os veteranos começaram a vender os "convites" (desculpem mas não é ingresso, nem flyer nem qualquer outra coisa e o que realmente é eu não lembro o nome) para um churrasco no salão de festas do prédio que a Islene (uma das veteranas de música) morava. Sim o termo ta errado porque era paga uma taxa de 10 reais pra participar do churrasco, mas enfim , foda-se, não vou ficar travando aqui pra escrever porque eu não me lembro da porra do nome do papel.

Antes desse churrasco, porém, tivemos as tais atividades , e num desses dias, não lembro se no segundo ou terceiro da semana, passeamos de microônibus pelo Batel, (bairro onde fica o campus de Música) e a instrutora foi dando dezenas de informações a respeito do bairro, e da história do mesmo, algumas totalmente dispensáveis, como as das patricinhas que ali moravam e queriam desposar algum marido rico, e acrescentando baboseiras do tipo : "é a história ROMÂNTICA do Batel". Bom, enfim. O que importa, nesse dia é que eu conhecia pelo menos um pouco o Júlio, o guitarrista com quem havia conversado desde o primeiro dia de aula, e nesse dia fui no prédio onde ele tava morando. E vi o set dele. Uma pedaleira BOSS do último modelo (da época). Um amplificador Laney e uma conexão que ele tinha pra gravar as linhas de guitarra dele no pc. Como eu já havia dito antes, ele tb tinha um Dreamcast na época e me disse que já tinha tentado de tudo para conectar ele na internet e nunca havia tido sucesso. O cara tocava muito. Essa foi a primeira vez que vi ele tocando e fiquei arrepiado. Depois ele me contou algo de ter começado precocemente na guitarra, aos 9, 10 anos, por aí. Nunca um amigo meu,(isso é sério), nunca um amigo meu tocou tanto. Talvez eu esteja sendo um pouco injusto com o Rodrigo, amigo meu de quem falarei mais além... pois o Rodrigo tb tem um bom domínio das técnicas guitarrísticas e é capaz de criar linhas (tanto melódicas quanto virtuosas) inspiradas e criativas. Se eu não me engano,o Vínicius, calouro de Produção Sonora, na época, também nos acompanhou até o apartamento dele e ficou impressionado com a performance dele - do Júlio.

Depois num outro post quando eu tiver mais paciência, descrevo como eram os tipos da minha sala de aula e os veteranos de Produção Sonora e Educação Musical que nos antecederam e que agora cursavam o segundo ano de música naquele ano de 2002.Na verdade eu percebi um entusiasmo geral dos meus colegas homens em relação à Ruth. É que dos aprovados no vestibular daquele ano, e , particularmente na nossa sala, havia 20 alunos, dentre eles 15 rapazes e 5 moças. E algumas das pessoas aprovadas nunca compareceram ao curso por algum motivo que nunca saberemos. Então podíamos contar quatro moças na nossa classe de Educação Musical. Por ordem alfabética: a Cendy, a Rosângela , a Ruth e a Sara. Sei o sobrenome de todas elas, mas por questão de privacidade e ética, não vou dizê-los aqui. Os rapazes em geral se empolgaram com a Ruth , e , por mais que não falassem isso dava pra perceber pelo comportamento deles diante dela. Todos a queriam acompanhar em todos os lugares, embora alguns demosntrassem menos a sua empolgação com ela. Todos querendo ser muitos cavalheiros com ela ... isso durou algum tempo , até eles conhecerem direito a Ruth e passarem a encarar ela como colega de classe e não só como mulher. Não farei descrições nesse post, mas mais pra frente, vcs terão uma noção de como "as coisas são" - parafraseando os comerciais de mau gosto da Antártica.

Enquanto homem, e, também pelo fato de estar conhecendo melhor aquela turma que seriam agora meus companheiros de aulas, todos músicos, era meio que uma comunidade, no começo o que eu pensei é que era uma confraternização entre amigos que tinham o mesmo interesse em comum, tanto calouros quanto veteranos, a música, estava presente nas rodas onde a Ruth conversava com os rapazes, e todos muito curiosos , querendo saber de onde tinham vindo, a razão de estarem ali todos naquela hora. E descobrimos que muita gente nem era da capital, mas vieram pra cá (Curitiba), pela chance de cursar a UFPR.Era o sonho que parecia estar se realizando. Tempos depois eu acharia que foram 2 anos mais perdidos da minha vida. No entanto acho que tu pode crescer enquanto pessoa em qualquer tipo de experiência, por mais adversa que ela seja.

Nos primeiros dias de aula eu acompanhava a Ruth até em casa, descaradamente, dizendo que estava indo pra aquela direção por morar também naquele lado, quando na verdade, pra ir pra casa, eu tomava a direção oposta. No começo fui conhecendo a Ruth direito e sempre batia papo com ela, meio que como os outros caras ali, o que gerou desconfiança dos mais abobalhados que acharam que eu estava interessado nela ¬¬.

No dia seguinte, senti uma certa frustração quando vi que o Rodrigo , que viria a se tornar depois um dos meus melhores amigos, conversava animadamente com ela , e na minha frente, pois ambos estavam sentados na minha frente, e ofereceu uma bala a ela. Pensei: "Tomei no cu.". E eu nem sei bem porque eu pensei isso, babaquice minha. Lembro que conversavam na aula que o professor Indioney Rodrigues estava se apresentando.

Continuo no próximo post.

Domingo, Junho 24, 2007

 

[P#81] ANOS ACADÊMICOS (Parte II)

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Matrícula da UFPR

Antes de mais nada, eu gostaria de me desculpar com os leitores desse blog pela falta de acentuação em post anteriores. Acontece que há umas semanas atrás eu tava testando um programa e esse programa não deixava que eu fizesse acentos sem que saísse junto algum caractere estranho, assim como acontece com aqueles que postam no Firefox comentários e diversos textos, e quando vão ver no Explorer, ele não consegue interpretar os acentos.

Eu tinha dito que no começo do ano havia tomado o meu primeiro porre. Ainda tomaria mais um nesse mesmo ano, mas esse segundo seria o mais vexatório da minha vida até aqui.Eu estava com algumas idéias de gravações no começo do ano e por isso ressucitei a Gosma Metálica e voltei a gravar uma fita com 10 músicas e anos mais tarde, passei essas músicas da fita k7 para cd-r. Alguma dessas gravações de 2002 podem ser conferidas aqui!!!. Das gravações que estão na Trama Virtual, as que eu gravei em 2002 são as seguintes: Blues da Trepada, Dolorosa Metálica, Eu (não) vi uma luz, Melhor Música Sobre Nada, Melô do Vagal, Morte Fácil, Mundo Encantado da Bebida, Pegando Pesado e Rock do Babaca . E em 2003 eu gravaria aquelas outras que estão no site e cujo os nomes não citei aqui.

Esse foi o começo de ano. Ainda em Fevereiro, eu cheguei a gravar em uma fita VHS, algumas interpretações de músicas de bandas que eu gostava, como por ex. o Barão Vermelho. Quem filmou essa minha performance foi o Jayressil (não sei como se escreve direito esse nome), amigo da Igreja da minha mãe. Inclusive, atendendo a um pedido dele, nesse mesmo vídeo eu toco um cântico da Igreja dos Testemunhas de Jeová. Depois no final do ano, editei essa fita e gravei outro vhs e mandei junto com umas páginas impressas de inscrição para o Big Brother (pqp, que vergonha confessar essas porcarias aqui). Saiu caro porque enviei como carta-registrada. Ou como SEDEX, não lembro direito. Faz 5 anos já que isso aconteceu.

Eu estava esperando ainda minhas aulas na UFPR começarem porque em 2001 houve uma greve, e professores universitários ficaram vários meses parados, de forma que, eu só fui começar as minhas aulas no final do mês de Maio. Enquanto as aulas não começavam eu cheguei a fazer essas gravações que citei acima e também, estudei um bocado de teoria musical, principalmente porque eu tinha medo de ser o "patinho feio". Tinha medo de chegar numa turma cheia de virtuoses em seus respectivos instrumentos e eu ser o único ali a não ser "profissional". Isso me dava muito medo. Não queria ser o "patinho feio" da turma. Estudei através de métodos para guitarristas teoria musical e cheguei até o ciclo das quintas, que mais tarde eu veria de novo com o professor Norton, já no curso de música.

Também estava empolgado esperando a Copa do Mundo, muito embora o desempenho dela tivesse sido péssimo durante as eliminatórias de 2001 e ela tivesse se classificado para o torneio bem em cima da hora. Afinal , por pior que seja um time, Copa do Mundo é sempre Copa do Mundo. Eu não sou um aficcionado por futebol, mas gosto do esporte. Quando mais novo até o praticava com meus amigos. Sou Corinthiano, mas muitas vezes nem sei como meu time está se saindo no Brasileirão, no Paulista ou em qualquer outro campeonato. Mas confesso que acho um esporte muito interessante de ser visto.

Meu pai, que vinha tendo vários empregos desde 1999 quando foi demitido da Imobiliária Gonzaga Imóveis, finalmente conseguiu um emprego fixo com uma boa renda por mês. Há 5 anos ele trabalha na Falcon - loja que vende armas e artigos esportivos. E, junto com seu patrão vêm levando o negócio desde 2002 com muito sucesso no seu desempenho enquanto comerciante, até porque meu pai já atuou em várias empresas diferentes e já tinha uma boa experiência no comércio e no atendimento ao cliente, mas nenhuma empresa em que havia trabalhado antes remunerava tão bem devido aos lucros, e principalmente da comissão que a Falcon oferece.

Ainda antes das aulas começarem, nessa época, eu acordava ao meio dia e ia dormir às três ou quatro da manhã. Quando ia dormir cedo dormia às duas da manhã. Sempre sentia fome de madrugada e ia preparar miojo no microondas, mas sentia um desgosto ao experimentar os Miojos do supermercado Extra. Os da Nissin Lamén , sempre foram muito superiores, e olha que eu não ganho nada pra ficar fazendo propaganda pra eles, mas essa é a verdade.

Às vezes eu preparava uma gemada também. E às vezes, pra ela ficar melhor, eu misturava pinga nela. Fica muito bom. Mas nunca mais tomei, porque dá trabalho fazer gemada, e eu particularmente, não gosto de coisas que dão trabalho e/ou são difíceis de se executar. Embora eu goste ainda de algum tipo de desafio, quando este não tem a ver com muito sacrifício pessoal da minha parte.

Enfim , começaram as aulas na UFPR, e apesar de sempre ouvir falar em trote antes de frequentar a faculdade, eu não sabia bem do que se tratava. Pois bem, quem nos deu o trote foram os veteranos. Acontece que o curso de Música na UFPR é uma iniciativa nova, então a primeira turma de música de UFPR foi a de 2001, e a nossa era a segunda turma (éramos calouros portanto dos veteranos de 2001), de música da UFPR. Uma vez, se eu não me engano, o Professor Rodolfo Coelho de Souza nos disse que antes de implementar o curso, eles tinham feito um planejamento de como "transportar" um curso que havia em outros países, e até mesmo os cursos superiores de música que há em SP. A USP se eu não me engano, tem vários cursos universitários de música bem antes da UFPR.

As primeiras pessoas com que conversei da minha turma e que eu me lembre, foram o Luís Bourscheidt (Gaúcho), Júlio [sem sobrenomes] - um dos melhores guitarristas que já vi até hoje; óbvio que estou desconsiderando os guitarristas da mídia, mas eu digo no sentido de alguém próximo, um amigo, um colega, alguém ,mais REAL no sentido de falar e ver. O Júlio estava fumando do lado de fora e o Luís estava sentado numa das cadeiras do De Artes. Havia muita gente quando eu cheguei. Não só os calouros de música como também os de artes. Tinha uma gordinha de artes que ficava me lançando olhares maliciosos (¬¬). Enfim, os veteranos nos chamaram para subir ao segundo andar onde nos dariam algumas informações a respeito do curso.

Subimos, e mal sabíamos que era lá mesmo que começariam a nos aplicar os trotes. Antes disso porém, assistimos a uma apresentação teatral breve em que dois atores simulavam a vida de casal, com alguns trechos bem eróticos, mesmo não havendo nudismo nem nada parecido, o que ficou subentendido foi excitante, e alguém , não lembro nem se não foi o Júlio, perguntou como eles seguravam a onda para não ficar com tesão. Todos riram, e os atores explicaram, mas nem lembro qual foi a resposta deles. Então o Júlio finalmente , uma das primeiras coisas que ele perguntou foi se eu tinha videogame, e se, eu gostava de jogos de luta. Afirmei que sim, que eu tinha um Dreamcast, e por coincidência o Júlio, aquela época também tinha, e afirmei que gostava de Street Fighter e de Mortal Kombat. Júlio me disse que Mortal Kombat não curtia, mas que Street Fighter era realmente bom.

Continuo no próximo post.

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