Domingo, Maio 27, 2007

 

[P#80] ANOS ACADÊMICOS

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Meu nome entre os aprovados no curso de Música

Agora darei início a uma série longa de posts que terão esse título porque, esses anos compreendem 2002, 2003 e 2004. Porém pode ser que para tratar especificamente de 2004 eu inicie uma série de posts com outro nome. As experiencias academicas foram mais fortes nesses anos do que em 2004, quando eu rompi com tudo e estava desgastado com o curso.

O ano começou e eu voltei a escrever HQs. Isso foi uma das novidades. Outra novidade que o Brasil não esquece foram as duas primeiras edições nacionais do programa Big Brother. Aaah que ano atribulado hein ? Isso não é nada. Ainda foi o ano da Copa do Mundo, e de outras coisas mais que aconteceriam na minha vida.

Quando já não se tem mais a biografia original pra se seguir como roteiro é preciso puxar os eventos pela cabeça. Eu to tentando lembrar , no começo de ano, é difícil ver qual foi a coisa relevante. Sim eu continuava querendo conquistar a Priscila ainda, quase um ano depois de já ter ficado com ela e depois me fodido pela eternidade afora.

Daí colocava mensagens subliminares nas minhas hqs tipo "te amo" de trás pra frente que óbvio que ela sacou, mas disse que não queria nada comigo. No primeiro mes do ano eu trabalhei pra Luciane , e no final ,ganhei 100 reais. Ela acabou vendendo o pet shop pra outras pessoas tb. E depois disso, nunca mais vi ela, nem o namorado calvo dela.

Ainda fiquei um dia ensinando os novos donos como trabalhar no pet shop e depois me mandei. Nunca mais exerci minhas atividades de dono de pet shop e essas coisas.Foi minha primeira e única atividade profissional até hoje. Mas sobre esse tópico , falarei mais a frente. Como é o primeiro post a respeito da era universitária, vou falando aos poucos os detalhes mais interessantes desse ano.

Chegou o dia de ir até a Praça Santos Andrade ver se eu havia sido aprovado no Vestibular. Eu tinha quase certeza de que, apesar da prova não ter sido num nível difícil eu não havia passado, de tanto que as pessoas diziam que a UFPR era uma faculdade difícil de entrar, e reclamavam que o vestibular era pra sortudos e esses mitos horrorosos que mais parecem lendas urbanas do conhecimento.

Daí eu lembrei que aquela época eu não sabia ir até a Reitoria, então resolvi esperar que o jornal fosse publicado. Era pra ter sido publicado as 2 da tarde daquele dia.Fui e voltei a banca várias vezes, porque só chegou lá ás 4 da tarde. Enfim a banca fica na frente do apartamento que moro, fui lá e comprei o jornal.

Eu não abri o jornal até chegar aqui.Quando cheguei achei a lista dos aprovados em Educação Musical e tapei os nomes dos aprovados, pois tinha medo de não ter passado.
Daí meu pai queria ver comigo ,mas eu preferi ver sozinho , pois tinha medo e tal do meu pai ver eu fracassando no vestibular , destampei os nomes até a letra R, daí vi um nome lá : RICARDO FARIAS GOLEMBA. Daí pensei: "Putz, sabia que tinha rodado!", mas ao destampar um pouco com a mão, vi que o nome abaixo, letra por letra ,era Ricardo tb, daí destapei até o PEREIRA, e vi que se fosse outro RICARDO PEREIRA eu seria um azarado. E era o meu nome , daí fiquei muito feliz e chamei meu pai na cozinha pra ele ver que eu tinha sido aprovado. Daí ele disse : "Orra né, nem quis ver junto comigo ..."

Mas foi legal, me empolguei tanto que fui lá até o Sigma onde eu havia sido aprovado, e eles viram que meu nome estava na lista deles , me deram uma camisa , e disseram pra fazer propaganda deles. Eu saí de lá, e fui até a Praça Carlos Gomes onde é a sede do jornal Gazeta do Povo, mas há tempos o povo não tava mais lá pra comemorar a aprovação . Todo ano eles jogam os jornais com a lista de aprovados pela janela. Como eu não tinha me ligado nisso, fui pegar o jornal na banca 2 horas mais tarde.

A noite, comemos cachorro quente e se eu não me engano a Priscila me ligou pra me dar os Parabéns pelos meus méritos estudantis. Ficamos 2 horas conversando no telefone. Meu pai ficava puto , porque eu sempre falava 1 hora com ela no telefone, ou mais , e a conta vinha mais alta por causa disso.

Até a Sabine que eu achava que não sabia o meu sobrenome me deu parabéns por telefone, numa das últimas vezes que liguei pra ela. Em 2002 liguei 2 vezes pra casa da Sabine se não me engano, e parei de ligar porque eu sabia que aquele ano ela trancaria a faculdade e viajaria com o marido para o Canadá. Daí achei inconveniente continuar ligando a casa dela e as pessoas confundirem minha amizade com intenções "romanticas" ou pensassem que eu estava dando em cima dela ou qq coisa parecida.

Naquele ano eu embarcaria em mais uma frustrada, mal sucedida e equivocada paixão platonica, que como sempre não me levaria a lugar nenhum. Aaaah que orgulho eu tenho da minha vida amorosa ¬¬. Falando em vida amorosa, foi nesse ano, por essa época, se não estou muito errado que a Silvana e o Andrey Hans, começaram a namorar! É , e o namoro continua firme até hoje. Isso é o que eu considero sucesso. Sério, sem puxar saco por que é meu amigo e tal. Mas nesse ponto ele chegou lá. Tu encontrar uma mulher que tenha a ver contigo e construir um relacionamento sólido é algo muito raro hoje em dia. Poucos conseguem. E por mais que um relacionamento tenha seus momentos difíceis eu acho que no final de tudo , pelo "conjunto da obra" , vale muito a pena. É tudo que eu sempre quis conquistar na minha vida, mas sempre fui muito mal sucedido. Mas enfim isso aqui não é pra ficar chorando, e sim uma cronica , do que tem sido a minha vida até aqui.

Esse ano eu voltaria a fazer gravaçoes com pseudonimo de Gosma Metálica. Gravei uma fita, cuja música principal se chamava : "Rock do Babaca". Gravei rapidamente os dois lados da fita k7 porque eu estava "estranhamente" inspirado, o que daria origem depois ao termo "(ins)pirado".Que é um termo que uso quando falo com o pessoal do msn hoje em dia. Também foi o ano que tomei dois porres. O primeiro menos violento foi em casa, o segundo seria numa festa histórica na faculdade.

O primeiro porre foi quando, numa tarde, após gravar as linhas de guitarra das novas músicas da nova Gosma Metálica, eu fui ao Extra e comprei uma garrafa de pinga chamada PITU . Que até hoje não acabou, e tem aqui em casa.Eu tava assistindo a minissérie O QUINTO DOS INFERNOS... da tv globo, que contava de forma comica a vinda da família real ao Brasil e depois, a vida do Imperador Dom Pedro I, interpretado com maestria pelo grande ator, Marcos Pasquim, que protagonizaria em seguida a novela Kubanacan e atualmente a novela Pé na Jaca. Eu não resisti, já tinha misturado PITU na gemada daquela madrugada , daí tomei uns goles comendo queijo minas. Fiquei tão louco que cuspi o queijo na tv e dei um beijo de língua na mesma. Depois minha cabeça ficava rodando , rodando... um inferno. Mas que não resultou em nada pior.

Continuo no próximo post.

Sexta-feira, Maio 25, 2007

 

[P#79] 2001 - UMA ODISSÉIA NO TERCEIRÃO (Parte FINAL)

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Dreamcast, o melhor videogame de 128 bits que eu já vi, mas que derrubou a Sega, graças ao mercado japones,insatisfeitos com o número de (eca) RPGs lançados para o console, e tb, pela concorrencia desleal do SUPERSTIMADO Playstation 2

Eu acho que 5 posts são suficientes pra falar sobre esse ano terrível.
Esqueci de contar, que eu tinha planos de atualizar a minha guitarra, por uma nova, pois desde os idos de 1997 quando eu ganhei uma Strato da Washburn (série Lyon), eu sonhava em ter uma guitarra Les Paul. Estava juntando dinheiro do meu salário pra dar entrada numa Ephipone que na época custava no máximo uns r$ 2.000,00. Mas ao saberem dos meus planos minha avó me sabotou fazendo meu pai me convencer a comprar um videogame do qual eu nem estava muito a fim. Resultado: depois de uma semana com o videogame vi na internet a notícia que a Sega havia desistido de continuar lançando jogos para a plataforma. Que ano bom esse!!!!
Só me fudi!

Daí com isso poucos jogos foram comprados, o meu Playstation (1) havia sido vendido e meu pai trocou então o Dreamcast meu pelo Playstation dele, e eu fiquei com o Playstation no meu quarto até 2003 , quando venderia ele para o Rodrigo Anacleto, e venderia ao Andrey um violão folk. Com o total desse dinheiro, mais uma parte que minha mãe ajudou a pagar, eu finalmente pude ter uma guitarra Les Paul que durou até o começo desse ano (de 2007) quando novamente comprei outra Shelter Les Paul que está com alguns problemas de trastejamento no braço e que até agora não levei ao Luthier pra consertar. Enfim, mas esses são assuntos para posts futuros , agora o que interessa é tratar a respeito de temas que ainda não falei desse ano.

Ah sim, uma coisa que me incomodou muito, foi que , o namorado da Luciane, cujo nome eu não lembro, mas lembro que era músico, tinha uma banda que fazia um som pop/comercial,dizia que no futuro eu ficaria careca, porque eu já tinha umas falhas no cabelo. Aquilo começou a fazer minha infelicidade e procurei tratamentos alternativos através do uso de extrato de plantas e outras fontes, mas só em 2003, descobri o AVICIS , produto esse do qual falarei mais a frente.

Eu não queria (e não quero) ser careca, até porque , sem ser careca eu não estou namorando e nem tendo nenhum tipo de relacionamento com mulheres normais (só com putas), imagine careca. Aí que não consigo nada mesmo! Aquilo me incomodou muito e aquele cara foi extramamente infeliz de comentar aquilo tantas vezes. Depois nos anos academicos ainda teria alguns incomodos com pessoas citando esse assunto, inclusive minha mãe, notando esse problema e outras coisas da qual não quero falar pra não me aborrecer.

No final daquele ano, houve a primeira Exposição da Música, na qual assisti ao Workshop do violonista Robson Miguel, e onde , peguei um catálogo da Fender que estava jogado atrás de uns amplificadores marshall. Toquei em Fenders e Gibsons originais, naquela feira. E o final foi o Workshop. Minha mãe me acompanhou até lá. Não aguentei ficar esperando os onibus da Rui Barbosa e acabei voltando pra casa a pé.

Eu só fui me inscrever para o vestibular em cima da hora. No último dia que a inscrição se tornara válida eu saí de manhã e tirei fotos 3x4, e a tarde minha avó me arranjou dinheiro (acho que r$ 75,00 na época) para comprar o manual do candidato, porque naquela época a inscrição não era feita apenas via internet.Eu sabia que queria prestar pra Música, e está ai, meus amigos, um dos maiores erros que cometi. O curso dizia muito bem : "EDUCAÇÃO MUSICAL", mesmo sem fazer uma descrição detalhada do que o curso tratava, e havia também o curso de "PRODUÇÃO SONORA", mas optei pela primeira opção porque havia uma nota no manual dizendo que aqueles que prestassem para Produção Sonora deveriam entender muito de Física e Matemática por causa das aulas de acústica da Faculdade, que exigiam esse conhecimento. Como sempre fui um péssimo aluno em Física e Matemática acabei escolhendo EDUCAÇÃO MUSICAL, mesmo achando que não conseguiria passar, pelo que todos diziam na época a respeito da prova da UFPR.

O ano chegava ao fim , e antes de eu prestar o vestibular pra UFPR no Domingo
assisti a revisão de véspera no Sábado. Tomou a tarde inteira. No dia seguinte,
fiz a prova. Eu não tenho bem certeza, mas acho que a prova foi feita em 2 ou 3 dias. Eram divididos os dias por disciplinas e as questões eram somatórias e não de múltipla escolha.A prova não era aquele bicho de sete cabeças que todos diziam. Foi uma prova de nível média, questões fáceis e difíceis, mas a prova que realmente me colocou dentro da UFPR foi a prova de Ingles, onde tive a pontuação de 7,1. A mais alta de todo o meu score, que só fui ver em 2002 no dia da Matrícula.

Eu acho que da minha turma, aprovada na faculdade, eu fui o único que leu os 10 livros exigidos pela UFPR, alguns chatérrimos, outros menos, entre os autores contavam JORGE AMADO, com TERRAS DO SEM FIM e o contista Curitibano Dalton Trevisan, com EM BUSCA DE CURITIBA PERDIDA , quando eu prestei vestibular de novo em 2006, TERRAS DO SEM FIM, continuava na lista dos 10 livros. Tinha livros tb de outros autores famosos e uns de poesias. Tinha um com 200 cronicas escolhidas, se eu não me engano o autor era o Rubem Braga.

Não lembro como foram os festejos de fim de ano, mas lembro bem que estava aliviado de ter finalmente completado o segundo grau. Que surpresas o ano seguinte me traria ? Eu não sabia, e nem tinha como saber, mas eu torci muito para que fosse melhor do que aquele que eu havia "sofrido".

AS GÊMEAS DO MARTINUS; O RETORNO

Esse post tava sem esse parágrafo, estou editando ele hoje, tendo já escrito até o post de número 88. Mas estou acrescentando ele porque esqueci de contar episódio relevante da minha tragetória pessoal.

Em 2001 aquela minha amiga Michelle, que já havia me convidado pra participar da festa de debutante dela, me chamou pra participar novamente da festa de aniversário dela, só que dessa vez na casa dela. A festa foi muito interessante, vieram vários convidados, eu não conhecia muita gente, mas, me enturmei com o pessoal aos poucos e tinha inclusive alguns músicos por lá.

Nisso, eu vejo que chegam à festa as gêmeas do Martinus.Eu fiz de tudo pra não ser notado por elas aquela festa inteira, porque ainda me envergonhava daquela história que havia ocorrido em 1996, mas vez ou outra, quando fui olhar pra uma delas, porque a essa altura eu já não sabia mais qual era a Valéria e qual era a Larissa, não escapei de uma encarada ou outra, mas não era encarada de paquera, é porque com certeza elas lembravam de mim, e estavam me encarando só pra ver se era MESMO EU, que estava naquela festa ou não.Eu procurava não encarar muito.

Chegou uma hora então que alguém na festa propôs que o pessoal dançasse ao som e músicas lentas, e uma das músicas escolhidas pela Michelle pra dançar foi a clássica "Stairway to Heaven" do Led Zeppelin. Os rapazes estavam sentados em cadeiras e as mocinhas em outras, óbvio que estavam em cantos opostos, mas ambos (homens e mulheres) podiam se ver à distância, frente-a-frente.

Eu tentei escapar simulando que cagava. É, eu sei, isso parece engraçado, mas o que quero dizer é que pra escapar daquela situação me tranquei no banheiro da casa esperando que a sessão de dança acabasse logo.Mas, minha tranquilidade e serenidade terminou quando uma delas bateu a porta do banheiro porque queria usar ele. Putz, daí fui obrigado a sair do banheiro, fingindo que não tinha visto quem havia batido na porta.

Fui lá pra cadeira, esperar o momento de ir para o sacrifício.Me sentei, e a princípio, na música Stairway to Heaven eu escapei de ir dançar porque foi a vez de os homens tirarem as meninas pra dançar. Então eu me fiz de desentendido e não chamei nenhuma pra dançar. Até ai estava tudo bem. Mas a Michelle, falou depois que o pessoal tava muito tímido. Ela me puxou pelos braços pra dançar, como eu NÃO SABIA que era pra dançar COM ELA, e pensei que ela ia me empurrar pra fazer "parzinho" com alguma menina que eu nem conhecia eu tentei fugir, e ela segurava na minha jaqueta, mas eu consegui escapar e voltar pra cadeira, suando de medo.

Depois veio o "grande momento" da festa. As meninas tiraram os guris pra dançar. Uma das gêmeas (nunca vou saber se foi a Larissa ou a Valéria porque não notei se era aquela que tinha a pinta no rosto ou não) perguntou se "um de vocês quer dançar ?", era a mim e ao cara do lado de mim, na outra cadeira, que ela se referia. Como eu tenho pavor de dançar, por dois motivos; primeiro que eu não sei e não tenho coordenação pra esse tipo de coisa , e segundo porque eu não gosto mesmo, eu me apressei em dizer : "Ah, vê se o cara do lado aí não ta a fim, eu não sei dançar". Ela então se dirigiu para o cara do lado e perguntou se ele não queria dançar. Eu pensei que ele ia se acovardar também, mas pra minha surpresa ele não se acovardou e foi dançar com ela.

Tempos depois eles sumiram da festa, e, segundo fiquei sabendo depois até ficaram.
É a vida.Eu nunca fiquei pensando "putz, mas se eu tivesse aceitado ir dançar?", porque eu sei que se tivesse aceitado eu teria dançado muito mal e espantado a dama.Mas não sei, parece que comigo, esse tipo de coisa nunca dá certo.

Continuo no próximo post

Quinta-feira, Maio 24, 2007

 

[P#78] 2001 - UMA ODISSÉIA NO TERCEIRÃO (Parte IV)

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Rock n Rio 3 - realizado em Janeiro de 2001, à frente Axl Rose lidera o novo Guns 'N Roses, composto por músicos que não tem nada a ver com a formação original do grupo

Esqueci de citar no post anterior, que desde o final do ano 2000 a Rede Globo andou divulgando que um novo Rock N Rio seria realizado, exatamente dez anos após a realização do segundo evento em 1991, que nessa terceira edição, contou com a presença novamente da banda de hard-rock Guns N Roses.Nova formação , erros em algumas músicas como na introdução de You Could Be Mine, essa banda e o Iron Maiden foram as grandes atrações internacionais do evento. Da parte do Guns, posso dizer, pois foi apenas por causa deles que gastei minha madrugada assistindo ao show de quase 3 horas que realizaram, a gente percebeu bem a diferença, até na entonação de Axl pra cantar algumas músicas, e que óbvio, como todos perceberam, estava bem fora de forma.

Passado o primeiro mês de Janeiro, teria um trimestre atribulado pela frente uma vez que sabia desde muito antes do pet shop ser vendido que era isso que planejavam meu pai e meu avô , uma vez que além de não estar lucrando, o negócio podia nos levar à ruína, com empréstimos em bancos para manter o negócio e outras coisas que é melhor nem pensar. Ainda no primeiro trimestre, por coincidência no mesmo dia que aniversaria o Andrey, eu fiquei com a Priscila.

Nada saiu como eu sonhei e, ficamos somente aquela vez sem repetir a dose e, ainda assim fiquei mantendo contatos telefônicos com ela, na esperança de ter uma volta, mas nada rolou nesse sentido. Ficou sendo minha amiga, mas eu fiquei no fundo muito frustrado com aquilo, pois como já disse , desejava que fosse minha namorada. Depois, conforme outras histórias (fracassadas) amorosas foram acontecendo na minha vida a esqueci por completo e me concentrei nos novos problemas.

O que me pesava no saco, com o perdão do termo era o terceiro ano. Com certeza era o ano escolar mais pesado da minha vida. Mas é assim mesmo, a preparação acadêmica exige de nós alguns esforços e sacrifícios, como aulas aos feriados e nos Domingos em prol do sonho maior que é passar no vestibular e daí pra frente através da carreira acadêmica nos impulsionarmos para a carreira profissional e ter um futuro promissor. Mas às vezes, as coisas não saem como planejado e desvíamos da rota que outrora planejando , pensando que os obstáculos futuros não seriam impecilhos na nossa trajetória, provavelmente, vitoriosa.

Eu cursava o Intensivo à noite, na rua Nunes Machado, na quadra do Corpo de Bombeiros e como disse, os poucos amigos que consegui fazer aquele ano eram aqueles que sentavam no fundo da classe. O que não quer dizer que fossem os mais bagunceiros, embora nós conversássemos muito sobre diversas coisas. Foi um ano difícil. Eu acordava ao meio dia, depois do almoço caía em cima das apostilas para estudar pro Vestibular.

Foi o ano que mais compus músicas negativas, talvez influenciado pelas coisas que estava vivendo naquela época. Fiz amizade com a nova dona do Pet Shop, e acabei algumas vezes indo visitar o meu antigo trampo. Ela teve problemas com a funcionária dela , e a demitiu. Se eu não me engano o problema foi roubo. Depois contratou um homem muito obeso com cerca de seus 30 e poucos anos, que, mais tarde ela teve que demitir pois percebeu que era um babaca e não sabia trabalhar, nem cumprir suas funções como devia. Ele deixava as gaiolas sujas, não limpava direito o pet shop, e ficava assoviando pras meninas que saiam do colégio estadual que ficava na quadra de baixo. Tendo em vistas todos esses problemas ela veio a me contratar em Janeiro de 2000, acertamos que eu trabalharia lá um mês, uma vez que ela também estava prestes a vender o Pet Shop, não havia agüentado a vida de proprietária de um pequeno negócio.

Na verdade eu fiquei com moral perante a dona Luciane, uma vez , num dia de chuva no qual ela não se encontrava, e estava apenas a funcionária ladra na loja, e, uma senhora havia comprado uma ração de 15 kg para o seu cão e com certeza, pelo peso da idade e fraqueza de seus ossos , não conseguiria levar tranquilamente aquele peso até a casa dela. Então, aproveitando da experiência que eu tinha trabalhando já para os meus pais, levei a ração até a casa da velha senhora.

Ela ao saber disso, me chamou ao Pet Shop, e quando eu fui lá , ela me presenteou com uma jaqueta. Eu fiquei constrangido com a situação mas aceitei , porque é uma jaqueta de muito boa qualidade e que eu uso até hoje, e ela ainda disse : "Eu não costumo esquecer o que as pessoas fazem por mim", e hoje em dia eu adoto tb essa filosofia, embora eu não esqueça também o que as pessoas fazem de mal.

O terceiro ano foi me matando. Era muito maçante. Teve um dia que não lembro que professor faltou e tivémos três aulas de Física seguida. Quero dizer, alguns alunos devem ter tido três aulas de Física aquele dia, mas eu não agüentei , e como era final de ano, gazeei uma das aulas de Física indo ao shopping.

Na hora do intervalo quando eu não ia sozinho ao shopping conversava com os meus amigos , que , no final do ano começaram a se tornar cada vez mais ausentes ao curso. Daí então, me veio a idéia de sentar perto da Izel, que era a morena de quem eu estava meio a fim. E foi nessa época que rolou a história dos bombons de licor, que acabaram não dando em nada e tomei no rabo mais uma vez. Mas também, eu percebia que ela ia embora às vezes, acompanhada de um cara que sempre a vinha buscar numa camionete. Por isso tb não investia muito nela, mas no fundo no fundo, eu não investia nela , e não sabia, mas já , inconscientemente eu era um N.T.I.

N.T.I é um movimento de homens em geral, que é a contração em formato de sigla de : NÃO TOMAMOS INICIATIVA. Sim, por várias razões , e cada um tem um nível de NTI em si, que pode variar em doses de maiores ou menores iniciativas, o que depende fundamentalmente , eu creio que , da timidez ou não do cara, do seu histórico amoroso, dos seus sucessos ou fracassos com as meninas e do número de foras que levou principalmente. Porque tudo o que um N.T.I não quer é tomar um fora e se sentir arrasado com vontade de se jogar de uma ponte. Pode parecer brincadeira, mas levar um fora afeta de forma muito intensa a auto-estima do homem. Tu perde a vontade de lutar por uma mulher, de passar cantadas e coisas afins, por uma reação dessas, e pra ser sincero tem mulheres que são muito cavalonas e estúpidas conosco, então não podem esperar outra coisa.

Conforme o tempo foi passando e os fracassos amorosos aumentando, mais eu fui me fechando a ponto de não paquerar mais, mas no meu caso, ainda, não é por ser N.T.I que eu não paquero, é porque eu sou distraído. Eu nunca estou ligado nas coisas que estão à minha frente e por isso é difícil perceber certas coisas. Mas a raiva acumulada hoje em dia é tanta que eu preferi adotar a filosofia de que "é melhor ser triste, mas diferente, do que feliz e mais um na multidão". É verdade. O NTIsmo contido em mim é que me torna alguém especial, porque me torna diferente dos otários que não podem ver uma mulher na rua e passam uma cantada tosca e/ou manjada. Tem cara que parece que nunca viu mulher na vida, fica PAGANDO PAU feio, dizendo que é a coisa mais maravilhosa que há , e sei lá que merda mais, N.T.I não faz isso. Se a mulher quer mesmo ela que venha até a gente. Não somos seus capachos.

Continuo no próximo post.

Terça-feira, Maio 22, 2007

 

[P#77] 2001 - Uma Odisséia No Terceirão (PARTE 3)

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Foto que comprova, que não só na minha vida, mas para o mundo, 2001 foi um péssimo ano

Continuando o que eu dizia no post anterior:
Eu havia me apaixonado pela Priscila e essa história com ela se arrastaria até o primeiro trimestre de 2002 , onde ainda pagaria micos horríveis de pedir pra ficar com ela de novo e tomar um fora definitivo. Quanto tempo perdido com ela. Hoje em dia eu tenho a serenidade pra analisar que perdi muita coisa por causa dela. Mas tudo bem, são águas passadas. Não vou falar detalhes, porque minha biografia deve destacar outros fatos importantes e não ficar apenas focada nos detalhes amorosos mal sucedidos que a minha vida sempre teve ¬¬.

Enfim , vendemos o Pet Shop à Luciane (sobrenome eu não lembro). No início, ela trabalhava com uma mulher, subalterna a ela nas funções de cuidar da loja, enquanto ela como nova proprietária do Pet Shop se encarregava de outras ocupações. Meu avô também procedia da mesma forma enquanto trabalhávamos lá, ele , durante a semana mantinha o seu trabalho como vendedor de armas e de artigos esportivos e nós cuidávamos do Pet Shop da família. Nos Sábados descansávamos na parte da tarde e trabalhavamos pela manhã. E domingo meu pai ia lá sozinho, trabalhou de Domingo a Domingo lá , durante os nove meses que fomos proprietários do "Mundo Animal".

Luciane manteve o nome do Pet Shop e, mandou fazer uns imãs de geladeira com detalhes referntes à numerologia. Sim ela tb entendia dessas coisas, fazia algumas previsões, previu até que no futuro eu casaria com uma loira. Eu acho que esse futuro está muito distante da minha realidade isolacionista. De qualquer forma é bom saberem desse detalhe pois pode ser útil pra sintetizar o significado de alguns acontecimentos , em posts futuros. Ela tinha um namorado, calvo, que era careca, devia ter seu 35 anos , por aí, não lembro. Ela tinha 29, era loira. Gostava de usar roupas decotadas. Estava em forma , sempre.

Ás vezes eu ia até o Pet Shop à tarde porque, depois dos estudos eu não tinha nada pra fazer, a não ser à noite , quando eu saía pra cursar o terceiro ano do segundo grau. Era uma rotina dura. Estudava mais ou menos umas 2 horas por dia e depois , à noite tinha a maratona de aulas. Não era cursinho era o terceiro ano intensivo. Cada aula da apostila correspondia a uma aula assistida. E como sempre eu ia mal pra caralho em Matemática, me fodia em Física e sentava em Química. No resto eu ia bem. As provas eram bimestrais e fechavam as notas direto no boletim. Eram todas de múltipla escolha. Fora os simulados que eu cheguei a fazer.

No final do ano eu tava saturado. Até cheguei a gazear umas aulas. Mais tarde, na faculdade eu gazearia muito mais, mas isso é pra ser citado mais pra frente. Durante toda a minha vida estudantil eu procurei ser um bom aluno, mesmo tendo reprovado na sexta série. No entando nos últimos dias do terceirão começei a gazear umas aulas de Física indo no shopping Curitiba que ficava ali perto. Eram muitos alunos na minha sala. Cerca de 200. Eu sentava no fundão , sempre. Aquela época eu enxergava tudo ,por mais que sentasse na última carteira e a letra do professor fosse feia.

Primeiro nós tinhámos aulas numa sala, depois, não lembro o motivo, passamos a ter em outra maior e com mais alunos. Quanto mais alunos tem na sala, menos amigos eu consigo fazer. Foi assim em 2001 e tb em 2006 quando fiz cursinho no Decisivo e prestei vestibular pra História. Eu lembro muito bem do Guilherme, e do Gláucio, dois amigos meus, o Gláucio tinha a minha idade e trabalhava muito o dia inteiro, algumas aulas não aguentava e capotava nas carteiras. O Guilherme era fiscal da URBS, e acho que continua ainda na função até hoje, eu não sei, porque, perdi o contato com ele. O Guilherme devia ter uns 30 anos ou estava perto do fim de seu 20 anos , por aí. Ambos se tornaram meus amigos com o passar do ano.

Tinha uma menina baixinha e morena que eu achava muito interessante (eu achava gostosa pra falar a verdade), e que eu tentei uma estratégia de aproximação via recadinhos em inglês mas nunca deu certo, até porque ela não entendia o inglês e eu mantinha tudo como "admirador secreto" ela nem sonhava que era eu quem escrevia tais recadinhos. Uma vez cheguei a dar uma caixa de bombons com licor dentro, mas ela nunca soube que era eu, porque eu tinha vergonha de dizer e tomar um fora, ou seja, mais uma que não deu em nada na minha vida.

Ao mesmo tempo eu ainda gostava da Priscila, e no aniversário dela, 21 de Maio, lhe dei um porquinho da Índia comprado no Pet Shop, agora, da Dona Luciane. O porquinho da Índia era macho e um dia ela quis me devolver. Eu não podia ficar com o bichinho porque eu mesmo já tinha comprado pra mim um porquinho da índia macho, e, minha avó achou que eu não cuidei bem deles , disse pra eu devolver os dois ao pet shop. Enfim esse ano foi uma merda. Só de lembrar já começo a ficar mal.

Me fodi em diversas áreas, e nem sei como compilar tudo num post ou descrever isso de forma resumida.Tem algumas coisas importantes a ser ditas. Como não podia esquecer, em 2001 eu completava a maioridade (18 anos), e tava com medo que o Exército me selecionasse bem no ano que eu iria prestar o meu vestibular. Tinha raiva só de pensar na possibilidade de estragarem minha ascenção acadêmica (que nunca houve), eu fui então, fazer o que era necessário para poder marcar minha apresentação no Exército. Certo dia fui ao Terminal do Portão e de lá tomei um ônibus rumo ao terminal do Fazendinha. Mostrei a documentação exigida. Os meses passaram , e mais ou menos por outubro eu teria de me apresentar ao Exército. Meu avô me acordou de madrugada, e fomos até lá. O lugar era longe, e não sei dizer em qual bairro foi. Mas , graças a Deus fui dispensado e só tive que pagar uma taxa simbólica no banco. A maioria dos rapazes foram dispensados, e óbvio ficaram radiantes com isso.

Eu mantinha contato com a Priscila aquele ano, e fui mantendo contato até 2005 , quando ela não compareceu a minha apresentação no Paraná Clube tocando um jingle que havia composto para escola de idiomas Wizard. Ainda fiquei fantasiando em ter qualqur coisa com ela pelo resto do ano. Óbvio que era mais um retardado iludido, e sofrendo por quem nem merecia o meu amor.

Um dia eu acordei , (saudades daqueles tempos que acordava meio dia) e minha avó disse, limpando a cozinha : "Você não sabe, os Estados Unidos estão de cabeça pra baixo", eu liguei a tv na sala estavam mostrando imagens do atentado de 11 de Setembro. Não nego que fiquei contente de ver os Estados Unidos sem saber o que fazer diante uma tragédia daquela dimensão, minha vó percebeu o meu contentamento e disse que aquilo era muito errado , que pessoas inocentes tinham morrido, mas ao chegar no curso à noite, meus amigos partilhavam das mesmas idéias e nas rodinhas de alunos só se falava nesse assunto. Os Estados Unidos pareciam ter saído enfraquecidos com aquele episódio e o George Bush parecia ser o bobo da corte.

Continuo no próximo post.

Segunda-feira, Maio 14, 2007

 

[P#76] 2001 - UMA ODISSÉIA NO TERCEIRÃO (Parte II)

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Pra quem não sabe, esse é um Porquinho da Índia

Se não estou enganado, eu terminei o último post falando a respeito da dificuldade de pedir a Priscila em namoro, e numa manobra pra não ficar com as mãos abanando perguntei se ela queria ficar comigo.

Então como dizia antes, eu estava determinado a dizer NÃO a ela porque , apesar dessa onda "ficatória" ter começado na minha geração eu nunca tive nada a favor. Não gosto de me sentir uma peça descartável, e acho que ficar , até mesmo nos dias de hoje, uma atitude horrível. Acho sim louvável quem consegue namorar e manter um relacionamento. Mas ficar não está com nada. Se é pra ser algo passageiro , eu prefiro ir na zona. Daí trepo e acabou, nem olho pra trás. Agora se é pra ter um relacionamento prefiro que seja sério. Assim é meu jeito de ser e ninguém vai mudar.

Depois do almoço , liguei pra casa da Priscila, pra confirmar que estaria presente no encontro na hora marcada. Me vesti de preto e lavei os cabelos, se não estou enganado. Porque , mesmo que não ficasse com ela, queria causar uma boa impressão pelo menos. Isso porque eu não sou vaidoso, e odeio essas frescuras com aparência, no entanto, nesse dia fui mais flexível.

Meu pai me levou até o Shopping Total.
Eu ainda estava meio nervoso com a tal situação, não sabia o que fazer direito. Desci do carro, cheguei antes à praça de alimentação do shopping. Ela chegou depois , por trás, eu tava com todo aquele discurso de não ficar já na minha mente, mas ela foi falando umas coisas que não queria ficar dentro do shopping porque tinha vergonha e sei lá o quê, e eu , acabei enrolando, e não disse nada . Quando ia dizer algo, e a gente já estava no estacionamento ela me disse :

- Me beija.

Eu beijei. Aí já era. Perdi a moral de falar o que pensava e só a beijei, ela veio me perguntar se era a primeira vez que eu beijava ¬¬. Não era . O primeiro beijo que eu havia dado tinha sido 2 anos antes em uma garota de programa, mas foi um beijo rápido e curto , eu nem me lembrava mais. Daí perguntei a ela se dava pra perceber. Não lembro o que ela respondeu, mas se não desse não teria feito o tal comentário. A gente ficou umas 3 horas sentados numa mureta do estacionamento, e eu ainda , fiquei com medo que viesse um guardinha ou segurança dizer que era proibido ficar ali e sei lá o que. Acabei contando a ela que o Pet Shop seria vendido no dia seguinte. Ela ficou surpresa e me perguntou porque, eu omiti alguns motivos.

Ela chegou a perguntar o que eu tinha achado do beijo dela ... eu disse que tinha achado bom embora, talvez eu nem soubesse como responder direito aos beijos dela, mas , certas horas, senti "o dragão despertar" , e hoje em dia vejo que existe aquela comunidade no orkut "o meu beijo dá tesão". Depois , quando ela disse que iria pra casa que estava escurecendo me ofereci a pagar um suco ou algo , mas ela não quis. Me deu um selinho no portão do estacionamento e se despediu. Eu fui até o Terminal, mas como estava ansioso, não consegui esperar o ônibus chegar (era Domingo e a espera estava infernal) e acabei voltando a pé pra casa.

No dia seguinte , meu pai disse pra ligar a ela . Liguei dizendo que queria mais, ou algo assim , não lembro. Depois eu resolvi voltar pra casa , já que o pet-shop estava sendo vendido e conseqüentemente eu voltaria mais cedo pra casa. Fui até o terminal e resolvi, antes disso cortar o caminho pelo Shopping. Vi ela andando por lá com uma amiga. Chamei por ela várias vezes e ela fingiu que não me viu e não me ouviu. Fiquei magoado com aquilo. Voltei pra casa e pedi um cachorro quente pois eu tinha aula à noite no SIGMA. O cachorro quente lembrava o beijo dela. Foi horrível.

Continuo no próximo post.

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