Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

 

[P#70] 1999 (Parte Final)

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Street Fighter Alpha 3; um dos jogos mais jogados do meu Playstation

Como eu disse, esse ano de 1999 não foi um ano muito empolgante então eu não tenho porque escrever mais de quatro posts sobre ele, e nenhum dos quatro, foi longo. O jogo pelo qual eu mais esperei o lançamento após ter comprado o videogame foi o Street Alpha 3 , e quando ele chegou eu acordava mais cedo para jogá-lo. Naqueles tempos, por estar estudando a noite voltei a acordar meio dia , meio dia e meio por aí.

Foi também o ano que minha mãe comprou um violão usado. Morava um professor de guitarra ao lado da casa dela em Almirante Tamandaré. Era pra ele ter me dado quatro aulas gratuitas, e conforme meu desempenho , meu pai pagaria as aulas. Mas ele só me deu duas aulas, e sabendo o quão longe eu morava deu uma bronca um dia que atrasei uma hora e meia. Fiquei ouvindo ele vomitar na minha orelha como um porco. Foi um saco. Ele tinha uma guitarra da Yamaha, dizia que a tal era rara e por isso, ele não me deixaria tocar nela. No final aprendi só uns exercícios básicos de dedo 1,2,3 e 4 que todo aluno de guitarra/violão aprende. Ele ainda falou mal do meu pai dizendo que ele que tinha que pagar, que minha mãe não tinha condições. Teve um dia que soltou as feras em mim. Foi um saco. Ele tinha vários violões na casa dele e me ensinou a fazer 1,2,3,4 ... graaaande professor. Ainda se eu não me engano, essa bronca coincidiu, com um dia que eu tava com uma amigdalite horrível que demorou uns 2 dias pra passar por completo.

Tendo o violão comigo, um dia, e vasculhando no meu quarto umas papeladas antigas que existiam embaixo da minha cama encontrei a letra de uma paródia de uma música do Caetano Veloso (a música era Haiti). A paródia se chamava Brasil. A letra era uma paródia completa da música e tinha uns termos xulos, falando de putas, de miséria . Por coincidência nesse dia eu tava com o violão em punho e tentei cantar aqueles versos no papel usando meu violão. Tentando uns acordes. Deu certo. Eu consegui compor a música . Fiquei tão feliz que alterei pouca coisa da letra. Meu tio a uma primeira audição da música. Hoje em dia eu até produzi um videoclipe da música que vc pode encontrar nesse endereço: http://www.youtube.com/watch?v=xF81QnXQIW8
Óbvio que essa versão da música passou por uma série de reajustes na letra, mas ainda assim não consegue expressar direito o que eu quero dizer. Mas é uma versão mil anos luz melhor do que era quando eu a compus. É a música que passou por mais alterações de conteúdo. No quesito musical da coisa eu mudei poucas coisas , apenas acrescentando uns acordes a mais a introdução da música. Depois dessa , eu consegui, ainda no mesmo ano, compor mais duas músicas. Como sou meio supersticioso, até 2004 eu consegui compor 3 músicas por ano, mantendo a regularidade composicional. Aí em 2005, eu compus só 2 músicas, quebrando todo o "ritual" que eu mantinha havia 5 anos. 2006 foi um ano tão merda na minha vida , que musicalmente , não compus nada de sério , ou que valha ser lembrado como minha composição. Foi um ano totalmente vazio. Só a reeleição do Lula pra salvar o ano da desgraça completa. Mas reclamarei desse ano quando for a hora .

Tinha a Sabine também , com quem , apesar da distância eu mantinha contatos telefônicos, mas estes, eram cada vez menos regulares do que nos anos anteriores. Já não ligava mais uma vez por mês os espaços de tempo eram mais distantes, o último ano que eu liguei para a Sabine foi no começo de 2002 antes de começar o meu curso acadêmico de música. A gente falava das mesmas coisas e era do mesmo jeito de sempre na verdade , tinha vezes que conversavamos como excelentes amigos e tinha vezes que a conversa não rendia nada , e aquelas outras em que ela era meio fria comigo e queria desligar logo.

Foi o ano que eu perdi a virgindade. Pedi ao meu pai de presente de natal. Então uma manhã a gente saiu , e meu pai comprou um jornal perguntando se eu preferia ir numa casa de massagens ou numa zona . Não lembro qual a minha opção, mas terminei na zona. Meu pai ligou de um orelhão pra saber quais eram os preços. Nós estavamos de carro. Depois meu pai guiou-nos até lá. Só tinha puta feia e velha. Porra, sinceridade. Foi bom pra saber como era, mas não foi nada de alucinante. Trepei com uma mulher lá que devia ter uns 30,40 anos por aí ... era um tanto redonda, mas escolhi aquela porque era que tinha maior peito. A cafetina era uma velhona, mas eu não quis nem saber. Fui com aquela mesma. Aff, a minha primeira vez foi um horror. Eu menti óbvio que tinha 18, porque senão não poderia ser descabaçado. A mulher vestia uma cinta liga vermelha. Acho que foi também meu primeiro beijo de língua. Mas foi horrível. Estava tão concentrado naquilo que vinha umas vontades de peidar tal a maravilha da minha concentração. Eu tentava imaginar umas amigas da escola, mas mesmo assim a coisa não rolava. E nessa época eu ainda não era operado da fimose. A mulher notou isso e falou que eu devia operar logo (isso depois que já havia lhe comido) porque quanto mais velho eu ficasse mais difícil ficaria de trepar.Daí ela me deu o telefone dela, e disse pra entrar em contato quando eu quisesse. Meu pai estranhou quando viu o número dela. Eu voltei pro carro com uma sensação estranha. Ficava relembrando todos os momentos. Desde a entrada no velho casarão até a saída de lá. Na minha mão havia ficado a fragrância do seu perfume. Eu ficava cheirando a minha mão o tempo todo.

No Decisivo, eu consegui passar direto em todas as matérias, e consegui me recuperar de não ficar em recuperação em matemática graças a minha habilidade em resolver p.g e p.a (putz, quem manja de matemática deve rir muito de eu falando disso, como se progressões fosse um assunto realmente difícil) voltei pra casa , já era horário de verão, contente, com um sorrisão na fuça e com o boletim na mão. Daí pra variar , tava passando aqueles especiais de Natal asquerosos com músicas do Ivan Lins e participações especiais da Simone ... "Então é natal...", é o como diz o Lulu Santos "a gente se amarra mesmo é no clichê".

Continuo no próximo post

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

 

[P#69] 1999 (Parte 3)

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CRIME NO C.M - iniciada em 01/11/1998 e terminada em 08/04/1999

To morrendo de sono, mas ainda assim vou escrever esse post parar adiantar essa biografia, que no futuro com certeza se tornará um diário virtual. Esse ano , entre outras coisas, que não sei se vou conseguir falar aqui, foi o ano que eu perdi a virgindade, e também que outras coisas, que agora me fogem a memória, aconteceram.

Ah, foi também o ano que eu escrevi o remake de Luta Suja de 1995. Não tinha sulfite branco , escrevi com sulfite rosa. Mas a história ficou milhões de anos melhor, sendo reescrita quase cinco anos depois. Esse ano também foi o ano que eu pensei pela primeira vez em escrever uma biografia da minha vida , e pus isso em prática. A biografia original que contem a minha horrível caligrafia, eu iniciei e terminei nesse ano, até porque os limites de páginas me fizeram ter que parar meus relatos pelos idos de 1997, ainda assim consegui falar pouca coisa , como uma breve introdução do que havia ocorrido em 1998.

Além de escrever o remake, eu escrevi também uma outra história chamada "A Verdadeira História de Luta Suja", que era pra ser uma história que acontecia o que houve antes do famoso torneio, como surgiu, e quem ganhou o primeiro torneio, como surgiram as alinças e pactos diabólicos entre alguns personagens. Foi interessante.

Como já disse, fazia o curso a noite. Estava cursando o primeiro ano à noite no Decisivo que fica próximo à praça Rui Barbosa. Eu estava indo muito mal numas matérias , principalmente aquelas relacionadas à exatas, com excessão de biologia que eu conseguia me virar bem. O meu professor de história era tão bom (Julio Cezar - continua a ativa nos cursos pré-vestibulares) que eu pensei por um momento em prestar História na UFPR. Mas depois desisti.

A minha sala havia alunos que eu não conhecia , óbvio, pois havia saído do Martinus para um curso pré-vestibular, mas mesmo assim consegui fazer amizades com algumas pessoas de lá, no entanto , lembro poucos nomes como Amarildo, Karina, Gissela , e só fazendo muito esforço pra lembrar da Veridiana, e de uma menina que sentava do lado dela , e era modelo, e uma vez me pediu cola pra ajuda-la numa prova. É não agarrei não , a menina tinha namorado (uff!). Tinha um outro cara que cortava o cabelo do mesmo jeito que eu e estava ficando com uma baranga loira que sentava do lado dele. Não vou conseguir lembrar os nomes.

A Karina era a amiga com quem , na época eu mais falava pois sentava uma carteira a minha frente. E assim foi também no ano 2000. Ela ligava pra minha casa e chamava-me pra sair mais cedo pro Decisivo pra explicar algumas matérias pra ela (também não agarrei... saco ... quem tiver lendo deve pensar que eu "faturei" alguma dessas vezes . Faturei merda nenhuma , faturei um vento soprando na minha cara). E era assim só ligava pra minha casa pra isso. Mas no dia a dia era uma boa amiga. Meio fresca , mas era boa amiga.

Ah lembrei de um rapaz meio bossal, bossal por que ele era CDF e tinha umas opiniões muito chatas, que ele insistia em expor para o pessoal. E o pessoal muitas vezes, nem queria saber. Mas até na sala de aula o moleque conseguia encher o saco . Era Felipe do sei lá o que , o seu sobrenome.

Tinha tb o Wilhian. Agora não lembro qual o sobrenome dele. Mas ele tava tentando fazer sucesso na época com música counry. Era compositor, tinha pinta de galãzinho, mas apesar disso nunca vi ele dando uns pegas em ninguém. (O que não quer dizer tb que ele não deu). Uma vez tava rolando um esquema (acho que no ano 2000 essa parada), pra eu entrar na banda dele pra ser guitarrista. Mas nem rolou. (ainda bem). E tipo, eu soube que depois ele foi pra São Paulo, mas nunca mais ouvi falar dele. Não em escala nacional, como se tivesse estourado, como ele sonhava, nas rádios do Brasil ,etc,etc.


Continuo no próximo post.

Domingo, Fevereiro 04, 2007

 

[P#68] 1999 (Parte II)

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1999 - tocando guitarra de chinelo \o/

É , eu fiquei pensando muito em como escrever esse post de hoje porque ontem lembrei de várias coisas que aconteceram nesse ano que passou, e apesar de não ter sido um ano muito especial, ou o melhor pra ser lembrado, aconteceram muitas coisas nele.

No meu aniversário, eu ganhei um Playstation. A idéia de pedir o Playsation veio porque eu jogava aquele que era do meu pai no quarto dele, e no final do ano anterior, o Filipe Guedes (que havia reprovado a oitava em Matemática , com o Osmir)havia vindo aqui em casa e eu tinha ligado o cabo de audio e vído diretamente no videocassete, e gravamos o jogo. Meu pai quando chegou em casa e descobriu, ficou muito chateado com aquilo. Daí me veio a idéia de pedir o videogame pois assim eu podia gravar os jogos no meu quarto. No meu aniversário ganhei o Playstation. Daí meu pai ficou pagando pau pro videogame , dizendo que era o melhor que tinham feito. Coisa que eu sempre discordei , e discordo até hoje, porque sou um grande fã da Sega.

Hmm no colégio, além dos professores que eu citei, não tenho como esquecer da professora Jarci (de Física). Quando ela deu a primeira aula , até gostei dela porque parecia disciplina e concentrada, mas depois ela se mostrou ser uma jararaca mal comida que punia os alunos pelo menor motivo e se estressava com qualquer coisa.

Eu tive problemas no primeiro bimestre no Decisivo. Havia ido com quatro notas azuis, ou seja, quatro disciplinas acima de média e outras quatro, incluindo Matemática e Física com notas vermelhas. Meu professor de Matemática era um horror e por pouco não fiquei de recuperação na disciplina dele.

Eu não lembro com detalhes, mas esse ano meu pai ficou muito chateado comigo porque eu havia batido no meu aparelho de som e danificado ele. Meu pai me deu uma bronca horrível, falou que eu não dava valor as coisas por isso quebrava e mais um monte de coisa pesada.Fiquei chateado. Eu não sei se foi a partir desse dia que meu aparelho de som passou a ser mono, ou se o som saia por apenas uma das caixas havia tempos. Mas a verdade é qeu durante muito tempo eu usei aquele som pra muita coisa. Pra fazer as gravações da Gosma Metálica, ouvir música, ligar a guitarra nele , etc,etc.

Esse ano, eu fui também a primeira (e única até hoje) festa de debutante da minha vida. A Michelle (amiga minha de Martinus desde 1996) havia me convidado para participar de sua festa. Eu fiquei muito honrado quando chegou o convite a minha casa pois era lindo, escrito com iluminuras. Primeira vez que vi "Ricardo Brino" escrito com letras douradas. Eu nunca joguei fora o cartão. Mas não sei onde ele está. Se não eu escaneava ele aqui. Apesar da gente não se ver mais, com a Michelle eu ainda mantinha um contato por telefone. A banda favorita dela era o Aerosmith. Ela até chegou a gravar uma fita k7 pra mim com os maiores sucessos da banda desde 1973 até aqueles dias. Em troca eu gravei uma só com solos de guitarra porque sabia que ela curtia a magia do rock'n'roll.

Se eu não me engano, a festa foi em fins de março. Óbvio que por não ser uma festa comum e sim festa de debutante, os convidados deviam estar vestido à caráter. Então um dia , meu pai saiu à tarde comigo e fomos alugar um terno. Eu gostei muito do terno. Sempre gostei de usar terno. Pena que foram raras as ocasiões que pude fazê-lo. Mas eu acho que caí muito bem. E dependendo da mulher, pode surtir até um efeito "afrodisíaco" nela. Depende da fantasia de cada uma. Assim como aquelas que fantasiam com bombeiros, militares, etc,etc. Mas eu gosto de terno por uma questão pessoal mesmo. Acho que dá uma elegância bacana a quem veste. Meu pai tem um terno. Eu não tenho.

A festa foi muito bacana. Foi num restaurante de Santa Felicidade, cujo nome eu não lembro. Mas eu lembro que havia uma pista de dança que foi onde dançaram valsa. Eu não lembro o que dei de presente à Michelle. Mas acho que foi um cd. Logo, ela arranjou uma mesa pra mim ficar. A mesa estava à esquerda da pista. E lá eu conheci um rapaz, cujo nome eu não lembro. Nos tornamos amigos aquela hora. Era da mais alta camada da sociedade. Mas não era fresco não. Era bacana. Conversamos sobre copa do mundo e literatura. E ele disse que estava pensando em escrever um conto medieval na qual uma princesa se deitava com um servo e por ele se apaixonava.

Serviram a comida. Bem pouca comida e pra ser sincero não gostei. A comida foi a única parte podre da festa . O resto foi perfeito. Como era uma festa de debutante, uma hora os casais teriam que dançar. E eu, graças a Deus, não lembro que desculpa dei, mas consegui me safar. Vi o pessoal dançando. Inclusive, se eu não me engano, o rapaz que estava sentado compartilhando a mesma mesa que a minha também tinha ido dançar. Eu não fiz questão de procurar nem um par. Não lembro se fui me esconder no banheiro, ou o que eu fiz. Mas escapei de dançar. Ainda bem, porque eu danço muito, muito mal.Escapei de dar um vexame na frente dos outros. Mas foi bonito ver os outros dançando. As luzes se apagram na hora da valsa. Depois meu pai foi me buscar na festa.

Teve um detalhe, que eu esqueci de contar. Eu havia descoberto, nos anos anteriores, e também conversando por telefone com a Michelle, que, ela mantinha amizade com as gêmeas. Óbvio que sobre o caso de eu ter tentado ter alguma coisa com a Valéria, eu menti também e disse que um amigo meu tinha feito aquilo. Assim como havia mentido no dia , mas elas não engoliram (as gêmeas). A Michelle acreditou, pois não tinha vivenciado aquela história. E eu não lembro se as gêmeas estavam , ou compareceram a essa festa. Mas creio que sim. Que tenha tido a chance disso ter rolado sim.

Esse foi o ano também que minha mãe me deu um violão. E a partir daí eu pude melhorar também minhas técnicas de guitarrista. Era um violão usado da Gianini , mas foi muito útil pra mim até 2005, quando doei ele pro Dinarte. Foi o primeiro violão que tive na vida e foi com ele que começei a compor as primeiras das minhas 20 músicas. Foi nesse ano que me tornei um compositor sério, com músicas próprias. Não era mais o besteirol contagiante da Gosma Metálica.

Continuo no próximo post.

Sábado, Fevereiro 03, 2007

 

[P#67] 1999 (Parte 1)

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Meu pai e eu, aos 16 anos (me preparando pra ir à festa de 15 anos da Michelle)

Bom, 1999 foi o ano que várias coisas aconteceram, mas o ano em si foi extremamente pífio. Eu estava empolgado pois iria para o primeiro ano do Segundo Grau. Então seria uma nova fase na minha vida, pois pra mim, naquela época, ir para o segundo grau era uma grande evolução. Como não passei no CEFET, começei a cursar o Decisivo, preparatório pro Vestibular. O curso ficava próximo à praça Rui Barbosa. Eu me preocupei, porque ia começar a estudar a noite. Meu pai queria que eu arranjasse um emprego, e por isso mudou o meu horário de estudo. Pois caso arranjasse emprego, cursaria à noite. Eu não arranjei o emprego. Aliás , foi o primeiro ano da minha vida qual eu procurei emprego. Mas não deu certo.

Meu pai esse ano foi despedido da Gonzaga Imóveis , e , numa daquelas idas pra procurar emprego me levou junto. Eu havia deixado também um currículo para o Mercadorama na Praça Carlos Gomes. Eles ligaram aqui em casa pra marcar uma entrevista. Meu pai foi comigo até lá. Eu lembro que passamos a manhã e parte da tarde naquela burocracia, pois o Mercadorama que havia me chamado, depois havia me direcionado para um outro Mercadorama. No primeiro deles, eu fiz a entrevista. Num outro eu fui conversar com um gerente. Depois no escritório deles, eu fui fazer o exame médico. Fui considerado apto a trabalhar, mas não me chamaram.

Óbvio que na época eu adorei não ter sido chamado porque não teria quase folga e teria que acordar todo dia de manhã, coisa que até hoje eu odeio fazer. Esse ano também minha mãe me ajudou a tirar outros documentos necessários. Primeiro tirei a carteira de trabalho. E nesse dia minha prima foi junto. Acordei muito, muito cedo e ainda assim tinha uma fila enorme à nossa frente. Tirei a foto. Minha prima foi chamada depois. O outro documento que minha mãe achou necessário eu tirar foi o meu título de eleitor. Sim, aos 16 anos eu tirei o título e no ano seguinte eu votaria pela primeira vez na minha vida.

No começo do ano eu não estava em Curitiba. Havia viajado com a minha mãe para Guaratuba. Nós, minha mãe e eu, ficamos hospedados na casa da Zefa, ex-mulher do meu avô por parte de mãe (seu Leopoldino, morto em 2004). Lá conheci mais a fundo a minha tia Danielle, que havia ido me visitar, um ou dois anos antes (eu não lembro ao certo se conheci ela em 97 ou 98, por isso a imprecisão desse dado) e lembrei dela ao vê-la novamente. Ela me achou um homem feito. Deslizou a mão na minha perna. Ela gostava de homens com pernas cabeludas. Daí me perguntou das novidades. Eu sou tímido, fiquei um pouco sem graça , mas me enturmei bem. Na casa da Zefa estava também o Ezequiel, meu tio. Meu tio mais novo. Aliás ambos os tios mais novos que eu. A Danielle , era um ano mais nova do que eu, e o Ezequiel alguns anos mais novo que eu. Achei melhor os encarar como primos, pois acostumei que meus tios por parte de pai são todos mais velhos do que eu. O que acontece é que eles nasceram depois de mim, sendo filhos do meu avô , daí vem a lógica de serem meus tios.

Os dias em Guaratuba foram bem legais. Ficamos alguns dias hospedados lá , e depois , retornei à Curitiba com saudades do pessoal e dos dias que lá eu havia passado. Então, seria a hora , de retornar as aulas. As aulas começaram e eu não conhecia ninguém , mas lembro de ter feito algumas amizades ali e elas se estenderam até o ano seguinte quando eu continuei estudando no Decisivo. Entre essas amizades destaco a Karina (esqueci o sobrenome), a Gissela Matos (muito gostosa, morena)e tinha um cara do meu lado, que no começo do ano se mostrou apaixonado pela Karina . Ele tinha uns 30 anos. Se chamava Amarildo se eu não me engano. No Decisivo eu cheguei a frequentar aulas aos Sábados também. Mesmo estando no primeiro ano. E todo Sábado de manhã tinha aula também de Ed. Física. Mas eu ficava muito puto da cara de ter que acordar cedo no Sábado, mas ia na aula que era na quadra de esportes do piso superior da academia acima do shopping Metropolitan.

A Karina se tornou uma boa amiga com quem eu conversava. Havia outros colegas também , mas devido ao tempo que isso aconteceu vou ficar devendo aqui uma maior riqueza de detalhes e de aprofundamento de descrições mais próximas ao que eu vivi naquela época. A melhor amiga dela era a Gissela, até elas terem um problema e nunca mais se falarem. A partir desse dia a Gissela sentou o mais afastado que pôde dela na sala de aula. Os rapazes da minha sala babavam por ela. Ela era muito bem feita de corpo, provocante e sempre usava uns decotes interessantes. A rapaziada não podia nem ficar em pé pra não passar por um vexame.

Havia também os professores, o Welington de Química (que no ano seguinte se irritou com a nossa turma e pediu para não dar mais aulas a nós, sendo substítuido por um outro senhor), o professor de Matemática, cujo nome eu não lembro mas era horrível. Detestava. Ia mal pra caramba com a didática horrível dele. Só não reprovei com ele porque no final do ano minhas notas se elevaram pra nove e meio porque eu tinha entendido direito como funcionavam os conceitos de P.A e P.G. Tinha o professor de biologia, e não adianta, não vou lembrar o nome deles. Força muito a barra. Mas era um idiota que veio me fazer a pagar um mico na sala de aula porque um dia eu vim de bermuda pro colégio e ele disse a turma que eu tinha vindo de cueca. Numa outra oportunidade me usou como exemplo pra dizer que eu tinha orelha de ábano. Era um merda.

No Decisivo, os alunos faziam prova duas vezes por mês. As três primeiras semanas eram aulas com as respectivas disciplinas.Daí a última semana do mês era sempre a semana de provas. As provas eram de múltipla escolha em sua maioria (ou todas, não lembro). O pessoal tinha um determinado tempo para fazer as provas. Alguns dias da Semana eram provas de duas disciplinas diferentes, e outros era de uma só disciplina.

Continuo no próximo post.

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

 

[P#66] O ANO DA MUDANÇA (Parte Final)

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Resultado da copa de 1998: França campeã

Esse é o último post a respeito desse ano.
Não aconteceram tantas coisas assim para que eu fique enchendo de lingüiça ou esticando os posts sem alguma razão específica. Esse ano minha mãe agilizou a minha carteira de identidade. A gente foi no centro um dia, daí tirou a minha foto, com algo que simulava um terno, pra aparecer vestido socialmente na foto da ID. Depois fomos no lugar onde era necessário tirar a minha digital. Pessoal tudo mal encarado (o pessoal parecia estar trabalhando de mau humor. Eu lembro bem)

Foi esse ano também que , me veio uma inspiração de escrever "Crime No Colégio Martinus", que depois viraria "Crime no Colégio Luterano" pra não fazer uma referência tão próxima a realidade caso um dia eu viesse a publicar o livro por uma editora. Mas nunca consegui reescrever a história após tê-la escrita originalmente. (Ela tem 15 capítulos). Essa história eu escrevi, como já disse num post anterior usando um caderno universitário de mais de 200 páginas se não me engano.

Era uma história, que usava personagens reais embora fosse totalmente ficcional. O colégio Martinus por exemplo era um dos ambientes da história, os personagens da vida real eram : eu (como protagonista, em terceira pessoa) , o Andrey, o Dinarte, a irmã do Andrey (aparece numa cena lá), a Sabine, alguns alunos da minha turma, o Luís Eduardo, o Filipe Guedes (Folha) e o Bruno Kasper. A Sabine é o par romântico. Do jeito que eu era bobão aquela época , óbvio que só podia pensar nela mesmo.

A história se desenvolvia num enredo paralelo entre descobrir o assassinato de Luís Eduardo e conseguir terminar (ou não) com a mocinha num final feliz. O desfecho do mistério sobre o crime se deu antes do desfecho amoroso.

RESUMO DA HISTÓRIA: Havia chovido muito numa Sexta Feira de Outubro e a chuva havia inundado a cidade (de Curitiba). Após o incidente, na Segunda Feira Ricardo descobre um corpo no banheiro. Era seu amigo evangélico, Luís Eduardo que estava morto com o corpo estendido. Ricardo chama a polícia e os parentes imediatamente para o local. Como é o primeiro a chegar no colégio aquele dia as suspeitas todas recaem sobre ele, que tem dificuldades em provar sua inocência e , acaba sendo detido pela polícia. O caos chega a um nível tão alto que ele é expulso de casa pois nem sua família crê na sua inocência. Vai procurar abrigo na casa de sua musa, mas ela também não acredita nele. Decepcionado com a vida , vai procurar abrigo na casa de Andrey, que consegue mantê-lo por lá por alguns dias, até que a polícia bate em sua casa (casa de Andrey). Encurralado Ricardo foge pelo telhado da casa , mas o oficial da polícia vai atrás dele atirando no meio da rua. Ele consegue escapar, mas no dia seguinte à volta da casa do amigo , esse o diz que ali ele não pode ficar porque os parentes estão desconfiados dele. Então arranja abrigo na casa de Dinarte. Porém ao sair um dia para investigar o assassinato do amigo Ricardo fica sumido por muitos e muitos dias. Então cabe a Dinarte e Andrey juntos,descobrirem o que aconteceu ao amigo. Eles acabam indo parando no apartamento da ex-namorada do falecido. Ela está acompanhada por uma amiga e eles acabam tendo uma noite juntos naquele apartamento e dormem lá. Dinarte tem uma noite mais "caliente" com a menina , enquanto que , Andrey percebe-se apaixonado pela ex do falecido.Na verdade eles são impedidos de voltar pra casa por causa da forte chuva. E Dinarte o acaba convencendo a ficar no apartamento porque percebe que aquela noite ele pode ficar com a menina na horizontal. A menina acaba se tornando namorada de Dinarte, pelo menos por um tempo, mas aconselha que eles deixem essa história do assassinato do ex de sua amiga pra lá. Dinarte fica com o pé atrás.Filipe Guedes recebe uma ligação e resolve fazer uma "visita" nada amistosa ao Andrey. Andrey diz que pra falar com ele vai ter que baixar a arma primeiro. Andrey tem um insight e percebe que foi Filipe Guedes quem mandou matar o amigo deles pois antes, havia sido esnobado pela namorada do falecido. Era a chance de ter o caminho livre. Joga isso na cara dele.Furioso Filipe Guedes opta pela queima de arquivo. Eles se engalfinham pelo chão , e Filipe acerta Andrey a queima roupa.F.Guedes sai fugido do local para que ninguém perceba o que houve e possa o incriminar.Finalmente Ricardo aparece de volta na casa em que havia sido expulso pelos familiares, fraco , abatido e tão acabado que sua vó mal o reconhece sem antes fazer um grande esforço.Ricardo conta a razão do sumiço, havia sido golpeado com uma barra de ferro na cabeça e tinha ido parar num lugar muito distante, e quase passou fome e sede, até que pudesse se orientar pra voltar à casa.Acabou sendo preso sem sua documentação e estava já irreconhecível pra polícia que o havia capturado no município vizinho. Mas conseguiu escapar numa fuga em massa que houve numa madrugada daquelas.Sua avó se arrepende de o ter expulsado de casa.Ricardo também, a essa altura, já sabia que os principais envolvidos nessa história só podiam ser Bruno e Filipe Guedes. No dia seguinte foi a casa de Dinarte, que ficou felizmente surpreso ao perceber que o amigo não estava morto. Ficou surpreso ao saber que o Andrey estava no hospital se recuperando dos ferimentos. Ricardo visita o 3 dias depois, pois ainda está fraco e magro da aventura pela qual passara - contra sua vontade - fora de Curitiba. Andrey alegra-se de perceber que o amigo não morreu.No entanto Andrey confessa a Ricardo que não descobriu o mais importante. Quem havia sido o(a) assassino de Luís. Só havia descoberto o mandante. O médico entra no quarto e da alta a Andrey. A namorada de Dinarte (Renata) e amiga de Alessandra (ex-namorada do falecido e atual do Andrey) diz ao namorado que ela acha que ele está perdendo o amor por ela.Ricardo vai a um shopping da cidade pra arejar a cabeça, compra um cd e acaba encontrando Sabine por lá. Sabine vem falar com ele, pois ficou sabendo que ele esteve sumido um tempo mas ele é frio com ela e vai embora.Ricardo percebe pelos últimos acontecimentos que a polícia está agindo de má vontade ao invés de investigar o caso, e percebe que seus amigos e ele próprio tiveram mais avanços e descobertas do que a polícia que se equivocou o tempo todo. Resolve ir na casa da ex do falecido. Alessandra diz, que Renata talvez tenha informações mais valiosas, pois está namorando com Dinarte que investigou o caso mais a fundo com o Andrey , anteriormente.Alessandra e Ricardo vão até o apartamento da amiga , mas essa se revolta e se recusa a ajudar dizendo que não tem nada haver com aquele assunto e que ela está começando a ficar saturada dele. Alessandra desconfia e acaba brigando com a amiga.Ricardo vai embora de lá com a sensação de que só havia perdido seu tempo.Ricardo tem vontade de chorar na rua e percebe que está sentindo falta de Sabine. Se arrepende de ter sido grosso com a amiga.Acaba por visitá-la.Eles brigam.Sabine não o perdoa.Ricardo acorda no dia seguinte pensando que a sua vida está uma merda, acusado injustamente e fracassando na vida amorosa sua mente lhe tortura com pensamentos pesados e sacrificantes.De tanto pensar começa a sofrer alucinações , sentiu raiva, arrependimento, falta de vontade de viver. Pensa em suícidio.No dia seguinte ele acordou recuperado da febre alucinatória que o acometera. O que parecia ser um dia bom, acaba se tornando um dia tenebroso.Ricardo saí de casa e lê no jornal que Alessandra foi assassinada. Ricardo temia que a polícia tornasse a achar que ele estava envolvido com mais esse assassinato. Novamente, para espairecer resolve ir ao shopping. A praça de alimentação está lotada e ele encontrada Sabine vestida e produzida lindamente, de uma forma que ele nunca viu na vida e ele fica bobo com aquilo. Mas se desanimou ao ver que ela gargalhava animadamente com um amigo. Pareciam os dois muito felizes, esperando o lanche chegar. A raiva foi tanta que ele passou a odia-la.Começa a duvidar que um dia ela tenha sido verdadeira como ele, tanto quanto amiga , quanto nos sentimentos que dizia ter por ele.No dia seguinte Ricardo é visitado por Renata. Disse a ela que sentasse numa cadeia. Ela pediu que Ricardo se afastasse dela, e pede para que se afaste de Dinarte também. Que rompa sua amizade com ele.O acusa de assassino.Puto da sua cara acaba escurraçando a menina de sua casa.Mas quando fica sozinho sua mente entra numa paranóia gigantesca . E ele crê que de certa forma é mesmo um perigo pra sociedade, pois todos a sua volta estão morrendo.Tenta se matar indo ao centro da cidade se atirar de um arranha céu. Mas é cercado antes pela polícia. Cansado de toda aquela merda ele resolve pular, mas encontra vários obstáculos que amortecem sua queda e acaba fugindo roubando um ônibus do transporte coletivo (mesmo sem saber dirigir), e para despistar de vez a polícia salta do ônibus.Acabou provocando um acidente de trânsito , e não sabia em que região da cidade se encontrava. Acaba se perdendo de tal forma que vai parar em Colombo.Mas de lá, ele sabia como retornar à casa uma vez que tinha sido lá que ele havia parado quando tinha sumido.Chegou em casa e encontrou a família acordada e preocupada.Sua família não acreditava que ele tinha conseguido se perder pela cidade.Ao contar a verdade a sua família, seus parentes lhe dão broncas.Dinarte vai ao ap da namorada.Quando ela contou o que havia dito ao seu amigo, ele decide por romper o namoro com ela de uma vez por todas.Ricardo recebe uma ligação anônima dizendo que pode lhe revelar como chegar ao fim de todo aquele mistério, encontrando-se com ele (a pessoa anônima) no estacionamento do shopping tarde da noite. Ricardo caiu na armadilha. Uma camionete tenta o atropelar no estacionamento, atingido, ele rola por sobre o capô e cai no chão.A camionete bate contra a parede do estacionamento. O motorista estava com a testa sangrando ao abrir a porta. Era Bruno Kasper. Mordido de raiva, Ricardo agride fisicamente o ex-amigo socando-lhe na cara. A briga acaba se desenvolvendo fora no estacionamento e numa passagem de nível próxima.Bruno puxa um punhal e atinge Ricardo. Ao sofrer tantas agressões , Ricardo caí desmaiado e a hemorragia externa só aumenta. Bruno pensa que ele morreu e ergue o braço em pose de vitória. Mas não percebe que está por sobre o trilho da passagem de nível. É atropelado e esmagado pelo trem. Morte instântanea. A polícia "super eficiente" chegou horas depois no local da briga e encontrou a faca no meio do mato e encontra ambos os corpos, o de Ricardo, desmaiado, e o de Bruno, multilado.Ricardo sobrevive aos ferimentos e recebe visitas no hospital.A briga dos ex-amigos virou manchete sensacionalista do jornal local e, com isso, Filipe se vê sozinho em sua luta. Chama o amigo morto de incompetente.Ricardo e Andrey se encontram na cidade mas se desentendem porque Ricardo diz que se Andrey amasse mesmo Alessandra ficaria feliz que ela reencontrou verdadeiro amor (Luís) no céu.No dia seguinte Ricardo vai a uma festa de debutante que uma amiga lhe havia convidado de manhãzinha por um cartão bonito escrito com iluminuras. À tarde alugou um terno pra se apresentar à carater na festa. A anfitriã da festa arranja um lugar pra ele ficar à esquerda da pista de dança.A anfitriã lhe apresenta a um rapaz e eles logo se tornam amigos.A anfitriã lhe chama para conhecer uam amiga dela. Para sua surpresa a amiga é Sabine. Ambos ficam constrangidos com a situação mas conseguem manter a pose fingindo que nunca se conheceram na vida.A anfitriã os deixou a sós porque tinha que atender um novo convidado que chegara à festa. Ricardo suava frio sem saber como reagir quando o rapaz ao qual havia sido apresentado antes, pede que ele lhe apresente a "gatinha". Sabine, orgulhosa do elogio começa a arranjar assunto com o "novo amigo" de Ricardo.Ele se apresentou a ela. Se chamava Freudo.Como não queria segurar vela Ricardo saiu de lá irritado, escondendo como podia toda a mágoa, ciúme , frustração . Ele não deixaria se abater por aquilo. E se deixasse , não ia demonstrar externamente o quão puto estava com tudo aquilo. Achou Freudo um tremendo filho-da-puta, atirado, abusado, falso e retardado mental.Sentado onde estava percebeu que cada vez mais a conversa dos dois ficava mais melosa.Ficou com tanta raiva que já não raciocinava direito.Freudo voltou a mesa onde estava com Ricardo, pois os pratos finalmente seriam servidos.Freudo contou a Ricardo que ela havia pedido a ele que fosse o par dela na valsa. De tanta irritação Ricardo se engasgou com a comdida.Freudo estapeou-lhe as costas para que a comida descesse. E recomendou que o "amigo" olhasse pra cima.Na hora da valsa, as luzes se apagaram.Freudo pergunta a Sabine se como Ricardo havia afirmado era verdade que ela tinha um namorado. Muito puta da cara com a mentira que Ricardo dissera a Freudo disse que Ricardo não era seu amigo e nunca o tinha visto mais gordo na vida.E disse que ele devia ter dito isso alterado pelo álcool.Freudo desmente e diz que ele parecia lúcido no que afirmava.Ela segurou o rosto dele nas mãos e deu lhe um beijo cinematográfico. Freudo correspondeu ao beijo.Um beijo longo e demorado, até em certa parte meio exibicionista, que chamou atenção de todos os convidados que estavam na festa. Até da anfitriã. Quando terminaram todos aplaudiam o beijo de pé.Puto com aquilo e sem saber como reagir, Ricardo encheu a cara. O garçon voltava a cada 15 minutos e Ricardo sem nada mais a perder (além da consciência) ia entornando tudo.A valsa acabou e Freudo veio perguntar porque Ricardo havia mentido pra ele.Já com a cabeça zonza chamou a antiga amiga de piranha.Chamou Freudo de babaca.De repente o pessoal começou a espiar e ficar próximo dos dois pra ver a briga. Freudo era da nata da sociedade mas estava passando por tamanha vergonha , que sua testosterona falou mais alto e ele acabou acertando um soco em Ricardo.Freudo foi expulso da festa.A anfitriã ficou envergonhada com aquela baixaria na sua festa e pediu desculpa aos convidados e que voltasse o som pra galera dançar.Ricardo não parou de tomar mesmo tendo sido o responsável pela expulsão do rival da festa.Subiu em cima de uma mesa e pediu um microfone. Pediu a atenção do pessoal que tava na festa, mas acabou se irritando com um pessoal mais ao fundo que não parava de conversar : "Vocês aí!" - acenou com a mão - "Calem a maldita boca! Prestem atenção no que eu tenho a dizer!"
Perguntou novamente se todos estavam prestando atenção nele. A anfitriã estava curiosa. Zombou dos que não tinham pelo nas pernas (dos caras, óbvio) e disse que era muito gostoso. E que ia compartilhar sua "gostosura" com o pessoal. Os homens começaram a vaiar. E revelou que ia fazer um strip tease pra alegrar a noite do pessoal.Carlota - a anfitriã ficou desesperada com aquilo. Sabine puta da cara com tudo que tinha acontecido desde a expulsão de Freudo , resolveu ir embora.Ricardo ficou de cueca em cima da mesa. O pessoal irritado com tudo aquilo acabou o enxotando da festa e ele teve que voltar pra casa a pé só de cueca. E ainda bêbado. Correndo o risco de ser pego pela polícia de novo.No dia seguinte com uma forte intuição Ricardo foi visitar Renata que o atendeu com má vontade e mau-humor.Novamente ela o acusou de assassino. Ela sacou uma arma, e disparou o primeiro tiro que foi a queima roupa. Em busca da sua sobrevivência , Ricardo partiu pra cima dela . Eles se espatifaram contra o vidro da janela e cairam em queda livre se engalfinhando.Caíram na grama, mas ainda no ar, tentou disparar contra Ricardo, mas a arma girou no ar, com o gatilho já em ação. Acabou se suicidando mesmo sem querer. Pronto a assassina de Luís e Alessandra estava morta. Ricardo fugiu do local pra não se envolver em confusão com a polícia novamente. No dia seguinte Filipe Guedes soube da morte de sua aliada. Não havia mais tempo a perder. Ricardo resolveu aparecer de surpresa no apartamento de Filipe. Acertou um murro naquele que era o principal responsável pela injustiça que sofria.Dessa discussão Filipe Guedes acabou confessando ter sido o mandante dos crimes e que Renata foi mesmo a executora dos dois. Ricardo disse que estava satisfeito e tirou um gravador do bolso. Filipe puto da cara estapeou sua mão e deixou o gravador se espatifar no chão.Ricardo recolheu a fita e disse que de nada adiantava quebrar o gravador pois a prova estava ali.Guedes recolheu a fita e quebrou ela no meio e ria feliz da vida. Ricardo achava que aquilo já era prova suficiente. Pegou o walk-talk que estava no seu bolso e disse que a polícia podia subir, pois eles já tinham a confissão. Filipe ao perceber que havia sido pego numa armadilha e sem volta ia atacar Ricardo. Mas antes que o fizesse um policial que subia as escadarias do prédio o atingiu com um tiro.Mas antes de morrer Filipe agonizou no chão e sussurrou : "Eu estou morrendo por amor. Encontrarei minha amada no céu." . A polícia deu desculpas oficiais à Ricardo por tudo que ele havia sofrido até então, e o colégio Martinus o readmitiu como aluno. (Ele havia sido expulsado na época que todos desconfiavam dele). No dia seguinte todos os jornais noticiaram que o caso enfim fôra elucidado. Passou mais um dia , Ricardo foi na casa do Dinarte, que se dizia sentir sujo por ter namorado uma assassina.Andrey por coincidência também apareceu na casa de Dinarte. Ele tinha uma novidade a contar, Ricardo foi perguntar o que era e perguntou se o amigo estava mais calmo em relação a discussão anterior sobre Alessandra. Andrey o ignorou.Ele revelou que estava namorando com Sabine. E disse tb te-la conhecido há pouco tempo, menos de 10 dias num shopping center , e que, ela era o verdadeiro amor da vida dele e sem ela não poderia mais viver.Andrey disse pra Ricardo cuidar de sua vida.Andrey contou a Dinarte que ela estava na garupa de sua mobilete.Dinarte quis que Andrey apresentasse ela a eles.Ricardo achou uma tremenda cara de pau e perguntou de Freudo pra ela.Ela caiu na gargalhada.O chamou de burro e disse que Freudo era só um ficante, e que mesmo assim, ele havia conseguido estragar a "ficada" dela.Ricardo teve vontade de chorar mas se conteve.Mas foi difícil conter a mágoa, abandonou o local se despedindo rapidamente.
No dia seguinte Ricardo estava já recuperado da decepção do dia anterior, talvez tivesse ficado louco, não se sabia direito. Pegou um ônibus para Bracatinga. Estava disposto a perdoar o Andrey.Os amigos fizeram as pazes.Parabenizou o amigo por ter arranjado alguém.
Sabine, que estava na casa do namorado ficou puto com aquela notícia e disse que era ridículo que Ricardo não se incomodasse deles estarem juntos. Ricardo disse que isso se chamava "maturidade". Sabine o chamou de idiota. Andrey ficou surpreso com aquela reação dela. Ela confessou na frente de Andrey que tinha feito tudo aquilo só para lhe causar ciúmes. (Depois mulher não é complicada... eu que sou, hunf!). Ela ficou melancólica com aquilo. Ricardo disse que ela não sabia o que estava dizedno e que ela devia dar valor ao seu amigo. Ela então confessou que o amava.Andrey se sentindo usado estapeou Sabine e a chamou de vagabunda. Porém Ricardo achou grossa essa atitude do seu amigo e , foi socorrer Sabine que estava caída no chão, abraçou-a e deu uma bronca em Andrey. Depois passou um sermão nela dizendo que ela também não havia sido nada honesta. Ela implorou pra que eles ficassem juntos. Mas Ricardo ficou indeciso.Andrey então se manifestou dizendo que se quisesse ele podia ficar com a Sabine, mas que não poderia mais ser amigo dele.
Ricardo achou injusto que as coisas fossem colocadas daquela maneira. Mas ambos foram taxativos. Ele teria de escolher. Se ficasse com a Sabine, perderia a amizade de Andrey. Se ficasse amigo de Andrey perderia o amor de Sabine. Andrey deu um prazo de 24 horas pra que ele se decidisse por qual dos dois iria optar. Aquela noite Ricardo não conseguiu dormir. Porém no dia seguinte ele tinha feito já a sua escolha. Sua vó perguntou qual havia sido, ele disse que aquilo só interessava a ele saber e as partes envolvidas. Pegou um ônibus e foi à Vista Alegre.Parou na rua da casa de Sabine. Era pra avisa-la que ele tinha preferido a amizade do seu amigo que nunca havia duvidado dele.Ela pediu um beijo de despedida. Eles se beijaram pela primeira e provavelmente última vez. Mas ao ir embora , as lágrimas lhe escorriam pelo rosto, e ele não entendia porque se sentia assim uma vez que já havia optado.Porém lembrou do amigo num dos momentos de divergência e discussão.Não suportou a terrível lembrança e sentiu uma dor no peito. Disse NÃO!! bem alto e no meio da rua. Ele voltou-se ao portão da casa dela , ela achou que ele tinha esquecido de alguma coisa. Ele pediu pra que ela abrisse o portão. Pediu perdão e disse que era ela quem ele queria. Ele perguntou:
- Quer namorar comigo ?
ela respondeu:
- Não!
- Não??? - Ricardo sentiu um mal estar
- Ah é , brincadeirinha, hihihi - disse ela.

Eles se beijaram diversas vezes. Ela pediu que parasse de beijar o pescoço dela porque era na boca que ela queria ser beijada.E rolou então o grande beijo.Ela pediu desculpas por todas as humilhações que ele havia passado. Ele dizia que aquilo não importava uma vez que eles tinham ficado juntos no final.

- Mas você ficou mal com o Andrey ...
- É eu me dei muito mal nesse ponto ... mas nada é perfeito né ?

Passou-se um ano. Ricardo continuou matriculado no mesmo colégio pra cursar a oitava série. Encontrou outro amigo morto no banheiro. Mas dessa vez saiu de fininho pra ninguém vir de novo responsabiliza-lo.

FIM

Essa história eu começei a escrever no dia Primeiro de Novembro de 1998 e terminei no dia 08 de Abril de 1999. Eu só espero que o Andrey quando ler esse resumo que eu não consegui sintetizar muito - a história original tem 200 páginas - não fique chateado com o final da história por que acima de tudo é uma obra de ficção/suspense que usa elementos da vida real como ambientes e pessoas reais como personagens. Mas uma situação ridícula dessas nunca rolaria. Nunca ia haver esse triângulo amoroso. Eu passei pro Andrey ler. Ele aguentou ler até um trecho. Quem leu a história inteira foi a irmã dele, a Karla, que eu nem esperava. E o pior que tem umas passagens dela na história , assim como de familiares dele fazendo uma ponta nela.

Eu to vendo aqui o que mais de relevante eu lembro sobre esse ano pois com esse resumo o texto já ficou gigante. Bom, eu creio que foi esse ano que eu começei a ter influência de Lulu Santos , depois de ouvir um camarada da classe citar aquela música que diz : "Clara como a luz do sol, clareira luminosa nessa escuridão", e também na locadora aqui de casa tinha um vhs de um show dele que eu gostei tanto que copiei pra mim.

No último dia de aula do Martinus como havia acontecido no ano anterior todos assinaram as camisas de cada um e quem ficou de recuperação teve aulas a mais do que os outros alunos. Até a Lídia se eu não me engano tinha ficado de recuperação. Que amor!*_*

Aquele ano eu havia tido conversado mais com as meninas das minha classe menos óbvio com as otárias que me esnobavam porque achavam que eu era retardado por falar muita abobrinha e agir de um jeito meio incoerente falando alto na sala de aula sobre coisas desagradáveis.Até professores ouviam as coisas que eu dizia mas eu não me tocava (só no banheiro :D).Na fase que eu tocava violão na Sala de aula , o violão do Diego, essa imagem começou a melhorar um pouco porque as pessoas vinham pedir pra eu tocar algumas músicas. Óbvio que muitas eu não sabia tocar , e um dia numa rodinha fui mexer o violão bati com o braço dele nas costas de uma menina , tentei me desculpar por aquilo mas fiquei muito sem graça. Mas até uma professora , chegou a gostar da minha performance e pediu pra eu tocasse uma música do Tim Maia que tava numa revista de cifras. Mas eu nem conhecia a música.

Antes do ano terminar eu fui assaltado com meu pai no ponto de ônibus aqui perto de casa. O cara levou nossos vale transportes e nós tivemos que voltar pra casa pra pegar de novo o nosso dinheiro. Tinha vezes que eu chegava muito cedo no Martinus. Daí morria de sono. Acordar seis e pouco da manhã é muito ruim. Eu não me aguentava por mais que fosse dormir dez, onze da noite. Daí ia dormir no banheiro do colégio porque muitas vezes eu era o primeiro a chegar lá. Daí uma vez fui despertardo pelo pipoqueiro porque ele achou que eu não tava bem.

A Nathalie havia voltado esse ano a ser minha companheira de classe porque tinha sido transferida da tarde pra manhã.Daí virou uma companheira boa ,pra conversar e mesmo pra fazer vários trabalhos . Nela eu confiava, porque ia com a minha cara. Uma vez rolou uma situação que eu nem me liguei na hora , mas o Diego e o Guilherme ficaram comentando muito e achando que tinha uma segunda intenção por aí. Mas eu nem percebi nada, se é que houve. A gente tava fazendo trabalho e as carteiras estavam em círculos, a Carol, ficante do Diego beliscou a cintura dele (dos dois lados) a Nathalie me beliscou também , mas eu encarei aquilo como intimidade de amigos , nunca vi nada demais nisso. A Nathalie me ajudou também com um trabalho de artes que tinha que colar umas figuras que nós recortavamos. Era pro trabalho ter sido com o Saulo, mas não lembro o que aconteceu por um longo período ele se ausentou. Daí ela me deu uma mão e aquela mão foi bem vinda mesmo porque senão , como a aula de artes era a última, era capaz de eu ficar um tempão além da aula fazendo aquilo ainda.


Eu peguei recuperação em duas disciplinas . Ciências, que no final do ano já estava começando a envolver alguns conceitos de química, como os das ligações covalentes e iônicas e Matemática.Eu tava com um medo de reprovar por isso estudei a valer mesmo as duas disciplinas. Até porque não queria reprovar em matemática com aquele professor lá que era muito engraçadinho mas explicava a matéria MUITO MAL. Tinha escapado de ficar em recuperação com ele no ano anterior, mas nesse ano, fiquei em recuperação. Eu procurei fazer as provas tranquilo, numa boa. Principalmente a de Matemática que caiu umas figuras geométricas e oturas coisas das quais não me lembro. Meu avô ficou de cara comigo porque eu estava ficando em recuperação desde a Sexta Série no Bento quando eu reprovei (com excessão da Sexta no Martinus que passei com louvor) daí exclamou no jantar : "Você hein, Ricardo ? É o rei das recuperações". Muito ruim ouvir aquilo.
Mas, aí eu fui aprovado e fiquei muito feliz quando na secretária li : APROVADO ! PARABÉNS no boletim do colégio. Que dia feliz aquele. Até porque quando você ficava de recuperação vinha escrito assim no boletim: RECUPERAÇÃO !!!!!! , com duzentas exclamações, parecia que tu já tava sendo setenciado a reprovação. O dia foi muito legal, eu fui sair do colégio e até, quando a Lídia viu minha cara feliz me deu um tchauzinho. Foi muito feliz aquela manhã. Não foi a melhor da minha vida, mas foi muito feliz.

Daí começaria uma nova maratona porque meu pai tinha feito minha inscrição pra eu concorrer a uma vaga de segundo grau no CEFET. Graças a Deus eu reprovei nessa prova. Porque quando fui faze-la odiei o lugar, lotado com suas rampas imponentes, me senti um estranho no ninho. Fora que o CEFET ele pega mais pesado com a parte da Matemática pois é uma instituição mais voltada para os cálculos. Eu nunca ia ser feliz lá , uma vez que era péssimo em Matemática.

Eu passei mal no Martinus um dia. Na época que a árvore ainda não havia caído em cima da casa. Eu fui tomar o suco de laranja e tomei muito rápido. Odiava acordar aquele horário, com aquele frio e o céu escuro. No carro, (porque meu pai trabalhava numa imobiliária nessa época e as vezes trazia o carro da firma pra casa), eu começei a sentir umas dores e uns enjôos, mas não dei atenção. Passei muito mal antes de começar a aula, mas achei que não ia dar nada. No recreio porém eu não aguentei e vomitei o suco. O colégio tava lotado, e essa é uma prova que Deus existe mesmo : ninguém viu. Podia ser pior , alguém podia ficar brabo ou vir tirar sarro, eu até pensei em pegar a minha mala na sala de aula e pedir pra voltar pra casa, mas não sei como eu consegui aturar as aulas até o fim.

Como eu havia ganhado uma pedaleira da zoom no meu aniversário, coloquei meu pedal em consignação em uma loja de instrumentos musicais. Pedi na época, 75 reais por um pedal da boss. Com o dinheiro comprei um SongBook do Joe Satriani (do disco "Surfing With the Alien). Foi útil no começo quando eu começei a tirar umas músicas. Mas depois , enchi o saco e não tirei mais. Eu não nasci pra tirar músicas de guitarristas virtuoses. Eu prefiro eu mesmo criar minha música. O Andrey xerocou o songbook e chegou a tirar algumas músicas quase inteiras desse mesmo book.


Ah, pra conseguir fechar esse post dizendo quase tudo que eu lembro desse ano. Eu mantinha contato ainda com a Michelle , amiga minha que havia estudado 2 anos antes comigo a tarde e ela sabia que eu morava perto da rede de transmissão do Paulo Pimentel, o Pilarzinho por ser um bairro que fica numa região alta, tem muitas transmissoras como a da CNT, SBT, etc, e até a Rádio Transamérica ficava ali perto de onde morava. Talvez isso explicasse o fato de eu não ter TV a cabo e conseguir sintonizar a mtv como se fosse assinante. Mas enfim o relevante não é isso. O relevante é que minha amiga, ela havia passado de manhã no colégio me dado uma fita vhs em branco e pedido para que eu fosse na rede do Paulo Pimentel e pedisse pra eles um vídeo de um "Programa Livre" que havia passado há uns dias antes porque ela iria usar o vídeo num trabalho (senão me engano de Geografia), eu fui lá umas 3 vezes, porque uma das vezes quando pedi um dos responsáveis esqueceu o que eu havia pedido. Porém depois, eu consegui , e colaborei indiretamente, com o trabalho da turma da tarde. Não sei, achei que esse fato era relevante pra fechar esse post e tb por um fim no que eu tinha que falar a respeito desse ano.

Aleluia terminei esse post!!!
Continuo no próximo !

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