Domingo, Dezembro 31, 2006

 

[P#60] 1997 (Parte II)

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"Ricardo : A fim de entregar o irmão" , não foi a minha primeira HQ , mas foi a primeira da série "Ricardo e Marcondes".

Um dia , conversando a respeito da Gosma Metálica, o Filipe Guedes (Folha) , me perguntou :

- Vocês tocam no quintal da sua casa é ? Da pra ouvir umas freadas de carro e umas buzinas nas gravações ...
- É que nós ensaiamos na garagem...

Era essa minha desculpa pra falar a respeito da Gosma Metálica e não expor a farsa .

Alan Prost, falou que não tinha gostado muito das "guitarras" da banda . O mais bacana é que nessa primeira fase da Gosma Metálica , nem tinham linhas de guitarras gravadas nas fitas k7. Mais tarde , na segunda fase (2002-2003) as músicas já eram realmente compostas de uma forma menos nada a ver , e eu cheguei a gravar linhas de guitarra , mas nessa época aí o cara deve ter tido uma ilusão sonora, ou era burro mesmo .

Em 1997 aconteceram várias coisas , e , sem o auxílio da biografia original, eu tenho que tomar o cuidado de não esquecer de fatos relevantes e nem de me afobar ou atropelar . Eu lembro que o Andrey vinha bastante à minha casa nessa época, mas eu creio que acabei indo mais vezes na casa dele do que ele na minha . E quando ele vinha , geralmente vinha de mobilete. Ele tinha uma mobilete na época. Hoje em dia el e tem uma moto . Mas naquela época ele era de menor e a nossa legislação de trânsito não permite carteira de moto para menores. Se bem que acho que a mobilete não deixa de ser um ciclomotor, enfim , isso nunca nos deu dores de cabeça.

O Andrey sempre vinha na minha casa pra afinar minha guitarra. Mas eu tava tão acostumado a "tocar" desafinado que achava ruim quando ele afinava porque , eu já não reconhecia mais o som da desafinação . Eu comprava algumas revistas de cifra, algumas delas bem duvidosas, e ficava triste porque eu demorava tanto pra conseguir mudar a mão de um acorde pra outro, que , não conseguir fazer aqueles acompanhamentos me deixava completamente frustrado. Uma vez fiquei tão puto, achando que nunca aprenderia a tocar, que roguei praga a todos os guitarristas do mundo e , em seguida chorei (de raiva). Eu fiquei quase um ano, depois que o Andrey havia trocado a guitarra dele pelo meu computador sem saber tocar ou conseguir afinar/ fazer um acompanhamento sequer. Mais ou menos pela metade daquele ano , eu, comprei um pedal de efeitos , já usado. Paguei 40 reais nele. Meu pai me ajudou a pagar. Minha vó pedia pra eu fechar a porta da sala porque eu tocava tão bem, que , ela ficava com dores de cabeça de ouvir aquilo.

Eu estourava muito as cordas. O que eu gastava com encordamento naquela época não tava no gibi. Minha mão era muito pesada. E como eu era iniciante, vivia com bolhas nos dedos. Não tocava merda nenhuma, como já disse acima. E demorei pra aprender, minha sorte começou a mudar, somente pelo final do ano, quando eu vi , numa revista de tablaturas e cifras a cifragem da música Why Worry do Dire Straits. A partir daí minha sorte começou a mudar, porque apesar de estar desafinada a guitarra, eu conhecia aquela música . Mas começei tocando errado, eu não sabia que se lia o hexagrama de baixo pra cima . Daí começei a tocar na corda errada. Até ver que o Andrey tocava em outra corda e eu fiquei em dúvida em que corda que se devia tocar. Perguntei pro Andrey, a príncipio ele me respondeu : "Mas vc ouve eles"- o Dire Straits - "tocando nas cordas graves ou agudas ?". Eu não sabia. Eu não tinha ainda muito ouvido pra música. Mas percebi depois , por mim mesmo, que a forma que ele tocava era mais coerente. E graças a tablatura eu começei a dar meus primeiros passos na guitarra. Só depois que eu pularia para os power chords (que na época eu nem sabia conscientemente , que tipo de acorde era), e depois, para os acordes normais com terça e quinta, terça e sétima ,maiores, menores, diminutos, etc, etc.

O Andrey ficava receoso que eu tocasse alguns instrumentos que tinha na casa dele , porque ele sabia da mão pesada que eu tinha , e , que , eu estourava muitas cordas. Esse ano aí , eu demorei muito pra aprender a ter dinâmica, velocidade correta de execução, e , pra falar a verdade, muitas dessas coisas eu não aprendi nesse ano, precisou passar um grande período de tempo para que eu começasse a me tornar mesmo um guitarrista.

Foi o ano também que eu começei a ter os problemas com as mulheres. Problemas esses que perduram até hoje por causa do tipo da pessoa que eu acabei me tornando em virtude dos meus fracassos amorosos. E começou , porque eu tinha aquela ilusão de namorar a Sabine. E todo mês com uma certa regularidade eu ligava pra casa dela. Mas a via no colégio sempre , e , era estranho, tinha perdido toda a intimidade da infância. Não conseguia me aproximar. Só falava com ela pelo telefone. Eu achava super estranha aquela situação, me dar bem com a menina no telefone, e pessoalmente , nunca dar nem um oi ou passar perto.

No mesmo ano, eu reencontrei a amiga minha de infância, Cristine, e ligava pra ela também algumas vezes. Mas com ela nunca cheguei a ter nada também. Mas com a Cristine, cheguei a falar algumas vezes no colégio. Aliás, pra me aproximar da Cristine eu ressucitei a história da hq que eu devia ter escrito a ela anos atrás, como se essa hq estivesse pronta, e nunca esteve. Daí usando figuras enormes, uma história do Asterix como base (a Cristine tinha em comum comigo tb o fato de conhecer o Asterix e apreciar suas histórias), eu escrevi em 3 dias uma história, e pra parecer que havia se passado 5 anos , desde que eu tinha escrito na minha infância, (que era quando eu devia ter escrito, pra entregar a história a ela) eu, deixei cair Coca-Cola na contracapa. Pra ela não desconfiar que havia escrito recentemente a história. Daí no dia seguinte , dei a ela , e ela recebeu com um maravilhoso sorriso.

A Cristine foi muito legal, e eu acabei contando pra ela , por telefone, que , gostava da Sabine. E disse, que se ela quisesse podia contar a Sabine sobre os meus sentimentos por ela. Ela contou, e quando eu liguei pra ela , ela me disse que a Sabine havia confessado que na infância , chegou a gostar de mim, mas que agora, ela até ficava feliz que eu sentisse isso, mas ela estava envolvida com um garoto da mesma igreja. (A Sabine era batista - se ela já era na minha infância eu não sei, mas naquela fase da minha adolescência eu já tinha ciência disso) Aquilo me deixou triste ,em parte, uma vez que , eu dizia pro Andrey, desde o ano anterior que a Sabine era minha namorada. Porque embora eu fantasiasse, eu gostaria mesmo que ela (pelo menos naquela época, enquanto eu pensava daquela forma) fosse minha namorada e que a Gosma Metálica fosse a minha banda. Mas era, desde sempre tudo falso.

O Andrey ouviu eu falar muitas mentiras aquele ano. Óbvio que algumas ele sabia que era lorota logo de cara, mais algumas não tinha como saber. Como por ex, essa história da Sabine, que só ganhou credibilidade porque minha avó participou da mentira, dizendo por telefone, que eu havia saído com minha namorada. Essa fase de transição entre ser menino e homem, por mais que minha vida material, em família , e com os amigos fosse feliz, me fez questionar , seriamente, se eu era feliz. E aí eu começei a achar que não. As hqs que eu escrevia na época, era o maior canal para eu extravasar as minhas frustrações .

A partir daí eu compilei muitas histórias (em quadrinhos) que eu escrevia por "capítulos" no ano anterior, e transformei em histórias autonômas (pq em 1996 inspirado pela Série Conan eu escrevia história em no máximo 15 páginas pra poder continuar na "edição" seguinte) , uma delas, é a que está lá em cima , ilustrando esse post. Ela deu sequência a : O Homem Assassino (estrelando Marcondes) [1997], Como Conheceu Samantha [2002], A Queimadura de Marcondes (estrelando Marcondes)[2002], Salvando o Passado [2002-2006] e Tensão e Caos [2006 - ainda to escrevendo]

Continuo no próximo post, antes que seja 2007 , hahaha
FELIZ ANO NOVO!!!
(pq esse foi uma merda)

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

 

[P#59] 1997

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Eu, com a minha primeira guitarra ... aos 14 anos ... cara de jacu

Esse post aqui eu não estou nem sabendo como começar.
Porque , enrolei tanto tempo pra falar sobre essa época que as idéias vêm a minha mente de forma confusa e desconexa.

Outra coisa que ta pegando é que , esse vai ser o último post que eu vou escrever , com base na biografia original (escrita em 1999), porque , ela termina nesse ano , e , falando um pouco também sobre 1998. Depois eu vou ter que puxar tudo pela memória e talvez essa biografia perca a riqueza de detalhes que vinha mantendo até então.

1996 tinha sido um ano excelente ... só perde em quesito de qualidade pro ano de 1991 , mas 96 havia sido um ano quase perfeito. Eu havia reencontrado a minha amiga de infância e tudo parecia conspirar a favor, até mesmo o que dava errado. 1997 , começou, já , com algumas perturbações que achei que iriam me levar a mudar de rumo . O Andrey havia ligado em casa no começo do ano pra reclamar do Drive de disquete que não tava funcionando, e numa ligação chegou a propor que a gente desfizesse a troca. Eu fiquei triste, pq , mesmo não tocando merda nenhuma eu tinha me apegado a guitarra, além do mais, tinha visto dias anteriores, um especial da Globo, chamado "Som Brasil" (que aliás a Globo nunca mais exibiu), que tinha participação do Barão Vermelho tocando AO VIVO "Jardins da Babilônia" e "Vem Quente Que Eu Estou Fervendo", e, aquilo me influenciava muito. Mas ia pra guitarra e não sabia nem fazer um acorde de Dó Maior.

A questão da guitarra acabou sendo resolvida.
O irmão do Andrey conseguiu consertar o Drive do computador. Embora eu tivesse trocado também o MSX com o gravador (pq os jogos de msx eram em fita, disquete e em cartucho) , os disquetes tinham mais jogos por unidade . Mas o irmão dele sanou esse problema e a gente não desfez a troca.

Depois , ainda naquele mês de Janeiro, caiu um raio em cima do muro do vizinho , e, quem pagou o pato foi a minha família. O raio queimou 2 videocassetes e duas tevês. Não lembro como esse problema foi solucionado .Mas creio que os produtos estavam dentro do prazo da garantia ou foram levados à assistência técnica e consertados.

Meu pai andava muito puto da cara , porque eu , ia dormir sempre 2 , 3 da manhã. Como a gente dormia no mesmo quarto, quando ele apagava a tv, eu continuava com a luz do abajur ligada escrevendo minhas hq´s ou lendo qq coisa . Eu nunca gostei do horário de dormir. Até hoje , quando possível vou dormir lá pelas 4 , 5 da manhã. E tipo , o problema era que , naquela época eu tava em fase de crescimento e esse meu comportamento era altamente prejudicial a minha saúde, nesse sentido. Então, principalmente por causa disso, ele , me matriculou o ano seguinte no período da Manhã no colégio Martinus. Não preciso nem dizer aqui , eu, que ODEIO acordar cedo , como fiquei "contente" com tal medida.

Meu pai ainda tinha o sonho que eu fosse como ele. Estudasse de manhã e trabalhasse a tarde. Porque o primeiro emprego do meu pai foi aos 14 anos de idade. Mas eu nunca tive esses ideais. Po, eu tava frito . Agora ,teria de contar à Sabine, que eu havia reprovado um ano. E aquilo me envergonhava muito . Minha amiga saber de uma coisa dessas, o que ela pensaria ? Que eu era burro, relapso ? Bom enfim ... esses pensamentos me torturaram até que eu resolvi contar à ela no telefone. Eu podia omitir que havia reprovado se não fosse o fato de que, o Martinus, organiza as séries por filas , então eram organizadas por letras "sexta a" , "b" , etc. E ela acabaria me vendo , qualquer hora que fosse feita a "Hora Cívica" que eu estava na fila da Sétima , e não da Oitava. Aquilo me perturbou e contei a ela antes que visse.

Na minha biografia original está escrito exatamente o seguinte : "E nos primeiros dias na escola, eu notava a presença de Sabine, ela veio uniformizada" - que mané, esse detalhe era dispensável, uma vez que o uniforme do Martinus é de uso obrigatório - "e com uma correntinha. Parecia uma princesa". Aff, eu citei isso aqui justamente pra demosntrar a vergonha que hoje eu tenho de um dia ter sido assim . Aff, nada ver , uma que, o que a Sabine sentia por mim nunca foi recíproco , porque eu vivia fantasiando em fazer uma ligação entre o passado e o presente , achando que ela voltaria a ser a amiga maravilhosa de infância e talvez se apaixonasse por mim. Isso nunca ocorreu. Mas eu tinha lá essas fantasias que procurava não tornar pública porque sabia o inferno que seria se alguém soubesse disso.

Em compensação, eu peguei, em comparação ao ano anterior, uma turma muito fraco. Acho que poucos amigos merecem destaque , entre eles ... o Filipe Guedes (que tinha apelido de Folha) , o Bruno Kasper (que era palmeirense), hã ... ah! O Diego , vizinho que morava próximo a minha casa, o Guilherme, que também entendia sobre guitarra , mas achava errada a minha noção (porque acabei me tornando mesmo fã de Dire Straits) que o mundo da guitarra estava ligado apenas a solos bem feitos . Mas aprontava um monte , e, tinha umas brincadeiras bem bestas. Porra, eu acho que sair falando aleatoriamente os nomes das pessoas que eu lembro é tão imbecil e massante pra quem for ler isso que não sei se devo fazer a citação de pessoas que vcs nem conhecem (e talvez nunca conheçam na vida, hahahahaah), no entanto, se eu for fazer qualquer referência a eles mais pra frente, é bom que eu tenha citado.

Tá, enfim , dos garotos:
Tinha o Celso, que era loiro e usava óculos , não tem nenhuma característica marcante, que eu me lembre pro resto da vida. Sei lá acho que era CDF , mas não tenho certeza.
O Miguel, cabelos claros e compridos, o Alexandre, era outro cabeludo, não conversava com ele , mas sabia que ele tinha um Saturn, e achava um saco a falta de jogos pro sistema. Mas o cara era um porre também , de Amigo Secreto me deu uma fita pornô de 15 minutos (isso no fim de ano), quando eu havia pedido um CD do Dire Straits. Um dia fiquei puto, e , quando ia pra casa do Andrey estourei a fita contra o chão e nunca vi o conteúdo.
Saulo, era filho da professora de Educação Física do Martinus. Ótima pessoa. Chegou a ir na minha casa uma vez e, na chácara que o Olacir cuidava, jogamos bola com os outros garotos do bairro. Era um cara decente.
Tinha o Allan Propst ou Prost, sei lá, não lembro, prefiro chamar de Allan P. era moreno , e o melhor amigo dele era o Lucas , um menino magro e com a pele clara.
Tinha o Allan Rensi, (ou Renzi) , ele impunha um certo respeito porque , tinha uma postura de ataque sempre. Mostrava que , na sua forma de ser , quem mexesse com ele se daria mal. Mas eu nunca tive problemas com ele . Com excessão do ano seguinte que ele começaria a me zoar algumas vezes ...
Tinha o André, e esse sim eu morria de medo porque vinha pegar no meu pé , putz, e era muito mais alto que eu ... várias vezes tive medo de ser ridicularizado em público por ele , ou ser vítima de bullying.
Gustavo, era o menino mais baixo da sala - enquanto todos na minha turma já tinham feições adolescentes, ele tinha feição de menino de 10 anos . Mas, foi útil pra me ajudar a ter coragem de dar o presente de aniversário pra Sabine.
Daniel P - filho de um pastor (que mais tarde chegou a pregar na igreja do Martinus) e que havia estudado comigo já no ano anterior a tarde , no Martinus, e que se não me engano, na metade do ano anterior já havia mudado pro período da manhã.

Das meninas :

Eu lembro, e sempre lembrarei (haihaiha que frase idiota),
da Elisa - era uma menina ruiva de pele pálida, a mais quieta da classe, que, de tão tímida, uma vez chegou a chorar quando as pessoas bagunçavam na sala de aula , na ausência do professor. Era aquela que melhor notas tirava na classe.
Mariana - a melhor amiga dela . Também só tirava notas bélissimas. Mas era mais sociável, até eu cheguei a conversar uma vez com ela , mas não a reconheci uma vez nas escadarias da UFPR em 2003 (ou 2002) , quando ela me viu.
Luciane - sentava no fundo ... e em 1997 atrás da Mariana. Era a menina que o Folha gostava de irritar chamando de gorda, e, por várias vezes , ele e o Bruno apanharam dela, por causa dessas provocações
Renata - não sei o que dizer sobre ela. Tenho o msn dela até hoje , mas a gente não se fala muito . Era morenta , cabelos lisos e que iam parar nas costas.
Rebeca - (ou Rebekka) - era a melhor amiga dela , usava óculos , e parecia ter sérios problemas emocionais, eu achava ela uma chata , insuportável.
Anna - bela garota, belo corpo e belos seios (é, até hoje eu lembro) , mas em virtude do meu comportamento (falarei a respeito dele mais tarde) , não ia com a minha cara.
Lilian - Outra que era muito bonita, mas, como era de praxe, eu não falava com as garotas dessa turma. Com algumas excessões , ás vezes com a Luciane, mas as vezes pra encher o saco dela tb, então nem sempre era uma convivência (com a Luciane) pacífica. Mas em 98 eu maneirei bem na dose , e, sei lá tive uma amizade mais cordial com ela . A Lilian era linda, mas , a gente nunca trocou uma palavra.
Carolline (ou Caroline) - em 1998 virou a ficante do Diego, eu creio que , o Diego gostaria até de ter namorado com ela , mas não rolou . Ela era bacana , cheguei a conversar algumas vezes, era bela tb, e os seios igualmente . (Hiahiah , não consigo fazer um comentário sem conotação sexual)
Gisele - Era linda . Mas , também , só conhecia de vista. Uma vez o Folha e mais uns garotos da sala vieram fazer um trote em cima de mim, e por pouco que eu não caí. Tipo , o Folha , ou algum espertalhão, colocou dentro da minha mochila uns recados amorosos assinados como "Gisele". Eles tinham a intenção que eu fosse falar com ela , pra , sei lá , de repente falar algo do tipo "vamos ficar" , ou coisa parecida. Mas eu saquei que era muito nada ver, uma menina com quem eu nem falava colocar coisas na minha mochila. No ano seguinte ela me deu um desodorante de amigo-secreto. Fiquei puto com aquilo e joguei fora o presente. (Depois vocês vão saber o por quê)

É isso aí , esses são os alunos que eu lembro desse ano. Tinham outros, mas pra citar só pra falar o nome , nem vale a pena .

Guilherme e Diego , tocavam violão , por isso fez-se uma ponte entre mim e eles e com isso a nossa amizade cresceu (Que frase gay), e, no ano seguinte quando eles traziam o violão eu também participava , com os conhecimentos que havia adquirido naquele tempo com a guitarra que o Andrey havia trocado comigo.

Ahh , tava esquecendo do clássico Luís Eduardo (ou Dudu, que era o apelido dele), junto com o Bruno Kasper e com o Filipe Guedes, formavamos um quarteto, era com esses amigos que eu mais conversava. Maioria das vezes a gente só falava merda, e algumas vezes , raras, coisas que prestavam.

Aliás o Luís chegou a escrever uma letra , ou duas , pra Gosma Metálica .
Eles não sabiam (a turma), que a Gosma Metálica era uma invenção musical, e , que na verdade , só eu fazia parte daquele "grupo" , que na verdade , meio óbvio, só tinha voz e teclado.

Luís Eduardo, era evangélico.
Ficou muito puto da cara, com a música LIG-LIG (que havia escrito pra Gosma Metálica), por citar o AGNUS-DEI (expressão cristã pra se referir a Jesus Cristo) de forma irônica , como uma instituição de fé de fachada, interessada mesmo em lucrar em cima dos fiéis enquanto , estes, ligavam pra igreja pra comprar uma vaga no céu. Eu era irônico sem querer . Minha intenção era somente ... sei lá ... queria fazer música. Mas como não entendia nada de teoria musical e nem de tocar teclado, fazia isso da pior forma possível.

Se eu não estou enganado, o Luís foi o primeiro a descobrir a farsa da minha "banda". Ou seja que ela não existia, e que era só um babaca cantando merdas non-sense atrás de um teclado tocado de forma totalmente aleatória. É que eu gravava as músicas em fitas k7, e , alguns dos meus amigos, entre eles Allan Propst, ficaram conhecendo aquelas filosofias "maravilhosas" e super "coerentes" da Gosma Metálica.

Mas quando emprestei a fita k7 a Luís Eduardo, tive de chantageá-lo , pra ele não espalhar para o resto da turma que a minha banda era uma farsa. E na verdade, aquele era um problema meu, que ele nem devia se meter .

Continuo no próximo post.

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