Domingo, Setembro 24, 2006

 

[P# 42] UM ANO COMPLICADO (Parte 4)

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Luta Suja - a versão original que eu começei e terminei em 1995 , com a capa toda suja e manchada

1995 , apesar de ter sido um mau ano na minha vida, foi repleto de acontecimentos diversos, por isso tenho que ficar esticando o post até a nonagésima parte, são muitas lembranças e muitas coisas relevantes . Va lá , vou falar nesse post, pelo menos a princípio , de algo que eu não queria esquecer. Foi o ano que eu começei a ter aspirações literárias e era influenciado pelos livros infanto-juvenis do Marcos Rey, aqueles publicados pela Editora Ática, da Série Vagalume.

A primeira tentativa minha de escrever uma história de caráter literário foi fortemente influenciada pelas leituras de um livro do autor citado acima, chamado Enigma da Televisão, no ano seguinte eu pegaria emprestado na biblioteca do colégio tbm os seguintes livros (entre outros dele que não lembro), O Mistério do Cinco Estrelas e Um Cadáver ouve rádio.

Enfim essa influência do livro Enigma da Televisão, me fez escrever "Não Outra Vez", história que tinha como protagonista eu e Diego, porque na época ele vinha na minha casa com frequência para jogar video game comigo nos fins de semana como já citei em posts anteriores . Quando ele parou de vir em casa , ele virou o antagonista da história, hehehe, e na história Luta-Suja, (que era uma HQ) , que tinha ele como personagem me vi obrigado a dar um jeito de eliminar ele da história , matando-o. Depois eliminei outros personagens e a história virou uma salada mista, como era a história de um torneio de luta (na verdade a história original do Mortal Kombat me influenciou bastante no roteiro do Luta-Suja) , apareceu o Akuma na história, mas foi tão sem sentido isso que morreu duas páginas depois com uma machadada que decepou sua cabeça . Machadada essa que fôra dada por um personagem que só foi aparecer la no final da história e se chamava Daniel, pq era inspirado num amigo meu que morava algumas casas abaixo da casa do Diego, no entanto , no mesmo quarteirão.

Sinopse da História "Luta Suja" (ilustração da capa acima) : Numa ilha, fora do planeta Terra, cujo o acesso só é possível através de um portal entre Terra e o Outro Mundo [esse outro mundo foi inspirado em out world da Série MK [OUT WORLD = Fora do Mundo] e eu coloquei como 'Outro Mundo' pela semelhança da grafia entre 'Out' e 'Outro' sabia que no final o pessoal podia fazer analogia com o MK e me chamar de plagiador, mas bahh, quadrinhos meus sempre foram só hobby sem intenção comercial , de forma que isso não me incomodou], deveria acontecer um torneio , o segundo Torneio Luta-Suja, uma vez que no Torneio anterior, havia sido instituído pelo fato de Deuses Zodiacais haverem interferido na destruição em massa que **** tinha feito na Terra, e então designaram Cactius, que até então era o Deus do Espinho , que alertou **** que na Terra, provavelmente haveria algum guerreiro valoroso que o enfrentasse em combate e acabasse com as ameaças que ele ,[****], representava ao planeta.Então confrontado com a situação **** (esse é o nome do personagem, mesmo) , ****, (que é um cão, que na verdade destruiu o planeta depois de uma experiência mal-sucedida de fazer animais falarem, e tornou-se violento, e usou de sua violência pra dominar o mundo) resolve, instituir o torneio "Luta Suja", para provar a superioridade canina dentre os demais guerreiros humanos. Em sua destruição do planeta **** aprendeu , a lutar os mais diversos estilos de luta do boxe ao sumô, tornando se assim um guerreiro invencível e de força suprema. Muitos lutadores dos mais variados estilos, resolveram então participar do torneio para acabar com o reinado de **** e destrona-lo do título de patrono do planeta. No entando , Diego havia ganhado o torneio anterior (o primeiro Luta Suja) , **** foi parar num mundo estranho e distante, no entanto, **** tinha uma aliança com Ricardo (sim o antagonista da história tem o meu nome) , para que no caso as coisas falhassem , ele desse um golpe e assumisse a liderança do torneio, encurralado com a derrota, Ricardo salta do lugar onde está sentado , e acaba arrancando os braços do verdadeiro vencedor do torneio, vencendo dessa forma , de maneira ilícita o torneio. Então Roberto, seu pai, e praticante de Kick Boxer, descobre então todas as suas tramóias, e que o filho havia tornado-se praticante de Ice Key com má intenção, matando o próprio mestre e subindo na profissionalização do estilo de luta de forma suja e deturpada . Todos esses acontecimentos aqui narrados, se deram antes do primeiro torneio, mas são subentendidos no segundo pelo fato de Ricardo conversar , logo na primeira página da história com **** através de uma gigantesca bola de cristal onde há a comunicação da ilha com o mundo estranho onde **** está preso e planeja regressar para tomar o poder.No entanto para que possa voltar a Ilha , **** precisa dos Cristais (que são 3) espalhados na ilha , pois esses cristais tem o poder de trazer **** de volta e restítui-lo ao poder. Ao longo dessa história todos os personagens, tanto do bem quanto do mal usam técnicas que justificam o nome do torneio , e cada um tem razões egoístas e particulares pra participar da segunda edição do torneio : são os participantes (os principais) :
Roberto : Pai de Ricardo, estilo de luta : Kick-Boxer ; está no torneio pois espera consagrar-se campeão pois só assim poderá vingar-se da humilhação sofrida quando Ricardo roubou seu carro e decidiu fugir de casa.
Edemar : Após Desafiar Diego no torneio anterior, perdeu e ficou humilhado. Prometeu vingança pela derrota sofrida. Quer matar Diego.
Diego : Desde o dia que Ricardo arrancou seus braços , quando havia vencido o torneio anterior, prometeu vingança ao seu algoz.
Ricardo : É o líder atual do torneio, enquanto a ameaça de **** não se concretiza, Ricardo almeja sua elevação ao posto de líder supremo do torneio, por isso quer a todo custo encontrar os cristais.
Ao longo da história todos os personagens aqui citados se trapaceiam , são sujos , e , utilizam se dos métodos mais sórdidos para conseguir os cristais perdidos pela ilha. Nisso surgem novos personagens na trama tentando atrapalhar o plano de cada guerreiro, Diego acaba sendo assassinado, caindo de uma ponte e tendo seu corpo perfurado por espinhos (isso lembra algo a vcs ?) , Roberto, recupera o carro que seu filho havia roubado no torneio anterior, mas depois de muitas trapaças e de sofrer uma espécie de 'tocaia' armada pelos outros participantes do torneio, Ricardo recupera os cristais, o portal se abre, mas acaba traindo **** com quem tinha o pacto de restaurar o poder , consolidando-se como líder mais forte do torneio . **** não aceita , e acaba lutando contra Ricardo para reconquistar o poder, mesmo tendo conseguido sair de sua prisão virtual em outro mundo maldito .Ricardo mata **** jogando uma granada no seu rival. **** acaba parando no inferno. É reverenciado como líder do torneio e manda erguer uma estátua em homenagem de seus feitos. Seu pai acaba consagrando-se como ator em um filme aclamado sobre Kick Boxer, algo no estilo
"A volta do Dragão". Ricardo casa com Samantha, sua companheira de tramóias e traí o pacto de divisão de poder com Cactius , pacto esse que previa a divisão do poder e controle da ilha entre os dois, caso Ricardo vencesse o torneio. Cactius promete voltar para se vingar. E assim termina a história.

Como tava muito mal desenhada , e com um monte de furos o enredo de Luta Suja, em 1999 eu escrevi o remake da história, alterando o enredo para o enredo acima, e, escrevi o que seria uma possível origem do torneio na sequência, chamada : A Verdadeira História de Luta Suja, o que não quer dizer , que entre 1995 e 1999 eu já não tivesse tentado , frustradas vezes, em 1996 , 1997 , escrever uma continuação da história, mas só fui conseguir isso no ano 2000 e concluir a história em 2001 ou começo de 2002 , não lembro. Atualmente a história está na sua quarta sequência, era pra ser uma trilogia originalmente , mas, acabei deixando o final de Luta-Suja 2 em aberto pra poder dar sequência em Luta-Suja 3 : A hora da vingança. Começei a história em 2002 , ainda está inacabada nos dias de hoje.

Foi a série de HQ que durante mais tempo eu escrevi, e a única série cuja eu sou vilão, o personagem que leva meu nome é vilão , e o meu irmão (nos quadrinhos né , pq sou filho único) o Marcondes é do bem . Isso se inverte na série Ricardo e Marcondes, que surgiu originalmente dos personagens da Luta Suja, tanto que meu pai (o personagem que leva o nome do meu pai) tem os trajes kickboxer e a fita na cabeça. E o meu personagem tem o visual que ele ganha no fim da história quando se apodera dos Cristais.

Já a sinopsse de "Não Outra Vez" é complicada escrever aqui porque é uma história de ficção com influência de literatura infanto-juvenil acrescentada da novela global que me influenciava naquela época. Depois, em 1996 eu daria continuidade a essa produção literária que era uma forma de passar tempo e meu hobby favorito, porque eu não saía muito de casa, meu maior entretenimento era o videogames. No ano seguinte eu escreveria O Motoqueiro Assassino e Assassinatos na Praça ambos usando pessoas reais como personagens , e estrelando a mim mesmo (personagem com meu nome) como protagonista, e como mocinho a única excessão a regra em que eu sou vilão é na Série Luta Suja.

Que droga, mais um post que me fez prolongar a narrativa sobre 1995 porque acabei fazendo uma análise das minhas obras :/ , mas valeu eu tinha que falar sobre isso, mas nos próximos posts prometo falar de acontecimentos mais relevantes tratando-se de 1995.

Continuo no próximo post.
Abraços a todos aqueles que tiveram paciência de ler a sinopse gigante sobre 'Luta Suja', heehhehehe
té mais.

Quarta-feira, Setembro 06, 2006

 

[P#41] UM ANO COMPLICADO (Parte III)

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Eu em frente ao poço de casa , 1995

Muito bem, continuando a narrativa de onde eu havia parado.
Eu sei que esse fato esta na biografia tbm mas não lembro em que ordem eu o coloquei :(
Resolvi num fim de semana , voltar a rua Matheus Leme , e , ao conjunto residencial Natália Moro, onde eu havia morado em 1991, na esperança de reencontrar a Sabine, e bater um longo papo com minha amiga de infância, pra saber como ela havia passado aquele hiato de tempo , em que, estivemos separados. Mas o plano não saiu muito bem da forma como eu havia planejado. Somente em 1996, quando eu ganhei mais autonomia pra sair sozinho de casa eu reencontraria a querida amiga de infância.

Encontrei aqui na biografia ,o ponto onde eu falo desse dia, e confirma ser num Sábado e pra minha surpresa maior, diz, que além de tudo, eu fui pra lá usando um óculos escuro. Bom, como na época fazia 4 anos do ocorrido, pode ser que minha memória estivesse mais ligada a esses fatos de menor importância, até porque eu não teria motivos pra mentir na minha biografia (pra omitir fatos até tenho motivos. Mas não pra mentir). Enfim, já não lembro mais, só lembro que coloquei a melhor roupa que tinha porque eu queria impressiona-la, até porque no fundo , no fundo eu tinha uma esperança de reatar a minha história com ela de onde haviamos parado. Na real a relevância disso é mínima, o que importa é que eu fui, acompanhado de minha mãe a minha antiga residência onde vivi quase um ano de felicidade extrema. Considero até hoje , 1991, o melhor ano de minha vida.

Seguindo ; conseguimos a liberação da portaria para adentrar no local após um morador do prédio deixar-nos por cortesia aberto o portão do hall de entrada. Nossa , o dia não estava muito bonito que eu me lembre, estava cinzento até, a cada passo que eu dava eram mais lembranças do meu passado que se iluminava em minha mente saudosista. Acho que quase chorei de emoção de voltar , 4 anos depois no lugar onde havia sido feliz e jogado a felicidade fora. :(
Enfim, eu lembrava que ela morava no segundo andar, mas na hora de apertar o botão do interfone com o número do apartamento dela eu senti, medo , vergonha, calafrios, não sabia o que me esperava. Minha mãe dizia :
"Ricardo , nós não viemos aqui por nada, não é ?"

Eu apertei então o botão. Mas não houve resposta. Não havia ninguém no apartamento, eu acreditei que tivessem saído. Eu olhei para as janelas do segundo andar e estavam fechadas. Não lembro se cheguei a pagar o mico de ficar gritando "Sabine, Sabine!" pra ver se alguém aparecia, mas minha mente evoca algo nesse sentido. Pela certeza não ser completa , não vou dizer que fiz isto. Ao mesmo tempo não to dizendo que não fiz, pq não lembro. Assim, acabamos saindo do local, sem o resultado que eu gostaria de ter tido . E do insight de ir lá , que havia sido provocado por um sonho, só me renderia frutos em 1996 como já disse acima. Fomos a uma lanchonete, esquina com o Shopping Müeller , que na época se chamava : "Pão Gostoso". Eu era assíduo frequentador dessa lanchonete na época, mesmo eles tendo pisado na bola uma vez comigo e esquecido do hambúrguer num X-Bacon. Não fiquei fazendo drama por causa disso, pedi outro lanche, e como minha mãe estava pagando , eles tiveram que fazer outro, mesmo eu tendo comido metade do primeiro. Mas isso foi num outro dia , e não nesse da minha ida a toa a antiga moradia.

Não me dei por satisfeito. Eu tava pensando muito nela. Tava até emocionalmente carente, mesmo sendo novinho , e, meus hormônios ainda não terem despertado. A saudades que eu sentia é que eram grandes. Os momentos de felicidade que a antiga amiga me propiciou não havia , e , até hoje não há , dinheiro no mundo que pague. O bem estar que ela me propiciou também , nunca houve outra mulher que me propiciasse novamente, pelo menos não de forma tão intensa. Não sei. Acho que ninguém foi tão importante assim na minha vida . Sei lá .Eu conheci o amor com ela. Mesmo que, de forma inocente , pura, e , sem nenhum tipo de contato físico, que sequer passasse o fato de uma vez andarmos de "mãos dadas" e ainda assim, ser importunado no dia pelo religiosismo fanático da minha mãe, que acreditava que a menina tava me pervertendo aos 8 anos de idade ¬¬. Até o presente ano , eu não havia conhecido (e creio que depois dela nunca mais conheci tb [:'(]... ) menina melhor ou mais legal que ela. Esse trecho ta uma babação de ovo do caralho , que ,quando , por exemplo, daqui há 2 anos eu for ler isso , vou ficar vermelho de vergonha. Foda-se. Vou pagar no futuro por ser sincero no presente. E tomara que meu futuro seja melhor pra que não tenha que ler isso e justificar a tristeza do presente, continuando infeliz no futuro. Aff, ao invés de narrativa isso aqui virou uma reflexão pessimista; voltemos : aquela noite, eu voltei a lista telefônica procurando pelo conjunto residencial e liguei pra quase todos os números do prédio , perguntando :
"Alô, gostaria de falar com a Sabine!" - e obtendo, como a maioria das respostas algo do tipo :
"Aqui não mora ninguém com esse nome!" ou "Não é daqui."
Era uma probabilidade matemática, na verdade eu tava indo por algum tipo de adivinhação, tentativa de erro e acerto. Uma hora eu teria que acertar. Mas vcs já leram minha afirmativa acenando duas vezes que não foi nesse ano que meus objetivos foram conquistados . Porém , vale a pena continuar a narrativa pois aqui acontece algo decisivo:

Depois de muito "não!" , quando eu estava quase desistindo, dei uma sorte :
"Alô, a Sabine está ?"
"Não, não é daqui não..."
"Ta bom ¬¬ ... obrigado mesmo assim!"
"Espera... Sabine ... não é uma loirinha ?"
"É!" - finalmente alguém sabia de quem eu estava falando.
"Que tinha um irmão mais novo ... o Lukas ?" - não ela não me diria que eles haviam morrido só pq citou eles no passado, fiquem relaxados.
"É!" - eu estava me animando bastante até que :
"Lamento. Mas a família dela não mora mais aqui!"

Meu mundo caiu . Mesmo assim, eu continuei:

"Mas eles mudaram de cidade ?" - desespero meu
"Não ! Continuam na região."
"É ... poderia me informar sobre o bairro ?"
"Sinto, não sei dizer. Não posso te dar essa informação"
"Ta bom ..." - óbvio que não tava nada bom - "... mesmo assim obrigado ¬¬..."

Eu não consegui conter minhas emoções.
Me bateu uma angústia, um desespero total. E eu começei a chorar. Não to brincando. Eu realmente chorei, acho que quando a senhora me informou que eles já não moravam maís lá, as primeiras lágrimas começaram a querer cair dos meus olhos, brotaram do nada. Infelizmente eu sou emotivo demais . Me abalo . E me fodo. Nossa o choro começou de forma silenciosa , apenas as lágrimas ... depois, já era ruidoso, ainda que eu tentasse abafar com os braços apoiados na cama. E meu rosto entre eles. Meus olhos chegaram a ficar vermelhos. Não havia chorado na morte da minha bisavó, mas desabava agora em função daquela situação que eu vivia. Minha mente como sempre me martirizava, e até hoje , meus mecanismos toscos de melancolia continuam os mesmos, minha mente é perversa comigo quando quer. São dois "eus" antagônicos lutando entre si. Eu pensava , 4 anos após a nossa história, como estaria ela , teria emagrecido? Engordado? Eu a reconheceria se a visse pessoalmente ???

Óbvio que eu não podia ficar chorando pelo leite derramado o resto da minha vida. E, confesso que , na Segunda Feira no Bento , eu não prestava atenção em nada, ficava viajando, pensando nela . Na minha amiga , que eu nunca mais tinha visto, mas me arrebentava o peito não ter informações dela. Até pq , no grau de importância que ela teve na minha vida, por mais que eu segurasse a saudade dentro de mim, não consegui deixar de torna-la personagem de minhas hqs, até , que , em 1997, eu tomei vergonha na cara, e fiquei com vergonha (que são coisas diferentes) dessa minha adoração desenfreada por ela ,e, mudei as personagens femininas que faziam par romântico com personagem que levava meu nome pra Samantha. De forma que na primeira semana , após esse telefonema, foi triste e doloroso pra mim , a lembrança dela me martirizando a alma. Mas o tempo passou , e, eu me conformei. Mas ela estava mais próxima do que eu jamais podia imaginar.

Continuo no próximo post.
Esse ficou muito extenso pra eu ficar falando de uma pessoa só (hunf, como se ela merecesse -- qta consideração com quem nem responde mais meus scraps ¬¬)

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