Quarta-feira, Agosto 23, 2006

 

[P#40] UM ANO COMPLICADO (Parte II)

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Diego e eu - 1995

Hehehe... Voltando a escrever o 'blogzinho da discórdia' - em posts futuro explicarei o porquê desta afirmação.

Mesmo que não consiga condensar tudo nesse post, tem temas a serem abordados a respeito desse ano que eu não gostaria de esquecer , alguns deles são :

* o início da Saga Luta-Suja (HQ de minha autoria inspirada em jogos de luta como MK e SF2
* Voltei a querer saber de Sabine


Existem mais 2 ou 3 pontos essenciais a serem lembrados a respeito desse ano, mas que , por enquanto me fogem a memória. Lembrando do todo , conseguirei mostrar a verdadeira relevância desse ano em minha vida.

Por enquanto - e assim será , até que eu fale sobre os primeiros acontecimentos relevantes de 1997 - eu sigo um roteiro que é a ordem em que os fatos aparecem na minha biografia original que foi em grande parte resumida pelo limite de folhas que eu tinha . Dessa forma, vou , então seguir o que está sendo narrado na biografia original, para mais adiante, entrar nesses detalhes importantes citados acima.

Terminei o post anterior falando a respeito de alguns professores do Bento. Como José Pedro, que lecionava Matemática, e Irlene, que lecionava (ou pelo menos era pra isso que era paga) História. De História naquele ano, posso dizer que , não aprendi praticamente nada pois tudo se resumia a decoreba. Não que o material didático fosse ruim, mas , as aulas eram péssimas. Questionários todas as aulas. Decoreba, decoreba, decoreba. Salve o ensino público brasileiro.

Como já falei, pra diminuir a chatice dessa aula, os resumos eram feitos em dupla. Eu geralmente me sentava com o Andrey e a dupla do Ricardinho era o Gilberto. Numa dessas aulas extraordinárias e de conteúdo profundo (pro fundo do vaso sanitário), em que a professora, mais uma vez, lia com empenho sua revista Carícia, ou qualquer coisa do gênero, lembro-me de a turma toda estar "festeando" na sala. Ninguém prestava atenção em nada , todo mundo só conversava , gritava , zoneava, só faltava cagar na sala de aula, mas o questionário , ninguém fazia. Nessa aula memorável se deu um episódio que foi no momento pelo menos bastante hilário para aqueles que participaram dele. :P

Eu não lembro o tipo de bagunça que EU estava fazendo. Se fosse hoje em dia , seriam coisas muito construtivas , como mostrar o dedo do meio para o professor enquanto ele não esta olhando, o fato era que eu também estava bagunçando feio na sala. Mas era só a professora voltar seu olhar para mim que , eu me voltava para os estudos, fingindo que tava copiando o ponto, ou fazendo cara de santo. \o/

Então, quando ela parava de olhar eu voltava a zonear.
O Andrey fazia caretas, eu também. Ao conversar demais, eu terminava por copiar de menos,enquanto Andrey apresentava uma habilidade maior de conciliar as duas atividades (fazer zona e copiar o ponto), do que eu, descoordenado por natureza em conciliar duas atividades diferentes.
De repente, me bateu um desespero e eu falei :

- Andrey. Deixa eu copiar !!!
- Já vai. Espera aí - disse ele, enquanto copiava e fazia alguma anotação
- Vai Andrey, tá acabando a aula ! - desespero , meu :P
- Só um momento...
- Porra Andrey! - supliquei eu , já no auge do desespero - Preciso copiar!

Deu-se nesse momento o fator cômico que eu havia citado acima ; ele parou de copiar o que estava copiando e me perguntou :

- Você quer mesmo copiar isto ?
- Quero !!!
- Então toma - e pegou e arrancou a folha do caderno que continha tudo que ele havia copiado e aí então me entregou a folha.

No momento daquele gesto , eu não me contive. Desabei a rir. Aquilo não podia ser verdade. Ele havia copiado tudo pra depois arrancar a folha do caderno. Fiquei vermelho, de tanto rir. Ele por sua vez também riu - não sei se foi por que só depois se deu conta do que tinha feito, mas provavelmente não, foi realmente algo muito engraçado. Porque era o inesperado. A partir daquele momento , não tinha mais como disfarçar, a professora percebeu que estavamos de palhaçada na aula dela. Mas , era , enfim uma troca justa , já que ela ficou de palhaçada conosco o resto do ano dando aquelas "aulas" medíocres.

Havia também o futebol que nós do quarteto éramos empenhados em praticar nos intervalos das aulas , no recreio. Acho que foram inúmeras as vezes que fizemos uma vaquinha pra comprar uma bolinha nova, porque esta sempre acabava além dos muros do colégio, e , não era sempre que alguém devolvia, ou que podíamos sair do Bento pra recuperar a pelota. Numa das vezes, o problema ocorrido foi que a bolinha furou. E no resto das vezes alguém sempre dava um chute que acabava indo para além dos nossos limites ; por ex, caía na rua , do outro lado do muro.

Brincavamos também de pegador.
Mas como nada é perfeito a nossa amizade também não era . Houve momentos que pisei na bola com meus companheiros de estudos escolares. Uma vez, eu, não me agüentei, quando, brincando de pegador, Ricardinho tropeçou numa tampa acimentada que havia num trecho onde só havia gramas e terra. Quando isso aconteceu, a brincadeira parou , Gilberto e Andrey racharam o bico com aquela situação, estavam com a cara vermelha de tanto rir. Eu não queria seguir o mesmo caminho, mas, o tombo dele havia sido realmente engraçado, e estou sendo sincero quando digo isso. Com certeza quem está lendo isso, e/ou , nos condenando pelo feito, talvez tbm o tivesse feito se tivesse visto o que estou narrando aqui. Primeiro eu tentei rir 'pra dentro' meio discretamente, mas não deu certo. Depois a risadinha virou risada e a risada gargalhada e ai formamos um trio de zombadores. Todo mundo tirando o maior sarro. Não me contendo em apenas rir, após isso, começei a simular o tombo dele em câmera lenta, como se fosse um replay, passo-a-passo. A gargalhada de Andrey e Gilberto aumentou significativamente nessa hora. Ficaram quase sem ar. Ricardinho ficou aborrecido com a situação e me rogou uma praga dizendo que um dia iria acontecer o mesmo comigo e quem iria imitar o tombo seria ele.

Vou começar agora, a desviar um pouco do roteiro que segue na biografia original pra falar a respeito de um dos pontos citados acima. Numa noite daquelas longínquas da minha pré-adolescência, eu sonhei com a Sabine. E , os sonhos tem um efeito em mim que eu não sei dizer. Alguns dependendo da intensidade conseguem estragar o meu dia tal a reflexão que eles me causam. Naquela noite porém, a reflexão , foi nostalgista. Eu sonhei com Sabine. Sonhei que ia visitá-la, no apartamento dela. E na verdade, apesar de tudo que eu "tinha vivido" com outras meninas, e por mais bobas experiências românticas de então, eu nunca havia a esquecido. Porque em mim ficou lembranças boas associadas a pessoa dela. Então nada mais natural que aquele sonho tivesse mexido comigo. Eu tomei então uma resolução. Iria voltar ao prédio onde eu havia morado até quatro anos antes para ver como ela estava . Demorou até que eu tomasse coragem, mas lembro de mim , antes de fazê-lo, procurando na lista telefônica o provável número dela, uma vez que havia perdido o número que ela havia me dado. Isso porque eu havia, no mesmo dia que ela havia me dado o número pedido pra minha avó guardar o mesmo em sua bolsa. Nunca soube o que aconteceu, mas o número sumiu.

Então num Sábado, eu coloquei minha melhor roupa, e , como, não era costume eu sair sozinho a não ser pra ir e voltar ao Bento , fui acompanhado pela minha mãe , num Sábado ou Domingo (me deem uma trégua , pq isso aconteceu a 11 anos atrás), até o prédio onde eu havia conhecido a verdadeira felicidade e momentos ricos em alegria da minha feliz infância.

Continuo no próximo post.

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