Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

 

[P#14] ERA FELIZ E NÃO SABIA...

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Trecho da biografia original, cheio de erros de concordância, e exageros, esse trecho remete ao post de hoje

E alguns dias se passaram após o episódio da 'armadilha'.
Como falei, era começo de ano, então subentende-se que era um período de férias escolares , e etc e tal.

Eu conheci muitos "coleguinhas" de infância aquela época, alguns(as) tiveram uma importância relativa , mas não mantive contato com nenhum deles . E outros eram chatos pra caramba e ainda bem que não mantive contato. :)

Conheci mais alguns amigos , geralmente crianças mais novas do que eu ou da mesma idade.
Quando pequeno eu gostava muito de desenhar , e, tbm de escrever, sempre foi uma 'passion', eu gostava , era um tipo de hobbie que eu tinha assim como descer para brincar com meus colegas no playground e minha vidinha social etc,etc...

Meu avô como havia trabalhado alguns anos na empresa Dedini S.A , ele trazia pra casa algumas vezes alguns cadernos dessas empresas.
Eram cadernos grandes e bons , com muitas páginas. Minha vó usava a página deles pra mandar cartas e eu pedia de vez em quando uns pra mim pra eu ficar fazendo uns rabiscos ou escrevendo pequenas histórias (é a grande história mesmo é essa aqui :P).

Muitas vezes quando não tinha ninguém no playground eu descia com meu caderno e ficava desenhando por lá , sentado nos bancos das mesas de xadrez. Isso quando não aparecia um grupo de adolescentes pra me pilherar. Era o meu inferno. As aulas no Martinus ainda não tinham começado pra ocupar minhas tardes.

Como falei antes da amiga Nicole que era mais nova do que eu (não sei que fim levou e não tenho link dela no orkut)e tinha o pai desenhista e uma avó ... não sei pq mas parece-me que ela era bem conservadora e chata . Mas não tenho como ter certeza disso quase 15 anos depois de ter a conhecido (mesmo que superficialmente).

Era manhã.
Não lembro se ainda estava em férias, mas um dia ,
estava com a Nicole... eu estava com meus brinquedos ...
Lembro principalmente que eu estava com um macaco meu da estrela que soltava uns grunhidos quando vc apertava a barriga dele. Era meio de pelúcia e meio sei lá ,meio de ficar apertando... era estranho... mas eu curtia... agora me bateu uma leve lembrança que eu queria completar a família toda , (é , essa era uma boa estratégia da Estrela pra faturar em cima da gente) pq tinha várias versões do mesmo brinquedo. O meu era um que tinha o macacão azul. Mas acho que eu cheguei a ter o Jr. tbm. Nem lembro mais ...

E toda essa história do macaquinho acabei desviando do assunto principal, que era de um ocorrido alguns dias após a armadilha aprontada pelos teenagers bobalhões.
Enquanto brincava ali com Nicole , e, a avó dela cuidava da mesma ... (sempre descia com ela quando ela ia ao playground)ouvi o barulho da escadaria do bloco B de novo.
Então a avó dela exclamou :

- Olha só ! Chegou quem vc tanto gosta de brincar !

A partir dai em diante me da um branco horrível na cabeça e eu não me lembro mais o que aconteceu. É como se tivessem queimado essa parte da fita :P. E não tivessem restaurado o seu conteúdo original nem com as melhores técnicas de recuperação de dados. Mas lembro depois dela indo embora (a Nicole) com sua avó, pois sempre iam embora perto da hora do almoço ou por qq outro motivo . Dessa parte em diante a fita está emendada com o que contei antes, e lembro que a sequência foi a seguinte :

Eu estava em pé com o brinquedo na mão.
Sabine e Lukas estavam próximos de mim.
Sabine pediu-me para dar uma olhada no brinquedo, e saiu correndo com ele, foi se esconder sei lá onde .Eu era mimado , e óbvio que com toda a educação que eu tinha e com os mimos de infância, mais a minha personalidade meio "não toque no que é meu", ahuaahauahau, eu fiquei muito puto com aquilo, Lukas me olhava. (Calma com os pensamentos pornográficos) . Eu muito surpreso com aquilo perguntei :

- Garoto! Qual o nome da sua irmã !
- Sabine - respondeu ele , mas eu não tinha ouvido direito
- SabinA ???
- Não ! SabinE!!!
- Ah. Obrigado...

Corri atrás do que era meu (to falando do brinquedo).
Fui chamando e gritando pelo nome dela .
Depois disso pra variar eu não lembro o que aconteceu... só sei que recuperei o macaco de alguma forma . E nem lembro qual foi a idéia dela de fazer aquilo.
Mas foi a partir desse dia que nós passamos a nos conhecer melhor. A gente iria se tornar amigos muito legais. Nossa amizade iria , mesmo a gente sendo apenas crianças, se tornar uma amizade muito legal. Mas ... isso foi sendo construído com o tempo. (E depois destruído pelos anos) :(. Acho que a gente trocou uma idéia de leve aquele dia perto da casa do zelador.

A gente partilhava de alguma coisa em comum, o que ajudou a fortalecer a nossa amizade, talvez o fato de eu sempre descer no playground e me encontrar com ela e o irmão dela pra brincar nas manhãs dos dias de semana (e as vezes alguns fins de semana tbm) tornaram nossa convivência em algo muito agradável.A nossa afinidade foi grande.

Enfim chegou os períodos das aulas e começei a cursar a segunda série no colégio Martinus (ótimo!!! muito bom!) ela tbm estudava num colégio particular o Divina Providência , no Martinus fiz algumas amizades interessantes tbm como a Rafaela que viria a se tornar minha melhor amiga no colégio. E por causa disso eu ouviria muitos comentários maldosos , do tipo "Namoradinho"... uma vez a situação chegou a um extremo de eu ter que bater em um garoto pra ele parar de me irritar com essa história . Fui pra diretoria . E a Rafaela ficou notavelmente triste...

Continuo no próximo post.

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

 

[P#13] " ELA ME FAZ TÃO BEM, QUE EU TB QUERO FAZER ISSO POR ELA(...)"

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Rua 24 horas , atração da noite Curitibana , foi inaugurada dia 12 de Setembro de 1991

1991. Esse ano tem uma importância grande na minha vida.
Porque as experiências que vivi nele foram inesquecíveis e talvez tenham até ajudado
a moldar o meu futuro caráter ou a minha visão da vida amorosa , mesmo que de forma inconsciente , e mesmo que o reflexo fosse apenas a longo prazo.

Em Fevereiro como já disse no post anterior nós nos mudamos para o edíficio da Rua Mateus Leme , conhecido como Natalia Moro.

HISTÓRIAS DE PLAYGROUND

Não tenho nenhuma foto do edíficio mas se não me falhe a memória ele era composto por quatro blocos, sendo que a minha família morava no terceiro andar do Bloco B. Não lembro o número. Lembrar disso 14 anos depois eu ia merecer um Oscar tbm de melhor memória do mundo . Havia um espaço verde , com muita grama pras pessoas correrem, brincarem de pegador (não no sentido malicioso) , e enfim. Esse pátio dividia o terreno com o mínusulo playground do prédio que ficava dentro de uma esfera cimentada oval coberta por areia onde ficavam as balanças , o carrossel, o escorregador , umas mesas de xadrez . O resto do terreno era a garagem que ficava entre as pilastras do prédio.

Num dos primeiros dias que fui lá pra visitar enquanto meu pai e meu avô pintavam as paredes do prédio , já rolou confusão com os adolescentes de lá que viviam arrumando briga com todo mundo. Não lembro direito qual foi o problema. Só lembro que pegaram no meu pé desde o começo. Era a "turminha do mau".

Devia ser fevereiro , quando , numa manhã de sol (sim eu lembro que fazia sol) e eu encontrava-me tranquilo balançando-me sobre uma das balanças do "play". Nisso chegaram uns rapazes e cavaram um buraco na areia (não lembro se eles usavam algum tipo de colher) o detalhe interessante é que o buraco que eles haviam cavado se encontrava na frente do escorregador. Então após alcançarem o banco de argila abaixo da camada de areia , encheram o de água e cobriram a 'cilada' com um papelão e sobre o papelão voltaram a cobrir com uma camada de areia e estava preparada a "armadilha".Notando minha presença pediram pra que eu não alertasse ninguém a respeito da armadilha . Eu disse que não contaria.

Após o almoço desci novamente no "play", e voltei pra balança. Durante um tempo pude apreciar a minha solidão contemplativa , olhando fixamente pra areia, me lembrando do 'trato' que havia feito com aqueles teenagers.

De repente ouço o barulho da porta abrindo . Eram duas crianças como eu . Era uma menina da minha idade e o irmão mais novo dela . O garoto se eu não me engano vestia um uniforme do Paraná Clube. Ou seria do Coxa ? Bom só lembro que não era do Atlético PR. (Ainda bem).

Vendo meus futuros 'vizinhos de condomínio' percebi que se dirigiam ao escorregador , sai da balança e fui alerta-los :
- Cuidado com a armadilha - e apontei.
A garota me respondeu :
- Ah! Mas já deve ter secado - ela já subentendeu o tipo de armadilha que lhe aguardava - provavelmente devia ser uma prática repetitiva ou uma brincadeira idiota que o pessoal não tinha percebido que já tinha perdido a graça e ninguém caia mais nesse tipo de cilada.

Após esse breve diálogo , ela e seu irmão se retiraram do local e subiram de volta ao apartamento em que moravam (que era no segundo andar e tbm no bloco B). Eu continuei na balança.Depois os rapazes desceram novamente (eles haviam espiado o ocorrido da janela do apartamento deles) vieram tomar satisafação comigo e disseram que eu tinha escapado por pouco de ter apanhado deles . A covardia imperava desde essa época já . Mas enfim. Foram conferir a armadilha e viram que com a alta temperatura a água havia sido sugada pelo buraco.

As pessoas a quem alertei a respeito da cilada eram respectivamente Sabine e Lukas , o irmão dela . Não os conhecia. Aquele foi o primeiro "contato imediato de primeiro grau" que fazia com aquelas pessoas . :P

Mas assim como o orkut tem o "grow your network" eu começei a conhecer pessoas relacionadas , mas que , não sabia que tinham relação direta com essas pessoas que eu havia 'ajudado' ??? (não sei se é o termo) como crianças mais nova que eu . Como falei no post anterior, quando pequeno eu era extrovertido e não tinha medo de fazer novas amizades, minha cabeça era pura (meu coração nem tanto) existia uma vizinha chamada Nicole, que morava com os pais e com uma avó se eu não me engano. O pai da Nicole era desenhista profissional e fazia uns desenhos muito bacanas nos meus cadernos que eu usava pra desenhar , escrever e outras coisas .

Nesse ano eu começei a frequentar o colégio Martinus , de ordem Luterana , mas muito melhor que o católico e odiável Santo Antônio na qual cursei minha horrível primeira série em 1990. O estudo no RJ é mais puxado que em Curitiba, e eu vim pro Martinus sabendo fazer um monte de coisa (que prestasse eu digo, e de característica educacional) que crianças daqui ainda nem tinha visto, umas contas mais avançadas em matemática e umas regras de português tbm de um nível mais alto. No colégio fiz bons amigos , mas falarei da minha vida colégio-apartamento-outras-coisas no próximo post.

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