Domingo, Novembro 06, 2005

 

[P#12] "NADA DO QUE FOI SERÁ (...)"

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Ligeirinho parando na Estação Tubo

Como falei no post anterior, minha vida no Rio de Janeiro findava ali.
Não mais voltei a cidade nem mesmo para uma visita breve (o que é uma pena).
No entanto, para poder falar de 1991, tenho que concluir as lembranças do que havia
se passado no final de 1990, quando eu e minha vó, finalmente chegamos em Curitiba.

Lembro-me de que passei o Natal daquele ano , na casa da minha bisavó Fernanda (já falecida :S ), e lá como sempre , acontecia todo ano, eu ia esperar o Papai Noel chegar por algum lugar . Daí , alguém me disse, (isso faz tempo por isso não lembro quem) que o Papai Noel tinha chego e tava pulando a janela do quarto, ou algo parecido. Ai eu ia correndo ver (como sempre) e só restavam os presentes que ele tinha deixado em cima da cama . Eu sempre caia nessa até descobrir que ele não existia. Mas eu não acho ruim não. São boas essas lembranças... minha infância foi
muito feliz e bem aproveitada, não tenho do que me queixar (talvez eu tenha só do
que arrepender por algumas atitudes não tomadas) naquele ano não lembro o que eu
ganhei do "Papai Noel". Era uma pira de colocar uns pinos numa tela. Mas depois
no shopping Müeller, ganhei do meu pai uma Ferrari de controle remoto. (Era muito massa... lembro ainda hoje do carro, que as rodas viravam e tudo). Mais um brinquedo pra minha mini disneylândia particular. E não falo isso com remorso não, mas talvez
isso de ganhar muitos presentes na infância tenha refletido em algo não muito
positivo na minha personalidade a longo prazo. A medida que eu for contanto a minha
vida acho que vcs vão entender ao que me refiro.
Quanto ao esquema de ganhar dois presentes é qeu era assim...
eu sempre ganhava um presente do "Papai Noel", e tbm um do meu pai.
(É meu pai gastou um monte sim...)

Já estavamos no final de Dezembro de 1990 , e, naquela comemoração do Natal, eu
lembro de ter visto um mini reprodutor de slides , que não sei o nome
mais é um daqueles de segurar na mão e fechar um dos olhos pra ver de perto.
Comi queijo suiço pela primeira vez, e nunca esqueci, ta certo que, era uma das
poucas vezes que eu teria comido isso na vida (pelo menos até hoje) mas valeu a
pena e valeu a lembrança.

Eu passava dias na casa da minha bisavó , até que , meu pai e meu bisavô , terminassem de pintar as paredes do apartamento para o qual nós iriamos nos mudar.
Natalia Moro. Que fica no Centro Cívico, próximo ao Shopping Mueller. Acho que , sinceramente, foi o melhor lugar que já morei, talvez pelo fato
de 1991 ter sido o melhor ano da minha vida. (:S). Era um apartamento não muito grande , mas onde , eu conheci uma pessoa que , de certa forma me influenciaria por muitos e muitos anos - e que hoje nem responde meus scraps , mas como diz uma amiga , que, por coincidência nasceu nesse ano tbm, "É a vida!".

No entanto antes de finalmente , eu, mudar-me pra lá com meu pai e com meus avós, passei como já disse uns dias na casa da minha bisavó, onde eles voltavam pra dormir após um dia fatigante de pinturas . Pelo que me contaram o antigo morador deixou o prédio com umas cores bem malucas, uma parede em azul, outra em rosa, outra em amarelo, enfim uma "beleza".
E lembro que certo dia, minha bisavó foi dormir a tarde depois do almoço, e, não resistindo, acabei pegando uma das escovas de dentes dela e escovei os meus. Ta certo que não é uma prática higiênica, mas, mesmo desde pequeno, eu nunca gostei de
ficar com "bafo" após a refeição, e muito menos gosto (gostava) de ficar com a sensação de "to com bafo" na boca.

Por muito tempo o slogan de Curitiba foi a da "Cidade Ecológica", e uma das manifestações mais "criativas" era a do Papai Noel verde de Curitiba, numa alusão
que até o Papai Noel daqui era ecológico, como era criança e vivia num mundo de fantasia/realidade achava aquilo legal. Hoje em dia eu penso quanta grana jogada fora ao invés de investir em coisas realmente úteis. Mas enfim... só dava Papai Noel verde (aquele ano) nas ruas de Curitiba. A prefeitura tinha várias "iniciativas" para combater a sujeira na cidade aquela época, eram as campanhas do "Lixo que não é Lixo" com latas customizadas na rua, (geralmente na cor verde) , pra separar o que era reciclável do que não era. Enfim, eram muitas manifestações...

Nessa época eu ficava deslumbrado com Curitiba. Achava uma cidade maravilhosa.
Ainda mais porque eu tinha saído do Rio de Janeiro, mas , sempre sonhei em morar aqui.(Como eu era retardado).
Hoje em dia eu ... acho que a cidade devia ter mais enfase na primeira sílaba. Não suporto o tempo frio daqui. O pessoal é muito fechado. Talvez de certa forma as pessoas que moram aqui tenham influenciado negativamente na minha timidez, e , acompanhando essa sociedade talvez eu tenha moldado um jeito mais "instrospectivo" de ser. Mudei muito . Mas essa questão do frio da cidade, do excesso de chuva me tira do sério. Nesse ponto o Rio de Janeiro é bem melhor, é 40 graus na cabeça quase todo dia. Do jeito que eu gosto. Tenho ódio lazarento de frio e de chuva, que me cortam a iniciativa pra fazer as coisas. Me deixam de mau humor. Eu sou um cara mais tropical, curto temperaturas elevadas, praia, etc, é óbvio que nunca me acostumaria com o tempo de CUritiba. Mas confesso que a cidade há 14 anos atrás era bem melhor tbm. Havia mais alegria de viver. Não sei... ou era tudo uma merda desde sempre, mas, quando cresci que percebi isso. Mas acho díficil de crer nessa segunda possibilidade.

Já havia contado para vcs em posts anteriores das minhas histórias com as meninas que surgiram na minha vida . Mas até agora não havia tido nenhum aprofundamento (sentimental) que levassem vcs a entenderem direito essa relação. Em 1991, começou uma outra história. Como falei quando eu era pequeno , eu era diferente, (pra melhor), era mais "contagiante" (puta que pariu que termo gay) , e mais "influenciante", sei la eu tinha mel em algum lugar porque as meninas sempre gostavam de mim. Depois os anos passaram e tudo mudou, mas essa é uma história pra ser contada mais pra frente . O importante é falar do "presente passado" nesse momento. Falarei a respeito dessa relação nos próximos parágrafos.

Mudamos então para o Natalia Moro , Edíficio no qual fiz uma quantidade relativa de amigos , (naquela época 'coleguinhas') , da minha idade, a maioria perdi o contato, e, sinceramente, nem valeria a pena ter contato com eles até hoje, mas enfim, começava ali uma nova história na minha vida . Uma nova fase.
Eu era a antítese do anti-socialismo, eu conversava com todo mundo, até com o zelador do prédio. Tinha um certo nível bom de popularidade, mas, como nem tudo eram flores, isso acarretou tbm uma grande carga de inveja. Acho que era inveja da minha
felicidade. Porque essa é uma época que posso afirmar com toda a certeza que era feliz.

Eu poderia citar N nomes de amiguinhos que fiz, como Samuel e Daniel, que depois mudaram pra um prédio na esquina, mas vou sintetizar os acontecimentos para poucos nomes para melhor compreensão de fatos relevantes. Havia no prédio, já que é pra citar, alguém que valha a pena, a Tassiana, e o seu irmão Gabriel (que era 2 anos mais novo que ela) , já ela tinha a mesma idade que eu. Conheci a família do zelador, na verdade eram 2 zeladores que trocavam de turno. Um negro, e um outro branco, que morava no fundo do terreno do prédio com a família.

A pessoa que me influenciou e que me deixou com boas lembranças dela era uma garota tbm. Da minha idade, que depois eu viria a descobrir que já era amiga de Tassiana.
Conheci-a de um modo bastante retardado, pra falar de uma forma realista. Mas criança não tem noção das coisas mesmo e por isso muitas vezes só faz merda. E as vezes nessas merdas que acontece algo que tu vai lembrar por muitos anos e postar num blog 14 anos depois , hauahauahauaahauahauahaauahaua... mas enfim, foi a melhor e mais sincera amizade que eu fiz naquele prédio.

Conto mais no próximo post.

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