Quarta-feira, Agosto 17, 2005

 

[P#11] 1985-1990 PARTE FINAL

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Estante do meu pai nos anos 80 : fitas VHS, aparelho de som com grandes caixas acústicas, fitas K7, televisor de 14 polegadas rodando o jogo Enduro do Atari

Como apanhado geral desse fim de década de 80 e começo dos anos 90 faltou eu falar um pouco mais a respeito de mídia , o que eu assistia, esse tipo de coisa. Desde pequeno eu sempre vi as novelas da Globo, que Rei Sou Eu, Pátria Minha, e lembro de takes da novela Tieta do Agreste com Elias Gleiser (naquela época o cara já era velho) numa das cenas iniciais parando o ônibus para ir fazer xixi. Essa é a principal cena de Tieta que lembro. Eu gostava também da TV Pirata (humorísitico antecessor ao Casseta e Planeta) embora não entendesse nada, eu , gostava muito das atuações de Diogo Vilela e Débora Bloch. Também tinha a série pra se assistir a tarde da dupla Juba & Lula, mas se eu não me engano o nome da série era "Armação Ilimitada", algo assim... já em 1990, o pessoal aqui de casa era mais fã de assistir Manchete , por causa do sucesso da Novela Pantanal. O SBT , graças a Deus, pegava mal aqui em casa e passavamos bem sem as bizarrices do homem do baú.

Mas , creio, que eu vim a conhecer a vovó Mafalda e o Bozo ainda no Rio de Janeiro mas não lembro de detalhes como amigos meus que lembram do Papai Papudo e outros, lembro-me do Fofão, que se não me engano era transmitido pelo canal bandeirantes, mas não boto muita fé. Toppo Giggio de quem eu tinha até quebra cabeças, aliás a maioria dos meus brinquedos ou era da Grow ou eram da Estrela , com excessão dos caminhões da Elka , os quais eu era muito fã , e adorava...

Ainda no Rio de Janeiro, creio eu , pelos idos de 1989, meu pai comprou um Master System, nisso a gente já tinha o msx, e já tinhamos também o clássico Atari que fez nossas alegrias em outros tempos ...era a vez da SEGA entrar em minha vida . Ela começou cedo. O primeiro jogo que vinha na memória do Master System , se eu não me engano era o clássico Hang On, inspirado no arcade da Sega de mesmo nome. Tinha um outro jogo que vinha com uma pistola que era de matar um pato, e um outro de tiro do Rambo que eu só acertava os inimigos quando eu encostava a pistola no televisor graças a minha mira tonha. =). Tinha também os óculos 3d do Master System que eu nunca cheguei a ter.

Eu tinha uma verdadeira paixão por videogames, entrar na casa de fliperama dos shoppings do Rio de Janeiro então era uma alegria sem tamanho. Lembro-me muito dos tempos em que após um lanche no Bob´s (nem só de McDonald´s viverá o homem) iamos para a sessão de jogos do shopping. Havia um lugar ali cheio de arcades dos mais diferentes tipos , mas minha alegria estava em fazer barbeiragens no Out-Run. (Tbm da Sega). Eu disperdiçava as fichas jogando a Ferrari na água com isso eu não conseguia tempo suficiente pro próximo check point, posso dizer que nos anos 80 , Atari, MSX, Master System e os Arcades em geral fizeram minha alegria enquanto gamemaniáco , fanático por videogames, mas essa minha febre por videogames estava apenas no começo ela duraria até fins de 1996 , por ai... em outros lugares conheci arcades como Super Monaco e After Burner , que tornaram-se clássicos e inesquecíveis.

Hmmm... quanto aos outros assuntos , eu não sei como acabou direito minha história com Juliana, mas era certo que em Dezembro de 1990 nós já tinhamos feito nossas malas , chamada uma transportadora de imóveis (Acho que foi a Graneiro na época) e tudo estava envolto por plástico bolha ... e tinha sobrado um grande pedaço que eu adorava ficar estourando ...era muito legal , por que sempre que vc pensava que tinha estourado todos sempre sobrava uns pra estourar um pouco mais. Eu ia ter bastante plástico pra estourar no ônibus , enquanto a viagem longa e enfandonha não findasse . Mas de repente, me toca a campanhia um coleguinha escroto pra se despedir de mim e pediu para que desse o plástico bolha pra ele. Óbvio que eu pensei comigo mesmo 'No way your motherfucker', não propriamente nessa língua, mas pensei. Ai aparece minha vó, e ela percebeu que eu não queria dar o plástico bolha pro menino.
Ai ela deu pra ele o meu plástico e disse que ele fizesse bom proveito, ai fui reclamar com minha avó e ela brigou comigo dando uma justifica mais do que tosca:

- Vc tem tanto brinquedo ! Vai fazer o que com isso ? O garotinho não tem nada.

São coisas como essas que a gente não esquece nunca mais e fica com neuras na cabeça pensando que o futuro poderia ser melhor se certos eventos como esse não tivessem ocorrido... anyway... o menino levou meu plástico embora... grande amigo... só faltava dizer : "é minha recordação!", ahhh essa época eu não sabia usar a dedada ainda...

Antes da gente se mudar , ocorreu o evento da Copa do Mundo que eu citei no outro post. Eu acho que cheguei a assistir na casa de uma vizinha de cor , junto com minha avó e outros vizinhos um dos jogos em que o Brasil perdeu (acho até que foi o da eliminação) eu não entendia as coisas direito , mas lembro da tela verde (por causa do gramado) e dos jogadores correndo, e do pessoal irritado : "Vai, filho da puta!!!"

Muitos vizinhos já sabiam que a gente se mudaria, e, que, só não nos mudamos antes por que eu precisava concluir os estudos , o primeiro ano pra não haver uma defasagem no ensino, então continuei no tosquíssimo colégio Santo Antônio, para concluir a primeira série com péssimas lembranças daquele lugar. Até as árvores do bosque do colégio eram escrotas, lembro de certa tarde esperar o ônibus escolar pra voltar pra casa quando cairam umas coisas estranhas no meu pé ... não eram espinhos , como tem aqui umas árvores em Curitiba , era um troço bizarro, parecia um polvo , mas a estrutura era seca , nem sei que porra é aquela, se eu achar uma foto um dia eu ponho aqui pra exemplificar. Na boa, dava medo daquelas coisas medonhas caindo daquelas árvores a noite. Se bobear tive pesadelo com esse tipo de coisa.

Uma vez, no Santo Antônio um moleque escroto , não lembro como , conseguiu grudar chiclete no meu cabelo... foi um inferno pra tirar ... tive até que passar um líquido na cabeça pra sair ... meus avós tiveram uma trabalheira tremenda pra tirar aquilo da minha cabeça.

Depois que perdeu minha guarda minha mãe vinha me visitar no ap. mas eu nunca mais quis viajar com ela pra Cosmópolis. A gente saia, sempre com meu pai junto por preucaução , e ia em shoppings, parques, compravam presentes para mim, e depois eu voltava pra casa e minha mãe depois de uns dias voltava pra Cosmópolis onde ela estava morando e trabalhando na fábrica de tecelagem da Teka.

Alguns dias antes , algumas pessoas vieram (meus coleguinhas de prédio) se despedir de mim , entre eles , a menina da carta , que até conseguiu balançar meu coração com aquilo ...


Eu na esquerda, e Ana Beatriz na direita . Não perguntem o porquê do figurino... eu não sei, acho que era um salão de Carnaval mas não posso confirmar . Vendo os créditos da foto eu vi que tinha escrito o nome da menina errado. É Ana Beatriz com um N só. Mas ela era tão chata que merece até que escrevam seu nome errado. Detalhe na foto pra minha cara de chateação ao lado de Ana. E preste atenção também na minha mão esquerda. Parece que estou paralisado de raiva, haauahau...

Outra das pessoas que me deram "Adeus", foi Ana Beatriz (foto) quando estavamos sentados em uma mesa do playground e ela dizia :

- Vou sentir sua falta...

Eu nem lembro o que respondi pra ela , ou se eu respondi alguma coisa, sinceramente eu tava cagando e andando e capotando pra ela...se marcar pensei "Fuck you", hauaahau, mas realmente , dela, não senti nenhuma falta quando mudei. Era até um alívio .

A Juliana nem lembro tbm se me despedi, que fim levou... só lembro que senti faltas dela sim, e a menina que me escreveu a carta e pediu pra eu guardar pra sempre tbm senti falta, mas, na minha organização esplendorosa, nem sei o fim que levou a carta que ela me deu.

Já que citei a Juliana lembrei, que , numa das visitas que minha mãe me fez no Rio de Janeiro, e desceu ao Playground aprontou uma coisa feia entre mim e Juliana, que me deixou muito irritado, não lembro se eu tinha ido apresentar a Juliana pra minha mãe mas foi o pior erro que eu fiz, minha mãe sempre se meteu nos meus 'affairs' digamos assim desde cedo, deu um jeito de bajular a Juliana e ela (Juliana) já não brincava mais comigo naquele dia; meu sangue ferveu, acho que a paparicação da minha mãe começou depois que ela tirou uma foto de nós dois juntos. (De mim e Juliana). Aliás minha mãe tem essa foto até hoje. Eu tenho que conseguir ela pro meu blog urgente. Vai ser de uma importância documental infinita pra esse blog. Num gesto estranhíssimo eu me afastei de todos e fiquei de mal com a Juliana, ai meu pai veio me perguntar o que tava acontecendo, eu já tava irritado com a situação e falei que tava de mal com a Juliana, meu pai quis saber por que , dai Juliana falou que não estava "de mal" comigo e toda uma situação muito chata foi acontecendo... mas eu não lembro direito o por que da razão de eu ter ficado tão perturbado... só lembro que foi obra de minha mãe.

Meu avô por essa altura já estava morando em Curitiba , enquanto , meu pai e minha avó aguardavam o fim do ano , para que pudéssemos passar o Natal e o Revéillon já em Curitiba.

Acho que o último dia que estive no Rio de Janeiro foi quando o pessoal estava retirando os móveis lá do apartamento e tudo estava sendo encaixotado e envolvido em plástico bolha... e vc começa a falar , e, começa a ouvir o eco da sua própria voz , e foi a última vez que me troquei naquele apartamento. Eu estava com o coração dividido. Metade de mim ia embora feliz , porque eu tinha um certo encanto por Curitiba, achava uma cidade maravilhosa (isso explica o por que de eu não ser um morador de lá [de lá que é aqui hoje em dia]) e ver tudo como uma maravilha. Outra parte tinha ficado muito triste de mudar, e , não ver mais os amigos, e principalmente não ver mais as amigas... a partir daquele dia eu tinha consciência que nunca mais veria Juliana. E na época isso tinha certa importância sentimental pra mim. Não sei se chorei, mas ,ainda pesava o fato da carta da outra menina...

À noite , fomos a rodoviária e embarcamos no ônibus pra Curitiba, eu nunca mais voltei ao Rio de Janeiro desde então. Esse foi um ciclo que se encerrou na minha vida. Agora estaria por vir uma nova fase...

 

[P#10] 1985-1990 (Parte VI)

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Essa é uma figura em 3d que criei no Corel Draw [mas tive de refazer em 2009 (jan.07) no Paint] para exemplificar melhor o que eu tinha falado sobre o playground do meu prédio , os números 1 e 2 correspondem a construção do fundo (blocos 1 e 2) e os números 3 e 4 a construção da frente , (blocos 3 e 4) ambas as construções estruturavam suas colunas sobre o playground e abaixo dessa estrutura tbm estava a churrasqueira, o salão de festas e o salão de jogos, além do é claro, acesso as piscinas , o número 5 representa o "vão" que há entre as construções , onde só há chão na saída dos carros das garagens que se localizam no térreo , o número 6 à esquerda representa o pátio infantil, onde havia tbm o escorregador , o carrossel, etc, o número 7 representa a quadra de futebol e os números 8 e 9 as piscinas respectivamente rasa e funda (crianças e adultos), abaixo tem uma foto do prédio onde da pra entender melhor

Pelo post anterior eu percebi que não consigo sintetizar nada , e pela legenda da gravura acima isso se confirmou completamente. Eu espero aqui, abordar todos os temas que ainda não abordei e fazer uma conclusão sobre esse período da minha infância, essa primeira metade da minha infância que vivi na Cidade Maravilhosa, de roubos mil , :). Bom, continuando de onde parei então , a história 'romântica' com Juliana...

Existia no Rio de Janeiro , deve existir ainda se não tiver falido, um clube chamado Marapendi , que é um grande espaço , com piscinas , hípica, judô e outras 'cositas mas', uma vizinha ,amiga da minha avó recomendou o clube para a nossa família se associar , essa vizinha tinha uma filha muito chata, um verdadeiro porre, chamada Anna Beatriz, um dia ela (Anna) veio em casa pra assistir um desenho animado comigo e meu pai, e aff, que tarde chata do caralho...

Ninguém gostava da Anna , nem eu nem meus avós, agora não lembro o motivo, mas lembro que ela era pentelha , e essa vizinha sempre deixava a Anna lá em casa quando saia de casa e não queria levar a filha.E ai ficava lá a pentelha mimada fazendo mil perguntas ,achando pelo em ovo, e outros aborrecimentos semelhantes...

Então falei da Anna por que foi a mãe dela que nos convenceu a nos associar ao Marapendi que fica na Barra da Tijuca. E, muitas pessoas do prédio eram associadas ao clube. Inclusive a família da Juliana. Por falta de fotos , sou obrigado a fazer uma breve descrição da Juliana, Juliana, se não estou muito enganado era um ano mais nova que eu . Mas ela não gostava de comer (comida) , e a mãe dela também não tinha pulso firme para mostrar os benefícios da comida , as proteínas e enfim , o quanto a alimentação é importante para o indíviduo. Então Juliana passava muito mal, e , as vezes desmaiava e certa vez pegou cachumba, e mais a frente vou me referir a essa cachumba dela pra descrever um episódio da "nossa história" (pqp)... então, lembro-me de um domingo, que meus vizinhos e meus parentes jogavam botcha (o que é botcha ?? Vai pesquisar no Google que nem eu sei explicar direito, só sei que tem bola), e era um primeiro de Abril, e estava eu, como sempre, encantado com Juliana- eu disse que ia fazer uma descrição dela mas esqueci de fazer a descrição física - Juliana era morena , magra , (tbm não comia quase nada) e era do tipo que tinha franjinha, lembro me que perto de onde jogavam botcha eu tava contando alguma mentira pra ela (começei cedo =D), e ficava chateado dela não acreditar nas abobrinhas que eu falava. =S. E daí então, ela me disse :

- Pode contar as mentiras que quiser , hoje é dia da mentira mesmo eu não ligo
- Que dia da mentira ??? - eu até então não possuía essa informação sobre o primeiro de Abril.
- Dia primeiro de Abril é dia da mentira !

Fiquei muito puto , mesmo sendo pequeno , com aquela situação, e fui esclarecer com meu pai aquilo mais tarde, perguntei pra ele se era verdade aquilo e ele me acenou positivamente acerca do fato. Imagine como fiquei de cara. Me senti um burro de não saber aquilo e a menina que era mais nova que eu saber... sei lá , fiquei muito chateado mesmo, ai meu pai , pra me deixar ainda mais 'alegre' do que eu estava , soltou essa no ônibus :

- Também, você só procura, fazer caretas, não se interessa pelos assuntos, por isso não sabe nada...

Em parte era verdade.
Na minha infância, o excesso de zelo comigo me deixou um tanto quanto mimado.
E, eu não buscava me inteirar a respeito das coisas , de me aprofundar , e , ou crescer intelectualmente, preferia ser non sense, ou mesmo ficar fazendo careta pro espelho , que era realmente uma coisa que eu adorava ... criava palavras sem nenhum sentido , como por ex : "Borobobou"... é moh merda. Mas eu criei essa palavra na infância , que não queria dizer absolutamente nada ... lembro tbm de uma vez ,ir visitar o emprego do meu avô no centro, e a secretária liberar a máquina de escrever dela pra mim... eu escrevi que o cavalo era viciado em comer [uma palavra que agora não lembro] , e , essa palavra era algo que não existia, quando leram minha sentença tinham vindo me perguntar o que era aquilo e eu respondi que era uma espécie de capim.

Meu avô por muito tempo trabalhou numa empresa chamada Dedini S.A, eu não sei que função que ele exercia lá , mas , eu lembro que eu gostava da empresa por que eles tinham uns cadernões grandes onde eu podia desenhar a vontade , e era o que eu mais fazia , desenhar , sempre gostei muito de desenhar , o que no futuro me habilitaria a criar minhas próprias hqs , cuja produção nos dias de hoje eu parei quase que totalmente...meu avô creio eu , exerceu mais de uma função nessa empresa , ou exerceu em outra , numa nova fase onde , ele viajava muito , e certa vez fomos visitá-los em São José do Rio Preto , onde ele fechava um negócio. Foi a primeira vez que eu fiquei num hotel e vi amostra grátis de Sabonete, eu ficava fascinado com aquilo por que pensava que era uma miniatura . E eu gostava tbm, muito de viajar, principalmente de Itapemerim e Penha, muito embora, só os ônibus da Viação Cometa tivessem perfume nas poltronas. Além de que , os bancos da Viação Cometa eram vermelhos ... e nada ver mais uma vez com o assunto que eu tava falando antes, mas de qualquer forma...

Nessa viagem que fizemos a São José do Rio Preto, acho que foi o primeiro contato com a revista MAD que eu fiz na vida, era ano de Copa do Mundo e na capa , tinha Alfred Neuman com o uniforme da Seleção e uma legenda que dizia : "Força Brasil", o detalhe é que o Alfred Neuman estava cagando em uma privada , na capa... é foda né ?
Tipo , só lembro de baboseira , se ao invés de comprar uma revista MAD , meu pai tivesse me dito quanto é o PIB do Brasil, com certeza eu já teria deletado isso da minha memória e nem lembraria... hauaha, só lembro de merda... mas enfim... nessa viagem , se eu não me engano a gente entrou numa loja e meu pai comprou um chapéu de plástico... era época da Copa do Mundo e esse tipo de bugiganga estava na moda.Era daqueles chapéis verdes-amarelos ... acho que o berrante eu não levei pra casa. Mas o chapéu sim...

Das viagens que fiz na infância , foram poucas, São José do Rio Preto, algumas viagens a Curitiba pra visitar meu tio , eu ia com meus avós, por que meu pai trabalhava e não tinha como nos acompanhar nessas viagens... e uma vez, quando minha bisavó , veio nos visitar em Curitiba viajamos de trem para São Paulo, e, eu tenho poucas lembranças de São Paulo, só lembro de ter ido num shopping colossal, que me deixou muito impressionado . Não lembro muito da cidade em si. Ah é, a comida que foi servida no trem tava estragada (acho que eram os frios que não comemos) e muita gente no trem passou mal. =S.

Rio de Janeiro é uma cidade que assim como São Paulo possui metrô. Eu morria de medo de cair na linha do metrô e ser eletrocutado, como falei no post anterior eu vivia com medo de morrer. Era uma sensação estranha. Ainda bem que isso passou com o tempo. Hoje eu tenho medo de viver (to zoando, haauhaau). E, nessa fase que meu avô viajava muito , acho que ele era representante, e ,nós , meu pai e minha vó sempre iamos até a Rodoviária do Rio de Janeiro para nos despedirmos ou recepcioná-lo. Certa vez nessa rodoviária, eu, quis comprar de novo a MAD , mas meu pai falou que era muito "besteirenta", hauahaau, vai entender, ai acabou comprando um gibi da Mõnica. =P.


Eis aqui uma foto do prédio que a gente morava , como podemos ver há a construção da frente constítuida de dois blocos e a de trás e no plano inferior há o playground e no térreo a garagem (de 2 andares se eu não me engano)...

No Rio de Janeiro , eu, peguei catapora uma vez ; e catapora , é diferente de sarampo, apesar de , aparecer erupções na pele , como no sarampo , a diferença está no fato de que o sarampo é uma doença viral que apresenta entre outros sintomas tosse , febre e diarréia , danos cerebrais ou a morte (em alguns casos) , a catapora causa sintomas que na maior parte das vezes são benignos a crianças saudáveis. Pneumonia, infecção de pele grave, danos cerebrais e outros problemas podem complicar a doença, sobretudo em adultos. No meu caso o que resolveu foi a aplicação da vacina (em forma de injeção) e , depois de uma vez com a doença , vc fica imune a ela...

Eu odiava tomar injeção... puta merda e acho que na infância tomei muitas, e, só voltei a tomar outra mais tarde, quando tinha 10 anos e tive que dar pontos no queixo. (Mas essa é uma outra história). Principalmente vacinas preventivas contra doenças como rubéola e cachumba, entre outras doenças da infância , que, me preveni... com excessão da catapora que não me preveni e fiquei doente. Mas aos 9 anos , (isso já em Curitiba) eu novamente tomei vacina preventiva contra o Sarampo.

Esse assunto de doenças , nos remete novamente a Juliana, já que ela teve cachumba e ficou com a bochecha inchada (que é um dos sintomas da doença), é engraçado, que no mesmo período que ela pegou cachumba , rolava aquele papo que beijo (selinho), dava "sapinho" que é uma ferida que , não to a fim de pesquisar qual a origem se é lenda ou não e que todos nós já ouvimos falar... acho que , era , porque , eu queria, ir além da pegada na mão com Juliana (uau!), mas sem nenhuma maldade assim nesse sentido... mas eu queria mais. O que rolou foi que um dia ela deixou eu beija-la no rosto (noooooossa, que avanço, 2 passos pra gamar) , só, que , detalhe, é que,ela tava com cachumba, e ai rolam boatos e rumores de que ela teria deixado eu beija-la para que talvez eu me contaminasse . Verdade ? Mentira? Só quando eu morrer eu vou saber. Ou não... mas que se foda hoje em dia to cagando pra isso, eu era sentimentalóide na época só. Mas lembro que , no mesmo dia, levei ela pra dar uma volta na garupa da minha bicicleta - confesso que fiquei vermelho agora após essa confissão.

No ano de 1990 eu completaria 7 anos . Então era chegada a hora de iniciar meus estudos de primeiro grau. Acabou o período "Golfinho Mágico". A sorte que eu já sabia ler por causa da alfabetização que eu tinha posteriormente e isso facilitou que minha graduação na escola fosse a de cdf. Eu, desculpe a falta de modéstia, era muito bom na escola , muito bom aluno, estava entre as maiores notas, mas o colégio que eu estudei em si era ruim. Era particular, mas eu não gostava por que era carola. Era um colégio com forte orientação católica com freiras andando pelo pátio e pelas cantinas. Minha professora de primeira série era muito braba, todos temiam ela , acho que era falta de sexo, não sei, a professora reclamava por qualquer deslize por menor que fosse , ou, mesmo que não houvesse deslize havia sempre um motivo pra dar bronca em alguém. Um dia um aluno ficou chorando na sala de aula por que a mãe tinha ido embora (tinha o deixado na escola) e a professora teve que dar um jeito de contornar a situação.

Eu tinha um melhor amigo na primeira série. Nem sei o nome dele... acho que esqueci por que ele era meio chato. Hauahauah, mas lembro que ele usava óculos, e tinha o cabelo enroladinho, foi ele o primeiro a tirar minha inocência (olha o pensamento ai seus pervertidos !!!) , o que eu quero dizer foi que , ele acabou com minhas primeiras ilusões infantis. Ele me disse um dia no pátio do colégio enquanto lanchavamos que Papai Noel não existia . =S. Só que eu não acreditei nele e disse que meu pai não mentiria pra mim, ai ele ficou insistindo e insistindo na mesma idéia... aquilo me deixou com um nó na cabeça. Naquele dia quando voltei pra casa perguntei pro meu pai se Papai Noel existia. Ele saiu com uma resposta que não dizia nada com nada do tipo :

- Papai Noel está dentro de cada um de nós.

Eu acreditei que sim . Que Papai Noel existia apesar da resposta non sense. Só no ano seguinte que eu descobri a verdade. (Mas não fiquei traumatizado).Dai um dia esse mesmo amigo, estava conversando comigo... e que se preocupava com meu futuro, puta que pariu, olha o assunto de primeira série...e que ele não queria me ver no futuro trabalhando no circo , por causa do jeito que eu me portava perante a todos - ou seja, me tirou pra palhaço literalmente... enfim, são papos como esse que não saem da cabeça... mas eu fazia umas palhaçadas sem querer também...vou dar um exemplo: estava perto do dia das mães e tinha um comercial da C&A com um trocadiho "Bate Mãe" fazendo alusão ao "Batman" ou era "batemãe" tudo junto, não lembro , acho que era o negão da C&A até que fazia esse comercial... beleza, acontece que um dia , a professora sugeriu uma apresentação no pátio do colégio para os dias das mães que estava chegando. Daí então a professora perguntou se alguem tinha idéia de alguma música pra cantar com o coro da turma, eu levantei o dedo pensando que ia dar uma boa contribuição ai eu disse :

- Tem aquela : Bate mãe, bate mãe.... - a professora me olhou com uma cara de cu que eu nunca vi igual...dai ela disse :
- Não tem vergonha não ? Quer ir pra direção?
- Mas eu pensei que...
- Pensou errado!

Ela castrou minha liberdade criativa naquele momento. Fiquei receoso... depois desse dia nunca mais levantei o dedo na classe pra participar de nada. Ela sempre quis falar mal de mim pra minha vó, mas o que me salvava era que minhas notas eram elevadas , nunca tirava nota abaixo de 8,5, até por que , lá a média era 7,0 se eu não me engano... então não tinha o que ela contestar do meu resultado escolar. Resultado é resultado. Vai falar o que ??? É bem certo que eu estudava arduamente em casa toda a noite (por que o colégio era a tarde) e tinha vezes que ficava até as dez da noite pra completar as lições, e, eu desde sempre, principalmente a partir daí tive muita dificuldade em Matemática, e nas lições de Matemática meu pai tinha que me ajudar se não eu não conseguia terminar os deveres, mesmo assim em matemática eu tbm nao tirava notas abaixo de 8,5. Foram comprados alguns cadernos de caligrafia, se eu não me engano desde o tempo do Golfinho Mágico, quando começou minha alfabetização eu já estava no processo de aprender a fazer um "a" bem redondinho, um "b", etc, e fazer na linha , o que era o mais díficil de tudo! Meu pai as vezes se emputecia com a feiura da minha letra e me fazia repetir várias vezes , quase rasgava a folha do caderno com a borracha de tanto apagar. Mas minha letra era muito feia mesmo. Até hoje em dia não e muito bonita não...ainda bem que esse blog é digitado senão provavelmente vcs não iriam entender nada ...rs...

Esse colégio ai de vocação religiosa se chamava Santo Antônio ... e ficava muito londe da minha casa eu ia de ônibus escolar pro colégio . Ia no começo da tarde por que as aulas começavam as 1:30 e voltava pela noite , pelas 6 da tarde o ônibus passava pela casa de cada um e nos deixava em nossos respectivos lares. Minha avó sempre perguntava como tinha sido minha aula, meu dia, etc,etc, e eu sempre contava as coisas, que a professra era braba, e depois ela perguntava se tinha lição de casa , e, eu , sempre fazia a lição de casa depois da janta e ficava lá estudando todo dia geralmente até altas horas da noite . Eu disse da noite, não da madrugada. Ás vezes meu pai chegava cansado do serviço e não tinha muita paciência com minha ignorância em resolver certos problemas de Matemática, ai dava uns esporros, umas indiretas como se eu fosse burro e pá... acontece...

No ônibus escolar tinha um pessoal do prédio que me acompanhava umas meninas , e uns meninos que hoje em dia são totalmente anônimos a minha pessoa e não mantenho mais nenhum tipo de contato com eles , nem sei quem eram, mas alguma delas devem ter sido importantes pra mim pois eu cheguei a ficar , pouco antes de mudar pra Curitiba interessada numa menina um pouco mais velha que eu e essa era loira (será que começou ai ???) e , ela, um dia antes de eu me mudar escreveu uma carta dizendo que ia sentir saudades e pá... acho que perdi a carta depois desses anos todos, senão escaneava... Nessa época ai, minha avó me elogiou por que percebeu que eu estava com uma leitura de revista e textos mais rápida que a das outras crianças que gaguejavam muito pra ler uma sentença ou parágrafo por menor que fosse.

Colégio Santo Antônio e suas idéias de jerico : por duas vezes eu me dei mal no Santo Antônio principalmente por que eu sempre fui totalmente descoordenado fisicamente em tudo que eu fazia, fosse esporte, ou sei lá alguma atividade em grupo eu sempre me atrapalhava , o que aumentava minha fama de maluco por onde eu passava. Daí que , em virtude disso, o colégio resolveu promover umas gincanas malucas , com aquelas modalidades de correr com uma colher na boca com um ovo na ponta da colher, de pular no saco e outras bizarrices infantis... foram bem estressantes esses dias de Gincana... passada essa fase grotesca, a direção do Colégio me inventa de comemorar Festa Junina ao som de Lambada ; esclarecendo ; em 1990 Lambada tava na moda (assim como a novela Pantanal, tirando grande parte da audiência da Globo)e Sidney Magal tava na moda tbm... então acho que o colégio se embasou nesse contexto cultural pra promover essa mistura maluca... estava na moda também aquela música "Adocica meu amor, a minha vida ,adocica meu amor, adocica...", nem lembro quem cantava essa porra , mas rolava direto... e tinha outro tema bem em voga tbm com o tema Lambada. Adivinhem ... eu com a descoordenação filha da puta que tenho pra dança teria que dançar lambada com uma menina. Puta que pariu ! Ainda bem que não era com nenhuma menina que eu fosse a fim , segue a foto abaixo do Evento "Festa Lambada Junina" (que cheiração de meia)...


A menina negra e eu dançando lambada, minha sorte foi que ela dançava muito bem

Eu me dava muito mal nos ensaios , e a dança valia nota , pra piorar tudo... eu tava desesperado, já havia reclamado com minha avó que não gostava de dançar lambada, mas não havia nada a se fazer estava valendo nota e ponto final, meu compromisso era, bem ou mal, dançar , e procurar tirar uma boa nota com isso...eu ouvia além de Sidney Magal nos ensaios os esporros da professora dizendo que eu tinha que dançar de verdade , que daquele jeito era ruim , e , que , não era possível e blábláblá...
minha sorte era o meu par. Era uma menina negra... ela dançava MUUUUUUUITO , MUUUITO MAS MUUUUITO BEM! Qualquer cagada que eu fizesse ficava encoberta, por que ela mesmo pequena era uma estrela e fazia muito bem, parecia profissional, dançava fabulosamente bem. Já eu era nó cego pra caralho fico com pena do pé dela... mas acho que não cheguei a pisar nele. Não lembro o nome da menina, mas é essa ai da foto. A menina tanto nos ensaios quanto no dia da dança (que eu tava morrendo de vergonha) me conduziu muito bem, minha avó elogiou muito a menina por que realmente ela merecia , nota 1000 na dança.

O ano de 1990 foi bem agitado... além de marcar um divisor de águas , por ser o ano em que eu mudaria de lar, de amigos ,de vizinhos e etc, era o ano da Copa, e não se falava em outra coisa, todo mundo queria ver o desempenho do Brasil, e , eu, era pequeno pra entender, mas a maioria dos dias , era a família unida , meu pai, minha vó e eu, uma vez que meu avô estava viajando muito por causa dos negócios que empreendia em outras cidades.Eu tinha 7 anos . Não entendia a copa do mundo. Mas tinha o álbum de figurinhas da Copa que meu pai tinha comprado pra mim e toda noite depois da lição era uma alegria preencher o álbum junto de meu pai que me ajudava e comprava as figurinhas. Geralmente a gente colava elas no álbum em cima da mesa da sala , as mais legais não eram nem as de jogadores e sim as dos estádios , e as das seleções do Equador, Costa Rica, etc, etc. Eu tinha também o álbum de figurinhas da novela Bebê a Bordo que fez tanta propaganda na tv que enchi o saco do meu pai pra comprar , depois no mesmo ano tive um álbum (e esse eu devo ter em algum lugar até hoje) de figurinhas que tinham uns animaizinhos e tinha uma textura nas figurinhas que vc passava a mão como se tivesse passando num bichinho de pelúcia, era muito legal (Eu tenho que SCANNEAR isso!)eram vários bichinhos, cada figurinha vinha com um diferente, eram pandas e outros bichinhos peludos tinha 2 vol. acho que esse consegui completar os 2.

Infelizmente, apesar desse post ter ficado bem mais longo do que eu esperava ainda há coisas relevantes sobre 1990 que precisam ser faladas que eu não concluí ainda... espero que o próximo post seja o último sobre essa fase... mas como eu disse esse foi um período que ocorreram muitas coisas ... e eu não sei sintetizar...

Terça-feira, Agosto 16, 2005

 

[P#9] 1985-1990 - (Parte 5)

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Tocando guitarra ... pff... quem dera... se tivesse começado com essa idade, com certeza hoje em dia eu tocaria muito mais... essas guitarras vinham com umas cordinhas plásticas que me deixavam com bolhas na mão muito piores que as guitarras reais

Wooow...
Faz muito tempo que não posto aqui, e , quem lê isso pode ter a impressão as vezes que esse blog é só sobre minha infância mas a verdade é que mesmo fazendo uma síntese ha´muitas coisas da minha infância no Rio de Janeiro de que eu me lembro e coisas relevantes que eu ainda não contei. Foi no RJ que eu fui pela primeira vez na vida no Mc Donalds, e sempre pedia o já famoso Mc Lanche feliz, tbm, lá , no Rio de Janeiro vi pela primeira vez os Arcades de jogos clássicos como After Burner pro ex. que era um jogo de cabine simulando o vôo de um avião na guerra. Anos 80. I love it!

Para não , ficar numa sessão estacionária e avançar no conteúdo desse blog vou tentar ser mais objetivo nesse post , sem muitas análises (sera que eu consigo sintetizar alguma coisa ?). Acho que pra sintetizar , só com limite de folhas como ocorreu com minha biografia original onde parei , em meados de 1996. E para contar coisas mais relevantes , acho que hoje, vou seguir o roteiro, de forma mais linear , por isso digitarei aqui alguns trechos do que havia eu em 1999, escrito originalmente .

Culturalmente os anos 80 foram muito ricos , e contribuiram muito para a minha assimilação de mídia e arte , como por exemplo os programas de tv que estavam no ar na época , a série ALF o ETeimoso, MCGayver, entre outros , seriados, como Jaspion, Jyraia (não sei se é assim que se escreve), e na música , tivemos o primeiro 'boom' do rock nacional, o primeiro rock in rio, Tina Turner esteve no Brasil, diversos artistas hoje em dia conhecidos , vieram desses anos , que muitos consideram uma 'décdada perdida', provavelmente por que nos anos 70 , as conquistas tenham sido maiores ou não, enfim, não sei por que , eu acredito que os 80´s foram anos muito importantes pra toda uma formação cultural assim como para a solidificação da república com a conquista das 'Diretas Já' em 85 que rompia de vez com o regime militar, e o Brasil entra numa nova fase.

Óbvio que, nada é um mar de rosas , tivemos aí uma inflação altíssima, diversas tragécias , como a do Batomuch , (Titanic brasileiro ???) que naufragou, o nome original é francês, uma vez que o navio era francês, mas como ocorreu no Rio de Janeiro em 88 , pode-se considerar uma tragédia brasileira , a propósito escreve-se Bateau Mouche, mas , aportuguesando o nome fica aquela ortografia que citei acima. Na verdade o incidente ocorreu no Reveillon de 1988/1989, onde o navio que levava 142 pessoas naufragou, matando 55 dos seus tripulantes. O barco já havia contornado o Pão de Açucar aproximando-se a Copacabana quando seus ocupantes foram surpreendidos por ondas monstruosas.

Ás 23:30 o navio começou a ser invadido pela água que começou no convés do banheiro e perdendo o controle ao ter parado seus motores o navio inclinou e derramou seus passageiros ao mar, tripulantes de outras embarcações ouvindo os gritos de socorro jogaram bóias e coletes salva vidas , iluminando a área e recolhendo pessoas. Nos inquéritos foram apurados vários erros , entre eles a superlotação de uma embarcação que podia suportar no máximo 80 pessoas, os 9 sócios , donos do barco foram indiciados e depois absolvidos do crime.

Algumas pessoas , as que tinham habilidade de natação , tentaram se salvar alçando-se nos restaurantes a beira mar, porém, como aquela situação estava horrorizando os clientes abonados das regiões, portas e janelas foram fechadas para que não se visse tal 'desgraça' , graças a essa atitude , houve um número maior de óbitos.

A cidade ficou horrorizada com o incidente.
Mas, voltando , a cultura , no nosso apartamento o SBT não pegava direito, mas desde aquela época foi um canal um tanto quanto 'bizarro' , com seus shows de calouros , Pedro de Lara, Bozo, e outras coisas de dar medo... Havia tbm o programa do Fofão, e Toppo Gigio voltado para as crianças , a Xuxa, que a essa época já tinha conquistado o mainstream de ter ralado muito (a xota) no começo da carreira - (valeu a inspiração Camaleoa, rs), e o pior que eu , alienado, só podia ser, me entregava a manhãs de segunda a sexta vendo o Xou da Xuxa, cantando aquelas músicas PURAS e INGÊNUAS !!!! Onde Xuxa mostra que sempre foi temente e respeitosa a Deus , chamando o de 'O CARA LÁ DE CIMA VAI ME DAR'. Desde pequeno, minha educação, por mais que não fosse rigorosamente religiosa não admitia certas blasfemias como a proferida pela 'Rainha dos Baixinhos'. Anyway, eu gostava daquilo, daqueles programas e tudo o que se relacionava ao universo infantil. E temei meus camaradas , eu tive 5 ou 4 bolachões da Xuxa ... (não to falando de biscoito) , curtia mesmo... ai o tempo passa e vc paga mico contando das atrocidades da infância, como esse tipo de coisa.

Minha mãe , por essa altura morava em Cosmópolis, já tinha perdido minha guarda , e já que citei a Xuxa, pra ilustrar essa situação vale dizer que minha mãe 'Eo , eo , bobeou , dançou!'. É, mas , apesar da Xuxa , eu peguei uma geração boa de desenhos animados voltado para crianças , antes dessas coisas pavorosas e imbecilizantes do fim dos 90´s como Telle Tubies, Pokemon, Digimon e outras merdas do gênero. Na minha geração o pessoal sabia o que era Satan Ghost, Jaspion, Caverna do Dragão, Smurfs,Scoobby Doo , entre outras supremacias, a partir de 95 , pra cá , começou essa patifaria de "po-po-po-power ranngeeeeerrrs...." (até a música do seriado era imbecil) , e outras desgraças , e bordões horríveis, essa foi a era "é hora de morfar". Houve uma desevolução.

O Rio de Janeiro tinha um shopping enorme, muito maior do que qualquer shopping aqui de Curitiba, até mesmo maior que o Parque Shopping Barigui que é da mesma empresa, chamado, Barra Shopping, era a disneylândia dos shoppings, sem noção, gigantão e com uma infraestrutura como eu nunca vi igual. Esse era um dos lugares que eu frequentava na minha infância os outros eram parques de diversões, colégio, jardim botânico, Cristo Redentor e as praias.

O que acaba com o Rio de Janeiro e´a violência, se nos anos 80 a violência já era pesada , e , comprometia o turismo na cidade , imaginem hoje, com a magnífica administração (cof,cof) do sr . Anthony Garotinho, (mala) , com os frequentes tiroteios na Cidade de Deus, Favela da Rocinha . O Rio de Janeiro ,é um dos mais belos cartões postais do Rio de Janeiro, isso, por que , nunca fizeram cartões postais com as favelas , com os becos , com a sujeira , e sim com o Pão de Açucar , o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o que o Rio de Janeiro tem de melhor.
Tiro o chapéu pras praias de lá , são bélissimas , mas acho que não há mais bonitas do que as praias do Nordeste do Brasil.

Outra coisa bela no RJ é a topografia. Montanhas lindíssimas, são paisagens dignas de cartões postais mesmo, de , filmes, fotos, enfim, é muito interessante.A primeira vez que eu fui assaltado foi no Rio de Janeiro. Eu era pequeno e não entendi nada , nem por que haviam levado embora o relógio do meu pai. mas achei engraçado, estavamos eu , meu pai e minha bisavó, quando entraram dois rapazes armados dizendo que era um assalto, e que se todos coperassem tudo iria ocorrer bem.

Quando eu era pequeno eu gostava muito de carnaval, mas não dos desfiles que via na TV , por que esses são chatérrimos , moh tédio. E sim das festas no salão, dos bailes a fantasia ( Eu tinha fantasia de pirata, mas sempre quis ter uma do Batman), eu , influenciado por um colega com quem eu brincava sempre no Playground cheguei a torcer pro Vasco (mas não vingou, eu era criança) , ia em muitas festas infantis que rolavam no salão de festas, usei por anos aquela piscina, até um dia , que eu nunca vou esquecer, minha mãe tinha ido me visitar e eu , estava na piscina pra adultos (a piscina mais funda) e minha mãe me deu um tabefe na porta de casa por que eu joguei água na bunda dela , enquanto tomava sol. Mas na boa, não queria se molhar não tinha nada que ficar próxima a piscina...

Eu não sei quando minha mãe abraçou a doutrina dos Testemunhas de Jeová, mas creio que tenha sido no final dos anos 80 que ela tenha sido 'batizada' (batizada é sinônimo de engrupida, na minha sincera opinião). Eu , antes de cursar a primeira série fiz prezinho, pra falar a verdade , acho até que fiz maternal... lembro-me de uma vez quando eu era bem pequeno , e , ainda usava fraldas , de ver no meu quarto meu berço... po eu era bem novo... acho que tinha 3 anos, depois compraram uma cama pra mim, eu dormia no quarto dos meus avós... quando meu avô viajava eu dormia na cama com minha avó para não me sentir solitário. As péssimas lembranças que sinto são dos supositórios. Puta que pariu... quem foi o filho da puta que inventou isso ?
Os meus eram brancos...que podre... se bem que branco é minha cor favorita, mas podre é o supositório enfim. Eu rezava toda noite ou quase toda noite, sempre fazia uma oração a 'papai do céu' para agradecer o dia que estava vivendo, etc, etc. Mas eu, já criança sempre viajava... não sabia o que era amém... e também as pessoas a minha volta não sabiam me dizer o que era ... e por vezes eu pensava que era abreviação de amendoim... pqp...

Eu, sempre achava que ia morrer.
Era muito estranho. Eu vivia perguntando
'Vovó eu vou morrer ?'
'Não querido...'
'Se eu morrer pra onde eu vou ?'

Mas eu não tinha essas neuras por causa da violência da cidade uma vez que eu , naquela época nem tinha consciência disso, e , nem dessa violência. Mas eu tinha a impressão que a qualquer hora iria morrer. Meu avô até chegou a se irritar uma vez comigo por causa disso e dizia pra eu parar de 'falar besteiras'. É, eu pensava muito na morte... era estranho...até por que eu tinha uma infância feliz e não tinha motivos para pensar nisso...no prédio que a gente morava , um cara se queimou fazendo churrasco, foi acender , e o fogo foi na cara dele, ele correu desesperado , pra tentar apagar mas ficou com queimaduras profundas que deve carregar até hoje em seu rosto. Coitado...

Eu tinha muitos amigos na minha infância , principalmente os amigos do Playground, tinha a Roberta do Golfinho Mágico que era uma menina de quem eu era a fim, e uma vez, eu lembro, acho que foi a primeira vez que vi 'mulher pelada', que foi na ilha de Paqueta, meu pai tava tendo affair , com não lembro quem e uma hora eu fui tomar banho no banheiro e tinha uma menina tomando banho pelada . (Porra , vão tomar no cu, não to falando de nada excitante) Eu não senti nada. Achei estranho, por que eu nucna tinha visto uma menina pelada, mas pra mim na época foi tão irrelevante que eu nem lembro de detalhes, só que a menina era morena , quase mulata...

Mas voltando aos amigos da infância, a maioria deles moravam no mesmo prédio que eu, eram os amigos do Playground, meu pai , e minha avó sempre me levavam no Playground quando eu queria brincar , e eu sempre queria brincar nas minhas horas livres, geralmente de manhã, se eu não estivesse vendo Xuxa , estava no Playground brincando , jogando futebol na quadra que tinha ou nadando na piscina rasa. O playground daquele prédio tinha uma infraestrutura excelente. Lembro me até de haver um bar , onde vendia coca cola e chicletes, como se fosse um bar interno do prédio.
Haviam sempre os garotos mais velhos , que queriam ser os valentões, os mini babaquinhas , que , um dia , ou já, se tornaram babacas em nível macro, eu não lembro qual o motivo , mas um dia meu pai se emputeceu, subiu na minha monark (marca de bicicleta) e pulou em cima da bicicleta de um dos valentões que viviam nos ameaçando e ainda deu um puta esporro no cabra. Eu fiquei tão orgulhoso... comigo ninguém mexia mais, hauahaauaha.... e o pior que sempre rolava isso , era no prédio, ou , na escola a clássica choradeira 'eu vou contar tudo pra minha mãe'...
Depois as choradeiras , conforme vc vai crescendo, mudam de contexto e se adaptam a uma arte mais agressiva do tipo
' Ah é ? Vai ver na minha pica já...'
eram ameaças singelas , e com fundos de romantismo que nos mostram a evolução do vocabulário do ser humano , pipi vira pica , piroca , mas no ex acima , era uma ameaça , 'já vai ver na minha pica' equivalia a 'vou te pegar na saída'. Só que cada lugar tem o seu contexto cultural, e lá era esse o contexto. Profundo...

Eu aprendi a ler antes de entrar na primeira série no Golfinho Mágico, não era uma leitura absurda , mas também não era nada muito lento, eu conseguia por ex, ler agora a Turma da MÔnica numa velocidade muito superior (pra minha idade) do que os meus coleguinhas que aprenderam a ler depois de mim, ou que estavam aprendendo na mesma época , eu lembro que , depois de ser avaliado para ver como estava a minha leitura a professora disse : 'Foi mamão com açucar'... porra é engraçado como tem coisas que você apaga totalmente da sua memória e oturas vc não esquece nunca mais.
Quando eu estudava no Golfinho Mágico, foi a primeira vez que eu tive contato com a Síndrome de Down , não , não conheci nenhum pagodeiro lá se é isso que vcs subentederam, era uma menina 'Denise', eu acho que era o nome, a menina tinha muitos problemas , devia ter uns 13 anos e ainda não estava inserida nem mesmo na primeira série, ela usava óculos fundos , do tipo fundo de garrafa mesmo, um grau muito forte coitada... mas ninguém se metia a besta com ela...

O Golfinho Mágico tinha uma coisa legal, que , foi lá que eu tive minhas primeiras noções de inglês , palavras básicas, como "bird","home", etc, eu aprendi lá, era muito legal, eram palavras associadas a desenhos então subentendia-se a tradução. Legal mesmo. Desde pequeno eu já conhecia umas palavras do inglês graças a isso. Depois eu aprenderia mais programando em basic no msx. No Golfinho Mágico eu era a fim de uma menina chamada Roberta, o irônico é que meu pai estava tendo um affair com a mãe dessa Roberta, (o nome da mãe eu não lembro) e eu era a fim da filha...eu sempre vivia chamando ela ... mas quando ela vinha saber o que eu queria eu não falava nada... um dia ela ficou de saco cheio e me disse :

- Vc só me chama por bobeira né ???

Hauahau, que tosco lembrar disso nos dias de hoje, mas eu lembro de muita coisa da minha infância , de vez em quando eu tenho uns flashs... outras vezes eu chamava ela , no pátio do Golfinho Mágico e ela dizia :

- Que é ?
- Nada

Por que , provavelmente, eu não sabia o que dizer, acho que era mais uma coisa boba pra provar para os menininhos que eu falava com mulher ou qualquer merda do gênero, criança tem uma profunda relação com o non sense, e a minha relação era no mínimo umas 50 vezes maior do que a das outras crianças...

Sobre o Golfinho Màgico eu lembro ainda que meu pai ficou muito chateado comigo, por que , nós tinhamos uma pasta que carregavamos pras aulinhas de colorir, ou mesmo de alfabetização do Golfinho.Era dessas pastas plásticas com elásticos nas bordas , ai eu vi meu pai me esperando do outro lado da grade, e , sei lá o que me deu no dia peguei e joguei a pasta pro meu pai, bem num estilo 'toma que o filho é teu'. Huahauaahauahaua....meu pai ficou muito brabo, passou o dia inteiro passando sermão em mim enquanto me levava de volta pra casa, não lembro direito o discurso da msg, só lembro que ele tinha ficado chateado com aquela atitude , por que , o normal era eu sair de lá , me encontrar com ele e entregar a pasta pra ele levar enquanto voltavamos pra casa , e não a 'porra-louquice' que eu fiz.


Lembro-me bem desse dia. Meu sonho de consumo era ter uma miniatura de um carro antigo. Uma miniatura por sinal bem cara, e, que, pra se ter uma idéia era alimentada por combústivel ou álcool como os carros comuns , então a saída eram os karts e ou mini-bugs que haviam por lá, era o máximo em diversão...Nesse dia vou ser sincero, capotei o kart e bati num pneu, dos que ali estavam indicando a curva

Esse período do Jardim da Infância, é marcado também pelo começo da minha odisséia com as mulheres (haha) como já vimos no que eu acabei de narrar acima, por mais que não fossem abordagens perfeitas era o meu start inicial - ultra tosco por sinal. Eu queria ter namoradinhas , é , era bem o que eu queria, mas não era uma coisa cheia de malícias, até por que eu era bem bobinho, não tinha informação nenhuma e nem sabia o que era sexo, e nem rolavam selinhos nessas relações, o status de namorar pra mim aquela época era pegar na mão... pelo menos essa maldade mais 'heavy' eu não tinha. Roberta acho que foi a primeira 'namorada' que tive, e, que , com certeza nunca soube que era minha namorada, rs...aliás no fundo no fundo nenhuma das que eu tive sabiam... era o período Dom Juan jr. ahauahauah...

Daí era um pulo pra acabar as aulas no Golfinho Mágico e eu não ver mais a Roberta, ou Robertinha por que ela era pequena, e , hoje em dia eu nem lembro mais da cara dela, só que tinha pele clara e que era meio ruiva...mas não fiquei com o coração partido por causa dessa situação não... me partiu muito mais o coração eu não ver um amigo meu , de qual eu senti muitas saudades depois e cheguei a chorar em casa no dia seguinte ao término das aulas pois sabia que não o veria mais, hoje em dia nem sei como esse cara se chama, mas deve ter a minha idade, por ai... deve ter tido algum peso na minha vida pra eu lembrar que chorei por não mais vê-lo.

Então começa uma nova fase na minha vida , a fase final dos anos 80. Essa fase é marcada pela ascenção econômica do meu avô, onde, no final do ano de 1990 e aquela horrível copa do mundo em que o Brasil foi eliminado (acho que era a copa da Itália) e nós todos - da minha família - viemos morar em Curitiba. Mas tem muito chão pra chegar até lá ... eu vivenciei outra experiência digamos assim 'amorosa', antes de morar em Curitiba.

É engraçado que desde pequeno , eu tinha uma meta com essa coisa de 'namoradas' e tal, eu, sempre queria a menina X, não queria a menina Y, se a menina Y desse mole seria ignorada , totalmente deletada , por que minha meta era outra , com certeza !
Isso foi se enraizando no meu subinconsciente e eu acho que é isso que norteia minhas relações de fidelidade, amor verdadeiro, não trair, etc...mas nessa época era tudo brincadeira, tudo mais soft, eu não iria me machucar , se as coisas não dessem certo no plano amoroso por que minha vida era muito rica em eventos distintos e acontecimentos cotidianos, e era uma fase em que eu realmente era feliz, tinha muitos brinquedos, e , era o que eu mais gostava, ônibus, réplicas do Itapemerim e da Penha , caminhões da Elka , eu tinha até um Mini Mc Donald´s... qualquer dia tenho que encontrar essas fotos ...

Como já falei no post anterior a gente morava no terceiro andar de um prédio colossal no Rio de Janeiro, e tinhamos muitos vizinhos que nos cercavam pelos lados , por baixo, e por cima (não vão pensar em suruba) ,e, o prédio , como qualquer prédio era dividido em blocos. Tinha uma vizinha a Edna, que por coincidência era casada com um Roberto (Roberto tbm é nome de meu pai) e tinha dois filhos pequenos o , por coincidência tbm, Ricardo e a Juliana que tinha a mesma idade que eu . Era a minha melhor amiga no Playground, começava ai a novela das "amigas do peito", e , vinha eu de novo a me apaixonar pela garota... o irmão dela era uns dois anos mais velho que a gente . Eu costumava brincar com os dois no playground, principalmente de carrinho e de bolinha de gude, e tbm de carrossel , pegador , (adorava pegar ela - sabia que iam pensar merda, mas enfim) , de escorregador , e na areia que tinha ali pras crianças jogarem uma nos olhos das outras , hauaah, to brincando, a gente nunca fez isso.

Paralela a essa situação, eu tinha muitos brinquedos ,e, inclusive uma bicicleta, as duas bicicletas por sinal ganhei no tempo que morava no Rio de Janeiro , uma calói, aliás a Calói investia pesado em comerciais naquela época , tanto que era o sonho de consumo da criançada da época. Foi no playground do meu prédio que começei a andar sem rodinhas , é ... é verdade, a primeira vez que a gente anda sem rodinhas a gente nunca esquece mesmo... minha calói era azul. Nunca esqueci também os inúmeros tombos que levei antes de conseguir ter uma performance decente na bicicleta sem rodinhas. Chorei, me arrebentei , mas aprendi... e tudo no mesmo dia... depois passaram Merthiolate (é assim que se escreve essa desgraça ???) no meu braço e onde eu havia me machucado... e como ardia ! Depois de aprender a andar sem rodinhas a recompensa foi enorme ! Por que o playground como todo aquele prédio tinha uma boa infrestrutura que interligava seus quatro blocos, e , diferentemente do que possam pensar , o playground não era no térreo. No terréo ficava a garagem. E, pra poder tornar isso de uma forma 'visualizavel' , digamos , que, o playground era dividido assim , lado esquerdo - acesso a quadra esportiva e as piscinas , e o lado direito ficavam os brinquedos de criança, carrossel, escorregador, pátio com areia e o parquinho, entre os lados , esquerdo e direito estava o miolo , que era onde os prédios fixavam suas colunas então, tinha uma parte que era chamada 'a volta' que era onde a gente corria de bicicleta e dava voltas , no meio do miolo, haviam os andares superiores e inferiores , sendo que , esse miolo era oco, mas não havia risco de cair no chão e se espatifar na saída dos carros pra garagem por que havia um canteiro de flores que circundava a volta... era realmente um lugar ótimo pra morar.

E era lá , que eu andava de bicicleta, ou no meu tico-tico , quando eu era menor, conforme eu fui crescendo, meu joelho começou a ralar no guidão de plástido e , eu fui crescendo e foi percebendo-se a necessidade de comprar um novo brinquedo mais adequado a minha idade . E ai eu ganhei um carrinho de fórmula um de plástico, que tbm funcionava na base do pedalômetro, eu era muito consumista quando pequeno e tinha tantos brinquedos que meu apartamento era quase uma mini-disneylândia. rs.

Mas voltando a Juliana, Juliana, era , na minha concepção a melhor amiga que eu tinha no prédio... rolava um sentimento... pelo menos da minha parte... eu queria , usando os termos orkutescos de hoje em dia - formar um par - não sei se foi bem sucedido, embora ela nunca tenha se recusado a passar algumas horas comigo (brincando, porra!!!)no escorregador, e andando de bicicleta, eu sempre emprestava minha bicicleta pra ela ... eu era novinho , como pode ? Mas já ... sei lá... pensava nessas coisas... eu não lembro se consegui pegar na mão dela... acho que não ...

O post de hoje foi muito longo, mas , acho que evoluí em relação a tudo o que eu havia escrito antes, no próximo capítulo, eu, vou contar como terminou minha 'história de amor' pfff... com Juliana , e, também será o último post (assim espero) que complementara essa fase , a primeira fase da minha infância... então aguardem (e espero que o post seja menor) a conclusão dessa série.

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