Sábado, Junho 04, 2005

 

[P#8] 1985-1990 (Parte IV)

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Doki Doki Penguin Land : Clássico supremo do MSX , que marcou minha infância, com certeza esse é um dos jogos que mais joguei nos 80´s .

Aff... Faz tempo que não posto aqui, mas lembro que eu parei falando a respeito de programação em Basic no MSX. Era assim, eram publicados diversos livros e revistas pro sistema uma vez que estava em alta a linha de micros msx nos anos 80. O lado bom disso é que graças a esses livros e publicações a rotina constante de digitar programas deu habilidades para muitos de se tornarem programadores , uma vez que iam aprendendo mesmo que inconscientemente a usar as ferramentas da programação em Basic.

De tudo, porém, o que garantia o sucesso da linha no Brasil eram tbm os seus jogos e o seu custo benefício viável à população. Fora o simples fato de ser bem superior aos seus concorrentes da época , tanto em termos gráficos como em diversão. Haviam vários jogos interessantes, e era a época tbm do surgimento do Nintendo e mais tarde do Master System , concorrentes indiretos de 8 bits, no mercado. Mas a Sega chegou a produzir alguns de seus clássicos como Out Run e Hang on para MSX , conversões de arcades ou jogos tbm lançados para a linha SG 1000. Um desses jogos lançados para SG 1000 e que tbm ganhou uma versão MSX foi o acima . (Doki Doki Penguin Land).

Vários jogos foram lançados para MSX , entre eles jogos inspirados em filmes como Rambo II , Goonies, Back to the future, e milhares de outros, uns numa qualidade péssima de gráficos, e de diversão zero , e outros maravilhosos, verdadeiros clássicos do MSX como Road Fighter, da Konami, aliás a Konami produziu jogos muito bons para a linha MSX , grande maioria se tornaram conhecidos do público em geral fazendo assim mto sucesso .

Esse jogo em particular teve muita importância na minha vida pois era um dos que eu mais jodava no modo vs. com meu pai, é um jogo estratégico onde sua meta é levar o ovo até a penguim-fêmea sem deixa-lo quebrar . Muito bom o jogo, e pra época possuía gráficos excelentes, era a SEGA, mostrando já há 20 anos atrás que era capaz de fazer coisas estupendas no mundo dos games. Por isso que digo , SEGA é uma passion muito grande na minha vida. Só perde pro Sonic... que por sua vez é da SEGA. =p. O interessante é que eu jogava mal quando pequeno... existiam dois controles para se plugar no teclado, mas quando o jogo era direto no teclado eu jogava muito , muito, muiiiiiiiiiiito mal. Sem noção. Nesse jogo ai eu vivia pedindo pro meu pai pra ele quebrar o ovo, (pois assim chegaria logo a minha vez de jogar, mesmo sendo prego) mas foram raras as vezes que meu pai quebrou o ovo. Mas enfim disputavamos juntos vários jogos pq meu pai sempre gostou de jogos eletrônicos.

Nessa época , eu , estudava no Jardim da Infância, antes de estudar na primeira série. Numa escolinha chamada "Golfinho Mágico",e lá encontrava outras crianças , brincava , e , as aulas eram simples, podia se trazer os brinquedos pra escola, era um lugar mais voltado para que as crianças não ficassem fechadas em casa ou coisa parecida , mas , se eu não me engano foi lá que eu aprendi a ler e escrever , ou seja teve um saldo positivo , muito benéfico na minha vida . E nessa época eu começei a ter minhas primeiras "namoradinhas". Não quero ninguém lendo isso aqui com cara de espanto pq, toda criança tem essa fase ai. Hauahauahauaah. A menina que eu gostava no Jardim se chamava Roberta. Já a que eu gostava no Playground do meu apartamento se chamava Juliana.

Quando criança eu era muito alegre, muito extrovertido, vivia uma infância feliz, apesar das investidas da minha mãe . E isso mudou na adolescência, quando começou a surgir a timidez e meu modo de ser mudou muito. Poucas características da minha infância se mantiveram intactas na juventude e na vida adulta. =S. E era cheio de nuances estranhas tbm, hauahaauaha. Uma vez eu estava indo para o Golfinho Mágico com minha avó , e a gente viu algumas folhas caindo de árvores , e ela disse .
"- Olha ! No chão, essa folha é novinha...
- Novinha em folha ?
- É, é sim novinha em folha...quando uma coisa é nova usamos essa expressão..."
eu fiquei pensativo, e daí soltei uma pérola Ricardiana...
"- Ahhh ! E vc ! Vc é velhinha em folha ?"
Minha avó fechou a cara , não gostou da minha brincadeira.

Culturalmente falando , eu perdi muita coisa boa da época dos anos 80 , como o evento Live Aid, o Rock n Rio e o surgimento das bandas de pop/rock boas, perdi a chance de ver Cazuza vivo... e morava na mesma cidade que ele . =S . Mas são coisas da vida , com aquela idade se conhecesse tbm não ia fazer a menor idéia do que era .E nem de qual sua importância enquanto pessoa, enquanto poeta, enquanto músico, enquanto inspiração, etc, etc.

Me lembro de uma vez que meu pai comprou o Vinil da banda Supertramp pra tocar no toca discos dele. Porra, altos pesadelos por causa daquela capa. A capa do disco, tem um homem segurando um livro... só que ao invés da cara do homem estar na cabeça ela está no livro. Po eu era pequeno e não entendia o que era uma arte gráfica, ou uma montagem com seis, cinco anos de idade. Meus pais e avós explicaram que o cara tava vivo, que não tinha morrido apesar da cara dele estar na capa do livro. Mas eu não entendi porra nenhuma . Pra piorar sou do signo de Peixes que tem tendências a ter viagens e viagens em torno de vários temas e acabar gerando um pensamento obtuso e totalmente fora da realidade. Outro disco que me assustei com a capa foi o da coletânea "Money For Nothing" do Dire Straits. É uma montagem onde não aparece a cabeça do Knopfler e nem seus braços enquanto ele toca Les Paul. Mas esse o susto foi um pouco menor...

Em casa se ouvia rádio sim , e principalmente ouvia se muito no rádio do meu pai. Uma vez ouvindo a música Eduardo e Mônica do Legião , eu perguntei pro meu pai se a Mônica era a Mônica da Turma da Mônica, hauhaauahaauah, eu nem sacava de letra de música , de poesia, era muito pequeno pra entender. Mas eu gostava de gibis. Adorava Turma da Mônica na minha infância por isso da associação bizarra da música com o gibi. Eu sempre pedia pra comprarem gibis da Mônica. E ficava muito feliz quando tinha um pra ler, ou quando compravam. Maurício de Souza foi cultura na minha vida. Ta pensando o que ? =P. Uma vez eu pedi pra minha vó parar na banca pra comprar uma revista da Mônica. Mas ela só disse que só ia comprar quando fosse pra mim ler mesmo e não pra eu ver só as figuras. Por que até então eu não lia ainda os outros liam os gibis pra mim entender a história. (Haja paciência).

Outra coisa que sempre gostei foi de microfone. Eu adorava . Não podia ver um na frente que já queria cantar , ou falar, criar histórias , inventar coisas . Acho que foi daí que foi a idéia que tive de pedir de presente um gravador . Poxa como fiquei feliz com o gravador. Passava muito tempo com ele, gravando, gravando, gravando. Ele era um gravador grande antigo, de se ligar na tomada. Um dos meus presentes favoritos posso dizer que usei bastante ele até meados de 1992, quando esculhambou geral e o gravador ficou "escangalhado" (uma gíria pra quebrado, muito comum no RJ). Só gravava em volume baixo e pouco tempo depois estava inutilizado.

A primeira vez que vi CD na vida foi no Rio de Janeiro quando meu avô comprou um aparelho de som novo pra sala e esse aparelho vinha com um toca cds, toca discos e duplo deck.... woooow , em 1996 eu descobri que com duplo deck podia fazer overdub da minha voz e ai foi que começou minha paixão de vez por esse sistema amador de gravação. Na época era um dos mais modernos aparelhos de sons , e os primeiros cds
que foram comprados era de Jùlio Iglesias, tinha um outro que era instrumental, mas naquela época Compact Disc era uma coisa meio distante da realidade nacional, ainda não havia se popularizado, ams lembro que tinham comprado o CD da Angélica tbm, hauahaau aquele da musiquinha "Vou de Táxi... su sabe ...."
ahauahauahaauahauahauaah

Vou ficando por aqui , quero todos vivos pro próximo post.
=P.

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