Quinta-feira, Abril 28, 2005

 

[P#6] (1985-1990) - Parte II

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Maus tratos em Cosmópolis , na foto com 3 anos (1986) e de volta ao apartamento no RJ

Eu não gosto de falar muito sobre essas brigas de família no blog,
por que da a impressão errònea que eu tive uma infância infeliz, mas
como , estou comprometido com a verdade, não podia deixar de comentar
esses trechos mais pesados. Mas, esse é apenas um dos lados da história.
O lado ruim, o lado bom começarei a contar a partir do próximo post (espero)
mas pra dar sequência ao que dizia antes vem aqui a segunda parte que compreende
os anos entre 1985 e 1990.

Continuarei nesse capítulo dando ênfase ao que eu estava dizendo
antes, para poder concluir esse lado da história de uma vez.
Minha mãe havia preparado aquela cilada para a minha avó , por que uns dias antes
minha mãe havia me levado para Cosmópolis, onde ela estava construindo uma casa
e quando voltei de lá , voltei com um machucado muito feio no rosto (foto).

Minha mãe apareceu um dia no AP no Rio de Janeiro, falando que iria me levar de volta a Cosmópolis, então minha avó sugeriu, que como eu havia me machucado feio quando havia viajado pra lá ultima vez, que ela fosse dar um passeio comigo pelo
Rio de Janeiro, o que seria menos perigoso. Foi aí que minha mãe se irritou, e
preparou o episódio que eu contei no capítulo anterior.

Tendo visto, que sua armação não tinha vingado, minha mãe optou por outra tática para conseguir me tirar dos meus avós . Lembro-me , e dessa eu lembro mesmo, quando a polícia apareceu a tarde na nossa casa intimando minha avó a comparecer na delegacia, de forma que ela teria que deixar, senão seria presa. Eu fui junto, minha mãe estava na delegacia dando queixa, eu fui até o guichê e tentei falar, que não queria ir com ela. Foi em vão . Não me escutaram, e eu fui naquela mesma tarde, e contra a minha vontade, aos berros até Cosmópolis. Realmente esse foi um dia traumatizante (tanto que não me esqueci dele). Chorei muito. Acho que dessa vez
devo ter passsado cerca de um mês e meio na casa de Cosmópolis , que minha mãe tinha,
no terreno do quintal da minha madrinha. Nessa época , minha mãe trabalhava numa loja de tecidos chamada Teka. Conseguiu ficar lá até o começo dos anos 90. Teve uma certa evolução na empresa melhorando os seus ganhos a cada ano, mas não mudou sua condição. Continuava pobre.

Ao mesmo tempo, estava em andamento na justiça , a minha guarda. Como minha mãe estava em Cosmópolis, SP, a decisão judicial seria lá. Mas , como esses processos são mais lerdos do que o orkut abrindo uma página na net, demorou ainda para que a justiça decidisse quem seriam os meus tutores.

Foram férias horríveis em Cosmópolis, em que vivi no meio de sujeira, brinquedos feios , pessoas mal educadas, e recebi uma educação porca. A única coisa boa que havia lá era um gravador que me distraia de vez em quando e um pianinho de brinquedo, desses feitos pra criança , pianinho rosa (heheh) , e eu cantava as musiquinhas que criava na infância, óbvio que eram letras e melodias que não tinham nada a ver com nada, culminando no besteirol comum de crianças da idade que eu tinha na época. De resto minhas férias foram muito ruins. Meus padrinhos me tratavam mal, não podia-se ver tv, nem fazer nada lá , porém minha mãe tentou fazer minha cabeça. Crianças são muito mais fáceis de serem manipuladas. Eu começei a me acostumar com a nova ambiência e lembro que minha mãe sempre dizia :
"Será que são seus avós, querendo nos separar filhinho ?"
O jeito que ela falava , me induzia a crer que meus avós voltando para me pegar seria algo horrível, ou seja me desnorteava me deixando longe da realidade.
Quando meus avós conseguiram na justiça uma brecha para que eu pudesse ser buscado e trazido de volta para o Rio de Janeiro (isso era possível porque minha guarda ainda não tinha sido decidida) eu voltei chorando, não queria sentar no carro, estava com a mente psicótica, tive várias noites de pesadelos, andava pelo apartamento sempre me arrastando pelas paredes, não confiava em ninguém. Estava abaixo do peso normal.
Quando meus avós pararam numa churrascaria na beira da estrada eu estava com tanta fome que comia com as mãos e punha muita coisa goela abaixo.

Foi preciso eu frequentar uma psicóloga pra voltar ao meu estado natural de criança saudável e sem crises de choro e pesadelo toda noite. Fui levado até um médico antes de passar por um psicólogo. E lá, fui levado pois voltei de Cosmópolis com o genital inchado e sentia dores para urinar. Por isso eu não queria sentar no carro. Por que doía. Depois de um tempo , ele voltou ao normal . Lembro de poucas coisas das sessões com a psicóloga, só lembro que ela se chamava Patrícia, e para que eu conversasse com ela , ela me mostrava revistas que tinham ônibus de viagem . Minha paixão quando eu era criança eram os ônibus, e meu grande sonho era ser motorista de ônibus (hauahaaua, como os sonhos mudam). Mas vou falar sobre essa paixão por ônibus, mais a frente, na parte light dessa bio. rs.

Muito provavelmente, minha psicóloga deve ter ficado horrorizada com o que contei para ela durante as sessões , pois foi exigida a presença da minha mãe no consultório dela. E após essa sessão, Patrícia percebeu que de certa forma minha mãe representava uma ameaça para mim, ela tinha um distúrbio de preferir me ver morto, já que não podia ter a minha posse do que me ver sendo criado pelos meus avós.
Concluída essa sessão ela recomendou que a gente ficasse pelo menos um mês longe pois minha mãe poderia tentar me levar pra longe, me sequestrar , ou coisa parecida.

Então, como eram férias de inverno, meus avós , sem contarem nada para ninguém - só para meu pai, que morava com eles, mas não podia largar o emprego , então não poderia viajar. Me levaram para Ilha de Paquetá onde fiquei um mês com eles. A ilha de Paquetá era muito bonita e volte e meia meus avós me levavam até lá simplesmente a passeio, diferente do que ocorria dessa vez. Foi lá a primeira vez que vi charretes, cocô de cavalo, bicicleta com cinco lugares pra sentar , entre outras coisas , as maiores diversões de paquetá era o passeio com as canoas, eu pegava um remo geralmente , e , meu pai pegava o outro e revamavos mar adentro, mas não iamos muito longe.

Minha mãe ficou me procurando incessantemente mas não conseguiu descobrir onde eu estava . Quando voltamos , seria decidido qual seria o meu futuro, e com quem ficaria a minha guarda, além de tudo, apesar de os juízes sempre darem a preferência para mãe na briga pela guarda dos filhos, foram apresentados muitas provas que minha mãe tinha um comportamento irresponsável quando eu estava próximo dela , mas não conseguiu-se provar ao mesmo tempo que meu pai era responsável. Algumas provas foram apresentadas a favor do meu pai como a foto acima , que mostrava a irresponsabilidade em cuidar de mim e uma carta escrita pela psicóloga em que fazia uma avaliação negativa da minha mãe. Contudo isso não seria o suficiente pra ela perder minha guarda .

O que lhe tirou minha guarda foi dizer, que, ela queria receber a pensão do meu avô, e não a do meu pai, então o juiz deu uma sentença dizendo que ela também não ficaria com minha guarda , uma vez, que , estava interessada no dinheiro e não na minha guarda propriamente dita. Ou seja, minha mãe ajudou a se afundar.No final das contas , a minha guarda ficou por conta dos meus avós. A partir daí caberia a mim decidir se passaria ou não as férias em Cosmópolis com minha mãe ou não.

No próximo post falarei das coisas boas dessa época.
Até a próxima.

Sexta-feira, Abril 15, 2005

 

[P#5] 1985-1990 (Parte 1)

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Infância , 4 takes : No berço (bem novo), na balança improvisada que meu avô construiu , na balança de novo com a bola (esse terreno é o da casa) e fazendo o que há de melhor na vida na última (comendo)

Andei meio desanimado pra postar essa semana , mas aqui estou eu de volta pra continuar a narrativa, de onde parei :
Sem que minha mãe soubesse em meados de 1985, minha vó mudou as pressas , deixou uma das passagens com meu pai para que viajasse assim que pegasse a dispensa do serviço.

Com a mudança , meus avós deixaram a casa maior para meus tios morarem nela, como falei, meu tio por essa época conheceu Marilene (minha tia) e ambos casaram pouco tempo depois . Nessa situação, meu pai segurava vela, então achou melhor passar a morar na casa menor que meu tio havia construído e havia desocupado. Assim sempre que voltasse do serviço poderia dormir lá.

Mas , meu tio não gostou dessa situação e para evitar que isso acontecesse destruiu a casa que tinha construido, expulsou meu pai do terreno, influenciado pela esposa , e meu pai passou uma noite ou mais na rodoviária velha de Curitiba. Como aquela situação assim não podia continuar , meu pai procurou conseguir dispensa do serviço o mais breve que pudesse , e quando sua situação se regularizou , viajou para Curitiba.

Minha mãe demorou um certo tempo pra descobrir o que havia acontecido. E quando descobriu ficou possessa , foi na rádio e disse que minha avó havia "me sequestrado".
Alguns anos mais tarde, ela perdeu a minha guarda, houve uma audiência e meu pai estando no Rio de Janeiro viajou para São Paulo, por que seria lá a audiência.
Minha mãe estava prestes a ganhar minha guarda , o juiz ja lia a sentença dizendo que
meu pai teria que todo mês pagar uma pensão , mas minha mãe adiantou-se ao fim da sentença e disse :

- Mas eu não quero receber pensão do Roberto. Quero ganhar a pensão do pai dele!

O juiz ficou perturbado com essa situação e acabou não dando minha guarda a nenhum dos dois . Nem pra minha mãe e nem para meu pai, ele acabou interpretando que se minha mãe queria receber pensão do meu avô, meus avós tinham sim, então, mais responsabilidade que meus pais, dessa forma quem ganhou a minha guarda foram os meus avós.

Antes disso, minha mãe ficou sabendo que minha avó havia me levado com ela para o Rio de Janeiro através de meus tios , que acabaram contando a verdade pra ela.
Ela foi atrás de nós, e acabou conseguindo o endereço, como os esforços de acusar minha avó por sequestro foram em vão, um dia ela , com posse de um gravador na bolsa , começou uma conversa com ela, a principio uma conversa amistosa , mas depois minha mãe veio com umas perguntas estranhas , nessa linha :

- Lembra quando você tentou me matar ?
- Do que vc esta falando, Lindaura ?
- Daquela vez que tentou me matar ?
- Por que vc está repetindo essas besteiras Lindaura, eu nunca tentei lhe matar!
- Por que vc tentou me matar ?

Minha avó percebeu que a pergunta não mudava . Acho que percebeu que minha mãe estava tentando induzi-la a dizer algo que a incriminasse de alguma forma. Ai teve o insight, e pediu pra minha mãe abrir a bolsa. Minha mãe não quis. Mas minha avó deve ter percebido que havia algo de estranho com minha mãe aquele dia, foi então que disse :

- Lindaura ! Abra essa bolsa agora e me da a fita que tem nesse gravador.

Minha mãe não tinha como negar. Tinha sido pega de surpresa, ela estava realmente com um gravador na bolsa . Com as mãos trêmulas e chorando minha mãe deu o gravador pra minha avó que , havia ficado fora do sério com aquela situação. Ambas tiveram essa discussão na cozinha do apartamento do Rio de Janeiro.

Com raiva minha avó tirou a fita K7 do gravador , partiu ela no meio(a fita K7) e arrebentou a fita (a fita mesmo, aquela que passa a música)e falou que não ia arrebentar o gravador por que sabia que minha mãe era de origem pobre e que o gravador era da irmã dela, mas deu um ultimato para que ela não voltasse mais lá
e nunca mais gravasse nenhuma conversa com o intuito de criar uma armadilha pra ela.

Minha mãe, saiu chorando de lá percebendo que seu plano havia fracassado.

Terça-feira, Abril 05, 2005

 

[P#4] "NADA PERMANECE SEMPRE IGUAL(...)"

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Essa é a capa "linda de morrer" da biografia original que eu começei no dia 04 de Julho de 1999 e esqueci de por a data de quando completei-a

Depois de alguns meses, Lindaura e Roberto se casaram.
Essa época eu já havia nascido, mas o relacionamento da minha mãe com meus avós e com meu pai estava estremecido.

Minha mãe passou a morar na casa dos meus avós, e alternava entre os estudos e o trabalho , embora não gostasse nem de um nem de outro. Tinha o berço que ficava no quarto do meu pai. Que anos depois , seria meu quarto tbm. E eu ficava no berço.
Vim ser levado para Curitiba quando tinha 11 meses de idade.
Minha mãe saia , e ia trabalhar, mas não conseguia se fixar nos seus empregos por muito tempo,
acabou reprovando o segundo grau.

Minha mãe era imatura , e muitas vezes jogava fralda suja em baixo da cama, ou simplesmente não trocava minhas fraldas. Certas vezes fugia pela janela para ir tomar cerveja com os amigos, meu pai trabalhava desde os 14, começou como office boy e com a experiência adquirida foi exercendo outras funções. Então cabia a minha vó
cuidar de mim, trocar minhas fraudas, me alimentar, e , inclusive , foi graças a ela que aprendi a andar sozinho, pois eu só engatinhava ou dormia.

Eu não gostava de comer , apesar de ser gordinho quando pequeno, para isso foram usadas as mais diferentes estratégias , aquelas brincadeiras de "olha o aviãozinho" e outras tolices, que funcionam, quando se tem a meta de fazer uma criança comer.

Quando eu pegava no sono profundo , minha mãe , que chegava de madrugada das farras das quais participava resolvia me trocar de roupa, mesmo , estando eu com a roupa limpa. Sabemos o que acontece quando um bebê tem o sono interrompido,não ? Então eu chorava demais, chorava sem parar. E , indiretamente , isso acordava meus avós que a essas alturas estavam em um sono profundo.

Como essa situação se repetia diariamente - a toda madrugada- meu avô certa vez acabou escurraçando minha mãe de casa , pois ninguém mais conseguia dormir. Inclusive eu. Muitas vezes, só recuperava o sono quando minha avó levava-me para o quarto deles e enfim eu recuperava a muito custo o sono perdido.

Meu pai também não conseguia dormir com essa situação. Acordava todo dia as seis da manhã para ir trabalhar . Então para não ter mais conflitos diretos com minha mãe, ele optava por dormir na sala, enquanto ela dormia no quarto dele.

Quanto a meu tio, esse tbm havia casado ou se amigado com minha tia e construído uma casa menor nos fundos do quintal, pois o quintal era grande , então construiu uma casa no mesmo terreno para que pudesse morar com a esposa. Depois quando meu tio acabou de certa forma 'herdando' a casa de meus avós destruiu a casa nos fundos para que meu pai não pudesse , quando voltasse do trabalho dormir nela. Tampouco dormiria na casa que tinha pertencido aos meus avós pois assim 'perturbaria a intimidade do casal' ou 'segurarira vela' , coisas do gênero. Muitas noites então meu pai dormia na rodoviária, mas esse é um capítulo, que aprofundarei mais a fundo, nos próximos posts, para que vcs possam entender qual o contexto dessa situação.

O casamento de meus pais , não chegou a durar dois anos. As histerias de minha mãe , as agressões , as brigas, os xingamentos e conflitos gerais dessa relação ,foram fatores que acabaram desgastando ambos. Foi a derrocada do relacionamento deles. Meu pai, não amava minha mãe, e minha mãe também não amava meu pai, não gostava dos presentes que lhe dava e inclusive isso era motivo para ela brigar com ele. Uma vez meu pai
deu-lhe uma calça jeans de presente. Minha mãe ficou chateada pois tinha pra si que ele havia comprado a calça com uma vendedora que devia ser mais bonita que ela , ou, comprou pra ela , mas pensando em outras mulheres. Era díficil viver asssim.

Na mesma época , meu avô, - J.Brino* - trabalhava no setor náutico das lojas Mesbla (Mesbla Náutica) e havia recebido uma proposta de emprego no Rio de Janeiro , meu avô mudou primeiro , enquanto procurava um apartamento para que pudessemos morar . O resto da família , incluindo meus tios que já tinham montado uma casa de alvenaria no fundo do quintal , minha vó , meu pai e minha mãe permaneceram por aqui durante algum tempo.

A situação não mudava , minha vó foi limpar a casa certo dia , e , encontrou embaixo da cama milhares de fraldas usadas, ou seja o quarto estava com um mal cheiro insuportavel. Eu chorava no bercário . Minha mãe tinha deixado um bilhete, já que havia pulado pela janela , como era de praxe quando ela enchia o saco de cuidar de mim , em que dizia 'Essa criança precisa ser trocada', eu chorava por que - literalmente falando - eu tava cagado.

Minha mãe cometeu outros deslizes na minha educação, só dava porcaria pra mim comer, como eu não comia as coisas que são realmente importante e que contem proteínas, minha mãe não me forçava a comer esses nutrientes , por ela eu teria crescido só comendo iogurte, pipocas e outras variantes que não sustentam. Minha vó me reeducou alimentando me direito e me ensinado a andar , uma vez que , eu só queria dormir, e se deixasse podia passar o dia inteiro dormindo. Acho que por isso que eu era obeso quando pequeno , dormia demais.

Pra finalizar esse capítulo, e deixarem vcs mais curiosos - se eu terminasse no parágrafo acima isso não ocorreria, hahahaahahaha... rs - depois de muito procurar meu avô encontrou um apartamento no Rio de Janeiro - que anos depois eu fui descobrir que era da construtora do Sérgio Naya - e disse a minha avó que podia preparar as mudanças que nos mudariamos para o Rio de Janeiro onde ele já tinha se fixado numa empresa siderúrgica (Dedini S.A) e estava estável economicamente e na questão de moradia tbm. Minha mãe passava praticamente o dia inteiro fora . Não cuidava de mim. A mudança foi levada em um dia só, esvaziando a casa rapidamente.
Minha avó achou por bem me levar junto com ela ao invés de me deixar naquele fogo cruzado entre minha mãe e meu pai. Deixou uma passagem pra quando ele pudesse mudar para o Rio de Janeiro, já que ele tinha responsabilidades no emprego que trabalhava e não poderia sair assim de uma hora pra outra para uma viagem de última hora .
Mas minha mãe não foi alertada sobre o que estava ocorrendo. Não lhe contaram que havíamos mudado para o Rio de Janeiro. E a partir daí novas tramas iriam se desenrolar ...

*ver asterisco do segundo post

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